Trabalho Geologia geral [2]

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Trabalho Geologia geral [2]

  1. 1. GEOLOGIA GERAL
  2. 2. <ul><li>Já deves ter olhado para o céu e perguntado: de onde vieram os planetas, o Sol, as estrelas? Ou olhado para a Terra e perguntado de onde vieram as rochas, os animais, as plantas e os seres humanos. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Para os cientistas, tudo o que existe no universo veio de uma bolha que, há cerca de 14.500 milhões de anos, surgiu numa espécie de &quot;sopa&quot; quentíssima e começou a crescer, dando origem a toda a matéria que conhecemos. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Essa bolha era formada por partículas de luz (fotões) e outras partículas minúsculas, que se criavam e se destruíam. Os cientistas chamam a essa teoria que tenta explicar a origem de todas as coisas de Big-Bang , expressão que em inglês quer dizer &quot;Grande Explosão&quot;. À medida que crescia, a bolha mudava: ela ficou, por exemplo, bem mais fria. Quando o universo completou 500 mil anos de idade, a temperatura da bolha era de 10 mil graus Celsius! Com o tempo, as partículas começaram a ficar diferentes umas das outras. Essas partículas minúsculas foram-se juntando e formando átomos cada vez mais pesados. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Os primeiros átomos a surgir foram os de hidrogénio, elemento mais simples que existe na natureza. Depois, vieram os átomos de hélio e assim por diante, à medida que se iam formando elementos mais complexos. Esses elementos misturaram-se, formaram &quot;nuvens&quot; e uma parte delas deu origem às estrelas, que formaram galáxias e onde mais tarde surgiram os planetas e seus satélites. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Inicialmente, os planetas eram muito quentes. A Terra, por exemplo, não tinha água líquida quando se formou. Foram necessários milhões de anos para que arrefecesse. Isso permitiu a formação de rios e oceanos, nos quais os cientistas acreditam que surgiram as primeiras formas de vida, e a partir das quais vieram os animais, as plantas e o homem. </li></ul>
  7. 8. A ESTRUTURA DA TERRA  FORMA - um elipsóide de rotação com diâmetro equatorial de 12.756,77 km e diâmetro polar de 12.713,82 km (dados obtidos por 13 satélites artificiais que forneceram 46.500 medidas). A maior elevação é o Monte  Everest, no Himalaia, com  quase  9.000 metros de  altitude, e a maior depressão é a Fossa das Filipinas, no Pacífico, com 11.000 metros de profundidade.  VOLUME - calculado há mais de 2.000 anos pelo filósofo e astrônomo grego Eratóstenes (274 - 194 a.C.). V Terra = 1.082.000 milhões de km 3 .  MASSA - sua   medida  é  baseada  no  princípio  de  Isaac  Newton : &quot;a matéria atrai a matéria na razão direta das massas e inversa do quadrado da distância&quot; . Massa da Terra = 6 sextilhões de toneladas.  DENSIDADE - as  rochas  da  crosta terrestre apresentam, em geral, densidade de 2,76 g/cm 3 . No entanto, medindo-se a densidade global da Terra, encontra-se valor médio de 5,27g/cm 3 , concluindo-se que a densidade no interior do planeta deve ser maior que na crosta. F = G. m1.m2                d 2
  8. 9. Estrutura interna da terra, obtidos através das ondas sísmicas . A ESTRUTURA INTERNA DA TERRA
  9. 10. Camadas terrestres, a partir da superfície: Crosta (de 0 a 30/35 km) Manto (de 30 a 2900 km) Núcleo externo (líquido - de 2900 a 5100 km) Núcleo interno (sólido - além de 5100 km) Litosfera (de 0 a 60,2km) Astenosfera (de 100 a 700 km) CONSTITUIÇÃO INTERNA E PROPRIEDADES DO GLOBO TERRESTRE
  10. 11. CONSTITUIÇÃO INTERNA E PROPRIEDADES DO GLOBO TERRESTRE A crosta continental ou superior é formada por rochas graníticas com elementos como silício (Si) e alumínio (Al). A crosta oceânica ou inferior possui constituição basáltica, predominando silício (Si) e magnésio (Mg). O manto é caracterizado pela presença de ferro (Fe) e Magnésio (Mg). E o núcleo interno e externo composto pelos elementos ferro (Fe) e níquel (Ni).
  11. 12. SISMICIDADE (TERREMOTOS) Os terremotos estão relacionados com a movimentação das placas litosféricas. As tensões se acumulam, principalmente nas bordas das placas, podendo ser compressiva ou distensiva. Quando essa tensão atinge um limite de resistência das rochas ocorre um ruptura. Existem dois principais tipos de ondas sísmicas: as ondas P, onde as partículas vibram paralelamente á direção de propagação e as ondas S que vibram na direção perpendiculares a direção de propagação. O aparelho que registra as ondas sísmicas é o sismógrafo
  12. 13. <ul><li>- É uma teoria originada a partir da deriva continental e da expansão dos fundos oceânicos. Foi desenvolvida em 1960, e tornou-se a mais aceita entre geógrafos e oceanógrafos. De acordo com esta teoria, a litosfera se movimenta sobre a astenosfera. A litosfera por sua vez, é dividida por placas e estas deslizam sobre a astenosfera por causa das correntes de convecção no interior da Terra. </li></ul><ul><li>Explica a existência de cadeias de montanhas, estruturas no fundo do mar, vulcões e terremotos. </li></ul><ul><li>- A Tectônica de placas se equipara á Teoria da relatividade para a Física, e a descoberta do DNA na Biologia. </li></ul>TECTÔNICA DE PLACAS
  13. 14. - O esclarecimento se deu quando os cientistas na década de 60 deram-se conta de que o Convecção do Manto da Terra (mecanismo de transferência de energia e massa no qual o material aquecido ascende e o resfriado afunda) poderia empurrar ou puxar os continentes, formando uma nova crosta oceânica. TECTÔNICA DE PLACAS CORRENTES DE CONVECÇÃO
  14. 15. 1. Limites divergentes: são marcados pelas dorsais oceânicas e riftes, onde as placas afastam-se uma da outra. 2. Limites convergentes: ocorrem onde as placas tectônicas colidem, com a mais densa mergulhando sob a menos densa, gerando uma zona de intenso magmatismo. 3. Limites transformantes: ocorrem onde as placas tectônicas deslizam lateralmente uma em relação a outra ao longo de falhas transformantes. TECTÔNICA DE PLACAS LIMITES ENTRE PLACAS
  15. 16. 180 M. a. 150 M. a. 120 M. a. 90 M. a. ATUALMENTE TECTÔNICA DE PLACAS
  16. 17. TECTÔNICA DE PLACAS CENÁRIO DA TECTÔNICA GLOBAL
  17. 18. MINERAIS E ROCHAS Os elementos químicos combinam-se em várias proporções para formar os minerais, estes também combinam-se fisicamente para compor os diversos tipos de rochas.  Mineral - substâncias naturais, inorgânicas, caracterizados por propriedades físicas e químicas determinadas.  Rocha - é um agregado natural formado por um ou mais minerais que se agrupam obedecendo as leis da física, da química ou da físico-química, dependendo das condições de sua formação. Grão de quartzo Granito
  18. 19. TIPOS DE ROCHAS Rochas ígneas ou magmáticas (Plutônicas e vulcânicas) ROCHAS METAMORFICAS ROCHAS SEDIMENTARES
  19. 20. ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS São produtos do resfriamento e conseqüente solidificação de matéria mineral em fusão (magma), provinda do interior da Terra. A composição química do magma e as condições de resfriamento são os determinantes da composição mineralógica das rochas e do tamanho de seus cristais. Gabro Granito GABRO- rocha intrusiva de cor escura e granulação grossa, composta predominante por plagioclásio
  20. 21. ROCHAS ÍGNEAS PLUTÔNICAS (intrusivas) Se o resfriamento do magma ocorrer na superfície da crosta ou muito próximo a ela, a queda brusca de temperatura conduzirá à formação de cristais menores, com formas menos perfeitas, muitas vezes indistintos a olho nu. Exemplos: basalto, obsidiana, tufo. ROCHAS ÍGNEAS VULCÂNICAS (extrusivas) ROCHAS ÍGNEAS Se o resfriamento do magma for lento, os minerais se apresentarão como cristais grandes e bem formados. O resfriamento lento somente é possível a grandes profundidades. Exemplos: granito, sienito, basalto granito: sienito: basalto: Sienito é uma rocha , composta principalmente por feldspatos , e anfibólios pouca ou nenhuma biotita .
  21. 22. ROCHAS METAMÓRFICAS Muitos minerais são estáveis somente dentro de certos limites de temperatura e pressão. Quando as rochas são submetidas a temperaturas e pressões muito diferentes daquelas em que foram originadas, seus minerais sofrem uma nova reorganização na composição mineralógica, na estrutura e na textura. Este processo é chamado METAMORFISMO e consiste em transformações no meio sólido, não implicando em fusão, mas sim, em recristalização. Exemplos: quartzito, mármore, ardósia, filito, micaxisto, gnaisse. ardósia mármore Gnaisse
  22. 23. <ul><ul><li>As rochas metamórficas formam-se por transformação de rochas preexistentes por ação de fatores de metamorfismo: Temperatura e/ou pressão. </li></ul></ul><ul><ul><li>A transformação ocorre no estádo sólido pois se fundissem originar-se-ia o magma. </li></ul></ul>Xisto Gnaisse
  23. 24. <ul><li>Zonas de colisão entre placas litosféricas associadas a formação de cadeias de montanhas e dobras – elevada PRESSÃO ( e também temperatura ). </li></ul><ul><li>Áreas de intrusões magmáticas – devido a elevada temperatuda do magma que está em contato com a rocha que está a sofrer transformação. </li></ul>Metamorfismo de contato
  24. 25. Rocha de origem e rocha metamórfica
  25. 26. ROCHAS SEDIMENTARES São as rochas formadas a partir de material originado pela destruição erosiva (física, química ou biológica) de qualquer tipo de rocha, posteriormente transportado e depositado ou precipitado, camada por camada, num dos muitos ambientes de sedimentação da Terra (rios, lagos, desertos, oceanos, etc). Uma bacia de sedimentação em contínuo afundamento (subsidência) propicia o preenchimento da depressão gerada, podendo os sedimentos atingirem grandes espessuras.
  26. 27. ROCHAS SEDIMENTARES ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS OU TERRÍGENAS São formadas pela consolidação de fragmentos de rochas pré-existentes. De acordo com o tamanho, os fragmentos classificam-se em: Tabela 1 - Classificação de Wentworth quanto ao tamanho dos grãos. CLASSIFICAÇÃO DE WENTWORTH Diâmetro (mm) Matacão > 256 Bloco 64 - 256 Seixo 4 - 64 Grânulo 2 - 4 Areia grossa 0,25 - 2 Areia fina 0,0625 - 0,25 Silte 0,0039 - 0,0625 Argila < 0,0039
  27. 28.  Argilito - rocha de granulação finíssima, com predominância de componentes de fração argila. Sua coloração varia do cinza ao preto, passando pelo amarelo, verde ou vermelho. É untuoso ao tato.  Folhelho - tem as mesmas características do argilito, diferenciando-se deste por apresentar estratos esfolheáveis finos e paralelos. Exemplos:  Siltito - rocha de granulação fina, composta por grãos de tamanho silte. Geralmente de cor cinza, amarela ou vermelha. É ligeiramente áspero ao toque e pode-se perceber grãos individualizados com a ajuda de uma lupa. ROCHAS SEDIMENTARES Folhelho negro Folhelho gerador da Bacia do Recôncavo
  28. 29. ROCHAS SEDIMENTARES
  29. 31. CICLO DAS ROCHAS
  30. 32. INTEMPERISMO Refere-se aos processos operantes na superfície terrestre que ocasionam a decomposição dos minerais das rochas, graças à ação dos agentes atmosféricos e biológicos, seja por destruição mecânica ou por decomposição química. Em particular, o intemperismo ocorre quando as rochas e minerais estão em contato com a atmosfera, hidrosfera ou biosfera. Os minerais que são mais susceptíveis ao intemperismo, são aqueles que se formaram primeiro na cristalização do magma, sendo de ambientes mais profundos , por isso são menos resistentes ao ambiente próximo ou na superfície terrestre.(analogo a retirada de um peixe da água, onde certamente irá morrer)
  31. 33. TIPOS DE INTEMPERISMO <ul><li>Físico (ou mecânico) - Engloba os fenômenos que levam a destruição das rochas e minerais por meios físicos, quais sejam: variação de temperatura, cristalização de sais, congelamento e alívio de pressão. </li></ul>INTEMPERISMO Intemperismo físico decorrente da ação do gelo sobre o rochedo.
  32. 34. INTEMPERISMO <ul><li>Biológico - a vida orgânica, vegetal ou animal, apresenta um importante papel nos processos de destruição de minerais e rochas na crosta terrestre. Existem dois tipos de intemperismo biológico: o físico e o químico </li></ul><ul><li>Químico - é o resultado da interação das rochas existentes nas camadas superiores da litosfera com os constituintes quimicamente ativos da atmosfera, da hidrosfera e da biosfera. As substâncias ativas são: oxigênio, água, dióxido de carbono e ácidos orgânicos, que atuam através de reações de oxidação, redução, hidratação, hidrólise, carbonatação e dissolução. </li></ul>
  33. 35. <ul><li>química - bactérias e fungos microscópicos, líquens, algas e musgos segregam gás carbônico, nitratos, ácidos orgânicos como produtos de seu metabolismo. Estes produtos são incorporados pelas soluções que percolam o solo, atingindo a rocha sã e iniciando a ação química do intemperismo. </li></ul><ul><li>física - a ação das raízes contribuem para a desagregação das rochas ao aprofundarem-se através de fraturas naturais. O homem também é considerado um importante agente de intemperismo, transmitindo sua ação através da construção de estradas, túneis e barragens, da derrubada de matas, etc. </li></ul>Intemperismo biológico pode ser de ação física e/ou química: INTEMPERISMO Buracos escavados pelo ouriço do mar
  34. 36. EROSÃO A Erosão é o transporte dos materiais terrestres previamente desagregados pelos diversos tipos de intemperismo. Seu transporte em geral é feito pela água da chuva , pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo . Erosão em terrenos sedimentares inconsolidados
  35. 37. EROSÃO ►PROCESSO DE SEDIMENTAÇÃO As partículas sedimentares são transportadas pelos agentes água, vento, gelo e gravidade a partir dos mecanismos de rolamento, deslizamento, saltação e suspensão.
  36. 38. CICLO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
  37. 39. ESTRATIGRAFIA É a ciência que cuida não só da sucessão original e das idades das rochas estratificadas, como também, da sua forma, distribuição, composição litológica, conteúdo paleontológico, propriedades geofísicas e geoquímicas, ou seja, de todos os caracteres, propriedades e atributos das mesmas como estratos, buscando inferir seus ambientes de origem e sua história geológica. a)Camada. mais velha b,c,d,e,f,g h) Falha i)Discordância j,k,l m)Intrusão de granito n)Discordância o)Erosão do granito p,q r)Intrusão de basalto s)Derrame de lava t)Camada mais nova Final) rios erodindo as camadas mais novas
  38. 40. PRINCÍPIOS São dois os princípios fundamentais conhecidos: Atualismo – postula que os processos geológicos hoje atuantes não diferem, essencialmente, em natureza e intensidade, dos que atuaram em épocas passadas. ESTRATIGRAFIA
  39. 41. PRINCÍPIOS Superposição – aplica-se nos casos em que as camadas sedimentares dispõem-se, umas sobre as outras, mantendo a quase horizontalidade original. Assim, postula-se que cada camada é mais jovem que a subjacente e a mais velha sobrejacente. ESTRATIGRAFIA
  40. 42. Consiste no estudo de exposições locais de seqüências de rochas ou de amostras de sondagem, estabelecendo uma correspondência entre as varias seqüências (correlação). No decorrer deste estudo, colhem-se todos os elementos úteis à detecção e à interpretação de antigos ambientes deposicionais e à datação das camadas, observando-se, também, evidencias de deformações estruturais (falhamentos, dobramentos, etc.). ESTRATIGRAFIA MÉTODO Modelo estratigráfico da Bacia do Recôncavo nordeste (região de Entre Rios).
  41. 43. ESTRATIGRAFIA AMBIENTES DE SEDIMENTAÇÃO
  42. 44. DISCORDÂNCIAS São superfícies de erosão ou de não deposição, que separam estratos mais novos de mais antigos. ESTRATIGRAFIA a) Não conformidade- quando o pacote sedimentar se assenta em contato erosivo diretamente sobre as rochas ígneas ou metamórficas(A). b) Discordância angular- quando o pacote sobrepõe-se a outro, com contato brusco em relação ao pacote mais antigo(B). c) Desconformidade- quando a descontinuidade entre os pacotes sedimentares, bem como o acamadamento dessas rochas são quase paralelos, sendo identificada por diferenças paleontológicas ou contraste faciológico.
  43. 45. BIBLIOGRAFIA
  44. 46. F I M

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