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Cessari moara

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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.

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Cessari moara

  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieO HIBRIDISMO LINGUISTICO E A PERSUASÃO NAS MARCAS CULTURAIS DOPAQUISTÃO NA PUBLICIDADE DA COCA COLACessari Moara Beltrame (IC) e Mariza de Fatima Reis (Orientadora).Apoio: PIVIC MackenzieResumoEsse artigo apresenta o desenvolvimento e os resultados da pesquisa em torno do hibridismolingüístico como estratégia de persuasão aplicada em quatro peças publicitárias da Coca-Colaveiculadas em 2008 no Paquistão, a pesquisa teve como objetivo principal o estudo do hibridismoentre os idiomas inglês e urdu, idioma oficial paquistanês com o inglês, idioma herdado dacolonização britânica, nas peças foram utilizadas diferentes imagens de um costume Paquistanêschamado truck art e o idioma urdu mesclado com o tradicional slogan da marca In the coke side of lifena tentativa de aproxima o possível consumidor da marca, no discurso da propaganda o uso dalíngua como um meio de conexão com os valores paquistaneses, e o conceito do hibridismo na pós-modernidade representado pela utilização do urdu, exemplificam como se pode estabelecer umarelação de consumo eficiente, os recursos de convencimento utilizados pela marca foram evidentes econtribuirão para a construção desse estudo, no panorama midiático em que vivemos a propagandase posiciona de maneira versátil e convincente para posicionar-se com destaque no cenário mundiala marca tem que cada dia mais segmentar a propaganda para diversos públicos, minorias essas quesão inseridas na dinâmica de consumo para não denegar a sua importância.Palavras chave: hibridismo linguístico, identidade e persuasão.AbstractThis article present the development and results of research on linguist hybridism as a strategy ofpersuasion applied to four advertisements for Coca Cola conveyed in 2008 in Pakistan, the researchhad as main objective the study of hybridization between English and Urdu, Pakistans officiallanguage with English language inherited from British rule in parts have used different images of acustom truck called Pakistani Urdu language and art merged with the traditional slogan of the brand Inthe Coke side of life in an attempt to approach the potential consumer brand in the discourse ofadvertising the use of language as a means of connecting with the values Pakistanis, and the conceptof hybridity in post-modernity represented by the use of Urdu, exemplifies how one can establish arelationship of efficient consumption, the resources of persuasion used by the brand were evident andcontribute to the construction of this study, the media landscape we live in the advertisement ispositioned so versatile and convincing to position itself on the global stage with a brand that hasincreasingly target advertising to different audiences , those minorities that are inserted in thedynamics of consumption not to deny its importance.Key-words: linguistic hybridism, identity and persuasion. 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOAs propagandas da Coca Cola sempre têm grande repercussão na mídia, pois abordamassuntos como felicidade, superação e no caso das peças veiculadas em 2008 noPaquistão, fazem utilização da sensação de pertencimento, driblam a sensação deestranheza da relação EUA e Paquistão com a adequação da mensagem publicitária.Avaliar a colocação da Coca Cola no Paquistão através da utilização do hibridismolinguístico na propaganda.REFERENCIAL TEÓRICOOs três principais elementos do processo de comunicação são interdependentes e oresultado desse processo só pode ser notado quando “envolve na sua essência umpropósito (ainda que geneticamente programado) que é o de um ser influenciar outro,modificar seu pensamento, obter uma resposta” (PEREIRA, 2005) no caso da publicidade daCoca Cola no Paquistão o propósito da comunicação publicitária seria o consumo e aaceitação da marca de refrigerantes pelo povo Paquistanês.A propaganda em tais países é influenciada pelas relações comerciais dos mesmos com asgrandes corporações “Há também alguns produtos que ainda não eram conhecidos naépoca de Dário. Mercadorias contrabandeadas como cigarros de nomes exóticos comoPleasure, Wave ou Pine e Coca-Cola pirata do Paquistão” (SEIERSTAD, 2009, p.94)O Paquistão é um dos dois Estados criados com a dissolução do Império Britânico na Índia,em 1947, com cerca de 800 km² de extensão, pouco menos que a Região Sudeste do Brasile aproximadamente 140 milhões de habitantes. O Paquistão tem um papel importante nocontexto geopolítico do subcontinente Indiano e das áreas adjacentes.Em termos de Hibridismo lingüístico faz se necessário ressaltar a introdução do idiomaURDU à propaganda da Coca-Cola, mesclando o slogan em inglês com expressões noidioma Paquistanês, a propaganda tem a intenção de conquistar o público-alvo procurando aresposta positiva que será emitida pelo receptor da mensagem. Trata-se de uma estratégiaque busca alcançar o público pelo que ele está acostumado a ver, adequando a mensagemao contexto do receptor.Segundo BURKE (2007) o urdu é originário de uma mistura do vernáculo local com palavraspersas, onde a base gramatical era nativa, e a superestrutura em grande parte estrangeira.Dessa forma, as ramificações que compõe o Urdu eliminam qualquer mito de que a línguatenha pura e simplesmente uma única origem, devido à complexidade e a multiplicidade deexpressões, faz-se necessário o emprego de expressões de diversas origens, ainda para o 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana Mackenzieautor, o movimento de adoção da língua intrusa é lento e gradual, porém comoconsequência da adoção dessa língua, o individuo ficara exposto a um novo idioma e a umanova e atraente cultura, tal adoção é possibilitada pelo fato de que a pós-modernidadefragmentou a identidade do sujeito fazendo com que ele ficasse apto a novos conceitos ecostumes.A utilização do Urdu é um instrumento de persuasão da marca para com o públicoconsumidor, levando em consideração que são muitas as interpretações de uma mesmamensagem já que essa está diretamente ligada ao repertório do receptor, a Coca-Cola,maior empresa de refrigerantes do mundo que vende cerda de um bilhão de doses dabebida por dia, teve uma atenção especial ao criar peças publicitárias para serem veiculadasno Paquistão em 2008. A empresa fez uso de um costume Paquistanês conhecido como“truck art” (arte de caminhão), é tradição no Paquistão as pessoas customizarem seuscaminhões como forma de manifestação artística; mesclando expressões escritas em urduao slogan em inglês.Já que a homogeinidde cultural está se dissipando e consequentemente esse sujieto podeabsorver coisas novas, pois não há mais um sujeito unificado e linear, é necessário que oemissor esteja atento ao conteúdo da mensagem para que a mensagem faça parte dorepertório do mesmo. Compete ao entendimento do indivíduo Paquistanês o inglês comoidioma oficial, herança da colonização inglesa, no entanto a utilização do urdu napropaganda tem por finalidade não exclusivamente comunicar, mas fazer com que a marcase torne familiar aos valores culturais do indivíduo.Por ter como base a comunicação, a propaganda propõe a utilização da reflexão daidentidade do público para a construção de um processo de identificação, baseado emcomponentes como gênero, raça, classe e cultura nacional com o objetivo de unificar aidentidade cultural para representá-los como parte de uma mesma grande família nacional(Hall, 2005).A persuasão como procedimento necessário na dinâmica de consumo implica no domínio doprocesso de comunicação, dos modos de argumentar e das formas de linguagem. Se as palavras, por exemplo, possuem dimensões mais ou menos neutras quando estão em situação de dicionário, ao se contextualizarem, passam a expandir valores, pré-conceitos. As palavras no contexto perdem sua neutralidade e passam a indicar aquilo a que chamamos propriamente de ideologia (CITELLI, 2006 p. 31)No âmbito da propaganda a ideologia está ligada ao pertencimento, determinado individuofaz parte de um grupo no qual ele baseia suas preferências, grupo esse que pode ser 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011religioso, cultural, geográfico entre muitos outros e então a marca tenta contextualizar suapropaganda as preferências desse individuo, se insere no grupo, mostra que conhece oscostumes e consequentemente tenta explicitar que se preocupa com o consumidor. O conteúdo de um meio é como a “bola” de carne que o assaltante leva consigo para distrair o cão de guarda de mente. O efeito de um meio se torna mais forte e intenso justamente porque o seu conteúdo é um outro meio. O conteúdo de um filme é um romance, uma peça ou uma ópera. O efeito da forma fílmica não está relacionado ao conteúdo do seu programa. O Conteúdo da escrita ou da imprensa é a fala, mas o leitor permanece quase que inteiramente inconsciente, seja em relação à palavra impressa, seja em relação à palavra falada. (MCLUHAN, 2002, p. 33)Levando-se em consideração o pensamento de MCLUHAN o fato de a Coca-Cola veicularpeças que exaltam a cultura Paquistanesa e o idioma URDU, trazendo na peça também apropaganda da marca, quase que como elemento secundário; essa exaltação da culturanacional seria a “bola” de carne usada pela empresa para distrair o cão de guarda da mentedo receptor, o conceito que o receptor tem da língua inglesa, as percepções que ele tem damarca e da mensagem e trazê-lo para um universo mais simpático à aquele produto, autilização do Urdu pode ser considerada um instrumento híbrido de persuasão, pois amensagem adequada ao entendimento do público-alvo tem por objetivo se tornar maiseficiente, pois, para haver comunicação não basta existirem um emissor, uma mensagem eum receptor, é necessário haver entendimento. A Língua como código de uma instituição social é então, praticamente, a linguagem menos a Fala, representando um sistema de valores. Como instituição social, ela não é absolutamente um ato, escapa a qualquer premeditação; é a parte social da linguagem; o indivíduo não pode sozinho, nem criá-la nem modificá-la. Trata-se essencialmente de um contrato coletivo ao qual temos de submeter-nos em bloco se quisermos comunicar (...) (BARTHES, 1977, p. 18)Quando o autor faz referencia ao termo submeter-nos que no português significa Sujeitar;obrigar; subjugar. Ele exemplifica a relação da propaganda com o público consumidor,pensando em se aproximar do público a marca utiliza o principal idioma do país, o que setorna um fato a ser destacado, pois o inglês, língua oficial do país de origem da marca osEstados Unidos da América, poderia ser utilizada no Paquistão, porque é o idioma oficial e opaís possui um histórico de colonização inglesa, portanto o idioma é de conhecimento detodos, se não da grande maioria, porém a marca faz utilização de um idioma individual e quetraz consigo toda a identidade de um povo. Há um esforço da marca para se aproximar doconsumidor paquistanes, ela poderia simplesmente utilizar o ingles nas peças, porém o 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana Mackenzieingles traz para os paquistaneses as lembranças do colonialismo Inglês, da luta pelaindependencia e até algo que faz referencia a chamada “guerra ao terror” estabelecida pelosEUA contra os países islamicos após o 11 de setembro de 2001, temos então umcontraponto, quando Bhabha (2005) diz que a aceitação do novo ocasiona a “subversão daidentidade pura”.BARTHES (1977) exemplifica a relação contrária, dizendo que a comunicação é baseada naaceitação do emissor em adequar a mensagem ao receptor, nesse caso essa aceitaçãoimplica na análise do ambiente cultural do receptor, pode-se falar inglês com todo mundo,porém não são todas as pessoas que o entendem.Comunicar é condição necessária, mas não suficiente. É preciso ainda satisfazer outrascondições. Uma delas é a sintonia, a conexão que deve existir entre emissor, mensagem ereceptor deve ser eficiente.BHABHA (2005) também discute os conceitos de homogeneidade da Identidade Nacional,confirmando assim os conceitos do Hibridismo cultural. A identidade cultural não pode sersingular já que a diversidade cultural é global e o deslocamento de identidade é constante,tal identidade é construída na representação de uma cultura, uma fôrma na qual foiconstruída uma concepção de que o individuo pertence a algo maior. Assim ao invés de identidade como uma coisa acabada, deveríamos falar de identificação, e vê-la como um processo em andamento. A identidade surge não tanto da plenitude da identidade que já está dentro de nós como indivíduos, mas de uma falta de inteireza que é “preenchida” a partir de nosso exterior, pelas formas através das quais nós imaginamos ser vistos por outros. (HALL, 2005, P.39).Quando a cultura é colocada em destaque sabe-se que todos os componentes da mesmasao considerados, e o principal componente de sua cultura e seu idioma, e a lingua que faza ligacao de pertencimente entre o individuo e seu pais.É importante sinalizar a força que a identidade nacional exerce sobre o indivíduo, pois dianteda proporção das mudanças na pós-modernidade a sensação de pertencimento para oindividuo é fundamental e indispensável. Mesmo no caso de um país como o Paquistão queapresenta uma conotação internacional negativa, já que nos remete ao terrorismo e a guerraestas possibilidades de persuasão são consideradas pela marca que está objetiva inseririseu produto, como no caso da Coca Cola a abertura desse mercado para o mundo se devea globalizacao fato esse que reflete a corrida das grandes marcas no mercado econômicopelos fatores impulsionastes no processo de aceitação de novos produtos de consumo; jáque as sociedades modernas são sociedades de mudança constante, rápida e permanente; 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011e o uso dessa nova língua faz a conexão com outros valores, isso permite a Coca Colainserir na realidade Paquistanesa um produto americano. Em qualquer sociedade razoavelmente complexa, ainda que pré-nacional, sob demorada ocupação estrangeira, pode-se esperar um movimento lento e gradual no sentido da adoção da lingua intrusa. Aprendê-la pode criar muitas oportunidades, especialmente para os instruidos. São as camadas mais altas do povo conquistado, principalmente entre os que moram nas cidades, que farão a mudança primeira, sobretudo se o novo idioma for acompanhado por uma nova e atraente cultura (BHABHA, pg.263 2007)A evolução e as mudanças ocorridas ao longo dos anos são os principais fatores quefundam e originam diferenças e discriminações. Pensando na “priorização das minorias” enos conflitos sociais BHABHA (2007) nos mostra que ao desenvolver um trabalhopublicitário voltado para um país com uma conotação diplomática negativa a intenção éressaltar a importância do consumo dessas minorias, podemos também pensar que oconceito de uma sociedade extensa e com características homogêneas não pode ser levadoem consideração quando falamos de comunicar, já que cada indivíduo carrega consigo suaspreferências e características.A adequação da mensagem à realidade do público-alvo tem por objetivo facilitar aaproximação entre emissor e receptor adequando corretamente o conteúdo da mensagem,pois quando outra cultura tida como invasora é colocada em evidência, como no caso dainvasão da cultura paquistanesa pela americana, instituiu-se no povo Paquistanês um olharde defesa ideológica, portanto é do interesse da marca que o idioma possa se tornar ummediador de interesses, o urdu utilizado pelo receptor faz a diplomacia entre emissor ereceptor, sabe-se que o forte posicionamento da Coca-Cola em todo o mundo estabeleceum dos principais acontecimentos da propaganda no mundo, tal desempenho reflete oinvestimento da marca em comunicação que combinada a estratégias de marketing sãonotoriamente eficazes em grande parte do mundo e quando a marca exalta a culturaPaquistanesa ela leva em consideração o pensamento das identidades marcadas peladiferença, que dependem dessa diferença para se afirmar, acabando com a essência da“identidade pura” segundo BHABHA (2007) que também diz que o hibridismo é uma ameaçaà “soberania cultural”, pois com a aceitação do novo desfaz-se a unidade, a singularidade dalíngua e da cultura e abre-se um espaço para a subversão da identidade pura, quando oautor propõe que a nação seja pensada de fora para dentro, pensa-se primeiro nas minoriasmarginais e depois no todo conciso, a conclusão que podemos ter é que a importância dacaracterística de uma nação está nas pequenas diferenças. 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana MackenzieA mudança a qual a cultura é submetida pode condiciona-la a uma condição de perda deidentidade, pois quando uma cultura é inundada com outros conceitos perde-se a identidadeúnica e principal tornando-a pulverizada por muitas outras culturas das minorias, talacontecimento pode ser descrito como subversão da cultura nacional que é um fenômenoproveniente da evolução, a comunicação e as novas tecnologias facilitam o acesso daspessoas às informações que até então só poderiam ser encontradas em determinadoslugares e só estavam disponíveis em versões físicas, o que dificultava o acesso as mesmas,a internet faz a democratização das culturas, possibilitando que indivíduos que até entãoeram imersos em suas culturas planificadas se misturem aos outros costumes e até mesmotragam para suas vidas diferentes identidades convivendo em um mesmo contexto, segundoHALL (2005) a pós modernidade ocasionou o surgimento de identidades híbridas.A Linguagem como instrumento de comunicação é parte fundamental da mensagempublicitária, porém a fragmentação do indivíduo pós-moderno faz com que a linguagemutilizada seja ao mesmo tempo inteligível e tenha as características culturais do receptor.Segundo Hall “As nações modernas são, todas, híbridos culturais (HALL, 2005)Retomando o conceito de globalização de Stuart Hall, (2005) procura-se neste trabalhoestabelecer uma relação entre o público alvo, os paquistaneses e a mensagem quejuntamente com o slogan vem escrita em Urdu. No mundo moderno, as culturas nacionais em que nascemos se constituem em uma das principais fontes de identidade cultural. Ao nos definirmos, algumas vezes dizemos que somos ingleses ou galeses ou indianos ou jamaicanos. Obviamente, ao fazer isso estamos falando de forma metafórica. Essas identidades não estão literalmente impressas em nossos genes. Entretanto, nós efetivamente pensamos nelas como se fossem parte de nossa natureza essencial (HALL, 2005 p. 47)Na tentativa de criar unidade, a cultura que é comum a todos tem o intuito de unificar aidentidade nacional, criando no indivíduo a sensação de pertencimento, conduz as diversascaracterísticas de determinada identidade a uma única característica, buscando diminuir aspartes ruins da pós-modernidade, busa-se a integração no ambiente cultural pós-moderno,porque com a mudanã do processo de identificação as identidades híbridas estão tomandoo lugar das antigas identidades nacionais (HALL, 2005).Com o dissolvimento das antigas identidades nacionais uniformes, abre-se espaço para quea cultura nacional seja invadida por novos costumes, crenças e até mesmo uma novalíngua, o surgimento das identidades híbridas desfaz a unidade nacional. 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Reconstruir o discurso da diferença cultural exige não apenas uma mudança de conteúdos e símbolos culturais; uma substituição dentro da mesma moldura temporal de repersentação nunca é adequada. Isto demanda uma revisão radical da temporalidade social na qual histórias emergentes possam ser escritas; demanda também a rearticulação do "signo" no qual se possam inscrever identidades culturais (BHABHA, pg.240 2007)Todos os processos de mudanca que envolvem uma traducao da cultura representam umaforma complexa de significacao, pois a cultura nao se resume a unidade da mesma, écomposta e influenciada pelas mudanças naturais que ocorrem na sociedade, SegundoRAJA (2003) a identidade do sujeito é complexa se pensada em processo de (re) construçãoconstante. Individualidade, em nossa cultura está vinculada a sobrevivência, portandopodemos pensar que a identidade é o que norteia nossa existência.MÉTODOComo metodologia para este projeto foi realizado um levantamento bibliográfico através daabordagem qualitativa sobre conceitos a respeito da representação dos valores culturais naslinguagens verbal e visual das estratégias persuasivas de comunicação publicitária e daimportância do hibridismo cultural na pós-modernidade como conseqüência da globalização.Levantamento teórico este que a seguir foi aplicado na análise das traduções das peçasveiculadas em 2008 no Paquistão.RESULTADOS E DISCUSSÃONas peças podemos notar uma composição diferente do layout habitual das propagandas damarca, a identidade visual do truck art é trabalhada como cartão de visitas da peça, as corese os elementos fazem parte do referencial dos Paquistaneses, tais elementos sãocorriqueiros no dia a dia do povo e todos esses elementos visuais saem de dentro dagarrafa de Coca-Cola mostrando que o refrigerante pode te oferecer um mundo deidentificação, também temos o URDU como idioma de destaque na composição da“chamada” verbal da peça, trabalhando conceitos como estilo, identidade e caminho, todosrelacionados à formação e a cultura desses indivíduos.Faz-se prudente a análise da abordagem da marca com relação ao povo Paquistanês por setratar de países que tem entre si uma relação diplomática estremecida por questõesculturais e de conflito, pois conforme as sociedades evoluem, o mundo no âmbito daevolução social, atua para fornecer a integração de culturas divergentes, possibilitando o 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana Mackenzieconhecimento dos costumes para que esses não sejam suplantados pelas transaçõescomerciais estabelecidas através da cultura.Os slogans levantam questões relacionadas a identidade e ao pertencimento. A utilizaçãodo hibridismo lingüístico atua no imaginário social, fazendo com que o URDU seja arepresentação da identidade lingüística na propaganda da Coca-Cola no Paquistão, aideologia dos indivíduos nos direciona ao fato de que tais grupos têm em comum anacionalidade, Refresque o seu estilo no lado Coca-Cola da vida, nos remete aindividualidade, significa que coisas boas acontecem no lado Coca Cola da vida, Reconheçaa sua identidade no lado Coca-Cola da vida, resume todo o interesse da pesquisa quandoune na mesma chamada publicitária identidade e reconhecimento, pois é isso que oindividuo quer ao consumir a marca, quer se sentir percebido, ser reconhecido como ela, “Omeu caminho está no lado Coca-Cola da vida”, o leva a pensar que ela faz parte de suavida. Figura 1: Hai apna: sua, seu. Texto original: Fresh hai opna style on the coke side of life Tradução sugerida inglês: Fresh you style on the Coke side of life Tradução sugerida português: Refresque o seu estilo no lado Coca-Cola da vida 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 2: Apni pehchaan: recognize your identity Tradução original: Celebrate apni pehchaan on the Coke side of life Tradução sugeridal ingles: Recognize your identity on the Coke side of lifeTexto sugerido português: Reconheça a sua identidade no lado Coca-Cola da vida 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 3: Naye hain apnay raastay: my way is the,their way Texto original: Naye hain apnay raastay on the coke side of life Tradução sugerida inglês: My way is on the coke side of lifeTradução sugerida português: O meu caminho está no lado Coca-Cola da vida 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 4: Kartay hain: do Texto original: Kartay hain celebrate non-stop on the coke side of life Tradução sugerida inglês: Do celebrate non-stop on the coke side of my life Tradução sugerida português: Celebrar nunca para no lado Coca-Cola da vidaCONCLUSÃOA globalização e a corrida pelo topo da pirâmide econômica são fatores que impulsionam oprocesso de aceitação de novas culturas e idiomas, pois o uso da língua faz a conexão comos valores, pensando na compatibilidade da propaganda com o público nota-se a 12
  13. 13. Universidade Presbiteriana Mackenzieimportancia do idioma no universo do receptor, tal identidade diz respeito à aquilo que oindividuo conhece, convive e consequentemente aceita pra si, com a aplicação dessepensamento à pratica, busca- se a eficiência de comunicar com “simpatia”, eu possoentender o que voce diz em outros idiomas porém se voce disser no meu idioma eucontextualizo com mais facilidade a informação, é natural que o receptor absorva com maisfacilidade o que é comum à ele, o que não é imposto e sim naturalmente incorporado porele, como o idioma e a cultura nacional à qual ele pretence.REFERÊNCIASBARTHES, Roland Elementos da Semiologia, 14ª ed. São Paulo Ed. Cultrix, 1997BHABHA, Homi K. O Local da cultura, 2ª ed. Minas gerais, Ed. UFMG, 2005.BURKE, Peter Linguagem, Individuo e sociedade, 1ª ed. São Paulo Ed. Unesp, 1994.CITELII, Adilson Linguagem e Persuasão, São Paulo, 8ª ed, Ed. Ática, 200HALL, Stuart Identidade cultural na pós-modernidade 10 ª ed. Rio de Janeiro Ed. DP&A2005.KANAVILLIL, Rajagopalan Por uma lingüística critica: Linguagem, identidade e questãoética, São Paulo, Ed. Parábola, 2003.MCLUHAN, Marshall Os meios de comunicação como extensão do homem, 12 ª ed. SãoPaulo, Ed. Cultrix, 2002PEREIRA, José Haroldo Curso básico de teoria da comunicação, 3ª ed. Rio de JaneiroEd. Univercidade, 2005.VESTERGAARD, Torben A linguagem da propaganda São Paulo, Ed. Martins Fonte, 2000.Blog advertido São Paulo, disponível em: <http://adivertido.com/truck-art-do-paquistao-inspira-pecas-para-coca-cola/> Acesso em: 20 de set. 2009.Contato: ce_beltrame@hotmail.com e marizareis@mackenzie.br 13

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