Pesquisa GEM 2011

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Pesquisa GEM 2011

  1. 1. GEM 2011Global Entrepreneurship MonitorEmpreendedorismo no Brasil
  2. 2. Global Entrepreneurship Monitor 1
  3. 3. Embora os dados utilizados neste trabalho tenham sido coletados pelo Consórcio GEM, suas análises e interpretações são de responsabilidade exclusiva dos autores.A permissão para utilização de conteúdos do GEM 2010/2011 Global Report, que compõem este relatório,foi gentilmente cedida pelos detentores dos direitos autorais. O GEM é um consórcio internacional e este relatório foi produzido a partir de dados provenientes de 54 países no ciclo 2011 da pesquisa. Nossoagradecimento especial aos autores, pesquisadores, organismos financiadores e outros colaboradores que fizeram com que isso fosse possível. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Elaborado por: Marta Oliveira Mendes - CRB 09/1070 G562 Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil : 2011 Coordenação de Simara Maria de Souza Silveira Greco; autores : Tales Andreassi... [et al] -- Curitiba: IBQP, 2011. 118p. : il. Vários autores: Eliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia Duarte Gilberto Sarfati Joana Paula Machado Júlio César Felix Laura Pansarella Marcelo Aidar Mario Tamada Neto Marcus Salusse Rene Rodrigues Fernandes Rodrigo Hermont Ozon Romeu Hebert Friedlaender Junior Simara Maria de Souza Silveira Greco Tales Andreassi Vanderlei Moroz Vania Nassif Inclui bibliografias. ISBN 975-85-87446-15-2 1. Empreendedorismo – Brasil. 2. Inovações Tecnológicas – Brasil. I. Global Entrepreneurship Research Association. II. Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade. III. Greco, Simara Maria de Souza Silveira (Coord.). IV. Duarte, Eliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia. V. Sarfati, Gilberto. VI. Machado, Joana Paula. VII. Felix, Júlio César. VIII. Pansarella, Laura. IX. Aidar, Marcelo. X. Tamada Neto, Mario. XI. Salusse, Marcus. XII. Fernandes, Rene Rodrigues. XIII. Ozon, Rodrigo Hermont. XIV. Friedlaender Junior, Romeu Hebert. XV. Andreassi, Tales. XVI. Moroz, Vanderlei. XVII. Nassif, Vania. XVIII. Título. CDD ( 22.ed) - 658.110981
  4. 4. COORDENAÇÃO DO GEMINTERNACIONAL Pio Cortizo – Gerente da Unidade de Gestão Estratégica (UGE)Global Entrepreneurship ResearchAssociation – GERA Serviço Social da Indústria (SESI/PR)Babson College, Estados Unidos Edson Luiz Campagnolo – Presidente SESI/Universidad del Desarrollo, Chile PRUniversiti Tun Abdul Razak, Malásia José Antonio Fares – Diretor Superintendente SESI/PRLondon Business School, Reino Unido Universidade Federal do Paraná (UFPR)NACIONAL Zaki Akel Sobrinho – ReitorInstituto Brasileiro da Qualidade eProdutividade (IBQP) Sergio Scheer – Pró-reitor de Pesquisa e Pós- graduçãoINSTITUIÇÕES EXECUTORAS DO Emerson Carneiro Camargo – Diretor Executivo da Agência de Inovação UFPRGEM NO BRASIL Instituto Brasileiro da Qualidade e Instituto de Tecnologia do Paraná –Produtividade (IBQP) TecparEduardo Camargo Righi – Diretor Presidente Júlio César FelixAlcione Belache – Diretor ExecutivoMaurício Fernando Cunha Smijtink – DiretorExecutivoFundação Getulio Vargas - FGV-EAESPCarlos Ivan Simonsen Leal – Presidente daFGVMaria Tereza Leme Fleury – Diretora daEscola de Administração de Empresas de SãoPauloTales Andreassi – Coordenador do Centro deEmpreendedorismo e Novos NegóciosINSTITUIÇÕES PARCEIRASServiço Brasileiro de Apoio às Microe Pequenas Empresas (SEBRAE) –Patrocinador MasterRoberto Simões – Presidente do ConselhoDeliberativo Nacional (CDN)Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho – DiretorPresidenteCarlos Alberto dos Santos – Diretor TécnicoJosé Claudio dos Santos – Diretor deAdministração e FinançasGlobal Entrepreneurship Monitor 3
  5. 5. EQUIPE TÉCNICACoordenação Geral – IBQP CapaSimara Maria de Souza Silveira Greco Fabiane Solarewicz de LimaCoordenação de Análises e de Redação Projeto gráfico e diagramação– FGV-EAESP Juliana MontielTales Andreassi GráficaEquipe Fixa – IBQP Imprensa da UFPRRomeu Hebert Friedlaender JuniorMario Tamada NetoPesquisadores e analistasEliane Cordeiro de Vasconcellos GarciaDuarte – UFPRGilberto Sarfati – FGV-EAESPJoana Paula Machado - IBQPLaura Pansarella – FGV-EAESP -Marcelo Aidar – FGV-EAESPMario Tamada Neto – IBQPMarcus Salusse – FGV-EAESPRene Rodrigues Fernandes – FGV-EAESPRodrigo Hermont Ozon – IBQPRomeu Hebert Friedlaender Junior - IBQPSimara Maria de Souza Silveira Greco – IBQPTales Andreassi – FGV-EAESPVanderlei Moroz – UFPRVania Nassif – FGV-EAESPRevisãoJúlio César Felix - TECPARPesquisa de Campo com PopulaçãoAdultaBonilha Comunicação e Marketing S/C Ltda.Pesquisa de Campo com EspecialistasNacionais em EmpreendedorismoEntrevistadoresSimara Maria de Souza Silveira GrecoRomeu Hebert Friedlaender JuniorAna Beatriz Tiemi KawakamiLeonardo Henrique NardimGraça Maria Simões Luz4 Empreendedorismo No Brasil
  6. 6. ENTREVISTADOS NA PESQUISA COM ESPECIALISTASAdriana Monteiro Fonseca Produtivo Orientado do MTEPequenas Empresas Grandes Negócios João Marcos VarellaAlexsandro Vanin Consultor e Autor do livro Desafio deRevista Empreendedor empreenderAlice Sosnowski João Paulo Garcia LealObjecta Internet e Blog O Pulo do Gato IBRAC - Instituto Brasileiro de Estudos da Concorrência, Consumo e ComércioAllan Marcelo de Campos Costa InternacionalSEBRAE/PR Jorge de Paula Costa AvilaAna Lúcia Vitale Torkomian Instituto Nacional da Propriedade Industrial-SETEC/MCT INPIAntonio Carlos Filgueira Galvão José Arnaldo DeutscherCentro de Gestão e Estudos Estratégicos- Fundo Criatec (capital semente)CGEE Leonardo GuimarãesAtaliba C. Gonçalves Porto DigitalVH Consultores: Planejamento de Negócios& Gestão Financeira. Lia Hasenclever Universidade Federal do Rio de JaneiroBatista Salgado GigliottiFRAN SYSTEMS CONSULTORIA LTDA. Luiz Carlos Floriani Associação das Organizações deBelmiro Valverde Jobim Castor Microcrédito de SC - AmcredProfessor universitário e consultor deempresas Marcelo Hiroshi Nakagawa USPBernt EntschevEmpresário e consultor Marcus Rizzo Especialista em franquiasBruno Dantas FontesLoop Marketing Mario Ponci Neto Chilli BeansCarlos Eduardo Assumpção OleskoCymimasa transmissora de energia Renata Alves Blog Gestão FemininaEduardo Augusto MachadoConaje - Confederação nacional de Jovens Ronaldo DuschenesEmpresários Flexiv Móveis para EscritórioEduardo Faria Daltro Sergio LozinskyEsfera Quatro Consultor em IntraempreendedorismoErik Camarano Silvio MeiraMovimento Brasil Competitivo-MBC Universidade Federal de Pernambuco/ C.E.S.A.R – Centro de Estudos Avançados doFabiana Carvalho RecifeIEL - BA Tales AndreassiFábio Roberto Fowler FGV-EAESPUniversidade Federal de Itajubá Vanessa Caldas ChabarFrancilene Procópio Garcia Mulher EmpreendedoraAnprotec Vanessa Ishikawa RasotoFrancisco Wandercley M. da Silva Agência de Inovação da UTFPRPrograma Nacional do MicrocréditoGlobal Entrepreneurship Monitor 5
  7. 7. 6 Empreendedorismo No Brasil
  8. 8. SUMÁRIO 2.1 Principais taxas em 2011: Brasil e demais grupos de países ........................................................................39Lista de Quadros...............................................9 2.2 Evolução das taxas do Brasil de 2002 a 2011 ........................................................................40Lista de figuras................................................12 2.3 Comparação das taxas do Brasil com demais países em 2011Agradecimento................................................13 ........................................................................41Prefácio.............................................................15 2.4 Principais atividades desenvolvidas pelos empreendedores brasileirosIntrodução........................................................17 ........................................................................431 - Postura da população em relação à ativi- 3 - Características dos empreendedoresdade empreendedora e condições para em- ...................................................................................47preender no Brasil e nos demais países par-ticipantes 3.1 Motivação...................................................................................23 ........................................................................47 1.1 Mentalidade empreendedora no Brasil com- 3.2 Empreendedores segundo o gênero parada aos grupos de países participantes – Re- ........................................................................50 sultado da pesquisa com população adulta bra- sileira 3.3 Empreendedores segundo a faixa etária ........................................................................23 ........................................................................53 1.1.1 Conhecimento sobre a abertura de novos 3.4 Empreendedores segundo a renda negócios ........................................................................54 ........................................................................23 3.5 Empreendedores segundo a escolaridade 1.1.2 Oportunidades e Capacidades Percebidas ........................................................................56 ........................................................................23 1.1.3 Medo do fracasso segundo grupo de países 4 - Características dos Empreendimentos ........................................................................25 ...................................................................................61 1.1.4 Percepções sobre o empreendedorismo 4.1 Geração de empregos ........................................................................26 ........................................................................61 1.2 Condições para empreender no Brasil (EFCs), 4.2 Impacto no mercado em termos de novidade comparado ao grupo de países participantes – do produto e concorrência Opiniões dos especialistas entrevistados ........................................................................63 ........................................................................27 4.3 Tecnologia 1.2.1 Fatores Favoráveis ........................................................................64 ........................................................................27 4.4 Orientação internacional 1.2.2 Fatores limitantes ........................................................................65 ........................................................................31 5 - Recomendações de melhorias no ambiente2 - Empreendedores do Brasil e países parti- para empreender no Brasil – Visão dos especia- listas entrevistadoscipantes do GEM segundo o estágio dos em- ...................................................................................71preendimentos3 e nível de desenvolvimentoeconômico dos países 5.1 Recomendações para o quesito Políticas Go-...................................................................................39 vernamentais ........................................................................71Global Entrepreneurship Monitor 7
  9. 9. 5.2 Recomendações para o quesito Educação e Capacitação ........................................................................71 5.3 Recomendações para o quesito Infra Estrutu- ra Comercial e Profissional ........................................................................72 5.4 Recomendações para o quesito Normas Cul- turais e Sociais ........................................................................72 5.5 Recomendações para o quesito Apoio Finan- ceiro ........................................................................736 - Tópico Especial - Intraempreendedoris-mo...........................................................................77 6.1 Intraempreendedorismo por gênero ........................................................................78 6.2 Intraempreendedorismo por faixa etária ........................................................................79 6.3 Intraempreendedorismo por faixa de renda ........................................................................79 6.4 Intraempreendedorismo por escolaridade ........................................................................80Referências..............................................................83Apêndice 1 – Considerações sobre metodologia eprocedimentos...................................................................................87Apêndice 2 – Principais dados e taxas...................................................................................99Apêndice 3 – Equipes e Patrocinadores doGEM 2011.................................................................................113 8 Empreendedorismo No Brasil
  10. 10. LISTA DE QUADROSQuadro I.1 - Classificação dos países participantes Quadro 2.1 - Empreendedores segundo o estágiosegundo as fases do desenvolvimento econômico do empreendimento – Brasil – Comparativo...................................................................................19 2010-2011 ...................................................................................39Quadro 1.1 - Postura da população em relação aoempreendedorismo – Grupo de países – 2011 Quadro 2.2 - Empreendedores segundo o estágio...................................................................................24 do empreendimento – Grupo de Países – 2011...... . ...................................................................................42Quadro 1.2 - Mentalidade empreendedoraBrasil – 2011 Quadro 2.3 - Principais atividades dos empreen-...................................................................................25 dedores iniciais – Brasil – 2011 ...................................................................................43Quadro 1.3 - Condições favoráveis que afetam oempreendedorismo segundo a percepção dos Es- Quadro 2.4 - Principais atividades dos empreen-pecialistas – Brasil – 2011 dedores estabelecidos – Brasil – 2011...................................................................................27 ...................................................................................44Quadro 1.4 - Resultados do questionário com es- Quadro 3.1 - Empreendedores em estágio inicialpecialistas com perguntas estruturadas sobre Nor- (TEA) segundo a motivação – Grupo de Países –mas Culturais e Sociais – Brasil – 2011 2011...................................................................................28 ...................................................................................48Quadro 1.5 - Resultados do questionário com Quadro 3.2 - Empreendedores iniciais segundo aespecialistas com perguntas estruturadas sobre motivação - Brasil - Comparativo 2010-2011Acesso ao Mercado/Abertura e Barreiras à Entra- ...................................................................................49da – Brasil – 2011...................................................................................29 Quadro 3.3 - Motivação para empreender segun- do as principais atividades – Brasil – 2011Quadro 1.6 - Resultados do questionário com espe- ...................................................................................49cialistas com perguntas estruturadas sobre Capa-cidade Empreendedora: Motivação – Brasil – 2011 Quadro 3.4 - Empreendedores em estágio inicial...................................................................................30 (TEA) segundo gênero – Grupo de Países – 2011 ...................................................................................51Quadro 1.7 - Resultados do questionário com espe-cialistas com perguntas estruturadas sobre Capa- Quadro 3.5 - Percentual de empreendedores se-cidade Empreendedora: Potencial – Brasil – 2011 gundo o gênero - Brasil - 2001 a 2011...................................................................................30 ...................................................................................52Quadro 1.8 - Fatores limitantes que afetam o em- Quadro 3.6 - Principais atividades desenvolvidaspreendedorismo segundo percepção dos especia- pelos empreendedores em estágio inicial segundolistas – Brasil – 2011 gênero – Brasil – 2011...................................................................................31 ...................................................................................52Quadro 1.9 - Resultados do questionário com es- Quadro 3.7 - Taxa de empreendedores em estágiopecialistas com perguntas estruturadas sobre Polí- inicial (TEA) segundo a faixa etária – Grupo deticas Governamentais – Brasil – 2011 Países – 2011...................................................................................32 ...................................................................................53Quadro 1.10 - Resultados do questionário com Quadro 3.8 - Taxa de empreendedores estabele-especialistas com perguntas estruturadas sobre cidos segundo a faixa etária – Grupo de Países –Apoio Financeiro – Brasil – 2011 2011...................................................................................33 ...................................................................................53Quadro 1.11 - Resultados do questionário com Quadro 3.9 - Percentual de empreendedores se-especialistas com perguntas es¬truturadas sobre gundo a faixa etária – Brasil – 2001 a 2011Educação e Capacitação – Brasil – 2011 ...................................................................................53...................................................................................34Global Entrepreneurship Monitor 9
  11. 11. Quadro 3.10 - Empreendedores em estágio inicial Quadro 4.8 - Empreendimentos estabelecidos se-(TEA) segundo a faixa de renda – Grupo de Países gundo o nível de tecnologia – Grupo de Países –– 2011 2011...................................................................................55 ...................................................................................65Quadro 3.11 - Empreendedores estabelecidos se- Quadro 4.9 - Empreendimentos segundo a idadegundo a faixa de renda – Grupo de Países – 2011 da tecnologia – Brasil – Comparativo 2010-2011...................................................................................55 ...................................................................................65Quadro 3.12 - Percentual de empreendedores se- Quadro 4.10 - Orientação internacional de empre-gundo a renda em salários mínimos- Brasil - 2001 endedores iniciais – Grupos de Países – 2011a 2011 ...................................................................................66...................................................................................56 Quadro 4.11 - Orientação internacional de em-Quadro 3.13 - Empreendedores em estágio inicial preendedores estabelecidos – Grupos de Países –(TEA) segundo o nível de escolaridade – Grupo 2011de Países – 2011 ...................................................................................67...................................................................................57 Quadro 4.12 - Orientação internacional de empre-Quadro 3.14 - Empreendedores estabelecidos se- endedores iniciais estabelecidos – Brasil – Compa-gundo o nível de escolaridade – Grupo de Países rativo 2010-2011– 2011 ...................................................................................67...................................................................................57 Quadro 6.1 - Atividade Empreendedora de Em-Quadro 3.15 - Percentual de empreendedores se- pregados (EEA) – Grupo de Países – 2011gundo o nível de escolaridade – Brasil – 2011 ...................................................................................78...................................................................................58 Quadro 6.2 - Atividade Empreendedora de Em-Quadro 4.1 - Empreendimentos segundo a expec- pregados (EEA) segundo o Gênero – Brasil – 2011tativa de geração de empregos – Brasil – Compa- ...................................................................................78rativo 2010-2011...................................................................................62 Quadro 6.3 - Atividade Empreendedora de Em- pregados (EEA) segundo a Faixa Etária – Brasil –Quadro 4.2 - Empreendimentos em estágio inicial 2011segundo a expectativa de geração de empregos – ...................................................................................79Grupo de Países – 2011...................................................................................62 Quadro 6.4 - Atividade Empreendedora de Em- pregados (EEA) segundo a Faixa de Renda – BrasilQuadro 4.3 - Empreendimentos em estágio inicial – 2011segundo a concorrência e novidade do produto – ...................................................................................80Grupo de Países – 2011...................................................................................63 Quadro 6.5 - Atividade Empreendedora de Em- pregados (EEA) segundo o nível de escolaridadeQuadro 4.4 - Empreendimentos estabelecidos se- – Brasil – 2011gundo a concorrência e novidade do produto – ...................................................................................80Grupo de Países – 2011...................................................................................63 Quadro A1.1 - Terminologias e principais medi- das do GEMQuadro 4.5 - Empreendimentos segundo a novi- ...................................................................................90dade do produto ou serviço – Brasil – Comparati-vo 2010-2011 Quadro A1.2 - Descrição das condições que afetam...................................................................................64 o empreendedorismo (EFC) segundo o modelo do GEMQuadro 4.6 - Empreendimentos segundo o núme- ...................................................................................91ro de concorrentes – Brasil – Comparativo 2010-2011 Quadro A1.3 - Países participantes do GEM de...................................................................................64 2001 A 2010 ...................................................................................92Quadro 4.7 - Empreendimentos em estágio inicialsegundo o nível de tecnologia – Grupo de Países Quadro A1.4 - Resumo do plano amostral da pes-– 2011 quisa com população adulta – GEM Brasil – 2011...................................................................................65 ...................................................................................94 10 Empreendedorismo No Brasil
  12. 12. Quadro A1.5 - Principais diferenças entre os da- Quadro A2.12 - Características dos empreendedo-dos da pesquisa com população adulta do GEM e res segundo motivação - Brasil – 2011os dados de registros formais de negócios .................................................................................109...................................................................................95 Quadro A2.13 - Características dos empreendi-Quadro A2.1 - Taxa de atividade empreendedora mentos segundo estágio – Brasil – 2011segundo estágio e fase do desenvolvimento econô- .................................................................................110mico – Grupo de Países – 2011...................................................................................99 Quadro A2.14 - Características dos empreendi- mentos segundo motivação – Brasil – 2011Quadro A2.2 - Taxa dos empreendedores iniciais .................................................................................110segundo motivação e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................100Quadro A2.3 - Taxa dos empreendedores iniciais(TEA) segundo gênero e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................101Quadro A2.4 - Taxa dos empreendedores estabele-cidos segundo gênero e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................102Quadro A2.5 - Taxa dos empreendedores iniciais(TEA) segundo faixa etária e fase do desenvolvi-mento econômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................103Quadro A2.6 - Taxa dos empreendedores estabe-lecidos segundo faixa etária e fase do desenvolvi-mento econômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................104Quadro A2.7 - Taxa dos empreendedores iniciais(TEA) segundo grau de escolaridade e fase dodesenvolvimento econômico - Grupo de Países –2011.................................................................................105Quadro A2.8 - Taxa dos empreendedores estabe-lecidos segundo grau de escolaridade e fase dodesenvolvimento econômico – Grupo de Países –2011.................................................................................106Quadro A2.9 - Taxa dos empreendedores iniciais(TEA) segundo faixa de renda e fase do desenvol-vimento econômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................107Quadro A2.10 - Taxa dos empreendedores estabe-lecidos segundo faixa de renda e fase do desenvol-vimento econômico – Grupo de Países – 2011.................................................................................108Quadro A2.11 - Características dos empreendedo-res segundo estágio – Brasil – 2011.................................................................................109Global Entrepreneurship Monitor 11
  13. 13. LISTA DE FIGURASFigura I.1 - O processo empreendedor segundo Figura 3.7 - Empreendedores em estágio inicialdefinições adotadas pelo GEM (TEA) segundo a faixa de renda – Grupo de Paí-...................................................................................17 ses – 2011 ...................................................................................55Figura 2.1 - Evolução da taxa de empreendedoresiniciais (TEA) – Brasil – 2002:2011 Figura 3.8 - Empreendedores estabelecidos segun-...................................................................................40 do a faixa de renda – Grupo de Países – 2011 ...................................................................................56Figura 2.2 - Evolução da taxa de empreendedoresnascentes – Brasil – 2002:2011 Figura 3.9 - Empreendedores em estágio inicial...................................................................................41 (TEA) segundo o nível de escolaridade – Grupo de Países – 2011Figura 2.3 - Evolução da taxa de empreendedores ...................................................................................57novos – Brasil – 2002:2011...................................................................................41 Figura 3.10 - Empreendedores estabelecidos se- gundo o nível de escolaridade – Grupo de PaísesFigura 2.4 - Evolução da taxa de empreendedores – 2011estabelecidos – Brasil – 2002:2011 ...................................................................................58...................................................................................41 Figura 6.1 - Atividade Empreendedora de Empre-Figura 2.5 - Atividade empreendedora em estágio gados (EEA) segundo a fase de desenvolvimentoinicial (TEA) segundo a fase de desenvolvimento econômico, mostrando 95% de intervalo de con-econômico – Grupo de Países – 2011 fiança – Grupo de Países – 2011...................................................................................42 ...................................................................................77Figura 2.6 - Atividade empreendedora em estágio Figura A1.1 - O modelo GEMEstabelecido segundo a fase de desenvolvimento ...................................................................................88econômico – Grupo de Países – 2011...................................................................................43 Figura A1.2 - O processo empreendedor ...................................................................................89Figura 3.1 - Empreendedorismo por oportunidadecomo percentual da TEA segundo a fase de desen-volvimento econômico – Grupo de Países – 2011...................................................................................47Figura 3.2 - Evolução da taxa de empreendedo-res iniciais (TEA) por oportunidade – Brasil –2002:2011...................................................................................50Figura 3.3 - Evolução da taxa de empreendedoresiniciais (TEA) por necessidade – Brasil – 2002:2011...................................................................................50Figura 3.4 - Empreendedores em estágio inicial(TEA) segundo gênero – Brasil – 2001:2011...................................................................................51Figura 3.5 - Taxa de empreendedores em estágioinicial (TEA) segundo a faixa etária – Grupo dePaíses – 2011...................................................................................54Figura 3.6 - Taxa de empreendedores estabelecidossegundo a faixa etária – Grupo de Países – 2011...................................................................................54 12 Empreendedorismo No Brasil
  14. 14. AGRADECIMENTOS O Instituto Brasileiro de Quali- Por fim, agradecemos ainda aosdade e Produtividade nasceu da conver- professores, cientistas, especialistas, mestres,gência de esforços governamentais e doutores, e demais pesquisadores brasileiroslideranças empresariais para incentivar o que, ao utilizar os resultados da pesquisa,empreendedorismo, através do aperfei- auxiliam no desenvolvimento do estudo sobreçoamento da gestão nas organizações o empreendedorismo no Brasil.brasileiras. Para terminar, gostaria de salientar Com o intuito de concretizar esse a importância dos empreendedores, queescopo – e, com isso, promover uma cultura ao concentrarem esforços direcionados acada vez mais empreendedora no Brasil –, superação dos desafios do mundo globalizado,o IBQP está há mais de uma década à frente procurando fazer melhor hoje do que ontem eda pesquisa GEM (Global Entrepreneurship melhor amanhã do que hoje, desempenham umMonitor), para poder assim entender melhor papel fundamental na melhora da qualidadeo perfil empreendedor do cidadão brasileiro. de vida de toda população brasileira. O SEBRAE, ao longo de todos essesanos, tem sido o principal parceiro do IBQPnesta empreitada. Por esta razão merece um Eduardo Righiagradecimento especial pelo fundamental Diretor Presidente do IBQPe imprescindível apoio na realização,utilização e propagação dos dados fornecidospela pesquisa, valorizando o papel doempreendedor na sociedade contemporâneabrasileira. Outro agradecimento deve ser feitopara a Federação das Indústrias do Estado doParaná e para o SESI/PR, parceiros constantesque muito contribuem para o sucesso dapesquisa. No ano de 2011 é importante destacara parceria feita com a Fundação GetúlioVargas, cujo notório conhecimento técnicoestá contribuindo de forma ímpar para osucesso da pesquisa, merecendo, portanto, onosso especial agradecimento. Destacamos também o apoio daUniversidade Federal do Paraná e do Institutode Tecnologia do Paraná, organizações quemuito têm contribuído para o sucesso destapublicação. Um agradecimento especial paraos especialistas entrevistados, os quaisengrandecem esta pesquisa com suas opiniões,dividindo o conhecimento e experiência sobreempreendedorismo com os leitores destaobra. Gostaríamos, outrossim, de lembrar aparticipação do Instituto Bonilha, responsávelpela pesquisa de campo, e de todos os outroscolaboradores, da equipe do IBQP e demaisanalistas convidados.Global Entrepreneurship Monitor 13
  15. 15. 14 Empreendedorismo No Brasil
  16. 16. PREFÁCIO Os Novos Caminhos do Empreendedorismo Esta é a 12ª edição do GEM em que o ambiente favorável aos pequenos negócios.Brasil participa. Durante os últimos doze anos, O estudo mostra ainda que otemos acompanhado atentamente a evolução otimismo para empreender no país é maiordas características do empreendedorismo que a média mundial e que a proporção dasno país, assim como nos demais países mulheres na TEA (49%) é a quarta maior,participantes do estudo. entre os 54 países pesquisados.Quanto à Este ano, foram 54 países participantes. faixa etária dos empreendedores no Brasil háE em todos os anos, surgem novas informações um elevado contingente de jovens, entre 25que aumentam nosso conhecimento sobre e 34 anos, que está envolvido com a criaçãoo tema, assim como fornecem as bases para de novos negócios, em contraposição aospensar as políticas voltadas para o estímulo ao Empreendedores Estabelecidos, onde é maisempreendedorismo e aos pequenos negócios. forte a presença de pessoas entre 45 e 54 anos Uma das inovações deste estudo No campo social, verifica-se que, aofoi sistematizar as informações para todo contrário da maioria dos países, no Brasilo conjunto de empreendedores. Até a a TEA é proporcionalmente mais alta nosversão passada, a análise centrou-se nos grupos de renda mais baixa, o que reforça oempreendedores envolvidos na criação de papel do empreendedorismo no processo deum negócio e até os primeiros 42 meses desse inclusão social, em nosso país.negócio, que é a taxa de Empreendedores Finalmente, o estudo mostra aindaIniciais, ou TEA. O foco era conhecer o processo que, cada vez mais, o brasileiro considera ode criação de novos negócios, fenômeno que início de um novo negócio como uma opçãoajuda a explicar o processo de crescimento e desejável de carreira.desenvolvimento de uma economia. A partir A publicação deste livro é o primeiro,deste ano, foram sistematizados também os entre os muitos passos que daremos, nodados dos empreendedores com mais de 42 sentido de levar aos formuladores de políticasmeses de operação, os “Empreendedores em favor do empreendedorismo, no Brasil, asEstabelecidos”, que desempenham importante referências indispensáveis ao aperfeiçoamentopapel na manutenção da atividade econômica dessas políticas, para que possamos maximizare na geração de emprego e renda. os resultados do empreendedorismo para o Com isso, passamos a ter uma visão crescimento e desenvolvimento do país.mais ampla do empreendedorismo. Fenômenodominado predominantemente por micro epequenas empresas, que, em se tratando só dosetor formal já são responsáveis por 52% dos Luiz Barrettoempregos e cerca de 2/3 de todos os postos de Presidente do Sebraetrabalho do setor privado no país. Como resultado do estudo, verifica-se que há no Brasil cerca de 27 milhõesde adultos, entre 18 e 64 anos, que estãoenvolvidos na criação ou já administram umnegócio. Isso representa mais de 1 em cada 4indivíduos da população adulta do país. Comisso, o Brasil possui, hoje, a 3ª maior populaçãoempreendedora, em números absolutos, entreos 54 países estudados. Isso, em si, evidenciaa necessidade do país ter permanentementeuma política voltada para o estímulo aoempreendedorismo, e para a criação de umGlobal Entrepreneurship Monitor 15
  17. 17. 16 Empreendedorismo No Brasil
  18. 18. INTRODUÇÃO Em 2011, pelo 12° ano consecutivo, o Neste ano de 2011 a pesquisa do GEM Brasil participa do Global Entrepreneurship contou com a participação de 54 países que Monitor – GEM, projeto de pesquisa sem fins realizaram as duas principais atividades de lucrativos que tem por objetivo a geração e pesquisa - o levantamento de dados junto divulgação de informações sobre a atividade à população com idade entre 18 e 64 anos empreendedora em âmbito mundial. O GEM e a obtenção de opiniões de profissionais iniciou-se em 1999, fruto de uma parceria entre e empreendedores sobre as condições Babson College e London Business School, existentes nos países para o desenvolvimento duas escolas internacionalmente reconhecidas, de novos negócios. Especificamente com envolvendo 10 países. Hoje o GEM é um relação à pesquisa GEM no Brasil, foram projeto robusto, já realizado em mais de 86 entrevistados 2000 indivíduos entre 18 e 64 países nos cinco continentes, e consolidando- anos representativos da população brasileira se como uma referência e uma fonte única de nesta faixa etária e 36 profissionais de informações sobre empreendedorismo para diversos segmentos da sociedade brasileira pesquisadores do tema. relacionados ao empreendedorismo que relataram sua visão sobre as condições para A pesquisa do GEM segue uma empreender no Brasil. rigorosa metodologia científica para garantir a validade e a confiabilidade das informações Como a definição de divulgadas. As atividades das equipes empreendedorismo encontra diferentes envolvidas na pesquisa são coordenadas vertentes, é importante deixar claro qual o pelo Global Entrepreneurship Research conceito utilizado pela pesquisa do GEM. Association – GERA, organização proprietária O principal propósito do GEM é medir o da marca GEM e responsável pela gerência envolvimento dos indivíduos na criação de administrativa e técnica das operações do novos negócios, ou seja, o empreendedor em GEM no mundo. No Brasil o GEM é conduzido, estágio inicial. A medida adotada pelo GEM,Figura I.1 - O processo empreendedor segundo definições adotadas pelo GEM desde seu início, em 2000, pelo Instituto Total Early-Stage Entrepreneurial Activity - Brasileiro da Qualidade e Produtividade – TEA, traduzida como Taxa de Empreendedores IBQP, com o apoio técnico e financeiro de em Estágio Inicial, inclui os indivíduos que diversas instituições nacionais. Em 2011, o estão no processo de iniciar um novo negócio IBPQ firmou uma parceria com o Centro bem como aqueles que estão conduzindo um de Empreendedorismo e Novos Negócios negócio há menos de 42 meses. Tal medida da Fundação Getulio Vargas para que os acaba sendo o grande diferencial da pesquisa resultados sejam analisados conjuntamente do GEM quando comparada a outras bases pelas duas instituições. de dados sobre o empreendedorismo, dado Figura I.1: O processo empreendedor segundo definições adotadas pelo GEM Contexto empreendedor Características do Postura da Ambiente Descontinuidade indivíduo sociedade institucional Empreendedor Potencial Fases do empreendedorismo • Vê oportunidades Nascente Novo Estabelecido • Tem conhecimento Intenções e habilidades •Não tem medo do fracasso • Atitude positiva Global Entrepreneurship Monitor 17
  19. 19. que a maioria dessas bases são formadas por Mantendo a linha de análise dos doisregistros formais de empresas. últimos anos, para efeitos de comparação dos Apesar do foco principal do GEM resultados entre países e conforme descritoser a TEA, os empreendedores estabelecidos no Global Report 2010, o GEM agrupa astambém entram na pesquisa. Conforme economias dos países participantes em trêsdescrito na Figura I.1, o GEM entende o níveis1: países impulsionados por fatores,empreendedorismo como um processo países impulsionados pela eficiência e paísesque compreende as diferentes fases de impulsionados pela inovação. As economiasdesenvolvimento dos empreendimentos, impulsionadas por fatores são dominadasdesde a intenção de iniciar um negócio, pela agricultura de subsistência e negóciospassando pelo processo de efetivamente iniciá- extrativistas, com uma forte dependêncialo (empreendedores de negócios nascentes do trabalho e dos recursos naturais. Nascom até três meses) e chegando ao estágio de economias impulsionadas pela eficiênciaadministrar esse negócio seja num momento o desenvolvimento é caracterizado pelaainda inicial (empreendedores de negócios industrialização e pelos ganhos em economiasnovos com até 42 meses) ou já estabelecido de escala, com predominância de grandes(empreendedores de negócios estabelecidos). organizações intensivas em capital. À medida que o desenvolvimento avança, os negócios Embora no estudo global internacional são mais intensivos em conhecimento e oo GEM já esteja se referindo há alguns anos setor de serviços se expande, caracterizandoaos empreendedores estabelecidos, além as economias impulsionadas pela inovação.dos empreendedores considerados nocálculo da TEA, foco da pesquisa, o estudo O Quadro I.1 apresenta os paísesdo Brasil focava apenas os empreendedores participantes da pesquisa 2011 classificadosiniciais. Este ano, no intuito de explorar mais segundo os três níveis anteriormente descritos.elementos na compreensão do fenômeno, são Para simplificar a leitura, no decorrer dotambém analisados aspectos relacionados ao documento estes três níveis serão tratadosempreendedor estabelecido. simplificadamente como grupo-fator, grupo- eficiência e grupo-inovação. Quadro I.1 - Classificação dos países participantes segundo as fases do desenvolvimento econômico Países impulsionados Países impulsionados Países impulsionados por fatores pela eficiência pela inovação Argélia África do Sul Alemanha Bangladesh Argentina Austrália Guatemala Barbados Bélgica Irã Bósnia e Herzegovina Cingapura Jamaica Brasil Coréia do Sul Paquistão Chile Dinamarca Venezuela China Emirados Árabes Unidos Colômbia Eslovênia Croácia Espanha Eslováquia Estados Unidos Hungria Finlândia Letônia França Lituânia Grécia Malásia Holanda México Irlanda Panamá Japão Peru Noruega Polônia Portugal Romênia Reino Unido Rússia República Tcheca Tailândia Suécia Trindade e Tobago Suíça Turquia Taiwan Uruguai Fonte: GEM 2011 1 Essa classificação é baseada no Relatório de Competitividade Global (Global Competitiveness Report) – Publicação do Fó- rum Econômico Mundial que identifica três fases do desenvol- vimento econômico, considerando o PIB per capita e a parcela das exportações relativa aos bens primários.18 Empreendedorismo No Brasil
  20. 20. Este Relatório está estruturado em 9partes, iniciando-se com esta introdução, se-guida por seis capítulos e sendo finalizadopor uma lista de referências e relação de apên-dices. O Capítulo 1 apresenta o contexto emque acontece a atividade empreendedora nopaís, descrevendo as atitudes e opiniões dosbrasileiros perante os movimentos de criaçãode novos negócios, bem como, as condiçõespresentes no ambiente que condicionam asiniciativas empreendedoras no país segun-do a visão dos especialistas entrevistados. OCapítulo 2 apresenta e compara os empre-endedores brasileiros com os demais paísesparticipantes da pesquisa, segundo o estágiodos empreendimentos e o nível de desenvol-vimento econômico dos países. O Capítulo 3analisa as características dos empreendedorespesquisados, segundo sua motivação, gêne-ro, idade, renda e escolaridade. Já o Capítulo4 muda a ótica para os empreendimentos,analisando suas principais características notocante à geração de empregos, impactos nomercado em termos de novidade do produto,concorrência e uso de tecnologia, bem comosua orientação internacional. O Capítulo 5propõe recomendações de melhorias no am-biente para empreender no Brasil, segundoa visão dos especialistas entrevistados. OCapítulo 6 apresenta os resultados do tópicoespecial escolhido para ser pesquisado nesteano: intraempreendedorismo. Finalmente, asreferências e apêndices encerram o estudo.Global Entrepreneurship Monitor 19
  21. 21. 20 Empreendedorismo No Brasil
  22. 22. 1POSTURA DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO À ATIVIDADE EMPREENDEDORA E CONDIÇÕES PARA EMPREENDER NO BRASIL E NOS DEMAIS PAÍSES PARTICIPANTESGloBal EntrEprEnEurship monitor 21
  23. 23. 22 Empreendedorismo No Brasil
  24. 24. 1 1.1.1 Conhecimento sobre a abertura de novos negócios Postura da população Esta seção considera as percepções dos em relação à atividade entrevistados sobre conhecerem pessoalmenteempreendedora e condições alguém que começou um novo negócio nos para empreender no últimos dois anos. Brasil e nos demais países participantes O Quadro 1.1 demonstra que, em geral, os entrevistados dos países do grupo-fator são A presença de uma mentalidade favo- os que mais expressaram conhecer pessoasrável da população à atividade empreende- que abriram negócios nesses últimos doisdora aliada às condições oferecidas pelo País anos (42,07%). Dado que os países movidospara a criação e desenvolvimento de novos por fatores são os que apresentam menornegócios são elementos fundamentais para o desenvolvimento econômico, a explicaçãoflorescimento de empreendimentos que irão para esse fenômeno pode ter relação com acontribuir de forma significativa para o cres- necessidade que os cidadãos desses países têmcimento econômico e social de um País. de empreender – de forma a complementar sua renda. 1.1 Mentalidade empreendedo- Nesse mesmo quadro, o Brasil ra no Brasil comparada aos grupos aparece na 15ª posição quando comparado a de países participantes – Resul- todos os outros 54 países da base GEM, com tado da pesquisa com população proporção de 39,38%. Em relação aos países adulta brasileira de seu grupo-eficiência, o Brasil aparece na Acompanhar a mentalidade de uma 7ª posição. No mesmo grupo, encontra-se apopulação com relação ao tema empreende- China com proporção de 67,75%. A China,dorismo é reconhecidamente importante, pois aliás, é entre todos os países da base do GEMa mesma revela a disposição dos indivíduos o que apresenta índice mais alto nesse critério.de um país com relação ao tema empreen- Já o Japão é o país que apresenta a proporçãodedorismo e seu potencial para empreender. mais baixa de afirmações entre todos os paísesQuando indivíduos são capazes de reconhe- (14,91%).cer as oportunidades de negócios no ambien- O Quadro 1.2 demonstra que, note em que atuam, e perceber que possuem ca- Brasil, os empreendedores em estágio inicialpacidade para explorá-las, toda a sociedade é afirmam ter mais conhecimento sobre pessoasbeneficiada, seja com o aumento da criação de que começaram um novo negócio nos últimosempregos, seja com o aumento da riqueza do dois anos (54%) do que os empreendedorespaís. estabelecidos (50%). A interpretação desse Para esse acompanhamento, a fenômeno pode estar relacionada ao fato dePesquisa GEM utiliza como referência duas que os empreendedores em estágio inicial,abordagens de análise: a primeira delas, mais ao buscarem mais informações sobre oabrangente, compara afirmativas sobre men- processo de empreender, tendem a entrartalidade empreendedora entre as populações mais em contato com outros empreendedoresdos três diferentes grupos de países: grupo- que passaram recentemente ou que estãofator, grupo-eficiência e grupo-inovação, con- passando pela mesma experiência de criaçãoforme demonstra o Quadro 1.1. Já a segunda de um novo negócio.abordagem, mais específica, compara afirma-tivas sobre mentalidade empreendedora en- 1.1.2 Oportunidades e Capacidadestre empreendedores brasileiros de diferentes Percebidasclassificações: iniciais e estabelecidos, confor- Esta seção examina as Percepções deme relacionado no Quadro 1.2. Oportunidades e Capacidades para empreen- As considerações que se seguem apre- der pelos entrevistados dos países participan-sentam a avaliação da Pesquisa do Gem Brasil tes. Para tanto, considera, respectivamente, as2011, de acordo com as diferentes afirmativas respostas dos entrevistados sobre: (i) percebe-sobre a mentalidade empreendedora apresen- rem, para os próximos seis meses, boas opor-tadas nos quadros 1.1 e 1.2. tunidades para se começar um novo negócioGlobal Entrepreneurship Monitor 23
  25. 25. Quadro 1.1 - Mentalidade empreendedora – Brasil – 2011 Grupos de Países Mentalidade Empreendedora Impulsionados Impulsionados Impulsionados Todos os Países por fatores pela eficiência pela inovação Prop. (%) País Prop. (%) País Prop. (%) País Prop. (%) País Mais alta 67,75 China 50,80 Guatemala 67,75 China 45,95 Finlândia Afirmam conhecer pessoalmente alguém que Média 34,91 ... 42,07 ... 36,78 ... 30,79 ... começou um novo negócio nos últimos dois anos. Mais baixa 14,91 Japão 32,20 Paquistão 24,57 Turquia 14,91 Japão Brasil 39,38 15º ... ... 39,38 7º ... ... Mais alta 73,06 Colômbia 64,43 Bangladesh 73,06 Colômbia 71,49 Suécia Afirmam perceber para os próximos seis meses Média 39,12 ... 49,01 ... 40,25 ... 34,92 ... boas oportunidades para se começar um novo negócio na região onde vivem. Mais baixa 6,35 Japão 32,01 Irã 14,22 Hungria 6,35 Japão Brasil 43,06 24º ... ... 43,06 11º ... ... Trindade e Trindade e Em. Árabes Mais alta 81,21 78,60 Jamaica 81,21 62,07 Tobago Tobago Unidos Afirmam ter o conhecimento, a habilidade e a Média 47,60 ... 55,53 ... 52,01 ... 40,57 ... experiência necessários para se começar um novo negócio. Mais baixa 13,73 Japão 23,63 Bangladesh 31,06 Malásia 13,73 Japão Brasil 52,78 17º ... ... 52,78 11º ... ... Mais alta 67,59 Grécia 63,05 Bangladesh 60,47 Tailândia 67,59 Grécia Média 39,40 ... 34,87 ... 37,18 ... 43,09 ... Afirmam que o medo de fracassar impediria que começassem um novo negócio. Mais baixa 15,56 Panamá 23,48 Venezuela 15,56 Panamá 35,13 Suíça Brasil 35,32 38º ... ... 35,32 14º ... ... Mais alta 89,41 Colômbia 85,50 Guatemala 89,41 Colômbia 83,37 Holanda Afirmam que no país, a maioria das pessoas Média 66,02 ... 76,82 ... 70,14 ... 57,25 ... considera o início de um novo negócio como uma opção desejável de carreira. Mais baixa 26,03 Japão 61,13 Irã 51,51 Malásia 26,03 Japão Brasil 86,33 3º ... ... 86,33 2º ... ... Mais alta 100,00 Bangladesh 100,00 Bangladesh 86,33 Brasil 83,00 Finlândia Afirmam que no país, aqueles que alcançam Média 70,58 ... 79,25 ... 69,17 ... 68,88 ... sucesso ao iniciar um novo negócio tem status e respeito perante a sociedade. Mais baixa 46,95 Croácia 67,79 Guatemala 46,95 Croácia 48,66 Rep. Tcheca Brasil 86,33 2º ... ... 86,33 1º ... ... Mais alta 85,84 Taiwan 76,18 Jamaica 83,99 Tailândia 85,84 Taiwan Afirmam que no país, se vê frequentemente na Média 58,74 ... 58,34 ... 59,96 ... 57,54 ... mídia histórias sobre novo negócios bem sucedidos. Mais baixa 32,49 Grécia 47,73 Paquistão 32,51 Uruguai 32,49 Grécia Brasil 81,98 3º ... ... 81,98 2º ... ... Fonte: GEM 2011na região onde vivem, e (ii) perceberem ter o negócios reais. A qualidade e a quantidadeconhecimento, a habilidade e a experiência das oportunidades detectadas, bem como anecessários para empreender o novo negócio. crença na capacidade de empreender podem O processo empreendedor em um país ser influenciadas por diversas condições - taisdepende, ao menos em parte, de indivíduos como o nível de desenvolvimento econômicoque sejam capazes de detectar oportunidades de seu país, cultura e educação. Sendono ambiente em que vivem e da capacidade assim, é importante considerar que gruposde transformar tais oportunidades em demograficamente diferenciados podem ter24 Empreendedorismo No Brasil
  26. 26. Quadro 1.2 - Postura da população em relação ao empreendedorismo – Grupo de países – 2011 Empreendedores Empreendedores Todos os Mentalidade Empreendedora Iniciais (TEA) Estabelecidos respondentes Proporção (%) Afirmam conhecer pessoalmente alguém que começou um novo negócio nos 54,00 50,00 39,38 últimos dois anos. Afirmam perceber para os próximos seis meses boas oportunidades para se 58,10 51,50 43,06 começar um novo negócio na região onde vivem. Afirmam ter o conhecimento, a habilidade e a experiência necessários para se 83,40 81,00 52,78 começar um novo negócio. Afirmam que o medo de fracassar impediria que começassem um novo negócio. 20,50 26,80 35,32 Afirmam que no país, a maioria das pessoas gostaria que todos tivessem um 81,00 85,20 84,08 padrão de vida parecido. Afirmam que no país, a maioria das pessoas considera o início de um novo 89,90 91,90 86,33 negócio como uma opção desejável de carreira. Afirmam que no país, aqueles que alcançam sucesso ao iniciar um novo negócio 90,30 92,40 86,33 tem status e respeito perante a sociedade. Afirmam que no país, se vê frequentemente na mídia histórias sobre novo 90,60 86,30 81,98 negócios bem sucedidos. Fonte: GEM Brasil 2011diferentes percepções sobre oportunidades de empreender (73,06%). Nesse item destaca-e capacidades, dadas as peculiaridades se também a Suécia, entre os países do grupo-culturais, históricas e socioeconômicas inovação (71,49%).específicas de cada país. Com relação às oportunidades e ca- O Quadro 1.1 demonstra que os pacidades percebidas pelos empreendedoresentrevistados dos países do grupo-fator de diferentes estágios no Brasil, o Quadro 1.2são os que mais percebem oportunidades demonstra que empreendedores em fase ini-empreendedoras na região em que vivem cial tendem a perceber mais as oportunida-(49,01%). Além disso, acreditam estar mais des de novos negócios na região onde vivembem preparados com relação ao conhecimento, (58,10%) do que os empreendedores estabele-habilidades e experiências necessárias para cidos (51,5%). Quanto à capacidade percebidaempreender os seus negócios. Embora essa para dar início às novas oportunidades de ne-constatação pareça contraditória – dado que os gócios tanto empreendedores iniciais quantopaíses do grupo-fator são os que apresentam estabelecidos apresentam confiança em suasmenor desenvolvimento econômico, é preciso competências.considerar que indivíduos em diferentesestágios de desenvolvimento econômico 1.1.3 Medo do fracasso segundo grupotendem a ter diferentes tipos de negócio em de paísesmente. Além disso, como já mencionado Esta seção examina a propensão aoanteriormente, é importante considerar que risco - entre os respondentes que afirmamgrupos demograficamente diferenciados identificar oportunidades de negócio - parapodem ter percepções variadas sobre as colocar esses negócios em prática. Para tanto,oportunidades e capacidades necessárias para considera-se a resposta dos entrevistadosempreender. sobre o medo de fracassar, ou seja, se esse Nesse mesmo quadro é possível seria um impeditivo para começarem umnotar que a proporção dos brasileiros novo negócio.respondentes que percebem oportunidades Analisar a percepção sobre aspara empreender nos próximos seis meses oportunidades de novos negócios, bemé de 43,06% (24º lugar). Já a proporção dos como a capacidade para conduzi-los, éque afirmam ter a capacidade necessária importante. No entanto, isto não é suficientepara começar um novo negócio é de 52,78% para mensurar a percepção sobre atitudes(17º lugar). Quando comparado aos países de empreendedoras. Muitas vezes o medo deseu grupo, o Brasil encontra-se em 11º lugar, empreender e de fracassar é capaz de impedirem ambos os critérios. Já os respondentes da que os indivíduos queiram transformar asColômbia, entre todos os países, são os que oportunidades percebidas em negócios.têm percepção mais alta sobre oportunidades Sendo assim, a análise da propensão aosGlobal Entrepreneurship Monitor 25
  27. 27. riscos de uma população deve ser levada em opção desejável de carreira; (ii) se no paísconta. Nessa análise é preciso considerar que onde vivem, aqueles que alcançam sucesso aocaracterísticas como idade, gênero ou etnia iniciar um novo negócio têm status e respeitopodem afetar diferentemente os indivíduos perante a sociedade; (iii) se no país onde vivem,da população sobre a tomada de riscos. se vê frequentemente na mídia histórias sobre O Quadro 1.1 demonstra que, em novos negócios bem sucedidos.geral, a proporção da percepção sobre o medo Uma percepção favorável dode fracasso dos entrevistados nos países do empreendedorismo pela sociedade contribuigrupo-inovação (43,09%), é mais alta do que com o aumento da cultura empreendedora.a dos entrevistados dos países do grupo- Quando os indivíduos enxergam que oeficiência (37,18%) e do grupo-fator (34,87%). empreendedorismo pode vir a ser uma boaIsto porque, em geral, os empreendimentos opção de carreira - valorizada e reconhecidanos países do grupo-inovação envolvem pela sociedade em que vivem - há maissomas maiores de investimentos e nesse caso chances de que membros de sua regiãoseus empreendedores têm mais a perder venham a empreender. Histórias de sucessocaso o negócio não dê certo, sendo menos de empreendedores contadas pela mídia depropensos a arriscar do que os indivíduos que negócios e a exposição de empreendedorestêm menor estabilidade financeira. como “heróis” tendem a reforçar as noções positivas sobre os empreendedores. Nesse mesmo quadro, com relaçãoa todos os países pesquisados pela pesquisa Com base na análise do Quadro 1.1GEM, é possível notar que a proporção dos é possível constatar que os países do grupo-brasileiros que afirmam que o medo de fra- fator são os que possuem percepção maiscassar impediria o começo de um novo negó- elevada quanto ao empreendedorismo comocio é de 35,32%. Nessa categoria de análise, o boa opção de carreira (76,82%), e quanto aoBrasil encontra-se em 38º lugar, sendo o medo respeito da sociedade pelos empreendedoresde fracassar de seus respondentes mais baixo de sucesso (79,25%). Com relação à ênfasedo que o da média dos respondentes de todos dada pela mídia sobre novos negócios bemos países (39,4%) e da média dos países de seu sucedidos, os três grupos de países apresentam percepções similares, com proporção médiagrupo (37,18%). de 58,74%. Com relação à percepção sobre o medo Já o Brasil, entre os entrevistados dode fracassar percebido pelos empreendedores grupo dos países movidos pela eficiência,de diferentes estágios no Brasil, o Quadro 1.2 destaca-se como o país que tende a percebermostra que empreendedores estabelecidos mais o respeito da sociedade por seustêm mais receio de fracassar (26,8%) do que empreendedores de sucesso (86,33%)empreendedores iniciais (20,5%). É possível superando inclusive a China. De forma geral,que essa diferença se explique pelo fato de as percepções sobre o empreendedorismoque empreendedores estabelecidos já estejam dos entrevistados brasileiros, quandomais consolidados no mercado, e, portanto, comparadas a todos os países, estão entretenham mais recursos a perder, e mais medo as mais altas. Nesse cenário, o Brasil ocupade arriscar. posição relevante, estando em 3º lugar com relação à percepção sobre a atenção dada 1.1.4 Percepções sobre o empreende- pela mídia aos empreendedores locais, e dorismo sobre o empreendedorismo como boa opção Esta seção examina as percepções da de carreira, e em 2º lugar em relação àsociedade com relação ao empreendedorismo percepção sobre o respeito da sociedade pelosem cada um dos países pesquisados pelo empreendedores. Tais percepções são muitoGEM. Para tanto, considera-se a percepção positivas, e retratam a valorização da culturados entrevistados sobre os seguintes itens: empreendedora pela sociedade brasileira.(i) se a maioria das pessoas em seu país O Quadro 1.2 apresenta as percepçõesconsidera o início de um novo negócio como sobre o empreendedorismo entre os26 Empreendedorismo No Brasil
  28. 28. empreendedores brasileiros. A análise dos ou favoráveis ao empreendedorismo nosdados do quadro permite constatar que: países participantes. • Todos os tipos de empreendedores têm O questionário é finalizado por uma uma boa percepção do empreendedorismo questão aberta que solicita ao entrevistado como opção de carreira (90,90%) indicar os três aspectos que considera mais limitantes ao empreendedorismo, os três • Todos os tipos de empreendedores têm mais favoráveis e três recomendações para boa percepção sobre o status atribuído melhorar o cenário. Neste item estrutura- aos empreendedores de sucesso se a síntese da opinião dos especialistas (91,35%) apontando inicialmente os fatores favoráveis para empreender, seguidos dos fatores • A percepção sobre a atenção da desfavoráveis. mídia de negócios ao tema é elevada. Empreendedores iniciais (90,6%) 1.2.1 Fatores Favoráveis têm essa percepção mais elevada do que empreendedores estabelecidos Os quatro fatores mais apontados pelos (86,30%). especialistas entrevistados como positivos ou favoráveis ao empreendedorismo estão relacionados no Quadro 1.3. Quadro 1.3 - Condições favoráveis que afetam o empreendedorismo segundo a percepção dos Especialistas – Brasil – 2011 Brasil Média Países Fatores Favoráveis Proporção (%) EFC 9: Normas Culturais e Sociais 61% 22% EFC 7: Acesso ao Mercado/ Abertura e Barreiras à Entrada 44% 18% EFC 11 - Clima econômico 39% 22% EFC 10 - Capacidade empreendedora 28% 16% Fonte: GEM Brasil 2011 1.2 Condições para empreender no a) Normas Culturais e Sociais Brasil (EFCs), comparado ao grupo O fator Normas Culturais e Sociais de países participantes – Opiniões avalia até que ponto encoraja-se, ou não, dos especialistas entrevistados ações individuais que possam levar a novas A Pesquisa GEM utiliza, além do maneiras de conduzir negócios ou atividadesquestionário principal, um segundo instru- econômicas. A posição da percepção dosmento que é aplicado a um grupo de 36 espe- especialistas brasileiros insere o Brasil emcialistas em cada país participante, por meio um ponto muito próximo à média dos paísesdo qual são avaliadas questões relacionadas participantes do GEM. A exceção fica poràs condições de empreender2 (Entrepreneurial conta do último item (em meu país, a culturaFramework Conditions - EFC´s). nacional encoraja o indivíduo a correr os riscos de iniciar um novo negócio) que apresentou A seleção desses especialistas uma diferença maior se comparado aos outrossegue uma amostragem intencional não itens, conforme mostra o Quadro 1.4.probabilística. Utilizando uma escala Likertde um a cinco pontos, numa escala que vai Dentre os principais argumentos apontadosdo mais falso (-2) ao mais verdadeiro (+2), pelos especialistas em relação às normasverifica-se até que ponto as condições atuais culturais e sociais, podem ser citados:configuram-se como limitantes, intervenientes • “A cultura do brasileiro, que não tem medo, não foge da luta mesmo 2 São elas: apoio financeiro, políticas governamentais, progra-mas governamentais, educação e capacitação, pesquisa e de- enfrentando diversas dificuldades.”senvolvimento (transferência de tecnologia), infraestrutura co-mercial e profissional, acesso ao mercado e barreiras a entrada, • “O perfil geral do empreendedor mudouacesso a infraestrutura física, normas culturais e sociais. nos últimos tempos. Ele é mais conscienteGlobal Entrepreneurship Monitor 27

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