Trabalho estudo de caso ensino clinico pediatria (reparado)

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Trabalho estudo de caso ensino clinico pediatria (reparado)

  1. 1. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Licenciatura em Enfermagem Estudo de caso da Criança e Família Figueiredo Elaborado por Madalena Passeiro Aluno nº 200791562 Carnaxide Novembro 2008Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 1 nº200791562
  2. 2. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Licenciatura em EnfermagemObjectivos:- Estudar a família Figueiredo-Prestar cuidados a RF-Perceber a importância dos cuidados de enfermagem no serviço de cardiologiapediátrica. Elaborado por Madalena Passeiro Aluno nº 200791562 Orientador: Enfª Angela e Professora Rita Kopke Carnaxide Novembro 2008Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 2 nº200791562
  3. 3. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoÍndice0. Introdução _______________________________________________51. Desenvolvimento___________________________________________6 1.1. Histórico Clínico de Enfermagem ________________________________________ 6 1.1.1. Dados de Identificação ______________________________________________________ 6 1.1.2. Agregado Familiar _________________________________________________________ 7 1.1.3. Genograma _______________________________________________________________ 8 1.1.4. Ecomapa _________________________________________________________________ 9 1.2. História Familiar _____________________________________________________ 10 1.3. Condições da Habitação _______________________________________________ 10 1.4. Antecedentes familiares ________________________________________________ 11 1.5. Vigilância de saúde Infantil ____________________________________________ 11 1.6. História de Saúde e Historia Clínica Actual _______________________________ 11 1.7. Internamento ________________________________________________________ 13 1.7.1. Diário do Internamento ____________________________________________________ 13 1.7.2. Notas gerais de Internamento _______________________________________________ 17 1.8. Exame Físico_________________________________________________________ 20 1.8.1. Aspecto geral ____________________________________________________________ 20 1.8.2. Pele ____________________________________________________________________ 20 1.8.3. Cabeça _________________________________________________________________ 20 1.8.4. Cabelo _________________________________________________________________ 21 1.8.5. Face ___________________________________________________________________ 21 1.8.6. Olhos __________________________________________________________________ 21 1.8.7. Nariz ___________________________________________________________________ 21 1.8.8.Ouvidos _________________________________________________________________ 22 1.8.9. Boca ___________________________________________________________________ 22 1.8.10.Pescoço ________________________________________________________________ 22 1.8.11. Tórax e abdómen ________________________________________________________ 22 1.8.12. Órgãos genitais externos __________________________________________________ 23 1.8.13. Membros superiores e inferiores ____________________________________________ 23 1.8.14. Unhas _________________________________________________________________ 23 1.8.15. Sinais Vitais ____________________________________________________________ 24 1.9- Actividades de vida ___________________________________________________ 24 1.9.1 – Manutenção de um ambiente seguro _________________________________________ 24 1.9.2 – Comunicação ___________________________________________________________ 25 1.9.3. Respiração ______________________________________________________________ 26 1.9.4. Alimentação _____________________________________________________________ 27Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 3 nº200791562
  4. 4. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.9.5. Eliminação ______________________________________________________________ 28 1.9.6. Controlo da temperatura corporal ____________________________________________ 28 1.9.7- Mobilidade ______________________________________________________________ 29 1.9.8. Higiene e vestuário ________________________________________________________ 29 1.9.9. Expressão da sexualidade __________________________________________________ 29 1.9.10. Jogos e Brincadeiras _____________________________________________________ 30 1.9.11. Sono e Repouso _________________________________________________________ 30 1.9.12. Morte _________________________________________________________________ 31 1.10- Diagnósticos de Enfermagem __________________________________________ 322. Conclusão_______________________________________________383. Bibliografia ______________________________________________________ 394. APENDICE I ______________________________________________________ 405. APENDICE II ______________________________________________________53Índice figurasFigura 1 – Genograma família Figueiredo ______________________ Página 8Figura 2 –Ecomapa família Figueiredo _________________________ Página 9Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 4 nº200791562
  5. 5. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo0. Introdução No âmbito de Ensino Clínico II em Saúde Infantil e Pediatria, que está a decorrerno Hospital de Santa Cruz, foi me pedida a realização do presente estudo de caso a umacriança/família, internada neste Hospital. O Hospital encontra-se dividido em vários sectores, e o serviço em que está adecorrer este Ensino Clínico é o Serviço de Internamento de cardiologia Pediatria. O serviço de Internamento Pediátrico tem por missão prestar cuidados de saúdehospitalares de Pediatria no respeito pela dignidade da criança e adolescente/ pais eutilizando de forma eficiente os recursos disponíveis. O Enfermeiro Pediatra deve ser capaz de fornecer uma assistência competente ehabilidosa para a criança, mantendo uma atitude carinhosa e holística. É por issoimportante salientar que nunca podemos ver a criança isolada, mas sim inserida numafamília. Este estudo foi realizado a uma adolescente de 17 anos. A adolescência é umperíodo de experimentação marcado por grandes mudanças a nível psicológico, é alturaem que o indivíduo transita de criança para adulto, desta forma considero que aexistência de uma patologia nesta fase bem como o período de internamento sãoexperiencias importantes, tentei assim promover o mínimo de impacto negativo dointernamento sobre esta criança. Para que este estudo de caso fosse possível, fez-se um acompanhamento diário aointernamento do R.F., uma colheita de dados no processo clínico da criança e umaentrevista à mãe e à adolescente para completar os dados recolhidos. Este estudo de caso teve como objectivos: Mobilizar conhecimentos teóricos e teórico-práticos inerentes às intervenções de Enfermagem Pediátrica; Observar a relação criança/família durante a hospitalização; Planear os cuidados segundo metodologia científica; Prestar cuidados de Enfermagem à criança/família hospitalizada; Realização do exame físico; Orientar e ajudar nas diferentes actividades de vida diárias. A metodologia utilizada para a realização deste estudo de caso foi baseada nomodelo de vida de Nancy Roper , sendo por isso o estudo de caso focalizado nasactividades de vida e nos procedimentos inerentes às mesmas.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 5 nº200791562
  6. 6. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo1. Desenvolvimento 1.1. Histórico Clínico de Enfermagem 1.1.1. Dados de Identificação  Identificação da Criança:Dados pessoais:Nome: RF Sexo: Feminino Data de Nascimento: 08/11/1991 (17 anos)Nacionalidade: PortuguesaLocal residência: CarnaxideVive com a Família, total de 4 pessoas ( pai, mãe, irmão e RF)Profissão: EstudanteEscolaridade: Frequenta o 12º ano.Grupo Sanguíneo: ARh+Raça: CaucasianaServiço: Internamento de Pediatria cardio-torácica Cama: 5Data de internamento: 25/11/2008 Data Alta: 26/11/2008Procedência: DomicilioMotivo de admissão: Cateterismo de intervençãoDiagnóstico médico: HTA secundária por estenose da artéria renalNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 6 nº200791562
  7. 7. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Conhece o diagnóstico e o prognósticoRF e a Família estiveram ansiosos face ao pré-cateterismo e pós-cateterismo.1.1.2. Agregado FamiliarDados família: Pai Mãe IrmãoNome F.F. M.T.F M.FIdade 49 anos 44 anos 10 anosRaça Caucasiana Caucasiana CaucasianaNacionalidade Portuguesa Portuguesa PortuguesaProfissão Engenheiro Analista Estudante técnico de clíninca segurança (5º Ano)Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 7 nº200791562
  8. 8. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo1.1.3. Genograma O genograma é um diagrama que detalha a estrutura e o histórico familiar,fornece informações sobre os vários papéis dos seus membros e das diferentes gerações. J. A. M.A 67 Anos 66 Anos Reformado Reformada F.F. M.T.F 49 Anos 44 Anos Engº técnico de segurança Analista Clinica M.F R.F 10 Anos 17 Anos Estudante. EstudanteFigura 2 – Genograma família FigueiredoLegenda Genograma: - Mulher - Morte - Homem - CasamentoNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 8 nº200791562
  9. 9. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.1.4. Ecomapa O Ecomapa é um diagrama das relações entre a família e a comunidade e ajuda a avaliar os apoios disponíveis e sua utilização pela família. Trabalho Escola Centro Igreja comercial F. F. M.F. 44 Anos 47 Anos Analista Clínica Engº Ginásio M.F R.F 10 Anos 17 Anos Família e Esudante Estudante amigos Supermercado Hospital de Santa Maria e Santa Cruz Figura 2 –Ecomapa família Figueiredo Legenda- Ecomapa: Relação muito forte Relação forte------------- Relação Fraca Intensidade Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 9 nº200791562
  10. 10. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.2. História Familiar A família de R.F. é uma família com uma estrutura do tipo nuclear, ou seja, éuma unidade familiar que engloba o conjugue e filhos biológicos do casal, vivendotodos juntos num domicílio comum. A adolescente relaciona-se adequadamente com a mãe, pai e os irmão. Podemos observar, através do ecomapa, que a família em estudo apenasfrequenta o supermercado onde realiza semanalmente as compras para a casa denecessidade primária. Por outro lado, a família estabelece uma relação forte com oHospital de Santa Cruz e com a família, estando com ela frequentemente. Os pais deR.F. trabalham e mantêm uma boa relação com o trabalho apresentando um rendimentoe emprego fixoR.F. e o irmão M.F. estudam e têm uma boa relação com a escola, R.F. diz ser umaaluna exemplar e M.F. também bom aluno mas por vezes com mau comportamento. 1.3. Condições da Habitação A família F. habita num prédio no 8º andar com elevador, o apartamento possui 3quartos, uma sala, uma cozinha, dois WC e uma despensa. A habitação tem águacanalizada, electricidade e está equipada com alguns sistemas de segurança. R.F. tem quarto próprio, com televisão e computador. A zona que rodeia a habitação é preenchida por alguns espaços verdes e tambémpor algum tráfego automóvel. Nas imediações existem várias lojas comerciais efarmácia.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 10 nº200791562
  11. 11. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.4. Antecedentes familiares. Irmão 10 anos – Nasceu com sopro cardíaco e é seguido em cardiologia do Hospitalde Santa Cruz.Pai – HTA (Hipertensão Arterial).Avô Paterno - EAM (enfarte agudo do miocárdio). 1.5. Vigilância de saúde Infantil Tendo em conta o seu desenvolvimento/ crescimento, o R.F. nasceu dia08/11/1991. Durante a gestação a mãe foi a 8 consultas e teve uma gravidez normal atéàs 40 semanas, altura pela qual a R.F. nasceu por parto eutócico no Hospital S.Franciscode Xavier. À nascença pesava 3,700 Kg, tinha 50 cm de comprimento, 35 cm deperímetro cefálico e apresentava um índice de Apgar de 10/10 (1º e ao 5º minuto). Fezrastreio de doenças metabólicas dia 13-11-1991. 1.6. História de Saúde e Historia Clínica Actual A família F. trata-se de uma família saudável, embora o irmão (M.F.) tenhanascido com um sopro cardíaco e o pai F.F. tenha hipertensão arterial, ambas situaçõesas situações estão controladas e vigiadas. E como antecedentes pessoais têm: - 1994-1995- Teve otites serosas pelo que foi operada duas vezes, para colocaçãode drenos com sucesso.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 11 nº200791562
  12. 12. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo - Sinusite/ Rinite Recorrentes. - Dores menstruais -ACNE -Quistos nos ovários - 2008- Enxaquecas (devido à hipertensão artéria provocada pela estenose daartéria renal direita)*1 - 2008- HTA *1 - 2008- Estenose da artéria renal direita.*1 - 2008- HVE (Hipertrofia do ventrículo esquerdo, relacionada com a estenose daartéria renal direita) *1 - Nefropatia por IgA (ainda não confirmada à espera de biopsia). *1 *1- Diagnostico médico feito e 2008 A HTA secundária foi diagnosticada acerca de 6 meses (Junho de 2008) porprocurar o médico ao apresentar com enxaquecas frequentemente. Após se avaliar aT.A. detectou-se uma anomalia, pois surgiram valores elevados que davam indíciosHTA, através de outros exames complementares diagnosticou-se uma hipertensãosecundária a estenose da artéria renal direita. Dia 25 de Novembro de 2008 fez entãocateterismo de intervenção para dilatação da estenose da artéria renal direita, comsucesso. A Rita desceu para a sala da hemodinâmica cerca das 18.30 e subiu as 20.45para o serviço de Internamento pediátrico de cardiologia pediátrica – HSCNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 12 nº200791562
  13. 13. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Após o procedimento registaram-se valores de T.A. mais controlados. 1.7. Internamento 1.7.1. Diário do Internamento Executou-se 12:00 – Executou-se acolhimento. 15:30 – Executou-se tratamento no local de inserção do cateter. Turno: 08h-16:30h 22:30 – Executou-se tratamento à ferida cirúrgica. Dia/Turno: 26-11-2008 – 08h-16:30h Geriu-se 11:54 – Geriu-se regime medicamentoso Turno: Sem horário 15:29 – Optimizou-se cateter periférico Turno: Sem horário 22:28 – Optimizou-se penso compressivo Turno: Sem horário Informou-seNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 13 nº200791562
  14. 14. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 12:04 – Explicou-se os procedimentos. Turno: Sem horário Observou-se 11:53 – Vigiou-se dor Turno: Sem horário 11.53 – Monotorizou-se temperatura, T.A, Pulso Turno: 01:00; 07:00; 15:00; 18:00; 22:00; 09:00.Data de Inicio Intervenções de Horário Avaliação Enfermagem25-11-2008 11:53 – Monitorizou- 07.00; 9:00; 15:00; se temperatura 18:00; 22:00. --------------------- corporal. 11:53 – Monitorizou- 07.00; 9:00; 15:00; se frequência cardíaca. 18:00; 22:00; --------------------- 11:54 - Supervisionou- Turnos: 08h-16:30h É independente se auto-cuidado: com nesta tarefa e 16:00h – 23:30h o vestuário. apresenta-se adequadamente vestida.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 14 nº200791562
  15. 15. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 11:54 - Supervisionou- Sem Horário É independente se auto-cuidado: com nesta tarefa. o uso do sanitário Usou o W.C. 11:54 - Supervisionou- Turno: 08h-16:30h É independente se auto-cuidado: nesta tarefa. Higiene 11.54 - Supervisionou- Turnos: 08h-16:30h Bebeu chá as 11, se a dieta faz dieta ligeira 16:00h – 23:30h até a 13.00 e depois da 13.00 jejum até ao cateterismo. 11:54 - Supervisionou- Turnos: 08h-16:30h Independente e se a deambulação sem queixas. 16:00h – 23:30h 11:54 – Vigiar Bem- Sem horário Bem-estar Estar alterado. 12:45 - Supervisionou- Turnos: 08h-16:30h Bebeu copo de se a dieta leite ao 12:45 e 16:00h – 23:30h fica em jejum após esta refeição. 15:29 – Vigiou-se Turno: 08h-16:30h Sem sinais sinais inflamatórios no inflamatórios no local de inserção do local de inserçãoNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 15 nº200791562
  16. 16. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo cateter do cateter. 15:29 – Vigiou-se Sem Horário Penso Penso cateter externamente limpo e seco.25-11-2008 22:27 – Vigiou-se 26-11-2008: Turno Ferida cirúrgica ferida Cirúrgica 08h-16:30h Presente na Inguinal direita. 22:27 – Vigiou-se Sem Horário Penso penso da ferida externamente cirúrgica. limpo e seco, penso compressivo. 22:27- Vigiou-se Pulso Sem horário Pulso periférico periférico forte. 22:27 – Vigiou-se Sem horário Perfusão dos perfusão tecidular tecidos não periférica diminuída. Coloração das extremidades: Rosadas Temperatura das Extremidades: quentes. Sensibilidade:Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 16 nº200791562
  17. 17. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Não alterada 22:44 - Supervisionou- Sem horário Não se observou, se a deambulação faz levante às 2:30 22:45 - Supervisionou- Sem horário Urinou na se auto-cuidado: com arrastadeira, o uso do sanitário actividade de vida eliminação alterada. 1.7.2. Notas gerais de Internamento Turno da manha (8.00h – 16.30h): R.F tem cateterismo programado para 3º tempo para dilatação da artéria renal direita. Fica colocado cateter periférico no membro superior esquerdo heparinizado, Está em jejum desde as 12.45h, em que bebeu um copo de leite. Está acompanhada pela mãe. Aguarda chamada para a hemodinâmica. T.A Frequência Cardíaca Temperatura15:00h 112/66 56 36,4 Timpânica Turno da tarde (16.30h – 23.30h): R.F. desceu para a sala hemodinâmica cerca das 18.30 e subiu cerca das 20.45 onde foi submetida a dilatação da estenose da artéria renal direita por cateterismo de intervenção. O acesso foi feito pela inguinal direita e dado ter ficado com um hematoma trazia saco de areia que manteve. O procedimento decorreu sem intercorrências. À chegada mostrou-se ansiosa eNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 17 nº200791562
  18. 18. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo chorosa que ficou mais calma ao longo do turno. Esteve um pouco queixosa ao nível da inguinal direita, por isso fez analgesia que surtiu algum efeito às 20:45. Esteve com hipertensão à chegada e passado uma hora ficou normotensa sendo comunicado aos médicos. Encontra-se na companhia da mãe ficando um pouco ansiosa no final do turno. HemodinâmicaDilatação percutânea da estenose da artéria renal com balão powerflex p3 7/20 mm até10 atms. No final estenose residual menor que 10%Sucesso primário angiografia com balão da artéria renal direitaDuração – 57 m tempo Rx- 14 minTotal contraste – 100 ml ( visipaque) Fármacos utilizados na sala hemodinâmica Midazolan 3+1 mg EV 17.45 Rapifen 0,2 + 0,1 mg EV 17.20 AAS 250 mg EV 20.15 Hora T.A./ Frequência cardiaca20:45 (chegada da sala hemodinâmica) 135-83/72 21:00 136-80/86Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 18 nº200791562
  19. 19. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 21:15 151-99/73 21:45 115-74/64 22:00 110-60/70 22:00 – Temperatura: 36,8 Timpânica Turno da noite e manhã (23.30h – 16.30): Durante a noite dormiu longos períodos com um sono tranquilo na companhia da mãe, já no turno da manhã a R.F. esteve um pouco ansiosa devido aos procedimentos. Feito levante na manhã de dia 26 de Novembro de 2008 sem intercorrências às 9:30h. Alimentou-se com apetite e tolerou. Retirou o cateter periférico e o penso compressivo tendo sido dada indicação médica para alta clínica. Feito ensino para alta relativamente ao penso, cuidados a ter e sinais de alerta. Têm alta clínica. Posição T.A Pré-levante (9:30h) 97/57 Sentada (9:32h) 88/48 Em pé (9:34h) 84/42 Não foi possível colher mais dados por só ter acompanhado o caso até ao turno da tarde de 25 de Novembro de 2008 e a R.F. ter tido alta na manhã seguinte, de dia 26 de Novembro de 2008.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 19 nº200791562
  20. 20. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.8. Exame Físico O exame físico foi realizado no decorrer da entrevista, no dia 25 de Novembrode 2008. 1.8.1. Aspecto geralA R.F. apresenta-se bem nutrida e hidratada. Demonstra uma boa postura ecomportamento adequado para o estádio de desenvolvimento. (adolescente). Tem umaspecto cuidado e limpo. 1.8.2. Pele A pele foi avaliada quanto à sua coloração, textura, turgor tecidual/elasticidade,através da palpação, hidratação e temperatura. Quanto à coloração, R.F. apresentava uma pele rosada. Relativamente à texturaesta apresentava-se com um aspecto liso e suave, firme, integra e com um pouco deoleosidade natural da pele do adolescente. Em relação à elasticidade, puxando a pele doabdómen de R.F. o tecido elástico rapidamente voltou ao seu estado normal. Apresentatambém pele e mucosas coradas e hidratadas. Em relação à sua temperatura corporal éde 36,4º C no turno da manhã. 1.8.3. Cabeça Na avaliação da cabeça, foram observados o formato e simetria, postura esimetria facial. Em relação ao formato e simetria da cabeça, verifiquei que esta tem um formatonormocefálico, aparentando ser simétrica e forma oval. Não apresenta nenhuma cicatriz. Relativamente à simetria facial, R.F. apresenta movimentos simétricos.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 20 nº200791562
  21. 21. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.8.4. Cabelo Em relação ao cabelo analisamo-lo quanto à cor, textura, qualidade, e distribuição. R.F. tem cabelo de cor loiro escuro, fino, liso, brilhante e comprido. Apresenta-se distribuído homogeneamente por toda a cabeça. O couro cabeludo apresentava-selimpo e sem qualquer sinal de lesões, descamação, infecções e cicatrizes. 1.8.5. Face A avaliação da face foi feita através da observação da sua simetria. R.F. apresentasimetria facial e não tem anormalidades. 1.8.6. Olhos A avaliação dos olhos é feita em relação à cor, inspecção das pálpebras, dasfendas palpebrais, da conjuntiva palpebral, das pupilas (redondas, claras e iguais), dasimetria e tamanho, da distância.R.F. tem olhos castanhos brilhantes, simétricos e grandes. As pálpebras bem como aspestanas que lhe estão associadas encontram-se bem posicionadas. As fendas palpebrais situam-se horizontalmente entre as duas pálpebras. O sacoconjuntival da pálpebra encontra-se rosado e hidratado. Os olhos bem distanciados. R.F. apresenta boa acuidade visual. 1.8.7. Nariz Observou-se o nariz quanto ao seu posicionamento, alinhamento e septo nasal.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 21 nº200791562
  22. 22. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo O nariz encontrava-se bem posicionado e alinhado. Narinas íntegras e septonasal dividindo igualmente os dois vestíbulos. 1.8.8.OuvidosAvaliaram-se os ouvidos quanto ao alinhamento, superfície cutânea e higiene. Os ouvidos encontram-se alinhados e simétricos. A superfície cutânea do ouvido não aparenta qualquer anomalia. Em relação a higiene esta é adequada não estando presente cerúmen no canalauditivo externo. Apresenta boa acuidade auditiva. 1.8.9. Boca Apresenta uma boa higiene oral e não tem dentes cariados. Possui 32 dentes. Opalato, de cor rosado, não apresenta quaisquer lesões ou malformações. A línguaapresentava-se rosada e hidratada. 1.8.10.Pescoço Relativamente ao pescoço, observamos o seu tamanho, forma e mobilidade, osquais se apresentaram dentro dos padrões normais. 1.8.11. Tórax e abdómenObservei o tórax em relação à sua forma e simetria, bem como das glândulas mamárias.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 22 nº200791562
  23. 23. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Tórax simétrico e sem deformações ósseas, ausência de pêlos, abaulamentos e decicatrizes Os mamilos são bem formados e simétricos. A expansão torácica éigualmente simétrica. O seu perímetro torácico é de 70 cm. No abdómen avaliamos a sua forma, formato, simetria, movimentos, ruídos emassas. Pudemos observar uma pele lisa sem pêlos. O umbigo apresenta um tamanho eposicionamento adequado, sem evidência de qualquer anomalia. A distensão abdominalé normal e simétrica. O seu perímetro Abdominal é de 62 cm. 1.8.12. Órgãos genitais externosNão foram observados. 1.8.13. Membros superiores e inferioresPara a avaliação dos membros superiores e inferiores, observamos o tamanho,comprimento, simetria e número de dedos. Tanto os membros superiores como os inferiores apresentam um tamanho,simetria e comprimento normais para a idade de R.F., bem como o número normal dededos (cinco em cada extremidade). 1.8.14. Unhas R.F. apresenta unhas aparadas, fortes e lisas, com uma coloração rosada elimpas.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 23 nº200791562
  24. 24. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 8.1.15. Sinais vitais Frequência cardíaca: 56 batimentos/minuto – Acordada (valor padrão: 60 a 80 batimentos/minuto) Frequência Respiratória: 16 ciclos/minuto (valor padrão: 12-20 ciclos/minuto) Tensão arterial: 112/66 mmHg Temperatura: 36.4ºC Dor: 0. R.F. não tem queixas álgicas. Avaliado pela escala numérica Avaliado no turno da manhã Já no turno da tarde referiu ter dor 6 no local do cateterismo (zona inguinal direita) e dores lombares devido à posição em que se encontrava deitada. 1.9- Actividades de vida 1.9.1 – Manutenção de um ambiente seguro Como já foi referido, a R.F. apresenta antecedentes pessoais relevantes como aHTA secundária, episódios de enxaquecas, rinite/sinusite. R.F. refere ter dores menstruais e para estas dores faz Clonix, Buscopan ouBrufen por indicação médica. Como terapêutica habitual fazia: Atenolol 100mg comp. 50 mg +25mg PO 12h/12h ( 9.00/21.00) Amlodipina 2,5 mg PO 19h E pós-cateterismo passou a fazer: Atenolol 100mg comp. 25 mg PO 1x diaNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 24 nº200791562
  25. 25. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo AAS 100mg PO Almoço A R.F. têm o boletim de vacinas em dia conforme o plano nacional devacinação. Durante o internamento, houve risco de infecção bem como docomprometimento da circulação devido aos procedimentos invasivos efectuados, devidoà colocação do cateter periférico e cateterismo de intervenção. Contudo e apesar os riscos evidenciados não houve alteração nesta actividade devida. 1.9.2 – Comunicação Os pais e R.F. no início mostraram-se receptivos à avaliação inicial, sendo parteessencial deste estudo de caso. VerbalAudição- BoaVisão- BoaCompreensão- BoaSabe ler e escrever. Frequenta o 12º ano Não verbal Expressão facial – R.F. encontrou-se um pouco nervosa antes do cateterismomas receptiva e colaborante (durante o turno da manhã) , embora tenha estado ansiosa ecom medo, após o cateterismo, já no turno da tarde chegou ao internamento de cirurgiaNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 25 nº200791562
  26. 26. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredopediátrica do Hospital de Santa Maria muito chorosa e ansiosa. Na manhã do dia 26teve alta e já estava mais animada quanto aos resultados do procedimento. Avaliação da dorVerbalização da dor - após o cateterismo por volta das 20.45 até as 24.00 verbalizousentir dor na zona lombar devido á posição em que se encontrava, dor na zona do cateterperiférico que se encontrava no membro superior esquerdo e na zona inguinal direitaonde foi feito o cateterismo,tinha o penso compressivo e saco de areia devido a umpossível hematoma, mais tarde verificado. Foi dada analgesia (paracetamol 1000mg) às20.45 via endovenosa que surtiu algum efeito. Dor 6 avaliada escala numérica. 1.9.3. Respiração Apresenta uma respiração, predominantemente toraco-abdominal, simétrica,normal, com uma frequência respiratória regular, tendo em conta a idade da criança e oseu desenvolvimento e que, compreende o intervalo de frequência respiratória entre os12/20 ciclos por minuto. Durante o internamento, inicialmente foi avaliada a saturação de oxigénio quefoi de 100%. Houve alteração da respiração e mesmo posteriormente houve o risco decompromisso das trocas gasosas. Avaliação FC: 56- 70bmp variou (durante o turno da manhã e tarde de dia 25deNovembro de 2008), com um pulso forte e rítmico (sem alterações), constatou-se quequando R.F. ficava mais nervosa a frequência cardíaca aumentava. TA: No turno da manhã durante a avaliação inicial registou-se 112-68, emboraquando chegou do cateterismo tenha estado hipertensa tendo tensões de 151-99 às21:15H que normalizou no final do turno.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 26 nº200791562
  27. 27. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoConstatou-se, que a Actividade de Vida Respiração ficou alterada durante ointernamento. 1.9.4. AlimentaçãoPeso - 56,6 kgPercentil peso – 90-75Altura - 1,69Percentil altura – 90-75IMC – 19,8 Aprox. 20 = Estado nutricional normalPercentil IMC – 50-25 A mãe da criança referiu que R.F fez alergia ao leite de transição pelo que fezleite de soja. A alimentação da V.R encontra-se adequada à sua idade, faz 6 refeições diárias,neste momento não tem restrições alimentares, fazendo uma dieta equilibrada e variada.Aprecia - peixe grelhado, chá e torradas Não aprecia – Peixe cozido Durante a hospitalização, a R.F fez em jejum cerca de 6 horas (cerca do 12.45h)antes de ser submetida ao cateterismo e após a intervenção teve de fazer uma pausaalimentar devido ao efeito dos anestésicos que poderiam fazer com que ficassenauseada.Posteriormente iniciou com dieta líquida (chá às 23:00h) que tolerou.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 27 nº200791562
  28. 28. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoEsta pausa alimentar fez com que se verificasse uma alteração nesta actividade de vidadiária. 1.9.5. EliminaçãoA criança urina cerca de 5 vezes por dia e faz cerca de 1 dejecção por diaautonomamente.R.F. refere a sua urina é amarela clara e sem cheiro fétido e que as fezes são moldadas ecom cheiro sui generis.Devido a imobilização a que esteve submetida no pós-cateterismo esta actividade devida encontrou-se alterada pelo que teve que urinar duas vezes na arrastadeira. 1.9.6. Controlo da temperatura corporal A temperatura corporal normal da criança é de 36,4-36,8ºC (temperaturatimpânica). Não se verificam alterações ao nível da temperatura corporal da criança. As extremidades mantiveram-se sempre quentes, rosadas e com pulso palpável. Não houve alteração desta actividade de vida, embora existisse o risco de máperfusão periférica devido ao cateterismo que causaria uma diferença de temperaturanas extremidades dos membros inferiores, com a possibilidade de se encontrarem frios.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 28 nº200791562
  29. 29. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.9.7- Mobilidade No que se refere à mobilidade a R.F. é independente e a sua actividade motoraestá de acordo com a idade. Normalmente desloca-se a pé até à escola ou transportes publicos, pois estápróxima de casa e por vezes de carro com a mãe. No pós-cateterismo teve que ficar deitada em decúbito dorsal e com a pernadireita imobilizada para prevenção de hematomas e hemorragias na zona inguinal, a quefoi sujeita ao cateterismo. Fez levante às 9.30 que tolerou. Habitualmente o levante éfeito passado 6 horas da cirurgia, mas visto que se encontrava a dormir só foi feito demanhã. Actividade de vida alterada durante o internamento. 1.9.8. Higiene e vestuário A R.F. toma banho diariamente e é independente nesta actividade de vida. Apresenta uma pele hidratada e, realiza higiene oral duas vezes por dia e as suasunhas estavam limpas e cortadas. Tanto a mãe como a criança apresentam um aspecto cuidado e limpo. A nível dovestuário apresentam vestuário adequado, utilizando roupas limpas, e adequadas àestação ano. Conclui-se assim, que esta actividade de vida diária não se encontra alterada. 1.9.9. Expressão da sexualidadeAdolescência (12-18 Anos)Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 29 nº200791562
  30. 30. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Teve a menarca aos 11 anos. Não teve comportamentos de risco e ainda nãoiniciou vida sexual. Neste momento não a está a tomar a pílula devido à HTA causada pela estenoseda artéria renal. Espera recomeçar a tomar a pílula em breve pois diz sentir uma melhoria aonível das dores menstruais. Foi prescrita a pílula a R.F. pois teve ACNE e tem quistosnos ovários . Já tomou a Diane 35 com a que não tolerou, pois passou o mês inteiromenorreica. Visto não ter tolerado a Diane 35 optou por tomar Yasmin, que se deu bem. 1.9.10. Jogos e Brincadeiras A R.F. é uma adolescente e como tal gosta de sair à noite, estar com os amigos,ver filmes, estar no computador, ler, ver televisão. Vai 2 a 3 vezes ao ginásio por semana. Existe alteração nesta actividade de vida por não puder frequentar o ginásio aspróximas semanas. 1.9.11. Sono e Repouso A RF costuma dormir cerca de 8,5 horas/ noite, tem um sono calmo e tranquilo,demora cerca de 5 a 10 minutos para adormecer. Os factores que interferem com a qualidade do sono são a dor, barulho,ansiedade, local. Durante o internamento devido à agitação do serviço, bem como as dores quetinha ao adormecer alterarão esta actividade de vida.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 30 nº200791562
  31. 31. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.9.11. MorteRF é católica não praticante, acha que a morte é inevitável, universal e irreversível. Sabe o prognóstico da sua patologia e a sua família também, mas devido a faseem que se encontra tem algum receio mostrando medo da morte. Encara mal o processo da morte, pois já morreram os seus dois avós paternos e asua bisavó materna que era muito próxima e gostava muito. Quando a sua bisavó morreu passou por processos de culpa, negação, choque atéque acabou por aceitar e compreender embora ainda não esteja completamenteultrapassada. Esta actividade de vida está alterada durante o internamento devido ao medo ereceio que mostrou ter da morte relacionado com o cateterismo.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 31 nº200791562
  32. 32. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 1.10- Diagnósticos de Enfermagem Diagnósticos de Objectivos Intervenções Data enfermagemMedo/Ansiedade pré e pós Reduzir ansiedade Deu-se apoio 25/11/08cateterismo (individual efamiliar) relacionado com Promover segurança Explicou-se A Ritaprocedimento de e confiança. procedimentos esteveangioplastia e resultado sempre Incluir a família Proporcionou-se bastantemanifestado por choro e por neste processo. o apoio da família ansiosa,comunicação verbal. mas ao  Promoveu-se longo conforto dos Permitiu-se que turnos a expressasse as suas equipa e emoções a família foram Deu-se livro do capazes serviço onde a de a família e a criança auxiliar tem acesso a neste informações uteis processo. sobre a sua patologia e contactos e horáriosNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 32 nº200791562
  33. 33. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoDiagnósticos Objectivos Intervenções Data/ deenfermagem AvaliçãoDor Aguda Descobrir Fez-se Avaliação da dor 25/11/08relacionada à proveniêncialesão do da dor.  Administrou-se Analgesia Ao longotecido e à dos turnos Reduzir a  Proporcionou-se confortoimobilização dor. Ao longoprescrita  Observou-se pensos e locais de dos turnosapós o inserção de cateterismo e cateter Despistar R.F.procedimento periférico. complicações apresentoumanifestada do pos- dores, maspela Avaliou-se Sinais Vitais cateterismo rapidamenteexpressão sefacial, choro, conseguiucomunicação minimizar averbal. dor.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 33 nº200791562
  34. 34. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoDiagnósticos Objectivos Intervenções Data/AvaliaçãodeenfermagemRisco de Reduzir o  Usou-se assepsia 25/11/08infecção risco derelacionado infecção Manipulou-se o menor número Não houvecom as vias de vezes possível o material, infecçãoinvasivas. feridas e cateteres. durante o período de Procedeu-se sempre à lavagem internamento. das mãos Usou-se luvas esterilizadas  Retirou-se o penso compressivo no dia seguinte à cateterização Cobriu-se o cateter periférico e local de cateterismo com penso simples protector. ( no local do cateterismo após se retirar o penso compressivo) Avaliou-se SV Vigiou-se possíveis sinais de infecção, localizados Optimizou-se catéter; Vigiou-se penso do cateter Ensinos Fez-se ensino da manutenção do penso do local da cateterização nos dias subsquentes.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 34 nº200791562
  35. 35. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoDiagnósticos de Objectivos Intervenções Data/enfermagem Avaliação Risco perfusão  Identificar Manteve-se a 25/11/08tecidular ineficaz factores que extremidade do A perfusão foirelacionada com melhoram a membro aquecida. eficaz pois nemtraumatismo ou à circulação Foi-se verificando a cor,compressão dos vasos periférica. frequentemente a temperatura,sanguíneos devido ao  Identificar temperatura do sensibilidade ecateterismo no membro factores membro,inferior direito. pulso pedial inibidores da sensibilidade a cor e o estiveram circulação pulso pedial. alterados. periférica. Mobilizou o  Prevenir a membro que foi má perfusão sujeito a cateterismo. tecidular. Ensinos Pediu-se para que comunica-se caso sentisse dor na perna ou virilhaNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 35 nº200791562
  36. 36. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoDiagnósticos de Objectivos Intervenções Data/AvaliçãoenfermagemRisco de Evitar Vigiou-se os sinais 25/11/08hemorragia que ocorra vitais: TA, Pulso,relacionado com hemorragia temperatura dos Não houvepresença de catéter membros, e cor hemorragia, emboravenoso periférico no R.F. tenhamembro superior Vigiou-se o local de apresentado umaesquerdo , inserção do cateter ligeira equimose naheparinização e /ferida do cateterismo zona inguinaltraumatismo arterial e para despiste de esquerda (local doferida do cateterismo hemorragia e cateterismo)no menbro inferior hematoma;direito. Esteve-se atento a sinais de hemorragia; - Vigiou-se o penso compressivo de 15 /15 minutos durante a 1ªH, colocar penso simples no dia seguinte. Vigiar pensos e fazer marcação caso apresentem sangue. Ensinos Obter a sua colaboração da familia na observação do penso, mobilização do membro puncionado, proporcionar conforto à criança e alertar o enfermeiro de qualquer alteração. Ensinou-seNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 36 nº200791562
  37. 37. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo que deveria colocar gelo em casa caso tenha ficado com equimoseNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 37 nº200791562
  38. 38. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 2. Conclusão Com este estudo de caso foi possível verificar os vários aspectos holísticos dacriança e da família. Foi possível organizar uma metodologia de cuidados a seremprestados à família da R.F. para que de uma forma óptima o seu internamento pudesseocorrer sem grandes alterações ao nível das actividades de vida diárias. A importância da utilização do genograma, e ecomapa ficou bem assente, eatravés destes instrumentos, do exame físico, e da aplicação do modelo de Nancy Roperà família estudada posso concluir que esta família tinha grandes potencialidades queforam desenvolvidas no período de internamento, onde predominam relações saudáveise satisfatórias. R.F. encontra-se nos parâmetros de normalidade relativamente àsactividades de vida. É com grande satisfação que posso dizer que cumpri os objectivos a que me propuse mais do que isso consegui fazer com que uma criança tivesse um internamento poucotraumatizante e conseguisse mesmo evoluir física e psicologicamente durante o mesmo. Os cateterismos estão em internamento 48 horas apenas, o que dificultou oacompanhamento de R.F. ,visto que só tive oportunidade de falar com R.F. no turno datarde de dia 25 de Novembro de 2008. Senti-me à vontade em termos comunicacionais, pois R.F. e a familia mostram-sebastante receptivos.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  39. 39. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo3. Bibliografia CARPENITO, Lynda Juall; Manual de Diagnósticos de Enfermagem; Artmed Editora S.A. 9ª edição; Porto Alegre; 2003; ISBN: 85-363-0188-0. LOGAN, Winifred W., ROPER, Nancy, TIERNEY, Alison J.; Modelo de Enfermagem; McGraw Hill Portugal, Lda. 3ª edição; Alfragide; 1995; ISBN: 972- 9241-98-8. WONG, Donna L.; Enfermagem Pediátrica, Elementos Essenciais à Intervenção Efectiva; Guanabara Koogan; 5ªedição; Rio de Janeiro; 1999; ISBN: 85-277-0506- 0.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 39 nº200791562
  40. 40. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoAPENDICE I Fármacos:AASAtenololAmlodipina paracetamolNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 40 nº200791562
  41. 41. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Ácido acetilsalicílico (Aspirina®)  Grupo Fármaco – Terapêutico: anticoagulante, antitrombótico, analgésiconão-opiáceo, anti-inflamatório não-esteróide e antipirético.  Acção: - Produz analgesia e reduz a inflamação e a febre inibindo aprodução de prostaglandinas.- Diminui a agregação plaquetária.  Indicações Terapêuticas: Inibição da agregação plaquetária nas seguintessituações:- Na angina de peito instável;- No enfarte agudo do miocárdio;- Na profilaxia do reenfarte;- Após cirurgia vascular ou intervenções cirúrgicas;- Para prevenção de acidentes isquémicos transitórios e trombose cerebral apósmanifestação de estádios precursores;- Para prevenção de trombose venosa e embolia pulmonar;- Profilaxia prolongada da enxaqueca. Via de Administração e Posologia: Per-os Analgésico e Antipirético: - Adulto: 325-500 mg de 3/3 h ou 325-650 mg de 4/4h ou 600-1000 mg de 6/6 h (não exceder as 4 g/dia).- Crianças dos 2-11 anos: 65 mg/kg/dia repartidos em 4/6 doses.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 41 nº200791562
  42. 42. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Anti-inflamatório: - Adulto: 2,4 g/dia inicialmente; aumentar para a dose demanutenção de 3,6-5,4 g/dia dividido em doses.- Crianças: 80-100 mg/kg/dia dividido em doses. Prevenção de crises isquémicas transitórias: - Adulto: 1-1,3 g/dia divididos em2-4 doses. Prevenção de enfarte do miocárdio: Adulto: 300-325 mg/dia. Contra Indicações:- Hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou a outros salicilatos.- Úlceras gástricas.- No último trimestre de gravidez. Reacções Adversas e Efeitos Secundários: Perturbações gastrointestinais: náuseas, diarreia, vómitos, pirose e ligeirasperdas sanguíneas gastro-intestinais. Úlceras gastrointestinais, com risco de perfuraçãoe hemorragia.- Hepatoxicidade.- Anemia.- Tonturas e zumbidos – sintomas de sobredosagem, especialmente em crianças eidosos.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 42 nº200791562
  43. 43. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo  Interacções Medicamentosas: São intensificados:- A acção de anticoagulantes- O risco de hemorragia gastrointestinal em caso de tratamento concomitante comcorticosteróides- Os efeitos dos anti-inflamatórios não esteróides- A acção das sulfonilureias- Os efeitos do metotrexato- As concentrações plasmáticas da digoxina, barbitúricos e lítio- Os efeitos das sulfonamidas- Os efeitos do ácido valpróico.São reduzidos os efeitos de:- Antagonistas da aldosterona e diuréticos da ansa- Anti-hipetensores.  Cuidados de Enfermagem: Os comprimidos são ingeridos com líquidos e de preferência após as refeições ou com alimentos. É aconselhável beber seguidamente uma quantidade apreciável de líquido (meio copo a um copo de água).Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 43 nº200791562
  44. 44. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Atenolol Grupo Fármaco – Terapêutico: Antianginoso, antihipertensor  Acção: - Bloqueia a estimulação dos receptores adrenérgicos beta1 (miocárdio); - Diminui a pressão arterial e a frequência cardíaca; - Diminui a frequência de crises de angina de peito;  Indicações Terapêuticas: - Tratamento da hipertensão; - Prevenção do enfarte do miocárdio;  Via de Administração e Posologia (Adultos): - Dose média diária por via Oral: 25 a 50 mg/dia que pode ser aumentada após duassemanas para 50 a 100 mg/dia.  Contra – Indicações: - Insuficiência cardíaca não compensada; - Edema pulmonar; - Choque cardiogénico; - Bradicardia ou bloqueio cardíaco;Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 44 nº200791562
  45. 45. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Precauções:- Disfunção renal;- Insuficiência hepática;- Doentes geriátricos;- Doença pulmonar;- Diabetes mellitus (pode mascarar os sinais de hipoglicemia);- Tirotoxicose (pode mascarar sintomas);- Doentes com história de reacções alérgicas severas;- Gravidez, lactação ou crianças;  Reacções Adversas e Efeitos Secundários:- fadiga, fraqueza, ansiedade, depressão, tonturas, sonolência, insónias, perda dememória, alterações do estado mental, nervosismo, pesadelos;- Visão turva, congestão nasal;- Broncoespasmo, crepitações;- Bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar, hipotensão,vasoconstrição periférica;- Obstipação, diarreia, anomalias da função hepática, náuseas e vómitos;- Impotência, diminuição da libido, aumento da frequência urinária;- Erupções cutâneas;- Hiperglicemia, hipoglicemia;Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 45 nº200791562
  46. 46. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo- Artralgias, dor nas costas, dor articulares;- Lúpus induzido por fármacos. Interacções Medicamentosas:- Anestesia geral, fenitoína IV e verapamil podem provocar depressão aditiva domiocárdio;- Pode ocorrer bradicardia aditiva com glicosídeos digitálicos;- Pode ocorrer hipotensão aditiva com outros fármacos anti-hipertensores, ingestãoaguda de álcool ou nitratos;- O uso simultâneo com anfetamina, cocaína, efedrina, adrenalina, noradrenalina,fenilefrina ou pseudoefedrina pode resultar em estimulação adrenérgica alfa semoposição (hipertensão excessiva, bradicardia);- A administração de hormonas da tiróide pode diminui a eficácia;- Pode alterar a eficácia das insulinas ou de fármacos hipoglicemiantes orais;- Pode diminuir a eficácia da teofilina;- Pode diminuir o efeito cardiovascular beta1 benéfico da dopamina ou da dobutamina;- Usar com precaução durante o período de 14 dias depois da terapêutica com inibidoresda MAO, da qual pode resultar hipertensão. Cuidados de Enfermagem: Avaliação da tensão arterial, frequênciacardíaca e glicémia capilar antes da administração da terapêutica;Despistar sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva:- dispneia;Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 46 nº200791562
  47. 47. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo- crepitações;- ganho de peso;- edema periférico;- distensão da veia jugular.Despiste de sinais de sobredosagem:- bradicardia;- tonturas severas ou desmaios;- sonolência severa;- dispneia;- unhas e palmas das mãos azuladas;- convulsões.Validar e reforçar as medidas para o controlo da hipertensão:- perda de peso;- restrição de sódio;- redução do stress;- exercício regular;- moderação do consumo de álcool;- parar de fumar.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 47 nº200791562
  48. 48. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Amlodipina Grupo Fármaco - Terapêutico: Antianginoso; Anti-hipertensor (bloqueadordos canais de cálcio)  Acção: Inibe o transporte de cálcio para o miocárdio e para as células domúsculo liso vascular, resultando na inibição do acoplamento e excitação – contracção esubsequente contracção – vasodilatção sistémica resultando na diminuição da pressãoarterial; vasodilatação coronária resultando na diminuição da frequência e severidadedas crises de angina.  Indicações terapêuticas: Isoladamente ou com outros fármacos notratamento da hipertensão, angina de peito, angina vasoespástica.  Via de administração e Posologia: Per-os. Per-os:- Adultos: 5-10 mg/dia; Anti-hipertensor em doentes frágeis ou de pequena estatura oudoentes com outra terapêutica anti-hipertensora – começar em 2,5 mg/dia, aumentarconforme for necessário e tolerado (até 10 mg/dia) como na terapêutica anti-hipertensora em doentes com insuficiência hepática.- Doentes geriátricos: Anti-hipertensor – iniciar a terapêutica com 2,5 mg/dia, aumentarconforme for necessário e tolerado (até 10 mg/dia); Ant-anginoso – iniciar a terapêuticacom 5 mg/dia, aumentar conforme for necessário e tolerado (até 10 mg/dia).-Insuficiência hepática (Adultos): Anti-hipertensor – iniciar terapêutica com 2,5 mg/dia,aumentar conforme for necessário e tolerado (até 10 mg/dia); Antianginoso – iniciarterapêutica com 5 mg/dia, aumentar conforme for necessário/tolerado (até 10 mg/dia)Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 48 nº200791562
  49. 49. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Contra-indicações:- Hipersensibilidade.- Pressão arterial < 90 mmHg.  Precauções:- Insuficiência hepática severa (recomenda-se redução da dose).- Doentes geriátricos (recomenda-se redução da dose; risco de hipotensão aumentado).-Estenose aórtica.- História de insuficiência cardíaca congestiva.- Gravidez, lactação, ou crianças (segurança ainda não estabelecida)  Reacções Adversas e Efeitos Secundários:- Cefaleias, tonturas, fadiga.- Edema periférico, angina, bradicardia, hipotensão, palpitações.- Hiperplasia gengival, náuseas.- Rubor. Interacções medicamentosas: Pode ocorrer hipotensão aditiva quando usadaconcomitantemente com fentanil, outros fármacos anti-hipertensores, nitratos, ingestãoaguda de álcool, ou quinidina.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 49 nº200791562
  50. 50. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoOs efeitos anti-hipertensores podem ser diminuídos pelo uso concomitante com anti-inflamatórios não esteróides. Pode aumentar o risco de neurotoxicidade com lítio. Cuidados de Enfermagem: Monitorizar a pressão arterial e o pulso antes da terapêutica, durante adeterminação laboratorial da dose e periodicamente durante a terapêutica. Monitorizar oECG periodicamente durante terapêutica prolongada. Monitorizar a ingestão e as taxas de excreção e os pesos diários. Avaliar sinaisde insuficiência cardíaca congestiva (edema periférico, crepitações pulmonares,dispneia, ganho de peso, distensão jugular venosa). Angina: Avaliar a localização, duração, intensidade e factores de precipitaçãoda angina do doente.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 50 nº200791562
  51. 51. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo PARACETAMOL Grupo Fármaco - Terapêutico: Analgésico não opiáceo e AntipiréticoAcção: Inibe a síntese de prostaglandinas que podem servir como mediadores da dor eda febre, no SNC. Não possui propriedades anti-inflamatórias ou toxicidadegastrointestinal significativa.Indicações Terapêuticas:- Dores ligeiras ou moderadas.- Febre.Via de administração e Posologia: Per-os, rectal e endovenosa. Nos adultos a dose varia entre 0,5 a 1g em cada 3 a 4 vezes por dia (nuncaexceder os 4g/dia). A via é per-os. Nas crianças a dose vai depender muito da idade, sendo as vias utilizadas, a viarectal (supositórios) ou per-os.Contra-indicações: Hipersensibilidade conhecida. Precauções/Advertências:- Doença hepática grave.- Doença renal.- Abuso crónico de álcool.- Mal-nutrição.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 51 nº200791562
  52. 52. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Reacções adversas e efeitos Secundários:- Insuficiência hepática e hepatotoxicidade (sobredosagem).- Insuficiência renal (altas doses ou uso crónico).- Erupções cutâneas e urticária. Interacções medicamentosas: O uso combinado com salicilatos ou AINE’s aumenta o risco de efeitos adversosrenais. O risco de hepatotoxicidade pode ser aumentado se se usar outras substânciashepatotoxicas, incluindo o álcool. E também o uso concomitante de Isoniazida,rifampicina, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina, diflusinal, rifabutina. Varfarina e o uso crónico de doses elevadas de paracetamol podem aumentar o riscode perda de sangue.Cuidados de Enfermagem: Se for utilizado como analgésico há que avaliar o tipo, localização e intensidadeda dor antes e após 30 a 60 minutos da administração; Se for utilizado com antipirético, avaliar a temperatura e a presença de sinaisassociados (diaforese, taquicardia, mal-estar); Ter em atenção que os utentes mal-nutridos ou casos de alcoolismo crónicopossuem um risco mais elevado de desenvolverem hepatotoxicidade com as dosesnormais deste fármaco; Avaliar a dose, frequência e tipo de fármaco habitualmente tomado pelos utentespor auto-medicação, pois o uso prolongado de acetominofeno, salicilatos ou AINE’saumentam o risco de efeitos renais adversos.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 52 nº200791562
  53. 53. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoAPENDICE Ii PatologiaHipertensão ArterialHipertensão secundáriaEstenose da artéria renalNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 53 nº200791562
  54. 54. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoHipertensão arterial A hipertensão arterial é, geralmente, uma afecção sem sintomas na qual a elevaçãoanormal da pressão dentro das artérias aumenta o risco de perturbações como o AVC,a ruptura de um aneurisma, uma insuficiência cardíaca, um enfarte do miocárdio elesões do rim.A palavra «hipertensão» sugere uma tensão excessiva, nervosismo ou stress. Noentanto, em termos médicos, a hipertensão refere-se a um quadro de pressão arterialelevada, independentemente da causa. Chama-se-lhe «o assassino silencioso» porque,geralmente não causa sintomas durante muitos anos (até que lesiona um órgão vital).A hipertensão arterial afecta muitos milhões de pessoas com uma diferença notóriaconforme a origem étnica. Por exemplo, nos Estados Unidos, onde afecta mais de 50milhões de pessoas, 38 % dos adultos negros sofrem de hipertensão, em comparaçãocom 29 % de brancos. Perante um nível determinado de pressão arterial, asconsequências da hipertensão são mais graves nas pessoas de raça negra.Nos países desenvolvidos, calcula-se que só se diagnostica esta perturbação em dois decada três indivíduos que dela sofrem, e só 75 % deles recebem tratamentofarmacológico, e este só é adequado em 45 % dos casos.Quando se mede a pressão arterial, registam-se dois valores. O mais elevado produz-sequando o coração se contrai (sístole); o mais baixo corresponde à relaxação entre umbatimento e outro (diástole). A pressão arterial transcreve-se como a pressão sistólicaseguida de uma barra e, em seguida, a pressão diastólica [por exemplo, 120/80 mmHg(milímetros de mercúrio)]. Esta medição seria lida como «cento e vinte, oitenta».A pressão arterial elevada define-se como uma pressão sistólica em repouso superior ouigual a 140 mm Hg, uma pressão diastólica em repouso superior ou igual a 90 mmHg,ou a combinação de ambas. Na hipertensão, geralmente, tanto a pressão sistólica como adiastólica estão elevadas.Na hipertensão sistólica isolada, a pressão sistólica é superior ou igual a 140 mmHg,mas a diastólica é menor que 90 mmHg (isto é, esta última mantém-se normal).A hipertensão sistólica isolada é sempre mais frequente na idade avançada. Quase emtodas as pessoas a pressão arterial aumenta com a idade, com uma pressão sistólica queaumenta até os 80 anos pelo menos e uma pressão diastólica que aumenta até aos 55 a60 anos, para depois estabilizar-se e inclusive descer.A hipertensão maligna é uma pressão arterial muito elevada que, se não for tratada,Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 54 nº200791562
  55. 55. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredocostuma provocar a morte num período de 3 a 6 meses. É bastante rara e produz-sesomente em cerca de uma em cada 200 pessoas com hipertensão arterial, embora osíndices de frequência mostrem variações em função de diferenças étnicas (maiorfrequência em doentes de raça negra), de sexo (sendo mais frequente nos homens) e decondição socioeconómica (com maior incidência em doentes de classe baixa). Ahipertensão maligna é uma urgência médica.Controlo da pressão arterialA elevação da pressão nas artérias pode dever-se a vários mecanismos. Por exemplo, ocoração pode bombear com mais força e aumentar o volume de sangue que expulsa emcada batimento. Outra possibilidade é que as grandes artérias percam a sua flexibilidadenormal e se tornem rígidas, de modo a não poderem expandir-se quando o coraçãobombeia sangue através delas. Por esta razão, o sangue proveniente de cada batimentovê-se forçado a passar por um espaço menor do que o normal e a pressão aumenta. Istoé o que acontece aos idosos cujas paredes arteriais se tornaram grossas e rígidas devidoà arteriosclerose. A pressão arterial aumenta de forma similar na vasoconstrição[quando as artérias minúsculas (arteríolas) se contraem temporariamente pelaestimulação dos nervos ou das hormonas circulantes]. Por último, a pressão arterialpode aumentar se se incrementar o afluxo de líquido ao sistema circulatório. Estasituação verifica-se quando os rins funcionam mal e não são capazes de eliminar sal eágua em quantidade suficiente. O resultado é que o volume de sangue aumenta e, comoconsequência, aumenta a pressão arterial.Pelo contrário, se a função de bombeamento do coração diminui, se as artérias estãodilatadas ou se se perde líquido do sistema, a pressão desce. As modificações destesfactores são regidas por alterações no funcionamento renal e no sistema nervosoautónomo (a parte do sistema nervoso que regula várias funções do organismo de formaautomática).O sistema nervoso simpático, que faz parte do sistema nervoso autónomo, é responsávelpelo aumento temporário da pressão arterial quando o organismo reage diante de umaameaça. O sistema nervoso simpático incrementa a frequência e a força dos batimentoscardíacos. Produz também uma contracção da maioria das arteríolas, mas, emcontrapartida, dilata as de certas zonas, como as dos músculos, onde é necessário ummaior fornecimento de sangue. Além disso, o sistema nervoso simpático diminui aeliminação de sal e de água pelo rim e, como consequência, aumenta o volume desangue. Deste modo, produz a libertação das hormonas adrenalina (epinefrina) enoradrenalina (norepinefrina), que estimulam o coração e os vasos sanguíneos.Por outro lado, os rins controlam a pressão arterial de vários modos. Se a pressãoarterial se eleva, aumenta a eliminação de sal e de água, o que faz descer o volume desangue e normaliza a pressão arterial. Ao contrário, se a pressão arterial diminui, os rinsreduzem a eliminação de sal e de água; em consequência, o volume sanguíneo aumentae a pressão arterial volta aos seus valores normais. Os rins também podem aumentar aNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 55 nº200791562
  56. 56. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredopressão arterial, segregando um enzima denominado renina, que estimula a secreção deuma hormona chamada angiotensina, a qual, por sua vez, desencadeia a libertação dealdosterona.Dado que os rins são importantes para controlar a pressão arterial, muitas doenças eanomalias renais elevam a pressão arterial. Por exemplo, um estreitamento da artériaque alimenta um dos rins (estenose da artéria renal) pode causar hipertensão. De igualmodo, inflamações renais de vários tipos e a lesão de um ou de ambos os rins tambémcausam efeitos similares.Sempre que, por qualquer causa, se verifique um aumento da pressão arterial,desencadeia-se um mecanismo de compensação que neutraliza e mantém a pressão aníveis normais. Portanto, um aumento do volume de sangue bombeado pelo coração quetende a aumentar a pressão arterial faz com que os vasos sanguíneos se dilatem e que osrins aumentem a eliminação de sal e de água, o que tende a reduzir a pressão arterial.No entanto, em caso de arteriosclerose, as artérias tornam-se rígidas e não podemdilatar-se, e por isso a pressão arterial não desce aos seus níveis normais. As alteraçõesarterioscleróticas nos rins podem alterar a sua capacidade para eliminar sal e água, o quetende a aumentar a pressão arterial.CausasPara cerca de 90 % das pessoas com pressão arterial elevada, a causa é desconhecida.Essa situação denomina-se hipertensão essencial ou primária. A hipertensão essencialpode ter mais de uma causa. Provavelmente, uma combinação de diversas alterações nocoração e nos vasos sanguíneos produz a subida da pressão arterial.Quando a causa é conhecida, a afecção denomina-se hipertensão secundária. Entre 5 %e 10 % dos casos de hipertensão arterial têm como causa uma doença renal. Entre 1 % e2 % têm a sua origem numa perturbação hormonal ou no uso de certos fármacos, comoos anticoncepcionais orais (pílulas para o controlo da natalidade). Uma causa poucofrequente de hipertensão arterial é o feocromocitoma, um tumor das glândulas supra-renais que segrega as hormonas adrenalina e noradrenalina.A obesidade, um hábito de vida sedentária, o stress e o consumo excessivo de álcool oude sal são, provavelmente, factores de risco no aparecimento da hipertensão arterial empessoas que possuem uma sensibilidade hereditária. O stress tende a fazer com que apressão arterial aumente temporariamente, mas, de um modo geral, regressa ànormalidade uma vez que ele tenha desaparecido. Isto explica a «hipertensão da batabranca», na qual o stress causado por uma ida ao consultório do médico faz com que apressão arterial suba o suficiente para que se faça o diagnóstico da hipertensão emalguém que, noutros momentos, teria uma pressão arterial normal. Julga-se que, naspessoas com esta tendência, estes breves aumentos da pressão causam lesões que,finalmente, provocam uma hipertensão arterial permanente, inclusive quando o stressNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 56 nº200791562
  57. 57. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredodesaparece. No entanto, esta teoria segundo a qual os aumentos transitórios da pressãoarterial podem dar lugar a uma pressão elevada de forma permanente não foidemonstrada. Regulação da pressão arterial: o sistema renina- angiotensina-aldosterona Quando a pressão arterial diminui (1) liberta-se renina (um enzima renal). A renina (2), por seu lado, activa a angiotensina (3), uma hormona que contrai as paredes musculares das artérias pequenas (arteríolas) e, como consequência, aumenta a pressão arterial. A angiotensina também estimula a secreção da hormona aldosterona da glândula supra-renal (4), provoca a retenção de sal (sódio) nos rins e a eliminação de potássio. Como o sódio retém água, expande-se o volume de sangue e aumenta a pressão arterial.SintomasHabitualmente, a hipertensão arterial é assintomática, apesar da coincidência noaparecimento de certos sintomas que muita gente considera (erradamente) associados àmesma: cefaleias, hemorragias nasais, vertigem, ruborização facial e cansaço.Embora as pessoas com uma pressão arterial elevada possam ter estes sintomas, elestambém podem aparecer com a mesma frequência em indivíduos com uma pressãoarterial normal.No caso de uma hipertensão arterial grave ou de longa duração que não recebatratamento, os sintomas como cefaleias, fadiga, náuseas, vómitos, dispneia,desassossego e visão esfumada verificam-se devido a lesões no cérebro, nos olhos, nocoração e nos rins. Às vezes, as pessoas com hipertensão arterial grave desenvolvemsonolência e inclusive coma por edema cerebral (acumulação anormal de líquido nocérebro). Este quadro, chamado encefalopatia hipertensiva, requer um tratamentourgente.DiagnósticoA pressão arterial determina-se depois de a pessoa ter estado sentada ou deitada durante5 minutos. Uma leitura de 140/90 mmHg ou mais é considerada alta, mas o diagnósticonão pode basear-se numa só medição. Às vezes, inclusive várias determinações elevadasnão são suficientes para efectuar o diagnóstico. Quando se regista uma medição inicialNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 57 nº200791562

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