Teoria da Imagem         A fotografia, seus momentos     icônicos, simbólicos e indiciários, suas dimensões espaciais e te...
História do pensamento crítico        e teórico sobre a fotografia✤   Três tempos:1.A fotografia como espelho do real2.A fo...
1. A fotografia como ícone✤   Discurso da mimese e da transparência,    denunciando ou elogiando✤   Baudelaire, por exempl...
1. A fotografia como ícone      Pintura           Fotografia  • Busca formal    •   Caráter  • Artisticidade     documental...
1. A fotografia como ícone      Pintura           Fotografia  • Busca formal    •   Caráter  • Artisticidade     documental...
1. A fotografia como ícone      Pintura           Fotografia  • Busca formal    •   Caráter  • Artisticidade     documental...
1. A fotografia como ícone      Pintura           Fotografia  • Busca formal    •   Caráter  • Artisticidade     documental...
1. A fotografia como ícone      Pintura           Fotografia  • Busca formal    •   Caráter  • Artisticidade     documental...
2. A fotografia como símbolo✤   Discurso do código e da desconstrução✤   Quatro campos teóricos de articulação:1.Estrutura...
2. A fotografia como símbolo✤   Deslocamento da questão do realismo:    do realismo da transparência (a imagem como    jan...
2. A fotografia como símbolo✤   Deslocamento da questão do realismo:    do realismo da transparência (a imagem como    jan...
2. A fotografia como símbolo✤   Deslocamento da questão do realismo:    do realismo da transparência (a imagem como    jan...
2. A fotografia como símbolo✤   Deslocamento da questão do realismo:    do realismo da transparência (a imagem como    jan...
3. A fotografia como índice✤   Discurso da referência✤   Em contraposição ao valor absoluto atribuído à    fotografia pelos...
3. A fotografia como índice✤   Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤   Bazin: não é o resultado, mas o mod...
3. A fotografia como índice✤   Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤   Bazin: não é o resultado, mas o mod...
3. A fotografia como índice✤   Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤   Bazin: não é o resultado, mas o mod...
Definição mínima de fotografia✤   Dubois: “a imagem fotográfica aparece a    princípio, simples e unicamente, como uma    i...
Outros signos indéxicos              ✤   Fumaça (índice do fogo)              ✤   Sombra (alcance)              ✤   Poeira...
O que diferencia um índice deum ícone e de um símbolo?✤   Relação entre signo e    objeto: conexão física e    ligação exi...
A fotografia como índice                  ✤   Dubois: “não é possível pensar                      a fotografia fora de sua ...
5                                      9                            6Man Ray – Rayography “Champs délicieux” (1922) – Font...
Consequências: 1. Singularidade                                                    ≠ René Magritte – La Trahison des Image...
Consequências: 2. Atestação                                     ≠   René Magritte – Golconde (1953)                       ...
Consequências: 3. Designação                                               ≠                                              ...
A fotografia como índice✤   Em vez de mimese, o que marca a imagem fotográfica é a referência.✤   Se a fotografia designa (e...
A fotografia como índice✤   O índice, a relação indiciária ou indéxica, caracteriza o momento    essencial, primordial, de...
A fotografia como índice✤   Dubois:    “Em nenhum momento no índice fotográfico, o signo é a coisa.” (p. 89)✤   Distância e...
Espaço e tempo           A perspectiva artificial,           a pirâmide visual e o           trapézio da encenação
Espaço e tempo          Henri Cartier-Bresson           Juvisy, França (1938)•O espaço do referente•O espaço representado•...
Espaço e tempoOscar Gustav Rejlander – Os dois caminhos da vida (1857)
Espaço e tempo Pablo Picasso – Guernica (1937)
Espaço e tempo                        O tempo denegado                                 Gustave Le Gray – A grande onda (18...
Espaço e tempo   O tempo inscrito
Espaço e tempo     O tempo decompostoÉtienne-Jules Marey e Georges Demenÿ –      Homem vestido, corrida (1894)
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

A fotografia, seus momentos icônicos, simbólicos e indiciários, suas dimensões espaciais e temporais

2.821 visualizações

Publicada em

Disciplina: Teoria da Imagem
Professor: Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro

Publicada em: Educação
1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • UAU! passei 3h estudando pra depois achar esse slide que esclareceu totalmente. Valeu!
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.821
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
31
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
131
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • \n
  • A fotografia, seus momentos icônicos, simbólicos e indiciários, suas dimensões espaciais e temporais

    1. 1. Teoria da Imagem A fotografia, seus momentos icônicos, simbólicos e indiciários, suas dimensões espaciais e temporais Philippe Dubois: ‘Da verossimilhança ao índice: pequena retrospectiva histórica sobre a questãoMarcelo R. S. Ribeiro do realismo na fotografia’, ‘O ato fotográfico:http://incinerrante.com pragmática do índice e efeitos de ausência’ & ‘O golpe do corte: a questão do espaço e doAula 3 tempo no ato fotográfico’ (caps. 1, 2 e 4 do livro O ato fotográfico e outros ensaios)
    2. 2. História do pensamento crítico e teórico sobre a fotografia✤ Três tempos:1.A fotografia como espelho do real2.A fotografia como transformação do real3.A fotografia como traço de um real
    3. 3. 1. A fotografia como ícone✤ Discurso da mimese e da transparência, denunciando ou elogiando✤ Baudelaire, por exemplo: a fotografia como instrumento de registro documental do real e a arte como pura criação imaginária✤ Bazin, por exemplo: argumento da libertação da arte ocidental, especificamente da pintura (voltando-se a buscas formais), pela fotografia
    4. 4. 1. A fotografia como ícone Pintura Fotografia • Busca formal • Caráter • Artisticidade documental • Imaginário • Referência • Abstração • Concretude Genialidade e Técnica e humanismo maquinismo Subjetividade Objetividade
    5. 5. 1. A fotografia como ícone Pintura Fotografia • Busca formal • Caráter • Artisticidade documental • Imaginário • Referência • Abstração • Concretude Genialidade e Técnica e humanismo maquinismo Subjetividade Objetividade
    6. 6. 1. A fotografia como ícone Pintura Fotografia • Busca formal • Caráter • Artisticidade documental • Imaginário • Referência • Abstração • Concretude Genialidade e Técnica e humanismo maquinismo Subjetividade Objetividade
    7. 7. 1. A fotografia como ícone Pintura Fotografia • Busca formal • Caráter • Artisticidade documental • Imaginário • Referência • Abstração • Concretude Genialidade e Técnica e humanismo maquinismo Subjetividade Objetividade
    8. 8. 1. A fotografia como ícone Pintura Fotografia • Busca formal • Caráter • Artisticidade documental • Imaginário • Referência • Abstração • Concretude Genialidade e Técnica e humanismo maquinismo Subjetividade Objetividade
    9. 9. 2. A fotografia como símbolo✤ Discurso do código e da desconstrução✤ Quatro campos teóricos de articulação:1.Estruturalismo francês pós-1965 (ex.: Barthes)2.Psicologia da percepção (ex.: Arnheim)3.Teorias da ideologia (ex.: Bourdieu e Baudry)4.Estudos antropológicos da fotografia
    10. 10. 2. A fotografia como símbolo✤ Deslocamento da questão do realismo: do realismo da transparência (a imagem como janela para o mundo, para a realidade empírica) ao realismo da opacidade (a imagem como véu que revela uma realidade interna, essencial, que está para além das aparências)✤ Ecos do mito da caverna (Platão)
    11. 11. 2. A fotografia como símbolo✤ Deslocamento da questão do realismo: do realismo da transparência (a imagem como janela para o mundo, para a realidade empírica) ao realismo da opacidade (a imagem como véu que revela uma realidade interna, essencial, que está para além das aparências)✤ Ecos do mito da caverna (Platão)
    12. 12. 2. A fotografia como símbolo✤ Deslocamento da questão do realismo: do realismo da transparência (a imagem como janela para o mundo, para a realidade empírica) ao realismo da opacidade (a imagem como véu que revela uma realidade interna, essencial, que está para além das aparências)✤ Ecos do mito da caverna (Platão)
    13. 13. 2. A fotografia como símbolo✤ Deslocamento da questão do realismo: do realismo da transparência (a imagem como janela para o mundo, para a realidade empírica) ao realismo da opacidade (a imagem como véu que revela uma realidade interna, essencial, que está para além das aparências)✤ Ecos do mito da caverna (Platão)
    14. 14. 3. A fotografia como índice✤ Discurso da referência✤ Em contraposição ao valor absoluto atribuído à fotografia pelos discursos anteriores (seja como semelhança, seja como convenção), o discurso do índice lhe atribui um valor singular e relativo✤ A fotografia constitui traço de um real (≠ do real)
    15. 15. 3. A fotografia como índice✤ Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤ Bazin: não é o resultado, mas o modo de constituição, a gênese automática que interessa✤ Benjamin: a faísca de acaso que queima a imagem✤ Peirce: a conexão física causa a semelhança
    16. 16. 3. A fotografia como índice✤ Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤ Bazin: não é o resultado, mas o modo de constituição, a gênese automática que interessa✤ Benjamin: a faísca de acaso que queima a imagem✤ Peirce: a conexão física causa a semelhança
    17. 17. 3. A fotografia como índice✤ Barthes em A câmara clara: a fotografia diz: isso foi✤ Bazin: não é o resultado, mas o modo de constituição, a gênese automática que interessa✤ Benjamin: a faísca de acaso que queima a imagem✤ Peirce: a conexão física causa a semelhança
    18. 18. Definição mínima de fotografia✤ Dubois: “a imagem fotográfica aparece a princípio, simples e unicamente, como uma impressão luminosa, mais precisamente como o traço, fixado num suporte bidimensional sensibilizado por cristais de haleto de prata, de uma variação de luz emitida ou refletida por fontes situadas à distância num espaço de três dimensões.” (p. 60)
    19. 19. Outros signos indéxicos ✤ Fumaça (índice do fogo) ✤ Sombra (alcance) ✤ Poeira (depósito do tempo) ✤ Cicatriz (marca de um ferimento) ✤ Esperma (resíduo do gozo) ✤ Ruínas (vestígios do que estava ali) ✤ Bronzeamento dos corpos Dennis Oppenheim – Reading position for 2nd degree burning (1970)
    20. 20. O que diferencia um índice deum ícone e de um símbolo?✤ Relação entre signo e objeto: conexão física e ligação existencial (não semelhança atemporal nem convenção geral) René Magritte – La Clef des Songes (1930)
    21. 21. A fotografia como índice ✤ Dubois: “não é possível pensar a fotografia fora de sua inscrição referencial e de sua eficácia pragmática.” (p. 65) ✤ “O que finalmente nos diz que a fotografia não é (necessariamente) analógica porque é (antes de mais nada) indiciária.” (p. 67) Man Ray – Rayography “Champs délicieux” n. 4 (1922)
    22. 22. 5 9 6Man Ray – Rayography “Champs délicieux” (1922) – Fonte: http://www.manray-photo.com 3 1 7
    23. 23. Consequências: 1. Singularidade ≠ René Magritte – La Trahison des Images (1928-29) René Magritte fotografado por Lothar Wolleh em 1967
    24. 24. Consequências: 2. Atestação ≠ René Magritte – Golconde (1953) Alfred Stieglitz – The Steerage (1907)
    25. 25. Consequências: 3. Designação ≠ Gustave Le Gray – La Grande Vague (1857) René Magritte – La Condition Humaine (1933)
    26. 26. A fotografia como índice✤ Em vez de mimese, o que marca a imagem fotográfica é a referência.✤ Se a fotografia designa (e atesta a existência de) um referente singular, ela não é capaz de oferecer seu(s) sentido(s), seu(s) significado(s). Dubois: “Nesse sentido, podemos dizer que a foto não explica, não interpreta, não comenta. É muda e nua, plana e fosca. [...] Mostra, simplesmente, puramente, brutalmente, signos que são semanticamente vazios ou brancos. Permanece essencialmente enigmática.” (p. 84) AFIRMAÇÃO DE EXISTÊNCIA ≠ EXPLICAÇÃO DE SENTIDO✤ Se a fotografia consiste no traço de um real, singular e único em sua configuração espaço-temporal, enquanto objeto material, a fotografia é reprodutível, abrindo-se à possibilidade de repetição.
    27. 27. A fotografia como índice✤ O índice, a relação indiciária ou indéxica, caracteriza o momento essencial, primordial, de constituição da imagem fotográfica. Trata-se de “um instante de esquecimento dos códigos” (p. 86)✤ Depois da relação indiciária, referencial, pode-se dar algum efeito de semelhança ou similaridade.✤ Antes e depois da relação indiciária, “de ambos os lados, há gestos e processos, totalmente ‘culturais’, que dependem por inteiro de escolhas e decisões humanas, tanto individuais quanto sociais” (p. 85)
    28. 28. A fotografia como índice✤ Dubois: “Em nenhum momento no índice fotográfico, o signo é a coisa.” (p. 89)✤ Distância espacial: aqui do signo ≠ ali do referente✤ Distância temporal: agora do signo ≠ então do referente [Isso se aplica sobretudo à fotografia analógica. Com a tecnologia digital, a possibilidade de feedback imediato permite uma redução da distância temporal.]✤ Especificidades da fotografia como índice: trata-se de uma impressão separada, plana, luminosa e descontínua.
    29. 29. Espaço e tempo A perspectiva artificial, a pirâmide visual e o trapézio da encenação
    30. 30. Espaço e tempo Henri Cartier-Bresson Juvisy, França (1938)•O espaço do referente•O espaço representado•O espaço de representação•O espaço topológico do espectador
    31. 31. Espaço e tempoOscar Gustav Rejlander – Os dois caminhos da vida (1857)
    32. 32. Espaço e tempo Pablo Picasso – Guernica (1937)
    33. 33. Espaço e tempo O tempo denegado Gustave Le Gray – A grande onda (1857) Henri Cartier-BressonAtrás da estação Saint-Lazare, Paris (1932)
    34. 34. Espaço e tempo O tempo inscrito
    35. 35. Espaço e tempo O tempo decompostoÉtienne-Jules Marey e Georges Demenÿ – Homem vestido, corrida (1894)

    ×