Enfisema Pulmonar Deficiência da proteína  α 1  - antitripsina   (AAT)
Enfisema Pulmonar É um transtorno em que as estruturas dos pulmões conhecidas como alvéolos ou sacos aéreos incham-se de m...
Reconstrução tridimensional de uma tomografía computarizada (TC) de um paciente com deficiência severa de AAT. A enfisema,...
Sintomas <ul><ul><li>Perda da capacidade respiratória </li></ul></ul><ul><ul><li>Oxigenação insuficiente </li></ul></ul><u...
Causas <ul><ul><li>Infecções das vias aéreas </li></ul></ul><ul><ul><li>Tabagismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Poluição do a...
<ul><ul><li>O enfisema causado pela  deficiência da  α 1  – antitripsina (AAT)  surge em idade precoce, enquanto que, quan...
Deficiência de  α 1  – antitripsina (AAT)   <ul><li>A deficiência da  α 1  – antitripsina é  uma doença genética autossômi...
Deficiência de  α 1  – antitripsina (AAT)   <ul><li>O Alfa-1 se caracteriza por uns níveis no sangue muitos baixos ou inex...
Manifestações do Alfa-1 <ul><li>Asma com uma obstrução de fluxo de ar que não reverte completamente depois de um tratament...
Sinais e sintomas mais comuns da Alfa-1 <ul><li>Falta de ar em repouso ou ao realizar algum esforço </li></ul><ul><li>Fadi...
Classificação das variantes da deficiência de   α 1  - antitripsina   <ul><li>Níveis normais de antitripsina </li></ul><ul...
α 1  - Antitripsina   <ul><li>É uma glicoproteína de 52kDa sintetizada primariamente pelo fígado (hepatócitos) e codificad...
α 1  - Antitripsina   <ul><li>Inicialmente se denominou assim pela sua habilidade de inibir a tripsina pancreática </li></...
<ul><ul><li>Glicoproteína de cadeia polipeptídica única de 394 resíduos de aminoácidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Três dos...
Funções da  α 1  - antitripsina   <ul><li>  α 1  – antitripsina </li></ul>elastase neutrofílica   ( protease serina que é ...
Funções da  α 1  - antitripsina   A  α 1–antitripsina  também protege os tecidos em períodos de stress, como na inflamação.
  Medida da  α 1  – antitripsina <ul><ul><li>Pode-se medir a atividade antiproteolítica no plasma utilizando substratos si...
Conseqüências da mutação de Glu para Lys <ul><li>Mudança de um aminoácido ácido para um básico pode ser grave. </li></ul><...
Observações importantes <ul><ul><li>O tabagismo leva a uma deficiência de  α 1  – antitripsina  a partir da oxidação dos r...
Tratamento da Enfisema <ul><ul><li>A meta do tratamento é aliviar os sintomas do doente e prevenir a progressão da doença....
Tratamento da Enfisema <ul><ul><li>α 1  – antitripsina  recombinantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Muitos progressos foram f...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Enfisema Pulmonar

21.872 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
1 comentário
10 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
21.872
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
138
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
507
Comentários
1
Gostaram
10
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Enfisema Pulmonar

  1. 1. Enfisema Pulmonar Deficiência da proteína α 1 - antitripsina (AAT)
  2. 2. Enfisema Pulmonar É um transtorno em que as estruturas dos pulmões conhecidas como alvéolos ou sacos aéreos incham-se de maneira excessiva. Este inchamento excessivo promove a destruição das paredes alveolares, o que causa uma diminuição da função respiratória. Os síntomas precoces da enfisema incluem falta de ar e tosse .
  3. 3. Reconstrução tridimensional de uma tomografía computarizada (TC) de um paciente com deficiência severa de AAT. A enfisema, representada pelas áreas escuras, aparece predominantemente na zona inferior dos pulmões, tal como se assinala com as flechas . Enfisema Pulmonar
  4. 4. Sintomas <ul><ul><li>Perda da capacidade respiratória </li></ul></ul><ul><ul><li>Oxigenação insuficiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Chiado no peito </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacidade reduzida para exercícios físicos </li></ul></ul>
  5. 5. Causas <ul><ul><li>Infecções das vias aéreas </li></ul></ul><ul><ul><li>Tabagismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Poluição do ar </li></ul></ul><ul><ul><li>Herança genética caracterizada pela deficiência de uma proteína chamada α 1 – antitripsina (AAT) que pode também provocar doenças hepáticas. </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><ul><li>O enfisema causado pela deficiência da α 1 – antitripsina (AAT) surge em idade precoce, enquanto que, quando causado por outros fatores, como o tabagismo, ocorre em idades mais avançadas, após muitos anos de fumo . </li></ul></ul>A estreita relação entre a deficiência de AAT e o desenvolvimento de enfisema foi descrita pela primeira vez em 1963, por Laurell e Ericksson, que notaram a ausência da banda α 1 (alfa1) na eletroforese de proteínas. A principal função da AAT é de proteger os tecidos da elastase, enzima produzida pelos neutrófilos.
  7. 7. Deficiência de α 1 – antitripsina (AAT) <ul><li>A deficiência da α 1 – antitripsina é uma doença genética autossômica co-dominante. </li></ul><ul><li>Para que a doença se manifeste, é necessário que o indivíduo herde dois genes anormais – um do pai e outro da mãe. </li></ul>
  8. 8. Deficiência de α 1 – antitripsina (AAT) <ul><li>O Alfa-1 se caracteriza por uns níveis no sangue muitos baixos ou inexistentes de uma proteína chamada AAT (alfa-1 antitripsina) que é produzida pelo fígado. A função principal da AAT é de proteger o tecido pulmonar da inflamação ocasionada pelas infecções e pelos irritantes inalados, como a fumaça de cigarro. </li></ul><ul><li>Os baixos níveis da AAT em sangue ocorrem porque o fígado não pode liberar a AAT com rapidez normal.  Numa porcentagem pequena dos afetados, a acumulação da AAT ocasiona dano grave ao fígado. </li></ul>
  9. 9. Manifestações do Alfa-1 <ul><li>Asma com uma obstrução de fluxo de ar que não reverte completamente depois de um tratamento agressivo com broncodilatadores. </li></ul><ul><li>Dilatação das vias aéreas (bronquiectasias) </li></ul><ul><li>Cirrose hepática em crianças, adolescentes e adultos </li></ul><ul><li>Hepatite crônica e câncer do fígado em adultos </li></ul><ul><li>Inflamação dos vasos sanguíneos pequenos </li></ul>
  10. 10. Sinais e sintomas mais comuns da Alfa-1 <ul><li>Falta de ar em repouso ou ao realizar algum esforço </li></ul><ul><li>Fadiga ou ofegação </li></ul><ul><li>Tosse crônica </li></ul><ul><li>Infecções pulmonares frequentes </li></ul><ul><li>Alergias durante todo o ano </li></ul><ul><li>Rápida deterioração da função pulmonar sem uma história significativa do tabagismo </li></ul><ul><li>Coloração amarelada de olhos e pele </li></ul><ul><li>V ômito de sangue ou rastro de sangue nas feze s </li></ul>
  11. 11. Classificação das variantes da deficiência de α 1 - antitripsina <ul><li>Níveis normais de antitripsina </li></ul><ul><li>Níveis baixos ou menos que 35% do normal </li></ul><ul><li>Níveis nulos ou sem atividade </li></ul><ul><li>Antitripsina disfuncional </li></ul><ul><li>(presença de α 1 – antitripsina com função anormal) </li></ul>
  12. 12. α 1 - Antitripsina <ul><li>É uma glicoproteína de 52kDa sintetizada primariamente pelo fígado (hepatócitos) e codificada no cromossoma 14q31-32.115-17 </li></ul><ul><li>Possui atividade de inibição proteolítica da elastase neutrofílica e de outras proteinases </li></ul><ul><li>É uma enzima inibidora “in vitro” da protease tripsina pancreática </li></ul>
  13. 13. α 1 - Antitripsina <ul><li>Inicialmente se denominou assim pela sua habilidade de inibir a tripsina pancreática </li></ul><ul><li>A deficiência de α1-antitripsina provoca a destruição lenta das fibras elásticas dos pulmões – Enfisema Pulmonar </li></ul>
  14. 14. <ul><ul><li>Glicoproteína de cadeia polipeptídica única de 394 resíduos de aminoácidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Três dos seus resíduos de asparagina tem carboidratos ligados às suas cadeias laterais </li></ul></ul><ul><ul><li>Possui formato alongado: 30% em α –hélice e aproximadamente 40% em folhas beta </li></ul></ul><ul><ul><li>Possui um grupo metionil-seril (posição 358 e 359) onde se liga ao centro ativo das serinoproteases </li></ul></ul><ul><ul><li>Possui ligação com a protease apertada chamada por isso de “suicida”. </li></ul></ul>Características da α 1 - Antitripsina
  15. 15. Funções da α 1 - antitripsina <ul><li> α 1 – antitripsina </li></ul>elastase neutrofílica ( protease serina que é responsável pela hidrólise da elastina no pulmão) inibe Com a perda da capacidade inibidora da α 1 – antitripsina a atividade da elastase (enzima produzida pelos neutrófilos) pode ocasionar enfisema pulmonar
  16. 16. Funções da α 1 - antitripsina A α 1–antitripsina também protege os tecidos em períodos de stress, como na inflamação.
  17. 17. Medida da α 1 – antitripsina <ul><ul><li>Pode-se medir a atividade antiproteolítica no plasma utilizando substratos sintéticos como a N-benzoil-DL-arginina-p-nitroanilida </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa-se a tripsina como enzima porque 95% da atividade antitripsínica do plasma são devidos à α 1 –antitripsina. </li></ul></ul><ul><ul><li>Utiliza-se também a radioimunodifusão, mas seu uso é mais útil em casos de doenças genéticas </li></ul></ul>
  18. 18. Conseqüências da mutação de Glu para Lys <ul><li>Mudança de um aminoácido ácido para um básico pode ser grave. </li></ul><ul><li>A antitripsina mutante (variante Z) é pobremente secretada das células hepáticas. </li></ul><ul><li>A proteína mutante (variante Z) acumula-se no retículo endoplasmático. </li></ul><ul><li>A ponte salina Glu 342 e Lys 290 deixa de ser formada ocasionando em dobras lentas da molécula. </li></ul><ul><li>Aminoácidos hidrofóbicos interajem com aminoácidos similares causando agregação e o fracasso da secreção </li></ul>
  19. 19. Observações importantes <ul><ul><li>O tabagismo leva a uma deficiência de α 1 – antitripsina a partir da oxidação dos resíduos de metionina ao sulfóxido que leva à inativação de proteínas, inclusive a α 1 – antitripsina . </li></ul></ul><ul><ul><li>A oxidação biológica de resíduos de metionina nas proteínas pode ser obtida por íon hipoclorito, peróxido de hidrogênio ou superóxidos e radicais hidroxilas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A provável oxidação da metionina pode ser decorrente de algum agente presente na fumaça do cigarro </li></ul></ul><ul><ul><li>Os resíduos de metionina oxidada podem contribuir para patologias como artrite rematóide e cataratas do cristalino. </li></ul></ul>
  20. 20. Tratamento da Enfisema <ul><ul><li>A meta do tratamento é aliviar os sintomas do doente e prevenir a progressão da doença. </li></ul></ul><ul><ul><li>Estudos estão sendo realizados para esclarecer melhor o mecanismo de lesão no fígado para se obter possibilidades de tratamento que bloqueie essas lesões. </li></ul></ul><ul><ul><li>Podem ser usados corticóides ou broncodilatadores, por via oral ou inalatória. </li></ul></ul><ul><ul><li>A terapia do oxigênio também beneficia muitos pacientes aliviando os sintomas. </li></ul></ul>
  21. 21. Tratamento da Enfisema <ul><ul><li>α 1 – antitripsina recombinantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Muitos progressos foram feitos para a administração de α 1 – antitripsina recombinante sob forma de aerossol. </li></ul></ul><ul><ul><li>Essa proteína recombinante foi isolada de células de leveduras transformadas ainda que para expressarem um gene ativo para a α 1 – antitripsina humana. </li></ul></ul>

×