O Juízo Final e o Inferno
Franklin Ferreira
Fatores que afetam o entendimento
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Três posições sobre o inferno
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Variantes de universalismo
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The Last Judgment mosaic (14th-century), south facade of Saint Vitus Cathedral, Prague, Czech Republic.
Textos bíblicos importantes
Sofonias 1.14-16
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45-46
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Como poderemos nos alegrar no céu lembrandonos dos que estão no inferno?
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Resumo do argumento de C. S. Lewis
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A vindicação da justiça de Deus
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Por causa da glória de seu nome, Deus estende seu infinito poder e
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Graus de punição para os ímpios
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Haverá níveis de punição ou graduações no sofrimento dos
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A onipresença divina
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Onde a onipresença de Deus se encaixa na doutrina do
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“O inferno é inferno porque
Deus está lá, Deus em toda a
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1. Sobre o universalismo
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2. Sobre o juízo final
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3. Sobre o inferno
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Um alerta solene!
Deve-se ressaltar que Deus não
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Dies Irae, Requiem em Ré menor (K. 626), 1791, de Wolfgang Amadeus Mozart.
 
Dia da ira, aquele dia
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Juízo final e inferno - Franklin Ferreira

  1. 1. O Juízo Final e o Inferno Franklin Ferreira
  2. 2. Fatores que afetam o entendimento ¨  ¨  ¨  ¨  Uma mudança na compreensão que se tem da imagem de Deus: no passado, Deus era considerado o Rei; hoje ele é percebido como o Pai amoroso, como se houvesse necessidade de fazer uma opção entre as duas imagens, já que ambas estão presentes na Bíblia e são conciliadas no Credo dos Apóstolos. Uma mudança na cultura, com uma conseqüente desconfiança da lógica e da razão e a busca por símbolos e sentimentos. Mais contato com outras religiões, e, com a virtual ditadura do pluralismo religioso, perdeu-se a ênfase na punição eterna dos pecadores que não foram reconciliados exclusivamente por Cristo. E, por último, a perda de confiança nas Escrituras. Como decorrência, uma das marcas de muitos é simplesmente rejeitar ensinos que lhes são ofensivos.
  3. 3. Três posições sobre o inferno ¨  ¨  ¨  Alguns interpretaram as imagens bíblicas sobre o inferno como descrições literais. Entre estes, O Pastor de Hermas, Inácio de Antioquia, Tertuliano, Tomás de Aquino e Jonathan Edwards. Agostinho, C. S. Lewis e João Calvino interpretaram as imagens bíblicas sobre o inferno de forma figurativa. Outra posição é o ensino sobre o aniquilamento dos ímpios. John Wenham, John Stott e Clark Pinnock são alguns dos que defenderam esta posição.
  4. 4. Variantes de universalismo ¨  ¨  ¨  O universalismo afirma que todas as pessoas serão salvas. Neste caso, a mensagem evangélica do juízo e do inferno é negada ou omitida, tanto na pregação como no ensino. Foi condenado como heresia no II Concílio de Constantinopla (553). Um universalismo encoberto aparece na teologia de Karl Barth. Parece que sua compreensão da doutrina da eleição chega ao universalismo, apesar dele sempre ter negado este ensino. Ele entendia que a doutrina da condenação e julgamento e a doutrina da salvação universal são logicamente incompatíveis, mas tentou manter ambas juntas, sem resolver a óbvia contradição. Outros teólogos (F. D. E. Schleiermacher, J. A. T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann) defenderam um universalismo absoluto e total, aonde ainda que o julgamento seja necessário, este não tem a última palavra. No fim, o Deus de amor, que nunca desiste de mostrar misericórdia, ganhará todas as criaturas para si.
  5. 5. The Last Judgment mosaic (14th-century), south facade of Saint Vitus Cathedral, Prague, Czech Republic.
  6. 6. Textos bíblicos importantes Sofonias 1.14-16 ¨  Mateus 25.31-36, 40-43, 45-46 ¨  Lucas 21.26 ¨  1Tessalonicenses 4.16 ¨  2Pedro 3.7-13 ¨  Apocalipse 20.11-15 ¨  French School's The Last Judgement, detail of Christ (stained glass), located at the Church of Gargilesse, France (12th century).
  7. 7. Julgados já na presente vida ¨  ¨  ¨  Se por um lado a Escritura ensina que um julgamento divino recai já agora sobre os que se recusam a crer em Cristo, também é ensinado que haverá um julgamento final no fim da história, no qual todos os homens aparecerão perante o trono de Cristo para serem julgados. Este julgamento (1) será um processo no qual há um discernimento entre o certo e o errado, e um agir em função disso, (2) onde Deus será o juiz, (3) quando o Pai dará poder e autoridade ao Filho para julgar (4) e será inevitável e justo. Os crentes também tomarão parte no julgamento (Mt 19.28; Lc 22.28-30), assentando-se em tronos para julgar o mundo (1Co 6.2-3; Ap 3.21; 20.4).
  8. 8. Um único juízo final ¨  ¨  ¨  Pronunciado sobre toda a humanidade no último dia. Toda a humanidade será dividida em dois grupos – os salvos e os perdidos – e estará diante do tribunal de Cristo. Tanto os filhos das trevas, quanto os salvos se apresentarão diante do tribunal de Cristo para receber de Deus o galardão ou a condenação. Embora todos os crentes tenham de comparecer perante o tribunal de Cristo, não precisam temer o dia do juízo, já que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, pois os que permanecem em Deus podem ter confiança no dia do juízo (cf. 1Jo 4.17).
  9. 9. Os salvos serão julgados ¨  segundo a maneira pela qual edificaram a igreja, ¨  a forma com que trataram seus irmãos, e ¨  o modo em que sofreram por Cristo, ¨  recebendo galardão imerecido, “a coroa da justiça”, “a coroa da vida”, “a coroa da glória”, o “peso de glória”, recomendações pela fidelidade e os “tesouros no céu”.
  10. 10. Os perdidos serão julgados ¨  ¨  ¨  ¨  segundo suas obras, pela maneira com que trataram os “pequeninos irmãos” de Jesus e pela incredulidade (Jo 3.16-21, 35-36); e receberão como salário a morte eterna, a ira vindoura, açoites e o “horrível juízo e fogo vingador” (Hb 10.26-31).
  11. 11. A base para o julgamento ¨  ¨  ¨  Os que comparecerem perante o juiz serão avaliados segundo a vontade revelada de Deus. Os que tiveram mais revelação de Deus receberão mais severo juízo (cf. Cafarnaum e Corazim vs. Tiro e Sidom, Mt 11.20-30). Os que não receberam nem a revelação encontrada no Antigo Testamento, nem a encontrada no Novo Testamento, serão julgados com base na revelação que tiveram (cf. Rm 1.18-21; 2.1-8). Os homens serão julgados com base na luz que tiveram, e não com base numa revelação que eles não receberam. Os que tiveram muitos privilégios terão maior responsabilidade.
  12. 12. O juízo final ¨  ¨  ¨  é fundamental para a fé cristã (Jo 5.22-27), será um evento majestoso, a revelação do “trono da sua glória” (Mt 25.31; 2Ts 1.7-8), onde Cristo Jesus será o “Juiz de vivos e de mortos” (At 10.42). The oldest known icon of Christ Pantocrator, encaustic on panel (Saint Catherine's Monastery, Mount Sinai), c. 548-565. The two different facial expressions on either side may emphasize Christ's two natures as fully God and fully human.
  13. 13. The Last Judgment is a triptych attributed to German painter Hans Memling and painted between 1467 and 1471. It is now in the National Museum in Gdańsk in Poland.
  14. 14. O inferno segundo as Escrituras ¨  ¨  ¨  ¨  um lugar de “fogo inextinguível” (Mt 3.12; Mc 9.43), “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc 9.48), um lugar de trevas, “choro e ranger de dentes” (Mt 25.30), lugar de “castigo eterno” (Mt 25.46, Mt 25.41), ¨  de “ira e indignação, (...) tribulação e angústia” (Rm 2.8-9), “penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2Ts 1.9), “lago que arde com fogo e enxofre” (Ap 21.8), ¨  lugar da “segunda morte” (Ap 20.14; 21.8). ¨  ¨ 
  15. 15. “Visto que nenhuma palavra pode descrever quão terrível é a vingança divina contra os réprobos, seus tormentos e sofrimentos nos são representados nas Escrituras por coisas materiais, a saber, pelas trevas, choro e ranger de dentes, pelo fogo inextinguível, pelo verme que não morre. Por tais métodos de linguagem é certo que o Espírito Santo quis estarrecer-nos totalmente com um senso de horror destes sofrimentos, mas aquilo que chama a nossa máxima atenção é a miséria de ser cortado de toda comunhão com Deus; e também de ter sua majestade tão disposta contra nós que não haverá meios de escapar dos seus terrores”. João Calvino, As institutas, III.25.12.
  16. 16. Como poderemos nos alegrar no céu lembrandonos dos que estão no inferno? ¨  ¨  ¨  Parte da nossa dificuldade reside no fato de que temos concepções erradas sobre o inferno. C. S. Lewis argumentou que castigo, destruição e “privação, exclusão ou banimento” são as imagens que dominam os ensinos da Escritura sobre a punição eterna. Em uma extensa passagem, ele argumentou que “a imagem prevalecente do fogo é importante, porque combina as idéias de tormento e destruição”:
  17. 17. “O que pode ser então aquilo de que as três imagens são símbolo? A destruição, podemos naturalmente presumir, significa a eliminação ou aniquilação dos destruídos. E as pessoas falam com frequência como se ‘aniquilação’ de uma alma fosse possível. Em nossa experiência, porém, a destruição de uma coisa significa a emergência de outra. Queime um pedaço de madeira e terá gases, calor e cinzas. Ter sido um pedaço de madeira significa agora ser essas três coisas. Se a alma pode ser destruída, não haverá um estado de ter sido uma alma humana? E não é esse, talvez, o estado que é igualmente bem descrito como tormento, destruição e privação? Você estará lembrado de que, na parábola os salvos vão para um lugar preparado para eles, enquanto os perdidos vão para um lugar que não foi absolutamente feito para homens.
  18. 18. Entrar no céu tornar-se mais humano do que jamais o foi na terra; entrar no inferno é ser banido da humanidade. O que é lançado no inferno (ou se lança) no inferno não é um homem: ‘são refugos’. Ser um homem completo significa ter as paixões obedientes à vontade e essa vontade oferecida a Deus: ter sido um homem – ser um exhomem ou ‘fantasma perdido’ – iria presumivelmente significar consistir de uma vontade completamente voltada para o Eu e paixões não controladas pela vontade. Torna-se, naturalmente, impossível imaginar com o que consciência de tal criatura – já então um agregado indefinido de pecados mutuamente antagônicos em lugar de um pecador – poderia comparar-se.
  19. 19. Pode haver grande parte de verdade no ditado: ‘o inferno é inferno, não de seu próprio ponto de vista, mas do ponto de vista celestial’. Não acredito que isto interprete mal a severidade das palavras de Nosso Senhor. Somente aos condenados é que seu destino poderia parecer menos do que insuportável. E deve ser admitido que (...) à medida que pensamos na eternidade, as categorias de dor e prazer, que nos prenderam por tanto tempo, começam a retroceder, enquanto bens e males mais vastos surgem no horizonte. Nem a dor, nem o prazer como tais têm a última palavra. Mesmo se fosse possível que a experiência (se pode ser chamada assim) dos perdidos não contivesse dor mas muito prazer, ainda assim, esse prazer negro seria de um tipo tal que faria qualquer alma, ainda não condenada, voar para suas orações num terror de pesadelo: mesmo que houvessem sofrimentos no céu, todos os que têm entendimento os desejariam.” C. S. Lewis, O problema do sofrimento, p. 90-91.
  20. 20. Resumo do argumento de C. S. Lewis ¨  ¨  ¨  Os que estarão no inferno serão menos do que eram quando em vida. Os que estão no inferno “são como cinza, não como madeira”. “O inferno”, ele conclui, “não foi feito para homens. Ele não é de forma alguma paralelo ao céu, mas a ‘escuridão lá fora’, a borda externa em que o ser se desvanece no nada”.
  21. 21. “Deus lavará nossa memória, que ficará limpa. Não se trata de falsidade, nem de ignorância, mas de verdade, porque, em certo sentido, os condenados já não existem mais; não estão no lugar mais real de todos, o céu. Deixaram de ser considerados. São como cinza, não como madeira. Numa época de seres humanos completos, cheios de vida, homens e mulheres reais. Todavia, o inferno não é um lugar de vida eterna, mas de morte eterna. Não amamos as cinzas, nem choramos por causa de cinzas; só amamos aquilo que existiu antes de queimar-se, e só choramos antes”. Peter Kreeft, “Como é o céu?”, p. 164.
  22. 22. A vindicação da justiça de Deus ¨  Por causa da glória de seu nome, Deus estende seu infinito poder e glória para o bem dos que nele confiam e dirige toda a sua santidade e ira contra os que o rejeitam e se rebelam contra a sua glória. Por isso, a Escritura afirma a: ¤  a “realidade do inferno como um estado de punição eterna e destrutiva, no qual a retribuição justa de Deus é diretamente experimentada”, ¤  a “certeza do inferno para todos os que o escolhem, através da rejeição de Jesus Cristo e de sua oferta de vida eterna” ¤  e a “justiça do inferno como uma aflição justa da humanidade, causada por Deus, devido às nossas obras malignas e cruéis”.
  23. 23. Graus de punição para os ímpios ¨  ¨  ¨  Haverá níveis de punição ou graduações no sofrimento dos perdidos (cf. Mt 11.22-24; Lc 12.47-48; 20.16-18). Deus será perfeitamente justo; por isso, cada pessoa sofrerá exatamente o que merece. Ainda assim, o inferno será uma interminável perturbação de vida, onde os condenados “serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10), com dores e sofrimentos, e castigos como agonias da consciência, angústia, desespero, choro e ranger de dentes.
  24. 24. A onipresença divina ¨  Onde a onipresença de Deus se encaixa na doutrina do inferno? As respostas tradicionais são que ¤  ou Deus estará ausente do inferno ¤  ou o homem perde sua capacidade de se relacionar com Deus. ¨  Só que, se por um lado afirmamos o inferno como a ausência total do favor de Deus e a manifestação do desprazer divino, por outro lado, o inferno é a revelação da ira eterna de Deus sobre os pecadores.
  25. 25. “O inferno é inferno porque Deus está lá, Deus em toda a sua ira (Hb 12.29; Ap 6.16). O céu é céu porque Deus está lá, Deus em todo o seu amor. É desta presença de amor que o ímpio é banido para sempre”. William Hendriksen, A vida futura, p. 263.
  26. 26. 1. Sobre o universalismo ¨  ¨  ¨  ¨  O ensino do Novo Testamento a respeito do inferno mostra que Jesus e os apóstolos ensinaram consistentemente que os que recusaram a salvação oferecida em Cristo irão para um lugar de tormento, onde estarão banidos da graça de Deus para sempre. Torna sem efeito as exigências de fé, arrependimento e conversão presentes no Novo Testamento. Uma vez que aqueles que afirmam o universalismo negam a cosmovisão sobrenatural da Bíblia, não há razão para se crer em salvação universal. Se todos irão para o céu, isto deve incluir ditadores homicidas, que foram responsáveis pela matança de milhões de pessoas. Este argumento não leva a sério o pecado e solapa a justiça de Deus, ao deixar, por exemplo, grandes criminosos livres do castigo que merecem.
  27. 27. 2. Sobre o juízo final ¨  ¨  O juízo final salienta a responsabilidade humana e a certeza de que, por fim, a justiça triunfará sobre todos os pecados cometidos nesta vida. Por meio deste juízo brilharão a glória da santidade e justiça nos que se perdem e a graça e misericórdia de Deus nos salvos, por meio de um julgamento que não será secreto, mas público, e que alcançará todos os seres humanos.
  28. 28. 3. Sobre o inferno ¨  ¨  ¨  A real natureza do inferno é tão mais intensa do que qualquer outra questão desta vida, que as analogias que porventura possam ser feitas soam pobres demais para se entender essa realidade. O inferno não é tanto um lugar de sofrimento físico, mas de ira justa e eterna de Deus em sua plenitude sobre os pecadores impenitentes. A doutrina do inferno exige seriedade, zelo e urgência em nossa pregação, ensino e testemunho. E já que as pessoas estão condenadas, a não ser que creiam no evangelho, devemos trabalhar com paixão para levar Cristo até elas.
  29. 29. Um alerta solene! Deve-se ressaltar que Deus não mandará ninguém para o inferno arbitrariamente – soberanamente, ele entrega os pecadores não eleitos às suas escolhas pecaminosas, onde “gozarão para sempre da horrível liberdade que exigiram” (C. S. Lewis).
  30. 30. Dies Irae, Requiem em Ré menor (K. 626), 1791, de Wolfgang Amadeus Mozart.   Dia da ira, aquele dia Em que os séculos dissolver-se-ão em cinza, [Será] David com Sibila por testemunha! Quanto terror está prestes a ser, Quando o Juiz estiver para vir, Em vias de julgar tudo severamente! Quanto terror está prestes a ser, Dia da ira, aquele dia Quanto terror está prestes a ser, Dia da ira, aquele dia Quanto terror está prestes a ser, Quanto terror está prestes a ser, Quando o Juiz estiver para vir, Em vias de julgar tudo severamente! Em vias de julgar Em vias de julgar Tudo severamente!

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