A LEITURA NAPERSPECTIVA DAPRÁTICA ESCOLARSecretaria de Estado de Educação do Estado de Minas GeraisSubsecretaria de Desenv...
Objetivos do minicurso• Refletir sobre algumas concepções de leitura e asdiferentes estratégias para a prática escolar• Co...
LeituraDélia Lerner“O desafio é formar praticantes da leitura (...) e não apenas sujeitosque possam “decifrar” o sistema d...
CompreensãoG M P J N U I K H M X E R S T U V S P K QSELA ESTRIBO RAÇÃO CAVALO BOTAO HOMEM MONTOU NO CAVALO E SAIU.
LeituraIsabel Solé“Podemos afirmar que, quando um leitor compreende oque lê, está aprendendo; à medida que sua leitura oin...
Compreensão – Antes da LeituraIdeias Gerais Alunos e professores devem estar motivados paraaprender a lerO professor dev...
Compreensão – Antes da LeituraObjetivos da leituraLer para obter uma informaçãoLer para seguir instruçõesLer para apren...
Compreensão – Antes da LeituraAtivação do conhecimento prévioDar uma explicação geral sobre o que serálido, indicando sua...
Compreensão – Antes da LeituraEstabelecimento de previsões sobre o texto a partirde índices textuais:TítulosIlustrações...
Compreensão – Durante a LeituraTarefas de leitura compartilhadaFormular previsões sobre o texto a ser lidoFormular pergu...
Compreensão – Durante a LeituraUtilizando o que se aprendeu: a leitura independentePreparar textos específicos para que o...
Compreensão – Depois da Leitura• A ideia principal• O resumo• Formular e responder perguntas
Estratégias de leituraISABEL SOLÉDecodificação: decifrar o código escrito.Seleção: permite que o leitor se atenha apenas a...
Estratégias de leituraDOUG LEMOVConexão: analogias com outras experiências prévias.Observação: fazer observações no texto ...
ExercícioBOLO ENG__DAMARIDOIn___dientes4 xíca___ (chá) de leite deco___3 xí__ras (chá) de a__car2 xícaras (chá) de fari___...
Leitura para todas as disciplinasDoug Lemov“. . . eu defendo que o valor da leitura também está no atode ler em si, com os...
Habilidades de leitura• Decodificação: processo de decifrar um texto paraidentificar as palavras faladas que ele represent...
Habilidades e técnicas de leituraDecodificaçãoRepita o erroMarque o lugarAspectos gramaticais e de sintaxeAspectos do cont...
Habilidades e técnicas deleituraVocabulárioUso múltiploCompare , combine, contrasteSuba de nívelDestaque a sintaxeDe volta...
Habilidades e técnicas de leituraFluênciaOusePeça leitura teatralVerifique a mecânicaEnsaboe, enxágue e repita
Técnicas de compreensãoAntes Durante DepoisContextualização Não espere ResumaFoco Perguntas baseadasem evidênciaMelhoresco...
FORMAÇÃO DOS GRUPOSGrupo HabilidadeTécnicas página1-DecodificaçãoTodas 286 - 2892 Fluência Todas 296 - 3003- Vocabulário T...
Habilidades e técnicas de leituraSKETCH TEATRALOs participantes dos 6 grupos deverão utilizar otexto “ESTADO DE COMA” (ane...
.• Durante a apresentação dos grupos os slides ficarãoexpostos mostrando as habilidades e as técnicastrabalhadas pelos gru...
.ESTADO DE COMAQuando entrou, a mulher parecia uma louca.- Estou nas últimas.- Calma – solicitou Dr. Novaes.A mulher não o...
.Tirou a blusa e o sutiã para que Dr. Novaes encostasse o ouvido nas suascostas, sem que nada o obstasse.- Seu pulmão – co...
- Empurre aqui.Ele empurrava.- Ausculte, pressione, experimente, observe.Ele auscultava, pressionava, experimentava, obser...
- Vista-se agora.- Ela se disse impossibilitada. Sentia o tal sintoma de prostração de que tanto falara. Viu?Ainda bem que...
.- Se fosse somente o sistema nervoso, era ótimo. Eu tomava uns sedativos, unstranquilizantes, pronto. O estado geral é qu...
Decodificação• Repita o erro: repita a palavra que o aluno leu errado, enfatizando aparte em que o erro ocorreu.• Marque o...
Fluência• Ouse: leia alto para os seus alunos regularmente, fazendo uma leituracom voz firme, pausas longas nos lugares ce...
Fluência• Ensaboe, enxágue e repita: Faça os alunos leremfrequentemente. Três boas razões para reler são:-para melhorar um...
Vocabulário• Uso múltiplo: para introduzir uma palavra na memória funcionaldos alunos, eles devem ouvi-la( inclusive sua p...
Vocabulário• De volta às raízes: aponte as raízes das palavras, de forma que osalunos possam usar esse conhecimento para n...
CompreensãoTécnicasparaantesdaleitura:Contextualização. . .falta de conhecimento prévio é uma das principais barreiras àco...
CompreensãoTécnicas para antes da leitura : Foco e TrailersFOCO(...) a parte mais interessante da interpretação de textos,...
CompreensãoTRAILERSApresentar cenas-chave aos alunos antecipam nossa exposição àscenas mais importantes de maneira que nos...
CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraNão espere- pergunte logo para saber se entenderamLeia algumas senten...
CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraFazer perguntas baseadas em evidênciasÉ importante observar que pergu...
CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraUsar diferentes níveis de pergunta Nível da palavra ou da expressão:...
CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdepoisdaleituraResumos podem ocorrer antes, durante e depois da leitura, aretomada d...
CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdepoisdaleitura• Texto-a-texto: as conexões de um texto ao outro são as maisindicada...
É hora do café!
Referências bibliográficasBRASIL, MEC. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Brasília: Sec.Ed. Básica, 2000...
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  1. 1. A LEITURA NAPERSPECTIVA DAPRÁTICA ESCOLARSecretaria de Estado de Educação do Estado de Minas GeraisSubsecretaria de Desenvolvimento da Educação BásicaSuperintendência de Desenvolvimento da Educação Infantil e FundamentalDiretoria de Desenvolvimento do Ensino Fundamental
  2. 2. Objetivos do minicurso• Refletir sobre algumas concepções de leitura e asdiferentes estratégias para a prática escolar• Conhecer as técnicas e habilidades fundamentais deleitura apresentadas no livro “Aula Nota 10” para aapropriação e orientação do trabalho de intervençãopedagógica em sala de aula
  3. 3. LeituraDélia Lerner“O desafio é formar praticantes da leitura (...) e não apenas sujeitosque possam “decifrar” o sistema de escrita.Comportamentos do leitor: comentar ou recomendar o queleu, compartilhar a leitura, confrontar com outros leitores asinterpretações geradas por um livro ou uma notícia, antecipar o quesegue no texto, reler um fragmento para verificar o quecompreendeu, saltar o que não entende ou não interessa, adequar amodalidade de leitura (...) aos propósitos que se perseguem e aotexto que se está lendo...(...) a leitura é antes de mais nada um objeto de ensino. Para quetambém se transforme num objeto de aprendizagem, é necessárioque tenha sentido do ponto de vista do aluno, o que significa quedeve cumprir uma função para a realização de um propósito que eleconhece e valoriza.”
  4. 4. CompreensãoG M P J N U I K H M X E R S T U V S P K QSELA ESTRIBO RAÇÃO CAVALO BOTAO HOMEM MONTOU NO CAVALO E SAIU.
  5. 5. LeituraIsabel Solé“Podemos afirmar que, quando um leitor compreende oque lê, está aprendendo; à medida que sua leitura oinforma, permite que se aproxime do mundo designificados de um autor e que lhe oferece novasperspectivas ou opiniões sobre determinados aspectos...Por que é necessário ensinar estratégias decompreensão? Em síntese porque queremos formarleitores autônomos capazes de enfrentar de formainteligente textos diversos (...)”
  6. 6. Compreensão – Antes da LeituraIdeias Gerais Alunos e professores devem estar motivados paraaprender a lerO professor deve pensar na complexidade da leitura ena capacidade dos alunos de enfrentá-laMotivação para a leituraO aluno precisa ter claro o que deve fazer (conheceros objetivos)Sentir que é capaz de fazê-loAchar interessante o que se propõe que ele faça
  7. 7. Compreensão – Antes da LeituraObjetivos da leituraLer para obter uma informaçãoLer para seguir instruçõesLer para aprenderLer para comunicar um textoLer para praticar a leitura em voz alta
  8. 8. Compreensão – Antes da LeituraAtivação do conhecimento prévioDar uma explicação geral sobre o que serálido, indicando sua temática aos alunos para quepossam relacioná-la a aspectos da sua experiênciaprévia.Ajudar os alunos a prestar atenção a determinadosaspectos do texto que podem ativar seuconhecimento prévio. (ex. um resumo do texto, aspalavras chave, etc.)Incentivar os alunos a exporem o que já sabemsobre o tema.
  9. 9. Compreensão – Antes da LeituraEstabelecimento de previsões sobre o texto a partirde índices textuais:TítulosIlustraçõesCabeçalhosFormulação de perguntas sobre o textoAtiva conhecimentos préviosConscientizam-se do que sabem e do que nãosabem sobre o assunto
  10. 10. Compreensão – Durante a LeituraTarefas de leitura compartilhadaFormular previsões sobre o texto a ser lidoFormular perguntas sobre o que foi lidoEsclarecer possíveis dúvidas sobre o textoResumir as ideias do texto
  11. 11. Compreensão – Durante a LeituraUtilizando o que se aprendeu: a leitura independentePreparar textos específicos para que os alunoscoloquem em prática algumas estratégias de formaautônoma. (ex.: Questões ao longo do texto que osajudem a antecipar o que está por vir.)Os erros e as lacunas da compreensãoDificuldade no reconhecimento e pronúncia daspalavras (decodificação)Pausas e dúvidas (por incompreensão ou problemas dedecodificação)Dificuldades no entendimento de algumas palavras(vocabulário)
  12. 12. Compreensão – Depois da Leitura• A ideia principal• O resumo• Formular e responder perguntas
  13. 13. Estratégias de leituraISABEL SOLÉDecodificação: decifrar o código escrito.Seleção: permite que o leitor se atenha apenas aos índicesúteis,desprezando os irrelevantes.Antecipação: torna possível prever o que ainda está porvir, com base em informações explícitas e em suposições.Inferência: permite captar o que não está dito no texto deforma explícita.Verificação: torna possível o controle da eficácia ou nãodas demais estratégias, permitindo confirmar, ou não, asespeculações realizadas.
  14. 14. Estratégias de leituraDOUG LEMOVConexão: analogias com outras experiências prévias.Observação: fazer observações no texto que sejam úteis para oentendimento.Imaginação: montar imagens mentais do que se lê.Reflexão: os alunos devem fazer perguntas para o texto enquanto leem.Previsão: perguntar aos alunos o que acham que vai acontecer emseguida.Inferência: entender o que está nas entrelinhas.Resumo: estratégia-chave.
  15. 15. ExercícioBOLO ENG__DAMARIDOIn___dientes4 xíca___ (chá) de leite deco___3 xí__ras (chá) de a__car2 xícaras (chá) de fari___de _____go2 co___res deman___ga6 ge___asras_____ de limão grandeModo de ___pararBata as ge____as com oaçúcar, a ___teiga, a fari____de trigo e o lei__, aospoucos, para não formargomos. Colo___ em forma___tada e leve ao fornoq___nte.Obs.: Não leva _____mentonem claras. Fica como umpudim, mas é muito ___toso.In Literatura Infantil: uma nova perspectiva da alfabetizaçãona Pré-escola, de Lúcia L Browne Rego, Ed. FTD
  16. 16. Leitura para todas as disciplinasDoug Lemov“. . . eu defendo que o valor da leitura também está no atode ler em si, com os alunos lendo muito e de forma amplacomo um objetivo fundamental da escola. Não apenas osprogramas de leitura e as aulas de linguagem de muitasescolas deixam de incluir a leitura propriamente dita (o atode ler), mas oportunidades potenciais de leiturabrotam por toda parte nas aulas sem seremaproveitadas”.
  17. 17. Habilidades de leitura• Decodificação: processo de decifrar um texto paraidentificar as palavras faladas que ele representa• Fluência: é a automatização, ou seja, a habilidade dacompetência de ler rapidamente e agrupar palavras emfrases para refletir significado e tom.• Vocabulário: a base do conhecimento de palavras deum aluno: quantas palavras e quão bem as conhece.• Compreensão: quanto o aluno entende daquilo que lê.
  18. 18. Habilidades e técnicas de leituraDecodificaçãoRepita o erroMarque o lugarAspectos gramaticais e de sintaxeAspectos do contextoDê nome ao somRelações entre letra e somAcelere nas exceções
  19. 19. Habilidades e técnicas deleituraVocabulárioUso múltiploCompare , combine, contrasteSuba de nívelDestaque a sintaxeDe volta às raízesImagine isso
  20. 20. Habilidades e técnicas de leituraFluênciaOusePeça leitura teatralVerifique a mecânicaEnsaboe, enxágue e repita
  21. 21. Técnicas de compreensãoAntes Durante DepoisContextualização Não espere ResumaFoco Perguntas baseadasem evidênciaMelhoresconexõesTrailers Use diferentes níveisRetomada
  22. 22. FORMAÇÃO DOS GRUPOSGrupo HabilidadeTécnicas página1-DecodificaçãoTodas 286 - 2892 Fluência Todas 296 - 3003- Vocabulário Todas 292 - 2954-Compreensão –antesTodas 303 - 3085-Compreensão –duranteNão espereUse diferentes níveis: palavra,frase, trecho e texto.Faça perguntas baseadas emevidência308 - 3136-Compreensão –depoisResuma (depois).Melhores conexões313 - 316
  23. 23. Habilidades e técnicas de leituraSKETCH TEATRALOs participantes dos 6 grupos deverão utilizar otexto “ESTADO DE COMA” (anexo II) parasimularem uma aula.Orientação:- Como vocês incorporariam e aplicariam astécnicas analisadas pelo grupo? Criem umasituação real para mostrar a aplicação dastécnicas. (20 minutos para organização)Cada grupo deverá escolher duas ou mais técnicaspara representar numa sketch teatral a partir dotexto „ESTADO DE COMA‟.
  24. 24. .• Durante a apresentação dos grupos os slides ficarãoexpostos mostrando as habilidades e as técnicastrabalhadas pelos grupos. Os demais participantesdeverão adivinhar quais as técnicas e habilidadesexploradas na apresentação. (50 minutos paraapresentação e considerações)
  25. 25. .ESTADO DE COMAQuando entrou, a mulher parecia uma louca.- Estou nas últimas.- Calma – solicitou Dr. Novaes.A mulher não obedeceu ao pedido.Num histerismo preocupante começou adespir-se, mostrando feridas inexistentes e mazelas prováveis. Falava muito emuito depressa. Dr. Novaes não conseguia acompanhar os sintomas que elaexpunha.- Isto, doutor, não pode ser câncer?- Bem…- Veja como está arroxeado. Eu já li muito sobre isso. Esta mancha escura nãopode ser um melanoma? Eu tenho pavor de câncer, doutor. E o meu pulmão?Examine.
  26. 26. .Tirou a blusa e o sutiã para que Dr. Novaes encostasse o ouvido nas suascostas, sem que nada o obstasse.- Seu pulmão – começou o doutor…- Se eu ainda tiver pulmão. E as palpitações, doutor, são constantes. Disritmia.Tem hora que o coração parece ter parado. Fico fria, sinto um torpor no corpo,o braço dormente. Braço esquerdo. Esquerdo, frisava, de olho rútilo. – Não écoisa de coração? Quais são os sintomas de enfarte?- O enfarte…- E o fígado? Bata no meu fígado.O doutor obedeceu por obedecer. Ressoou um “tum-tum” surdo.- Se eu já não tiver com hepatite, ando por perto.- A senhora está nervosa.- E deveria estar calma? E os rins, que não funcionam direito? E nem falo dacistite, que não me dá um dia de sossego.Tirou a saia para mostrar melhor as varizes que nasciam nos tornozelos e iamem frente. O doutor, muito paciente, fazia o que ela mandava.- Aperte aqui.Ele apertava.- Veja aqui.Ele via.
  27. 27. - Empurre aqui.Ele empurrava.- Ausculte, pressione, experimente, observe.Ele auscultava, pressionava, experimentava, observava, obedecia com muitatranquilidade, uma calma que não era muito do agrado da mulher que, neste momento,não usava no corpo nada além dos sapatos que acabava de tirar.- Já viu meu pé?- Estou vendo.- Pé chato. Isso pode ser a causa do cansaço. Mas eu uso sapato ortopédico, o pé chatonada tem a ver com o cansaço, tem?- Não, não tem.- No entanto, parece que não há um palmo cúbico de ar para que eu respire. Veja comosuo nas mãos.Ele viu que ela suava realmente.E tinha dores no estômago pela manhã, o intestino não funcionava a contento, a vesículadevia estar preguiçosa, o pâncreas ficava como se tivesse comido brasa, a urina eraescura um dia, avermelhada no outro.Dr. Novaes não se abalou em nenhum instante. A mulher, inteiramente desnuda,deliberadamente deitou-se na mesa para um exame mais detalhado. Dr. Novaes fez.- Pode se vestir.- Como? Sem que o senhor examine o baço?Ele, com um dedo sobre o baço, bateu várias vezes nele com o rígido médio.
  28. 28. - Vista-se agora.- Ela se disse impossibilitada. Sentia o tal sintoma de prostração de que tanto falara. Viu?Ainda bem que no consultório lhe tinha dado, para que o Dr. Novaes não pensasse que setratava de hipocondria ou coisa semelhante.- Foi-lhe dado um pouco de água mexida com uma colher. Nada havia além da água nocopo, mas o mexer da colher fez com que, ao beber a água pura, ela chegasse a sentir umgosto muito ruim.- O que foi que o senhor me deu para beber?- Nada – disse o Dr. Novaes.- Eu preciso saber o nome deste remédio. Em dois minutos me deixou outra. Estoureanimada, recuperada.- Vista-se.Ela começou a se vestir. Vestiu-se sem parar de falar de doença. Dores de cabeça aoamanhecer, uma ponta de febre no começo da noite, insônia progressiva – Mandrix jáfazia efeito semelhante à Cibalena – perda de apetite.- Como isso, parece que comi um boi.E a memória, não raro, lhe faltava. Seria amnésia? Essa doença existe mesmo, ou é coisade filme? E os olhos sempre vermelhos. Há uma mancha num deles, vê? O olho direito.Não seria um carcinoma? Os seios doídos. Às vezes, não suportava o sutiã.- A senhora está nervosa demais.
  29. 29. .- Se fosse somente o sistema nervoso, era ótimo. Eu tomava uns sedativos, unstranquilizantes, pronto. O estado geral é que é o drama. Devo me hospitalizar? Diga,Doutor. Preciso ser operada? É caso de cirurgia, ou…? O que o senhor disser eu faço.- Então faça o seguinte – disse o Dr. Novaes. – Procure um médico.- Hem?- Eu sou economista. O Dr. Drúlio, que tinha consultório aqui, mudou-se para a RuaSorocaba.Daí, ela apressou-se a vestir a roupa.(CHICO ANÍSIO. Feijoada no Copa. Editora Rocco, 1976, Rio de Janeiro)Fonte:http://juniormax.com.br/site_portuguesirado/?p=526
  30. 30. Decodificação• Repita o erro: repita a palavra que o aluno leu errado, enfatizando aparte em que o erro ocorreu.• Marque o lugar: Releia as três ou quatro palavras imediatamenteanteriores à palavra que o aluno não conseguiu decodificar,modulando sua voz para mostrar que o aluno deve continuar deonde você parou.• Dê nome ao som: identifique o som que uma determinada letrarepresenta na palavra e peça aos alunos para repeti-lo e aplicá-lo.• Acelere nas exceções: quando uma palavra não se encaixa nasregras, identifique a pronúncia correta e diretamente.
  31. 31. Fluência• Ouse: leia alto para os seus alunos regularmente, fazendo uma leituracom voz firme, pausas longas nos lugares certos, marcando apontuação e usando a entonação para expressar ênfases. Isso indicaaos alunos que se expressar com vigor não é nenhum “mico”.• Peça leitura teatral: Peça aos alunos que leiam expressivamente.Para isso indique o tipo de expressão, as marcas do diálogo, duas outrês palavras mais importantes na sentença para serem destacadas...• Verifique a mecânica: Faça referência explícita à pontuação e peçaaos alunos para demonstrar que entenderam quando lerem em vozalta. Ex.: Tem um ponto aqui, você parou?
  32. 32. Fluência• Ensaboe, enxágue e repita: Faça os alunos leremfrequentemente. Três boas razões para reler são:-para melhorar uma leitura inicial truncada ou que precisa decorreções.-Para enfatizar algum aspecto do significado ou incorporarcomentários.-Por puro divertimento ou porque a leitura inicial estavaparticularmente boa.
  33. 33. Vocabulário• Uso múltiplo: para introduzir uma palavra na memória funcionaldos alunos, eles devem ouvi-la( inclusive sua pronúncia).• Compare, combine, contraste: peça aos alunos que comparemou diferenciem duas palavras, descrevam se e como combinariamas palavras do vocabulário, troquem uma palavra por outrasemelhante.• Suba de nível: encontre ocasiões para usar palavras maiscomplexas e mais específicas, sempre que possível.• Destaque a sintaxe: peça aos alunos para identificar ou mudar olugar da palavra no discurso, assim como o tempo verbal.
  34. 34. Vocabulário• De volta às raízes: aponte as raízes das palavras, de forma que osalunos possam usar esse conhecimento para novas palavras.• Imagine isso: crie uma imagem multidimensional de cada novapalavra, usando fotos e ações. Peça aos alunos para interpretar oupersonificar uma palavra, estimule-os a desenvolver gestos paralembrar das palavras, dê a palavra e peça o gesto.
  35. 35. CompreensãoTécnicasparaantesdaleitura:Contextualização. . .falta de conhecimento prévio é uma das principais barreiras àcompreensão de textos, (...) e afeta todos os aspectos da leitura,até fluência e decodificação, já que a luta com as lacunas absorvetoda a capacidade de processamento do cérebro: “Conhecimentoprévio sobre o assunto acelera a compreensão básica e deixa amemória livre para fazer conexões entre o novo material e ainformação já aprendida, para fazer deduções e para ponderarimplicações. Uma grande diferença entre um leitor iniciante e umleitor mais experiente é a habilidade de perceber aspectos básicosmuito rapidamente, deixando a mente livre para se concentrar nosaspectos realmente importantes”
  36. 36. CompreensãoTécnicas para antes da leitura : Foco e TrailersFOCO(...) a parte mais interessante da interpretação de textos, é que cadaleitor descobre uma versão única dos fatos e foca em diferentesaspectos para chegar a um significado diferente.“Para ajudar os alunos a lidar com a complexidade de um texto,professores exemplares apontam, com antecedência, as ideias aseus alunos, conceitos e temas fundamentais que eles devemprocurar no texto.”
  37. 37. CompreensãoTRAILERSApresentar cenas-chave aos alunos antecipam nossa exposição àscenas mais importantes de maneira que nos sentimos conectados àhistória antes de ela começar e acabamos dando uma atençãoespecial a essas cenas quando elas aparecem.
  38. 38. CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraNão espere- pergunte logo para saber se entenderamLeia algumas sentenças, talvez alguns parágrafos, e pare para fazeruma ou duas perguntas rápidas, avaliando se os alunos estãoseguindo a narrativa. Suas perguntas deverão ser relativamentediretas. Será que os alunos entenderam um detalhe-chave, fizeramuma dedução fundamental, entenderam uma certa palavra?O objetivo dessas perguntas, não é abrir discussões, mas confirmar oentendimento.
  39. 39. CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraFazer perguntas baseadas em evidênciasÉ importante observar que perguntas baseadas em evidência nãoprecisam ser limitadas ou concretas. Você também pode, por exemplo,pedir aos alunos que encontrem uma sentença ou uma passagem queprovem que o tema da história é uma certa ideia. Além disso,evidências podem ser usadas de duas formas: para induzir e paradeduzir.Você pode pedir aos alunos para encontrar no texto três indícios deque os personagens da mitologia grega são punidos por se excederemou você pode citar três exemplos de personagens da mitologia gregapunidos por se excederem e, em seguida, pedir aos alunos que tiremas conclusões relevantes.
  40. 40. CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdurantealeituraUsar diferentes níveis de pergunta Nível da palavra ou da expressão:◦ O que significa uma determinada palavra no contexto do texto?◦ Por que o autor teria usado essa palavra?◦ Do que o autor está falando? Nível da frase:◦ Você consegue simplificar a linguagem dessa frase?◦ Como poderíamos expressar essa ideia hoje em dia? Nível do trecho:◦ Qual parte deste parágrafo revela que . ? Nível do texto :◦ Qual é o objetivo deste texto?
  41. 41. CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdepoisdaleituraResumos podem ocorrer antes, durante e depois da leitura, aretomada do que foi lido anteriormente é especialmente eficazcomo ponto de partida para a continuidade de qualquer leitura.Essas retomadas são, geralmente, muito mais eficazes quando sãoquase dramatizadas, de maneira enérgica, capturando a emoção ea energia do texto original.Resumos e retomadas
  42. 42. CompreensãoTécnicasparaseremutilizadasdepoisdaleitura• Texto-a-texto: as conexões de um texto ao outro são as maisindicadas para promover uma reflexão após a leitura.• Texto-ao-mundo: relacionar uma questão de uma história comalgum evento ou situação do cotidiano.• Texto-a-si: deve focar elementos específicos do texto que estásendo lido relacionando com aspectos pessoais dos alunos.Melhores Conexões
  43. 43. É hora do café!
  44. 44. Referências bibliográficasBRASIL, MEC. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Brasília: Sec.Ed. Básica, 2000.LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência.Tradução de LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e onecessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução Claudia Schilling. Porto Alegre: Artmed,1998.http://www.educacional.com.br/projetos/ef1a4/contosdefadas/princesaervilha.html

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