4º primeira república hist.ed.bra.

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TEXTOS NO FORMATO PDF SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL.
LEITURA COMPLEMENTAR.
O PENSAMENTO COMPLEXO
PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL
Prof.Dr. Marcílio Sampaio Santos

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4º primeira república hist.ed.bra.

  1. 1. EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA REPÚBLICA: SINAIS DE MUDANÇA? 1 Sala de aula da Escola Caetano de Campos, colégio freqüentado pelas crianças da elite paulistana
  2. 2. INÍCIO DA REPÚBLICA – SINAIS DE MUDANÇA Abolição da escravidão - 1888 Imigração subsidiada pelo Estado Surtos de crescimento industrial e urbanização Aumento das classes médias urbanas Advento da massas operárias urbanas Movimento Operário 2
  3. 3. A REPÚBLICA NO BRASIL 1889 – 1894 - República da Espada 1894-1930 - República das Oligarquias Favorecia a oligarquia cafeeira e atendia aos interesses dos setores liberais da classes médias urbanas; Modernização do Estado brasileiro; Os presidentes dos Estados passam a ser eleitos; Termina a vitaliciedade ddoo SSeennaaddoo Cai a eleição com critério de renda (Voto Censitário); Constituição de 1891: adota o modelo federalista americano 3
  4. 4. Na década de 1920 era nítida a preocupação de se discutir a identidade e os rumos da nação brasileira. Todos tinham algo a dizer - políticos, militares, empresários, trabalhadores, médicos, educadores, mas também artistas e intelectuais. Como deveria ser o Brasil moderno? Através da literatura, das artes plásticas, da música, e mesmo de manifestos, os artistas e intelectuais modernistas buscaram compreender a cultura brasileira e 4 sintonizá-la com o contexto internacional. O marco de seu movimento foi a Semana de Arte Moderna de 1922. Mas havia também intelectuais preocupados com a reforma das instituições - a começar pela Constituição de 1891 -, que se dedicaram a apresentar propostas para a reorganização da sociedade brasileira.
  5. 5. PRIMEIRA REPÚBLICA – REPÚBLICA VELHA REPÚBLICA DOS CORONÉIS Movimentos Messiânicos: Canudos (1897), Contestado (1916) Rio de Janeiro - Política de reurbanização do centro da cidade Falta de saneamento básico – epidemias RReevvoollttaa ddaa vvaacciinnaa Revolta da Chibata Levantes sociais: Semana da Arte Moderna (1922) Tenentismo (1922) Coluna Prestes (1925-1927) Os tenentes queriam a moralização da administração pública e o fim da corrupção eleitoral. Pregavam a instituição do voto secreto e a criação de uma justiça eleitoral honesta. Defendiam o nacionalismo econômico: a defesa do Brasil contra a exploração das empresas e do capital estrangeiros. Desejavam uma reforma na educação pública para que o ensino 5 fosse gratuito e obrigatório para os brasileiros.
  6. 6. PRIMEIRA REPÚBLICA DESCONTENTAMENTO GERAL: Militares, Oligarquias dissidentes, Classes médias urbanas, Movimento Operário Fim da República Velha – Circunstâncias econômicas: Políticas de valorização dos produtos agrícolas Superprodução cafeeira agravada pela quebra da bolsa de Nova York 6
  7. 7. EDUCAÇÃO: REDENTORA DOS MALES SOCIAIS Necessidade de construir a nação: formar o cidadão, o homem público; Salvar a criança para salvar o país; Influência das idéias positivistas; 7
  8. 8. POPULAÇÃO BRASILEIRA 1872 1890 1900 1920 SABEM LER E ESCREVER 1.564.481 2.120.559 4.448.681 7.493.357 % SOBRE O TOTAL DE HABITANTES CONSIDERADOS 16% 15% 25% 24% NÃO SABEM LER E ESCREVER 8.365.997 12.213.356 12.989.753 23.142.248 TOTAL DE HABITANTES CONSIDERADOS 9.930.478 14.333.915 17.438.434 30.635.605 NÚMERO DE BRASILEIROS ALFABETIZADOS APUD RAZZINI, 2000: 21. 8
  9. 9. DUAS ORIENTAÇÕES PRINCIPAIS: Tornar os diversos níveis de ensino “formadores “ e não apenas preparadores; Romper com o academicismo mediante uma formação fundamentada na ciência Acréscimo das matérias científicas às tradicionais: ensino enciclopédico; DUALIDADE DO SISTEMA: Um sistema federal integrado pelo ensino secundário e superior Sistemas, com escolas de todos os tipos e graus Reformas deflagradas nos Estados – força efetiva do processo educacionais 9
  10. 10. NOVAS PROMESSAS DE REFORMAS Ministério da Instrução, Correios e Telégrafos (1890-1892) Reforma Benjamin Constant – Regulamento da Instrução Primária e Secundária do Distrito Federal, Regulamento de Ginásio Nacional (1890) e Criação e Aprovação do Conselho da Instrução Superior (1891) – instituição do Exame de “madureza” Criação do Pedagogium (Centro de Aperfeiçoamento do Magistério) 1901 - Reforma Epitácio Pessoa – Código de Institutos Oficiais de Ensino Superior e Secundário – retirada de Biologia e sociologia e inclusão da Lógica 10
  11. 11. NOVAS PROMESSAS DE REFORMAS 1911 - Reforma Rivadávia Correia – Lei Orgânica do Ensino Superior e do Ensino Fundamental na República – total liberdade, desoficialização do ensino, – exames de admissão pelas próprias Faculdades; 1915 - Reforma Carlos Maximiliano – reoficializou o ensino, reformou o ensino secundário e regulamentou o acesso às escolas superiores; 1925 - Reforma Luís Alves/Rocha Vaz – organiza o Departamento Nacional de Ensino que busca estabelecer uma ação conjunta entre Governo Federal e os Estados, no sentido da difusão do ensino primário e da extinção dos exames preparatórios parcelados 11
  12. 12. DO “ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO” AO “OTIMISMO PEDAGÓGICO” ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO Ênfase nos aspectos quantitativos; Expansão da rede escolar; Desanalfabetização do povo; OTIMISMO PEDAGÓGICO Ênfase nos aspectos qualitativos; Reorganização interna da escola; Redirecionamento dos padrões didáticos e pedagógicos 12
  13. 13. Após a Primeira Guerra Mundial - intensificação e diversificação das relações comerciais e financeiras, com predomínio dos EUA Mudanças na vida econômica: transformações culturais Ideário Pedagógico da Escola Nova CONFERÊNCIAS BRASILEIRAS DE EDUCAÇÃO (1927) PROMOVIDAS PELA ABE (1924) CENÁRIO DAS LUTAS PEDAGÓGICAS: Pedagogia Tradicional, Pedagogia Nova e Pedagogia Libertária JOVENS INTELECTUAIS: Anísio Teixeira, Fernando Azevedo, Lourenço Filho. Francisco Campos 13
  14. 14. MANOEL BERGSTRÖM LOURENÇO FILHO ANÍSIO TEIXEIRA 14
  15. 15. ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Ensino primário – dois cursos: preliminar (7-15 anos) e o curso complementar: ensino primário, gratuito e laico O município tinha a responsabilidade de construir o prédio escolar e o Estado de pagar os professores e funcionários, bem como fornecer os livros oficiais Cursos de quatro anos, com aulas das 9 às 14 horas 15
  16. 16. Currículo: Leitura, escrita, caligrafia, Moral prática, Educação cívica, Geografia Geral, cosmografia, Geografia do Brasil, Noções de química, Física e História Natural, Música, Canto e Ginástica. Diretor: professor normalista nomeado pelo governo Exames rigorosos: orais e escritos Quatro a dez escolas (ou classes) preliminares formavam uumm ggrruuppoo eessccoollaarr Escolas intermediárias ou provisórias – menos exigentes Escola secundária – duração de sete anos 16
  17. 17. FIM – COLOCAR VÍDEO 17
  18. 18. DECRETO N. 3.890 - DE 1 DE JANEIRO DE 1901 Approva o Codigo dos Institutos Officiaes de Ensino Superior e Secundario, dependentes do Ministerio da Justiça e Negocios Interiores. O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil, usando da attribuição que lhe é concedida pelo art. 3º n. II da lei n. 746, de 29 de dezembro ultimo, resolve approvar, para os Institutos Officiaes de Ensino Superior e Secundario, dependentes do Ministerio da Justiça e Negocios Interiores, o Codigo, que a este acompanha, assignado pelo Ministro de Estado da Justiça e Negocios Interiores. Capital Federal, 1 de janeiro de 1901, 1133º ddaa RReeppuubblliiccaa.. M. FERRAZ DE CAMPOS SALLES. Epitacio Pessôa. Link para acesso: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/fontes_escritas/4_1a_Republica/decreto%203890%20- 1901%20reforma%20epit%E1cio%20pessoa.htm voltar 18
  19. 19. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. Outra intenção era substituir a predominância lliitteerráárriiaa ppeellaa científica. Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte; pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais, tornando o ensino enciclopédico. voltar 19
  20. 20. voltar 20
  21. 21. Voltar CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL (24/FEVEREIRO/1891) Art. 35 - Incumbe, outrossim, ao Congresso, mas não privativamente: 2º) animar no Pais o desenvolvimento das letras, artes e ciências, bem como a imigração, a agricultura, a indústria e comércio, sem privilégios que tolham a ação dos Governos locais; 3º) criar instituições de ensino superior e secundário nos Estados; 4º) prover a instrução secundária no Distrito Federal. 21
  22. 22. Capa da Revista Fon Fon, 1916. (Nosso Século - 1910/1930 - Abril 22 Cultural) Abaporu - quadro de Tarsila do Amaral, 1928.
  23. 23. 23 voltar
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