MOACYR SCLIAR
 analisar a norma-padrão em funcionamentono texto escrito; Reconhecer e compreender a narrativa emimagens; Transpor tex...
 Tempo previsto: 6 aulas Série: 6º ano Conteúdos e temas: Traços característicos detextos narrativos; Articuladores te...
Pausa - Moacyr ScliarÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou...
Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um a...
Letra da MúsicaSossego Tim MaiaOra bolas, não me amoleCom esse papo, de empregoNão está vendo, não estou nessaO que eu que...
Análise do conto Pausa de Moacyr ScliarO conto relata a história de Samuel, um jovem rapaz casado com uma mulher aparentem...
A figura da esposa de Samuel é apresentada no conto com alguns aspectos que nos leva a entender quehá uma espécie de rejei...
PRODUÇÃO DE TEXTOContinue a história criando conflitos e um desfecho para o texto:Deteve-se ao chegar ao hotel pequeno e s...
 Reconhecer os elementos do texto narrativo; Desenvolver a competência leitora.
 1ª ATIVIDADE - RODA DE CONVERSA (ativaçãode conhecimento de mundo) O que o título sugere? Qual o tema do texto? Qual ...
 A leitura será dividida em três partes. No primeiro momento será lido os dez primeirasparágrafos e os seguintes questio...
 AULA NA SAI (Recuperação do contexto deprodução; definição de finalidades e metasda atividade de leitura) Neste momento...
 ATIVIDADE LINGUÍSTICA (produção de inferênciaslocais e globais) Esclarecimento de palavras desconhecidas apartir de inf...
 LEITURA DA MÚSICA SOSSEGO (Percepção dasrelações de intertextualidade) Qual a relação de tema entre os textosanalisados?
 Análise de um quadro Mamoeiro de Tarsila doAmaral(elaboração de apreciações estéticas) O que você entende vendo este qu...
 Produção textual (Recuperação do contextode produção) Produzir um texto narrativo a partir doquadro analisado
 REESCRITA DO TEXTO (definição definalidades e metas da atividade de leitura) Fazer a reescrita coletiva do texto visand...
 MÚSICA: SOSSEGO; OBRA DE ARTE: MAMOEIRO – TARSILA DOAMARAL; SAI TEXTO: PAUSA.
 Será contínua durante o desenvolver dasatividades; Avaliação da Produção de texto.
Atividade
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Atividade

902 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
902
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
52
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
8
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Atividade

  1. 1. MOACYR SCLIAR
  2. 2.  analisar a norma-padrão em funcionamentono texto escrito; Reconhecer e compreender a narrativa emimagens; Transpor textos de linguagem verbal paraoutras linguagens; Transpor texto de linguagem não verbal paraoutras linguagens; Reconhecer as características do gênero:crônica narrativa;
  3. 3.  Tempo previsto: 6 aulas Série: 6º ano Conteúdos e temas: Traços característicos detextos narrativos; Articuladores temporais e espaciais; Leitura de texto narrativo; Leitura de música; Produção textual; Paragrafação; Noção de tempo verbal;
  4. 4. Pausa - Moacyr ScliarÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se.Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulherapareceu, bocejando:— Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, abarba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscaraescura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.Ela olhou os sanduíches:— Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:— Volto de noite.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; aolongo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta.Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se aochegar a um hotel pequeno e sujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando umhomenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se depé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas,de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
  5. 5. Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama decasal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia dágua, sobre um tripé. Samuel correu ascortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha decabeceira.Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos,afrouxou a gravata.Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.Dormir.Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleirosgritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo.No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas,corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas.Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se emsangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois,silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-serapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.Samuel saiu.Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra océu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.
  6. 6. Letra da MúsicaSossego Tim MaiaOra bolas, não me amoleCom esse papo, de empregoNão está vendo, não estou nessaO que eu quero?Sossego, eu quero sossego(Refrão)O que eu quero? Sossego (4x)Ora bolas, não me amoleCom esse papo, de empregoNão está vendo, não estou nessaO que eu quero?Sossego(Refrão)O que eu quero? Sossego (19x)
  7. 7. Análise do conto Pausa de Moacyr ScliarO conto relata a história de Samuel, um jovem rapaz casado com uma mulher aparentemente mal humorada e decompanhia desagradável. Todos os domingos Samuel, também chamado de Isidoro, nome que usava como disfarce, eradespertado às sete horas da manhã. Se lavava, preparava sanduíches e saia de casa com um pretexto de que iria trabalharno escritório, mas, a realidade era outra, ele direcionava-se para um hotel pequeno e sujo, onde era atendido pelo porteiroque já o conhecia. Lá passava o dia inteiro dormindo, tentando se refugiar da correria do cotidiano transformando o seumundo em um mar de sonhos e só após ser despertado por um relógio, retornava para casa, lentamente, observando apaisagem, voltando ao seu mundo real.A utilização do título “Pausa” pode ser vista tanto como uma possível interrupção na rapidez com que as coisas têmacontecido como também a necessidade de uma reflexão acerca de sua existência e o reflexo dessa postura na sociedadevigente. No decorrer do conto vários caracteres da vida Pós-Moderna vão se apresentando e criando forma através deobjetos, atitudes, situações e sentimentos.O despertador, por exemplo, marca o tempo, a necessidade de cronometrar as atividades a serem realizadas, a fim de, nãoesquecer e nem se atrasar. Para essa narrativa, este é um objeto de extrema necessidade, pois, Samuel ao ouvi-lo tocarsalta da cama e começa a rotina do dia, sendo uma de suas atividades preparar sanduíches, comida de fácil e rápidopreparo que marca o processo de industrialização cada vez mais propício a atender a necessidade das pessoas e tambémseu consequente lucro.Através do trecho: “Muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche” é possível perceber como a velocidade tem invadido etornado mecânico o cotidiano das pessoas tanto pelo significado que elas apresentam quanto pelo uso de frases curtas.O autor também deixa transparecer a sua voz no desenrolar dos acontecimentos com a expressão “dormir”. Apersonificação também é marca registrada em alguns momentos: “cidade começava a mover-se, automóveis buzinando,noite caia” etc.Ao fazer a leitura deste conto a nossa curiosidade é aguçada, pois, apesar de, apresentar aparentemente uma interpretaçãofácil ele nos proporciona caminhar pelas variadas vertentes que nos são apresentadas ao estudarmos o modernismo.O texto também apresenta a fuga do personagem Samuel, na tentativa se refugiar do stress do dia-a-dia, ao construir umaoutra rotina que é praticada aos domingos. No entanto, por mais que ele se isole do mundo “real”, os seus hábitos sãocaracterísticos da correria do cotidiano, não tem tempo para conversar com o porteiro, as mãos são limpas no próprioguardanapo e não lavadas, enfim, a personagem muda as características de sua rotina, mas, o aspecto da intensavelocidade que o rodeia é a mesma, a vida social está presente em cada instante, pois a sociedade condiciona o homem emesmo que se tente fugir dela é inútil.Outro aspecto relevante a ser observado é a angústia de Samuel durante o sono, pois, mesmo depois de toda umapreparação para o tão esperado descanso, ele continua agitado, sonhando com brigas, agitações, correrias. Alguns dosseus sonhos tinham certa relação com a natureza, talvez por ser o seu desejo não realizado por falta de tempo.
  8. 8. A figura da esposa de Samuel é apresentada no conto com alguns aspectos que nos leva a entender quehá uma espécie de rejeição por parte do esposo. Samuel ao se levantar evita fazer barulho para que elanão perceba que irá sair novamente, prefere comer sanduíches a vir almoçar em casa, o diálogo entre ocasal é muito curto e antes que ela fale muito, ele pega o chapéu e sai.Esta suposta rejeição também pode ser identificada no texto, num primeiro momento a mulher aparecebocejando, em seguida ela o interroga com um azedume na voz que pode ser identificada de duasformas, ou ela está acordando naquele exato momento, ou esta de mau humor e cansada, e por fim, elaaparece coçando a axila esquerda, comportamentos estes que leva a um suposto desmazelo, que tambémpode ser motivo para o desprezo do marido.Contudo, durante toda a narrativa, a presença de objetos identificadores do tempo é constante, e isso,nos faz refletir que cada momento é cronometrado, que a história é formada em torno de um círculo, deuma rotina, que por mais que a personagem tente construir outro mundo, fugir daquela situação, que atémude o seu nome, ela sempre estará presa a determinados padrões e comportamentos que já estãoinseridos na cultura do homem moderno.
  9. 9. PRODUÇÃO DE TEXTOContinue a história criando conflitos e um desfecho para o texto:Deteve-se ao chegar ao hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e...
  10. 10.  Reconhecer os elementos do texto narrativo; Desenvolver a competência leitora.
  11. 11.  1ª ATIVIDADE - RODA DE CONVERSA (ativaçãode conhecimento de mundo) O que o título sugere? Qual o tema do texto? Qual o gênero textual? Quem é o autor do texto?
  12. 12.  A leitura será dividida em três partes. No primeiro momento será lido os dez primeirasparágrafos e os seguintes questionamentos: Em que lugar ocorre a narrativa? Em momento se passa a narrativa? O texto está de acordo com a suas expectativas? O que você acha que acontecerá com Samuel?   Segundo momento: leitura dos próximos oito parágrafos eos seguintes questionamentos: Comparar as expectativas dos alunos com o trecho lido. O que acontecerá no final do texto? Terceiro momento: leitura do restante do texto egeneralização.
  13. 13.  AULA NA SAI (Recuperação do contexto deprodução; definição de finalidades e metasda atividade de leitura) Neste momento os alunos farão uma pesquisana internet para fazer a biografia do autor.
  14. 14.  ATIVIDADE LINGUÍSTICA (produção de inferênciaslocais e globais) Esclarecimento de palavras desconhecidas apartir de inferência e consulta a dicionário dostrês primeiros parágrafos do texto. Construção do sentido global do texto. Identificação das pistas linguísticas responsáveispor introduzir no texto a posição do autor. Atividade de reescrita visando à paragrafação. Reconhecer os verbos no texto e contextualizá-los como marcadores temporais;
  15. 15.  LEITURA DA MÚSICA SOSSEGO (Percepção dasrelações de intertextualidade) Qual a relação de tema entre os textosanalisados?
  16. 16.  Análise de um quadro Mamoeiro de Tarsila doAmaral(elaboração de apreciações estéticas) O que você entende vendo este quadro? Qual a relação do quadro com o texto e amúsica estudados?
  17. 17.  Produção textual (Recuperação do contextode produção) Produzir um texto narrativo a partir doquadro analisado
  18. 18.  REESCRITA DO TEXTO (definição definalidades e metas da atividade de leitura) Fazer a reescrita coletiva do texto visando aparagrafação.
  19. 19.  MÚSICA: SOSSEGO; OBRA DE ARTE: MAMOEIRO – TARSILA DOAMARAL; SAI TEXTO: PAUSA.
  20. 20.  Será contínua durante o desenvolver dasatividades; Avaliação da Produção de texto.

×