Vouga Arriba

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A história da revolta do povo contra o encerramento da linha do Vale do Vouga

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Vouga Arriba

  1. 1. Para os mais incautos, para aqueles que, porventura, pPem acima de tudo, as suas ideologias politicas ou religiosas, quifa, talvez at6 acima do bem do Povo, nbs queremos afirmar que, com a publicacla deste aomance)) desenrolado B volta do antigo <Texas>, outra coisa n l o nos moveu senlo testemunbar publicamente a luta de um Povo contra um indiferentismo desumano, amesquinhante; desmascarar uma farsa que foi sempre apanbgio de um regime ditatorial; que atingiu a raia do escdndalo quando se diziam muitas coisas lindas e se faziam muitas promessas (no caso do Vouga) e se enviavam, simultiineamente, oficios (confidenciais) aos Presidentes das Cbmaras e Juntas de Freguesia, intimando-os a fazeren? do Vale do Vouga dabw,, por ser cas'o arrumado. E ao publicarmos depimentos, entrevistas com elementos ligados ao regime fascista nHo nos moveu evidenciar pessoas, mas tdo somente documentar o seu parecer (nessa altura responsive1 pelo cargo que desempenhavam) e que afinal, nlo viria a corresponder hquilo que apregoavam, ou porque o seu falar era urna farsa, ou porque metidos numa mbquina que n l a lhes permitia desencaixarem-se de toda essa engrenagem, salvo urna ou outra que pretendemos. Nada mais. Alibs, depois do 25 de Abril, o nosso rumo de a c f l o foi precisamente o mesmo: auscultar os responsbveis e o Povo. l? porque at6 poderia dar um outro livro, um outro womanceb, se esses homens nlo tomassem uma pmifga valida pr6-Povo, a favor da verdadeira, d a autsntica democracia. A n6s nCo nos importa homens, nem cargos. Importa-nos, isso sim, a defesa do Povo. P a r a alQm da nossa idwlogia politica e religicsa, estb o bem da Colectividade, das camadas mais desprovidas de rkditos. Nlo atacamos ou elogiamos homens; a t a c a m s situapdes, elogiamos tomadas de posicdes verdadeiras. Pessoas houve que auscultamos vbrias vezes, quer no regime fascista, quer no regime vigente. Apontamos, por exemplo, o casa desse grande paladin0 do Vomuga - Jaime Gralheiro. Foi dura a batalha do Vouga para nbs tamb6m. Continua a ser duro escrever este momance,. Por&m, estamos (sempre) presentes e olhamos o P w o bem de frente e de cara bem lavada. D. R.
  2. 2. L I objectives: Enriquecer escandalosamente uns tantos e enfraquecer pauperrimamente milhares de familias. Este livro que 8, em parte, extract0 de varias reportagens ~nseridasem xO Camhcio do Porto?), outro objectivo nHo tem se n i o ser documento comprovativo do abandon0 a que foi votado nas serras e vales de uma regiHo que foi votada a um ostracismo total. Hoje, mais do que nunca, estamos confiantes de que a linha do Vale do Vouga reabrirh. Ela 6 do Povo. 0 P w o auere-a. anseia-a. I 1
  3. 3. EVOCANDO 1 Madrugada dentro. A estrela d'alva estdtica por detrds do Rosa ndo me dissessem que era dia. Num galpe de milhano, d busca de ave hipnotizada, arrumei com as mantas, tecidas ld na casa, I1 81 I Pai, 6 dia! 0 s peregrines jd passam para a Senhora da Lapa. Olhe, escute, la v & meles a cantar e a rezar, serra da Nave abaizo! E m bico de p6s, corredor fora, atrevi-me a dar volta d chave de pele tisnada ... As pedras graniticas puseram-nos em farrapos, ensopodos alguns e m sangue que p r vezes esguichava. Mas, au menos, poupem-se os sapatos! 0 dinheiro 6 pouco e 6 precis0 chegar d Senhora rla Lapa! ... Ainda faltava subir as quelhas, os barrancos da serra da Senhora, mas depois estariam prostrados diante da Virgem solicilando a sua proteccb. E eu ficava-me quase adormecido ao som do reguinho de dgua que ali me beijava os phs. E ele corria sempre, sempre at6 chegar ao linhar da tia Maria Rosa. A rega, em Agosto. ndo parava,

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