Halloween ou pao por-deus 7 f

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Halloween ou pao por-deus 7 f

  1. 1. CANHOTO DOS SANTOS CASPIADAS DIA DO BOLINHO HALLOWEEN BARA ANN ANAON PAU DAS ALMAS FESTILHA OS FIÉIS DE DEUS
  2. 2. Halloween é um evento tradicional e cultural que ocorre principalmente em países de língua inglesa, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como origem as celebrações dos antigos povos Celtas.
  3. 3. O primeiro registo do termo "Halloween" é de cerca de 1745. Derivou da contração do termo escocês "Allhallow-eve" Entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e o 1° dia de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês); acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening Hallowe'en Halloween.
  4. 4. 1. A ORIGEM PAGÃ celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo celta da perfeição).  entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de outono e o solstício de inverno, no hemisfério norte)  uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta  a "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes  dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo
  5. 5. 2. A TRADIÇÃO CRISTÃ  Desde o século IV, a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires“  Inicialmente, a festa em honra de Todos os Santos era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1 de novembro (dia da capela de Todos os Santos, na Basílica de São Pedro, em Roma)  Como festa grande, tinha uma celebração vespertina, ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro).  Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".
  6. 6. 2. A TRADIÇÃO CRISTÃ  Desde o século IV, a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires“  Inicialmente, a festa em honra de Todos os Santos era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1 de novembro (dia da capela de Todos os Santos, na Basílica de São Pedro, em Roma)  Como festa grande, tinha uma celebração vespertina, ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro).  Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".
  7. 7. Pão por Deus é um peditório ritual feito por crianças, embora antigamente participassem também os pobres, associado às práticas relacionadas com as refeições cerimoniais do culto dos mortos.
  8. 8. O peditório do pão-por-deus está associado ao antigo costume que se tinha de oferecer pão, bolos, vinho e outros alimentos aos defuntos. Outros peditórios pelas almas:  as janeirinhas  as maias  os reizinhos  o "andador de almas Nos Açores, acreditava-se que uma alma podia azedar o pão. Para que tal não acontecesse, o pão da primeira fornada, "o pão das almas", era colocado numa cadeira na rua à porta de casa, coberto por um pano, para que a primeira pessoa que passasse o levasse para si ou o desse a alguém necessitado. Em Portugal, no dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-Deus (ou o bolinho), de porta em porta. O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fiéis defuntos, era o dia em que se repartia muito pão cozido pelos pobres.
  9. 9. Bolinhos e bolinhós Para mim e para vós, Para dar aos finados Que estão mortos e enterrados À sombra da bela cruz Truz, Truz! Cantares do pão por deus Se dão doces: Esta casa cheira a broa, Aqui mora gente boa. Esta casa cheira a vinho, Aqui mora um santinho. A senhora está lá dentro Assentada num banquinho Faz favor de s'alevantar Para vir dar um tostãozinho. Se não dão doces: Esta casa cheira a alho Aqui mora um espantalho. Esta casa cheira a unto Aqui mora algumdefunto
  10. 10. Pão por Deus, Fiel de Deus, Bolinho no saco, Andai com Deus. Como não é muito aceitável recusar o bolinho às crianças, as desculpas eram criativas: Cantares do pão por deus Olha foram-me os ratos ao pote e não me deixaram farelo nem farelote A quem recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso ou deixa-se uma ameaça, enquanto se foge em grupo e entre risos: O gorgulho gorgulhote, lhe dê no pote, e lhe não deixe, farelo nem farelote Pão, pão por deus à mangarola, encham-me o saco, e vou-me embora.
  11. 11. Na primeira metade do século XX, quando as crianças iam pedir o pão-por-deus , acompanhadas por um adulto, levavamuma Coca iluminada. A lanterna vegetal, chamada de "Jack-o'-lantern" em inglês, em Portugal chama-se coca. Esta Abóbora do Dia das Bruxas é uma tradição portuguesa ancestral. Coca: papão; abóbora vazia (ou panela) com buracos representativos dos olhos e da boca com uma luz dentro, para causar medo, à noite.
  12. 12. OUTROS LOCAIS COM TRADIÇÃO SEMELHANTE "Nesta mesma cidade de Coimbra, onde hoje [ano de 1963] nos encontramos, é costume andarem grupos de crianças pelas ruas, nos dias 31 de Outubro e 1 e 2 de Novembro, ao cair da noite, com uma abóbora oca e com buracos recortados a fazer de olhos, nariz e boca, como se fosse uma caveira, e com um coto de vela aceso por dentro, para lhe dar um ar mais macabro." (M. Paiva Boléo) "Em Coimbra o peditório menciona «Bolinhos, bolinhós», e o grupo traz uma abóbora esvaziada com dois buracos a figurarem os olhos de um personagem e uma vela acesa dentro" As crianças e os adultos que participam nos peditórios, representam as almas dos mortos que «neste dia erram pelo mundo», quando pedem pão para partilhar com as almas. O pão por Deus é uma oferenda que se faz às próprias almas. Em Barqueiros, Conselho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos lá irem comer durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”. Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os "santórios", recebiam fruta e bolos, e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.
  13. 13. OUTROS LOCAIS COM TRADIÇÃO SEMELHANTE "Em Roriz não se chama pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros à comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fiéis de Deus.“ Nos Açores, dão-se “caspiadas” (bolos com o formato do topo de uma caveira) às crianças, durante o peditório, claramente um manjar ritual do culto dos mortos. Com o passar do tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações: os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta atividade é também realizada nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas, que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram de pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos. Nesta data, em Inglaterra pedia-se o "soul cake" (bolo das almas), que, supõe-se, terá dado origem à tradição do trick or treat nos Estados Unidos. Na Bretanha, equivale ao rito do "bara ann anaon" ou pão dos mortos.
  14. 14. OUTROS LOCAIS COM TRADIÇÃO SEMELHANTE Nesta data, em Inglaterra pedia-se o "soul cake" (bolo das almas), que, supõe-se, terá dado origem à tradição do trick or treat nos Estados Unidos. Na Bretanha, equivale ao rito do "bara ann anaon" ou pão dos mortos. No Brasil, este é um costume de origem portuguesa chama-se FESTILHA: o pão-por Deus é pedido através de uma figura feita de recorte de papel acetinado, geralmente um coração, de quatro faces que se justapõem quando dobradas, ficando a cor branca por dentro, e por fora a cor azul, vermelha ou amarela. As suas bordas têm uma pequena franja rendilhada. Na face branca, interna, estão escritas uma ou duas quadrinhas nas quais se pede a dádiva, como estas: Lá vai o meu coração Sozinho semmais ninguém Vai pedir o Pão-por-Deus A quem quero tanto bem Pão por Deus Que Deus me deu Uma esmolinha Por alma dos seus
  15. 15. OUTRAS REFERÊNCIAS LIGADAS ÀS CELEBRAÇÕES DE 31 DE OUTUBRO E 1º DE NOVEMBRO  os "disfarces“(França, séculos XIV e XV?)  O tsunami de 1755  os Fiéis Defuntos  adornos, na véspera da festa de finados, nas paredes dos cemitérios, com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba  representações cénicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas ou personificando a morte, à qual todos teriam de chegar  o "bolo das almas", em troca do qual as crianças faziam uma oração pelos familiares falecidos de quem lhes dava o bolo  Gunpowder Plot ("Conspiração da pólvora”) A atual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, levadas pelos colonos para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa, onde hoje, por colonização cultural dos Estados Unidos, aparece o Halloween, enquanto desaparecem as tradições locais.
  16. 16. PATRIMÓNIO IMATERIAL PORTUGUÊS "A progressiva implantação do Halloween em Portugal constitui, por várias razões, um exemplo de ameaça à continuidade do “Pão-por-Deus” como manifestação do Património Imaterial português. Em primeiro lugar, substitui os versos tradicionais, manifestações da tradição oral da comunidade, por expressões orais originárias do Inglês (“Doçura ou travessura!” / “Trick or treat!”). Em segundo lugar, introduz, neste peditório cerimonial infantil, o uso de máscaras e fatos muito semelhantes às usadas no Carnaval, mas que tradicionalmente eram totalmente ausentes do “Pão-por- Deus”. Finalmente, e como bem expressam as alterações do nome da tradição, da forma e conteúdo da tradição oral, e também o tipo de máscaras que passaram a ser utilizadas pelas crianças, a introdução do “Halloween” eliminou por completo as conotações religiosas muito presentes na antiga tradição do “Pão-por-Deus”."

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