XIV silel 11_2013

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A Linguística Histórica – LH – tem sua gênese marcada por áreas afins como a Etimologia, a Filologia, a Filologia Românica e a Historiografia Linguística. Atualmente é uma área crescente, graças às contribuições recebidas da Arqueologia, Antropologia, Biologia, Genética e também aos avanços tecnológicos na área computacional. Considerando-se esse fato, a construção de um dicionário terminológico contribui para a preparação dos futuros estudiosos e para se habituarem aos termos relativos à LH. Este trabalho, embasado na Teoria Comunicativa da Terminologia – TGT – de Cabré (1993), objetiva expor a metodologia adotada para o estabelecimento das subáreas às quais as unidades terminológicas pertencem. O produto final é a construção do Vocabulário Técnico – VoTec – na área de LH, disponível em formato digital on-line. Os corpora que estão sendo usados para extração de termos e contextos para criação do banco de dados são arquivos da área acadêmica, sendo eles artigos científicos, dissertações, teses ou livros nas subáreas previamente mencionadas, cujo tamanho é de 1 milhão de palavras. Os arquivos são de acesso público, baixados em formato pdf e salvos em formato txt a partir de sites específicos da internet. De acordo com a classificação proposta por Viana (2011, p. 30), esses corpora classificam-se como: especializado, escrito, sincrônico, contemporâneo, estático, bilíngue não paralelo e de primeira língua. Quanto às origens da LH, estudiosos propõem que a área mais abrangente seria a Filologia, que a LH é oriunda dela e a corresponderia em partes. Logo, o passo seguinte é o de estabelecer os conceitos que definem e distinguem cada subárea e que contribui para a constituição da LH como área da Linguística. A busca para o estabelecimento das diferenciações entre elas tem sido feita por meio de uma consulta bibliográfica de autores como Iorgu Iordan, Basseto, Faraco e Viaro. A princípio, observa-se que as unidades terminográficas circulam entre essas áreas e subáreas, devido ao caráter colaborativo que elas compartilham entre si. Além dessa estratégia, consideraremos critérios quantitativos estatísticos (lexicometria), de frequência e qualitativos de natureza semântica, grau de aceitabilidade dos termos para a definição da nomenclatura do dicionário.

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XIV silel 11_2013

  1. 1. O FAZER TERMINOGRÁFICO: DEFINIÇÃO CONCEITUAL DE ÁREAS AFINS Márcio Issamu Yamamoto Orientador: Guilherme Fromm
  2. 2. Objetivos 1. Apresentar aspectos teóricos e metodológicos da Terminologia - definição conceitual. 2. Expor a metodologia para o estabelecimento das subáreas da LH –> árvore de domínio 3. Diferenciação de subáreas: Filologia, Linguística Histórica - Iordan (1982), Basseto (2001), Faraco (2005) e Mattos e Silva (2008) 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 2
  3. 3. Terminologia - Terminografia Lidia Almeida Barros (2004), Finatto e Krieger (2004) Unidade padrão: Unidade terminológica/termo técnico-científico – sentido, domínio específico TCT – termo < função uso em contexto determinado (laranja) Situa-se no nível da(s) norma(s) do universo de discurso = domínios especializados, profissionais, científicos e técnicos ≠ sistema língua geral. Estatuto do termo -> face conceitual –> conceitualização ( Etimologia, Filologia, LH) Terminografia: vocabulários técnicos, científicos, especializados. 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 3
  4. 4. Terminografia  Barros (2004) - Critérios estatísticos (quantitativos e qualitativos)  Lexicometria: frequência de realização (estatítico e percentual)  Análise qualitativa (objetiva, científica e indutiva)- recorrência, correspondência port.-ing. Mais frequentes, representativas -> substantivos (delimitação da nomenclatura).  Sistema conceptual: Lista sistemática, árvore de conceitos/domínio, árvore de características, diagrama. 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 4
  5. 5. Árvore de domínio Áreas contempladas para o dicionário Árvore de domínio da Linguística segundo Fromm (2013) – em construção 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 5
  6. 6. Filologia - Faraco, Basseto e Iordan Basseto (2001) - filologar (séc. V a.C.) + filólogo (oralidade -> escrita = sábio) -> Filologia (séc.3 a.C) Bopp - filólogo, enquanto Faraco (2005) parte dos intelectuais alemães da época. Obra de Saussure - Basseto a concepção de linguista e filólogo era indissociável. Faraco (2005) - neogramáticos = linguistas Basseto - neogramático = estudiosos da linguagem Iordan (1962) – Gustav Gröber – Filologia = as ciências da língua e da literatura. Bopp e Ascoli: filólogos, romanistas, linguistas (p.32). Linguistas x gramáticos (p. 363; linguística românica). 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 6
  7. 7. Filologia - Faraco, Basseto e Iordan Definição: a área da ciência que busca estudar, analisar, e explicar os textos a partir de seu contexto linguístico, histórico, político, e social de produção, e os explica num dado momento da história humana, numa perspectiva sincrônica (língua e literatura). 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 7
  8. 8. LH – Faraco e Mattos e Silva Faraco (2005) a LH tem como objeto de estudo as mudanças que ocorrem numa língua numa perspectiva diacrônica, que se vale de um método comparativo-histórico. Mattos e Silva (2008) - um campo da linguística que busca “interpretar mudanças – fônicas, mórficas, sintáticas e semântico-lexicais – ao longo do tempo histórico, em que uma língua [...] é utilizada por seus utentes em determinável espaço geográfico [...]” (p.8). 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 8
  9. 9. LH –Mattos e Silva 1. LH lato sensu: trabalha com “dados datados e localizados [...] tal como os estudos descritivos, sobretudo do estruturalismo americano, que teve seguidores no Brasil, além de incluir as “teorias do texto, do discurso e da conversação” baseados em corpora. (MATTOS E SILVA, p.9) 2. LH stricto sensu : estuda as mudanças nas línguas no tempo, à medida que são usadas. Duas orientações: (i) a LH sócio-histórica - que leva em consideração fatores intra e extralinguísticos - como em Labov, e em S. Romaine; e (ii) a diacrônica associal, que valese somente de fatores intralinguísticos, presente nos estruturalistas diacrônicos, exemplificada por A. Martinet, e nos gerativistas diacrônicos como em D. Lightfoot. 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 9
  10. 10. Conclusão Filologia & LH: áreas de conhecimento que estudam línguas humanas, porém com objetos de estudo diferentes. A Filologia tem caráter mais abrangente no estudo de textos e língua e serve como provedora de corpus de estudo para a LH. A LH como disciplina aborda um aspecto linguístico analítico mais pontual nas línguas, que são as mudanças linguísticas. 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 10
  11. 11. Referências Bibliográficas BARROS, L. A. Curso básico de terminologia. São Paulo: EDUSP, 2004. BASSETO, Bruno Fregni. Elementos de filologia românica: história externa das línguas. São Paulo: EDUSP, 2001, p.17-42. FARACO, Carlos Alberto. Linguística Histórica: uma introdução ao estudo da história das línguas. São Paulo: Parábola editorial, 2005. IORDAN, Iorgu. Introdução à Linguística Românica. Trad. De Júlia D. Ferreira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982. KRIEGER, M. G.; FINATTO, M. J. B. Introdução à terminologia: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2004. MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. Caminhos da linguística histórica – “ouvir o inaudível”. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 11
  12. 12. Obrigado pela atenção! issamu2009@gmail.com 22/11/2013 XIV SILEL - Uberlândia - MG - Brasil 12

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