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  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieBUSCA POR EVIDENCIA DE VALIDADE DE UMA BATERIA INFORMATIZADADE LEITURA E ESCRITA PARA ADULTOSIvan Silva Pinto (IC) e Elizeu Coutinho de Macedo (Orientador)Apoio: PIBIC Mackenzie/MackPesquisaResumoEste trabalho teve como objetivo buscar evidencias de validade para uma bateria de leitura e escritainformatizada, a BALE-comp 2, que tem como objetivo avaliar o desempenho de leitura, escrita emadultos. A BALE-comp-2 foi desenvolvida a partir da Bale-comp, para sanar a carência deinstrumentos para avaliar os processos de leitura e escrita em adultos e adolescentes. Ela é formadapelo Teste de Escrita por Ditado de Palavras para Adultos (TEDP-2), Teste de Competência deLeitura de Palavras para Adultos (TCLP-2) e pela Prova de Consciência Fonológica-2(CF-2).Participaram do estudo 100 adultos universitários, 40 do sexo masculino e 60 do sexo feminino, comidade média de 21,85 anos. Os resultados mostraram que os instrumentos são adequados paraavaliação de universitários.Palavras-chave: avaliação, leitura, dislexiaAbstractThis study aimed to look for evidence of validity for a battery of computerized reading and writing, theBALE comp-2, which aims to evaluate the performance of reading literacy in adults. The BALE-comp-2was developed from the Bale-comp, to remedy the lack of instruments to assess the processes ofreading and writing for adults and adolescents. It is formed by: Test Writing by Dictation of words forAdults (TEDP-2), Competence Test of Word Reading for Adults (TCLP-2) and the PhonologicalAwareness Test-2 (FC-2). Study participants were 100 undergraduate students, 40 males and 60females, mean age of 21.85 years. The results showed that the instruments are suitable for assessingstudents.Key-words: evaluation, reading, dyslexia 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOA leitura e a escrita ocupam um papel fundamental de desenvolvimento e propagação deinformação e conhecimento, deixando o individuo que não as dominam a margem dosistema educacional e no mercado de trabalho. A relação entre transtornos deaprendizagem e desempenho acadêmico estão diretamente relacionados e podem explicarparte da evasão escolar. Dentre tais transtornos, a dislexia tem grande impacto noaprendizado da leitura e da escrita.Existem poucos instrumentos que auxiliam para a avaliação da dislexia, sendo ainda maisraros os instrumentos usados para avaliar adultos. A BALE-comp (Bateria informatizadapara avaliação de leitura e escrita) é um instrumento que possibilita um diagnosticodiferencial, porem esta é voltada para a avaliação de crianças (CAPOVILLA et al, 2007) .Durante a realização do projeto de Iniciação Científica “Processos Perceptuais e Cognitivosna Leitura de Textos”, vi a necessidade do desenvolvimento de instrumentos específicospara avaliação de disléxicos adultos. Este projeto foi realizado no programa PIBIC/PIVIC daUniversidade Presbiteriana Mackenzie. Assim, junto com meu orientador e outros alunos dolaboratório começamos a desenvolver uma bateria para avaliação de adultos comproblemas de leitura e escrita. A partir da BALE-comp criamos a BALE-Comp 2 (Bateria deAvaliação de Leitura e Escrita computadorizada para adultos).O presente estudo teve por objetivo verificar evidências de validade da bateria informatizadade leitura e escrita BALE 2.REFERENCIAL TEÓRICOAvaliar as habilidades de leitura e escrita possibilita a identificação de problemas específicosrelacionados com estas atividades. Tais avaliações são cada vez mais importantes poisobserva-se um aumento da complexidade das atividades ocupacionais, educacionais esociais.O tempo que o leitor leva para fazer a decodificação grafofonêmica é uma boa medida paraavaliação da leitura e escrita. Assim, um bom leitor lê mais rápido que um com dificuldades.São aspectos também analisados a precisão e fluência das decodificações juntamente coma capacidade de compreensão (CAPOVILLA et al., 2005; GRÉGOIRE & PIÉRART, 1997). Oprocesso de leitura em crianças no inicio da alfabetização, tendem a ser mais lento, mas amedida que vão se familiarizando com a forma visual da palavra, vão se tornando leitoresmais fluentes e mais rápidos. 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana MackenzieOs erros no decorrer da leitura podem ser de diversas naturezas, como: por inversões,confusões auditivas, confusões visuais, erros de sons complexos, omissões e acréscimos. Éessencial entender o tipo de erro ou estratégia utilizada na leitura para poder fazer umdiagnóstico mais preciso. Isto é importante, pois, na leitura, existem processos cognitivosque não são especificamente desta, por exemplo, as noções léxicas, que são utilizadastambém para uma compreensão da linguagem (GRÉGOIRE,1997). Outra habilidadeinespecífica importante na leitura é o desenvolvimento das habilidades de consciênciafonológica. Esta habilidade consiste na capacidade de reconhecer e manipular oscomponentes sonoros de palavras, sílabas ou fonemas,sendo essencial seudesenvolvimento para a tarefa de leitura e escrita (CARDOSO-MARTINS, 2008,GUIMARÃES, 2003; CAPOVILLA & CAPOVILLA, 2000). O desenvolvimento de testescomputadorizados pode auxiliar na avaliação dos problemas de leitura e escrita.O avanço tecnológico e do computador garantiu a entrada e participação desta tecnologiaem diferentes setores da sociedade (Bennett, 2002), e a psicologia é uma área onde ocomputador tem ajudado através de instrumentos de avaliação computadorizados, emavaliações e pesquisas. Testes computadorizados apresentam como vantagem apadronização das condições de apresentação, instruções e estímulos, o que controla ascondições de aplicação, dando ao instrumento mais confiabilidade. Outro aspecto vantajosoé a facilidade na correção, uma vez que os resultados vêm em tabelas já armazenadas, quejá analisam os resultados, alem do acréscimo de medidas temporais, em ordem de milésimoe segundo (Epstein & Klinkenberg, 2001). Vários estudos comparativos já foram feitos, e foiobservado uma correlação entre as versões de tradicionais, de lápis e papel, com asversões computadorizadas (Bressani & Downs, 2002; Epstein et al., 2001, ). Outro métodode aplicação de testes é via internet, que possibilita a coleta de dados em regiões distantes.Singleton (2009) em seu estudo examinou uma abordagem alternativa para triagem dislexia,por meio de três testes computadorisados, sendo eles, um teste de diferenciação de pallavracom pseudo-palavra, um teste de codificação lexical de pseudo palavra, e um teste dememoria de trabalho. Os resultados demonstraram eficiencia em discriminar o grupocontrole do experimental, mostrando a eficiencia da utilização do intrumentocomputadorisado.A Bateria de Avaliação de Leitura e escrita Computadorizada (BALE Comp) é uminstrumento que possibilita um diagnostico diferencial das estratégias de leitura e escrita. Elaé composta por cinco provas de leitura e escrita, sendo eles: o Teste de Competência deLeitura Silenciosa (Tecolesi), Teste de Nomeação de figura por Escolha de Palavra(Tenofep), Teste de Nomeação de Palavra por Escrita (Tenofe), Teste de Compreensão deSentenças Escritas (TCSE) e Teste de Compreensão de Sentenças Faladas (TCSF). Esses 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011testes avaliam o grau de desenvolvimento e preservação dos diferentes mecanismos, rotase estratégias envolvidas na leitura e escrita. Diversos estudos já comprovaram a eficiênciada BALE-Comp para a avaliação de leitura e escrita (CAPOVILA, 2000; MACEDO et al.,2004; CAPOVILA et al. 2005; LUKASOVA et al., 2005; MACEDO et al2005; OGOSUKO etal., 2007). A BALE-Comp pode ser aplicada inclusive pela internet (MACEDO, 2002). ABALE- Comp já foi traduzida para outras línguas como o Alemão (CAPOVILLA;MACHALOUS; CAPOVILA, 2002 e 2003), o Hebraico (DICHI, 2009) e o Japonês(KURIYAMA, 2007).A BALE-Comp foi construída para a avaliação de crianças, os estudos realizados mostramque as crianças demonstram melhor desempenho com o aumento da idade e escolaridade(MACEDO, 2002) porem, apresentam efeito teto já no 5° ano do ensino fundamental, o queimpossibilita sua utilização em estudos e avaliações com adultos e adolescentes.Pensando na carência de instrumentos para avaliar os processos de leitura e escrita emadultos e adolescentes, foi que se desenvolveu a Bateria de Avaliação de Leitura e Escrita 2(BALE- Comp 2). A BALE- Comp 2 foi criada a partir da BALE Comp e dentre os seus testesestão o Teste de Escrita por Ditado de Palavras para adultos (TEDP-2) e o Teste deCompetência de Leitura de Palavras para adultos (TCLP-2). Um estudo preliminar já foiconduzido, mostrando a eficiência da bateria de distinguir adultos com dislexia de bonsleitores (PINTO et al., 2008). Assim, foi comparado o desempenho de 20 universitários bonsleitores com 3 adultos com diagnostico de dislexia. Observou que os bons leitores, tiveramuma pontuação maior, e levaram menos tempo para a execução dos testes, comparadoscom o grupo de disléxicos.Outro instrumento muito utilizado na avaliação de leitura e escrita que pode ser aplicadojuntamente com a BALE-Comp, é a Prova de Consciência Fonológica (PCF), desenvolvidapor Capovilla & Capovilla (2000). Ela consiste de um teste com 7 blocos de 7 perguntas queavaliam a habilidade de consciência fonológica como: rima, aliteração, subtração silábica,subtração fonêmica, adição silábica, adição fonêmica e inversão de fonemas. Assim como aBALE- Comp, a PCF apresenta um efeito teto em crianças do 5° ano do ensino fundamental.A PCF também ganhou uma versão voltada para avaliação de adultos e adolescentes, aProva de Consciência Fonológica para Adultos 2 (PCF-2). Para sua criação os itens do testeforam modificados com a inclusão de alternativas que exigem maiores habilidadesdiscriminativas. Em estudo preliminar, resultados obtidos com a utilização da PCF-2 revelouque adultos bons leitores obtiveram pontuações mais altas do que os disléxicos (PINTO etAL, 2008). Embora estes estudos preliminares tenham apresentado resultados animadores,a realização de estudos de validação da BALE-Comp 2 e da PCF-2 são ainda necessários. 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana MackenzieAs etapas para a construção de instrumentos para avaliação de habilidades cognitivas são:validação, precisão e padronização. A validade é a capacidade do teste de medir aquilo queele se propõe, o que envolve varias analises dos itens de seu teste, para verificar se estesestão de acordo com a teoria (ANASTASI, 2003). Uma das evidencias da validade pode serobtido através da conseqüência da testagem, ou seja, da comprovação que o instrumento écapaz de fazer um diagnostico preciso ou sugerir uma intervenção adequada(AERA;APA;NCME, 1999).Outra forma de garantir a validade de um instrumento, é verificara relação entre seus resultados e um critério externo, que pode ser de diferentes variáveis,como: idade, escolaridade e gênero ( ANASTASI; URBINA 2000).MÉTODOSujeitosParticiparam do estudos 100 adultos, 40 do sexo masculino e 60 do sexo femininorecrutados entre os alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A idade média foi de21,85 anos.Os critérios de exclusão foram históricos de problemas psiquiátricos e de dificuldades deaprendizagem da leitura e escrita, verificados através de entrevistas previas.Instrumentos e ProcedimentoAs avaliações ocorreram em uma sala do Laboratório de Neurociências cognitivas e sociaisda Universidade Presbiteriana Mackenzie, todos os sujeitos assinaram o termo deconsentimento livre e esclarecido, previamente aprovado pelo Comitê de Ética daUniversidade.Instrumento de avaliação de leitura e escrita:BALE- Comp2, que consiste nos testes:TEDP-2: Teste de Escrita por Ditado de Palavras para Adultos. Avalia a habilidade deescrita de palavras irregulares que dependem do uso de regras ortográficas adequadas. 50palavras são ditadas e o sujeito deve digitá-las. As palavras são divididas em sobestes comas seguintes características: palavras regras, regulares, irregulares, trocas fonológicas etrocas visuais.TCLP-2: Teste de Competência de Leitura de Palavras para Adultos. Ele é composto de 80itens, que são formados por pares que envolvem uma palavra falada e outra escrita, 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011podendo ser ou não congruente. Pares congruentes são aqueles em que a palavra falada ea escrita são as mesmas. Já as incongruentes são de 4 tipos: palavra escrita com trocasvisuais de posição da letra na palavra (ex: /texturizavle/ para a palavra falada /texturizável/);omissão de letra (ex: /efervesente/ para a palavra falada /efervescente/), troca fonológica(ex: /envestiado/ para a palavra falada /enfestiado/), palavras pseudo-homófonas (ex:/gibóia/ para a palavra falada /jibóia/), palavras com confusão visual de letras (ex:/guermesse/ para a palavra falada /quermesse.PCF-2: Prova de Consciência Fonológica-2, que consiste de um teste com 9 blocos de 5perguntas que avaliam a habilidade de consciência fonológica. As categorias avaliadas são:rima, aliteração, subtração silábica, subtração fonêmica, adição silábica, adição fonêmica einversão de fonemas.RESULTADOS E DISCUSSÃOA fim de caracterizar o desempenho dos participantes nas 3 provas, a tabela 1 descreve onúmero médio de acertos e tempo em segundos para os três testes da BALE- Comp2. N Média Desv. Padrão Mínimo Máximo TEDP2-Acertos 100 34,83 9,069 2 49 TEDP2-Tempo 100 6,57 2,27 3,38 16,51 TCLP2-Acertos 100 63,74 13,065 31 78 TCLP2-Tempo 100 1,14 0,39 0,60 2,14 PCF2-Acertos 100 39,82 3,37 27 45 PCF2-Tempo 100 15,80 1,83 12,11 21,89Resultados mostram que a pontuação média no TEDP-2 foi de 34,83 pontos, com desviopadrão de 9,17. Assim, como a pontuação máxima era de 50 pontos, a pontuação médiaobtida foi 15 pontos menores do que o máximo. Tais resultados indicam que a prova foirelativamente fácil para os sujeitos. Os participantes levaram, em média, 6,57 segundospara dar a resposta ao item. As estatísticas descritivas do TCLP2 indicam que a pontuaçãomédia foi de 63,74 pontos, com variação entre 31 e 78 acertos. Assim, nenhum participantefoi capaz de acertar os 80 itens que compõem o teste. O tempo médio para responder umitem do teste foi de 1,14 segundos, com variação entre 0,60 segundos e 2,14 segundos. Porfim, a pontuação média na PCF2 foi de 39,82 itens respondidos corretamente, sendo que apontuação variou de 27 a 45, sendo que apenas 5 participantes acertaram todos os itens.Em suma, os valores médios obtidos, bem como o número máximo de acertos em cada umdos testes, sugere boa adequação dos instrumentos para avaliação de universitários. 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana MackenzieAnálise dos subitens do TEDP-2 foi conduzida, a fim de verificar efeito diferencial do tipo deitem para o número de acertos. ANOVA de medidas repetidas revelou efeito principal para otipo de item (F[4,396]=65,451; p<0,001). Teste post hoc LSD indica que os itens Regulares(M=8,45; dp= 1,69 ) e Regras (M=8,24; dp= 1,95) foram mais fáceis que os demais. Os itensirregulares (m= 6,890; dp= 2,79) foram mais fáceis que os Pseudo Homófonos (m=5,330;dp=2,42) e Troca Visual (m=5,920; dp=2,79). O Gráfico 1 ilustra os valores médios deacertos para cada um dos subitens do TEDP-2. Grafico1: Media da pontuação dos sub-testes do TEDP-2Análise dos subitens do TCLP-2 foi conduzida, a fim de verificar efeito diferencial do tipo deitem para o número de acertos. ANOVA de medidas repetidas revelou efeito principal para otipo de item (F[3,297]=84,382; p<0,001). Teste post hoc LSD indica que os itens TVP(M=17,28 ; dp=2,70) e TVI (M=16,90; dp= 3,87) foram mais fáceis que os demais. Já ositens TF (m= 15,22; dp= 3,56) foram mais fáceis que os Omissão (m=14,34; dp=3,81), que,portanto, foram os mais difíceis que todos. O Gráfico 2 ilustra os valores médios de acertospara cada um dos subitens do TCLP-2. 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Grafico2: Media da pontuação dos sub-testes do TCLP-2Por fim, foram conduzidas análise dos subitens do PCF-2, a fim de verificar efeito diferencialdo tipo de item para o número de acertos. ANOVA de medidas repetidas revelou efeitoprincipal para o tipo de item (F[8,792]=52,640; p<0,001). Teste post hoc LSD mostra que oitens mais difíceis foram os que envolviam trocadilho. Os itens mais fáceis foram os queenvolviam síntese fonêmica e silábica, troca silábica e aliteração. O Gráfico 3 ilustra odesempenho nos subtestes da PCF-2. Tais resultados indicam, de modo geral, os itensforam relativamente fáceis para os sujeitos. Grafico1: Media da pontuação dos sub-testes do PCF-2 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana MackenzieTeste de Pearson foi conduzido para verificar correlação entre as 3 provas da BALE-Comp2.A Tabela 2 apresenta os valores de correlação e de dignificância. Assim, só foramobservadas correlações positivas entre o TEDP2 e a PCF2 (r=0,473; p=0,001). A ausênciade efeito de correlação pode ser explicado pelo efeito teto, pois alguns itens da prova foramfáceis para os universitários. A fim de verificar esta hipótese, novas análises foramconduzidas a partir da exclusão dos itens pouco discriminativos.Tabela 2. Correlação de Pearson para o número de acertos das 3 provas da BALE-Comp2 Acerto – TEDP2 Acerto –TCLP2 Acerto – PCF2 Acerto – TEDP2 Correlação 1 ,181 ,473(**) Sig. ,071 ,000 N 100 100 Acerto –TCLP2 Correlação 1 ,169 Sig. ,093 N 100 Acerto – PCF2 Coorelação 1 Sig N** Correlation is significant at the 0.01 level (2-tailed).Análise foi refeita, considerando o TEDP2, mas excluindo sub-itens pouco discriminativos daTCLP2 e da PCF2. Assim, foram excluídos os seguintes itens TVP e TFP do TCLP2 e ositens rima, aliteração, adição silábica e subtração silábica da PCF2. Estes itens foramexcluídos por apresentarem baixa correlação em função do efeito teto. Assim, houveaumento na correlação do TEDP2 com o TCLP2 (r=0,217; p= 0,032) e com a PCF2(r=0,511; p=0,000), bem como correlação do TCLP2 com a PCF2 (r=0,248; p=0,013).Em suma, as provas que compõem a BALE-Comp2 podem apresentar grande potencialpara avaliação destes outros grupos, bem como universitários com queixa de dificuldadesde aprendizagem que estão incluídos no ensino superior. Assim, estudos futuros podem serconduzidos com a aplicação das provas em adolescentes do ensino médio, adultos emalfabetização e não universitários. 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011CONCLUSÃOAssim, foi encontrada evidencia de validade das 3 provas que compõem a Bale comp2, 1. A Validade de Constructo foi confirmada com a diferença de pontuação encontrado entre os, explicados por fundamentação teórica. Os itens esperados teoricamente como os mais difíceis, o que de fato ocorreu. 2. A Validade convergente foi verificada pela correlação entre as provas, principalmente quando excluído os itens que apresentavam efeito teto.A BALE-comp2 pode ser usada para avaliação de leitura e escrita em jovens e adultos,aumentando o alcance de avaliação da BALE-comp. A bateria de testes mostrou eficiênciana avaliação de leitura e escrita, sendo encontrado evidencias que lhe garante a validade.Assim atendeu as etapas básicas nos procedimentos empíricos descritos por ANASTASI(2000). O próximo passo seria aumentar o tamanho e a variedade da amostra para garantirà uniformidade de aplicação e avaliação do teste, para poder garantir o alcance e a precisãodo instrumento validando os escores.REFERÊNCIASAERA, APA e NMCE – American Educational Research Association, AmericanPsychological Association & National Council on Measurement in Education. Standards foreducational and psychological testing. New York: American Educational ResearchAssociation, 1999.ANASTASI, A., URBINA, S. Testagem Psicológica. 7 ed Porto Alegre:Artes Médicas, 200.ANASTASI, A. Testes Psicológicos. São Paulo: EPU, 2003..BENNETT, R.E.. Inexorable and inevitable: The continuing story of technology andassessment. Journal of Technology, Learning and Assessment 1(1). Disponível em: http://escholarship.bc.edu/jtla/ vol1 /1. / 2002.CARDOSO-MARTINS, C. Desenvolvimento das Habilidades de Leitura e Escrita. In:FUENTES, D., MALLOY-DINIZ, L.F., CAMARGO, C.H.P., COSENZA, R.M. (Org).Neuropsicologia: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2008.CAPOVILLA, A.G.S. & CAPOVILLA, F. C. Efeitos do treino de consciência fonológica emcrianças com baixo nível socioeconômico. Psicologia: Reflexão e crítica. São Paulo, ano 13,n.1, p.7-24, janeiro 2000. 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana MackenzieCAPOVILLA, A. G. S & CAPOVILLA, F. C. Alfabetização: método fônico. São Paulo:Memnon Edições Científicas, 2002.CAPOVILLA, A.G.S; DIAS, N.M, TREVISAN, B.T, CAPOVILLA, F.C., REZENDE, M.C.A.,ANDERY, M.A.A., LOPES, F. Avaliação de leitura em crianças disléxica:Teste deCompetência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras. In CAPOVILLA, A.G.S,CAPOVILLA, F.C (ORG) . Teoria e pesquisa em Avaliação.São Paulo. Memnon, p. 36- 44,2007.CAPOVILLA, A.G.S. & CAPOVILLA, F. C., MACEDO, E., DIANA, C. Alfabetização fônicacomputadorizada. [CD-ROM]. São Paulo: Memnom. 2005.CAPOVILA, A. G. S.; MACHALOUS, N.; CAPOVILLA, F. C. Efeito das ortografiasPortuguesa e Alemã sobre as estratégias de leitura em crianças bilíngües. In: Tecnologia de(Re) habilitação cognitiva. São Paulo: Centro Universitário São Camilo, p.137-154, 2002CAPOVILA, A. G. S.; MACHALOUS, N.; CAPOVILLA, F. C.Leitura em crianças bilíngües:Uso das rotas fonológicas e lexical em português e alemão. In:MALUF, M. R.(org).Metalinguagem e aquisição da escrita. Contribuições da pesquisa para a pratica daalfabetização. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003DICHI, R.K.; MACEDO, E. C Tradução e adaptação cultural da bateria de avaliação deleitura e escrita para língua hebraica In: V Jornada de Iniciação Científica PIBIC e PIVIC,2009, São Paulo. V Jornada de Iniciação Científica PIBIC e PIVIC. São Paulo: EditoraMackenzie, 2009.GREGÓIRE, J., PIÉRART, B. et al. Avaliação dos problemas de leitura: os novos modelosteóricos e suas implicações diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas. 1997.GUIMARÃES, S.R.K. Dificuldades no Desenvolvimento da Lectoescrita: O Papel dasHabilidades Metalingüísticas. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Brasília, ano 19, n.1, p.33-45,fevereiro 2003.KURIYAMA, C. T. Tradução e adaptação da Bateria de avaliação de leitura e escrita (BALE)em Hiragana. 2007. 2008 f. Dissertação apresentada no programa de Distúrbios doDesenvolvimento, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2007.LUKASOVA, K. Alterações fonológicas e motoras na dislexia de desenvolvimento. 2006. 116f. Dissertação apresentada no programa de Distúrbios do Desenvolvimento, UniversidadePresbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2006.OGUSUKO, M. T.; MACEDO, E. C. Aquisição das habilidades de leitura e escrita em adultosno processo de alfabetização: estudo do padrão dos movimentos oculares. In: III Jornada de 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Iniciação Científica PIBIC e PIVIC, 2007, São Paulo. III Jornada de Iniciação Científica PIBICe PIVIC. São Paulo: Editora Mackenzie, 2007.PINTO, I. S.; MACEDO; E. C. LUKASOVA, K; OLIVEIRA, D. G.; ZANIN L. L. Adaptação deuma bateria informatizada de leitura e escrita para avaliação de adultos com e sem dislexiado desenvolvimento In: III Jornada do NPPI, 2008, São Paulo. III Jornada do NPPI, 2008,São Paulo,2008SINGLETON,C. ; HORNE, J.; SIMMONS, F; Computerised screening for dyslexia in :adultsJournal of Research in Reading, ISSN 0141-0423 DOI: 10.1111/j.1467-9817.2008.01386.x Volume 32, Issue 1, 2009, pp 137–152Contato: ivansilvasp@Hotmail.com e elizeumacedo@uol.com.br 12

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