Amanda e os nanorobos

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Amanda e os nanorobos

  1. 1. AmandaE os Nanorobôs Num futuro onde as máquinas já coexistem com os humanos, um mundo novo surge do outro lado da galáxia. 1 Eliú Quintiliano
  2. 2. Amanda e os NanorobôsA FUGA O céu estava num tom de azul muito intenso, não sevia a linha do horizonte, somente quando estavam emcima de uma duna mais elevada e a claridade daquelatarde mesmo que fosse branda, castigavaimplacavelmente a pele delicada da princesa Alyessa. A luz que refletia na areia muito clara incidiadiretamente para seu rosto, castigando-a, seus cabelosperfeitamente escovados, por sua mãe pela manhã,grudavam em sua pele em volta de seu pescoço, logo quecomeçaram a caminhar ainda os tirava, mas a canseiraera tamanha, que já nem se importava mais, deixava-osenroscados em seu pescoço. Alyessa, acostumada ao conforto que sempre viveu,lembrava-se da amena temperatura que as paredes frias 2
  3. 3. do castelo proporcionavam ao interior do palácio, ondemorava com sua família, o teto era alto em todos oscômodos do castelo, mesmo que o grande astro azul comtodo seu brilho banhasse com seus raios o castelo o diatodo, dentro do castelo sempre era muito fresco, mesmono auge do verão. Estava com saudades da tranqüilidade que sua vidativera até levantar-se da cama de manhã, o dia que tinhacomeçado cheio de novidades alegrias e risos por toda acidade, tinha tido uma seqüência de adversidades, seestivesse em uma viagem de passeio, não se importariacom a canseira, mas não era isso que estavaacontecendo. Era uma fuga desesperada por um deserto queparecia não gostar de menininhas passeando por ele. Amanda sua irmã, três anos mais nova que ela,dormia dentro da mochila improvisada que Siux seu irmãode criação carregava em suas costas, feita de tiras de suaprópria camisa. Logo que deixou o castelo sabia que acaminhada iria ser longa e não poderia ficar carregandoAmanda em seus braços durante tanto tempo e sabia queela não poderia ir andando, estava realmente muitomachucada. Com os braços soltos a balançar e a cabeça 3
  4. 4. caída sobre o ombro de Siux, seus cabelos longos enegros a esconder seu rosto que outrora era tão sereno eangelical, e conforme Siux caminhava nem percebia ocalor e os percalços a sua volta, às vezes até esqueciaque Amanda estava em suas costas. Esse era o estado em que se encontrava a pequenaprincesa, dormindo ou desmaiada, nem se percebiadiferença alguma. O jovem de pele azul clara, que parecia muito com acor do astro que brilhava no céu, não demonstrava sede,seu semblante era fatigado e sério, queria muito chegarlogo até as montanhas e sair logo da areia que o estavacastigando. Imaginava ele que seria um dia feliz cheio denovidades, mas para ele foi um fardo, mesmo que amasseas duas princesas como se fossem suas irmãzinhasmenores, não estava fácil para ele agüentar, tinha bebidotão pouca água, e ainda tento que levar Amanda em suascostas. Tinha que demonstrar ainda quão forte estava echeio de vigor, para sustentar a viagem até seu final, paradar esperança às poucas forças que restavam em Alyessa, 4
  5. 5. demonstrando a ela que tudo ia dar bem, queria dar umapausa naquele momento, para descansar um pouco. Mas tinha que continuar não podia parar ainda, parafugir da vista de qualquer máquina que pudessesobrevoar aquela área e ver que havia pessoas andandopelo pequeno deserto atrás do castelo. A fuga do castelo já durava, mais do que oito horas eaté o momento, ele não podia parar punindoindiretamente as jovens princesas, e se punindo também. Apesar de Amanda estar dormindo dentro da mochilaimprovisada, ela havia se ferido muito e por mais que eletentasse não balançar muito enquanto caminhava, elesabia que não era bom ficar se movimentando tanto. Não tinha outra opção, sabia que naquela velocidadeem menos de duas horas alcançariam as primeiras faixasde terra e ali poderiam dar uma trégua, naquela insana elonga caminhada de fuga, se tivesse sozinho não teriaproblema nenhum em fazer aquela caminhada, mas comas duas princesas e ainda com uma bastante machucadae tendo que carregar ela, era bem difícil para ele. A pouca água que tinha pegado na fuga apressada jáhavia acabado a mais de uma hora, não via à hora de 5
  6. 6. chegar, sabia bem que tinha alguém morando no começoda floresta antes das grandes montanhas, que se estendiadepois do deserto. Não havia interesse do povo que veio das estrelas,passar por aqueles lados, naquele momento, poderiacuidar melhor de Amanda que estava dormindo a mais deduas horas e não era propriamente de sono, Siux jáestava bastante preocupado, sabia que não podia pararali, sem nenhuma reserva de água para as duas princesas,ele poderia agüentar, mas elas não. Notara-o que Alyessa já quase não podia andar, seuspés estavam bastante machucados, por sorte não estarusando nenhum dos sapatinhos alto que ela tanto gostavasorte mesmo, se não teria que carregar as duas. E asroupas que ela usava cobriam-lhe o corpo todo, até seusbraços. Siux com a pele um pouco queimada pelo calor dodia, apenas porque usou sua camisa para fazer umamochila improvisada que transportava Amanda. Siux naquele momento começou achar que tinhafeito um plano muito louco, só pelo estado em que seencontra Alyessa. 6
  7. 7. Devia ter feito alguma outra coisa, se escondido nossubterrâneos do castelo, dado a volta pela cidade,qualquer coisa, menos ir pelo deserto, por que tinha queter pensando em Acaciana na hora que fugiu. Por que... Ficava se remoendo em pensamentos. Ele numa passada bem ritmada sempre cuidandopara não deixar Alyessa para trás, quase não dizia nada equando falava numa voz bem calma para tranqüilizarAlyessa, que já estava no seu limite, pois havia passadoquase a noite todo em claro, havia dormido muito pouco. Quase todas as pessoas do castelo estavam em umritmo de receber a visita do povo das estrelas, que naúltima hora, demonstrou que a natureza de sua visita nãoera boa e Siux por ordem do rei, tinha levado as princesasque aguardavam os homens das estrelas no grande salãodo castelo, estava levando elas para seus quartos paratrocarem de roupas, iam colocar algo mais apropriadopara uma caminhada. O destino fizera com que Siux, tivesse sido avisadocom tempo, da maldade naqueles homens estranhos,cheio de armaduras e armas de ações rudes e truculentas. 7
  8. 8. Estava levando as duas princesas pelo corredor docastelo, mesmo quando as duas que não queriam ir comele a parte alguma, resistiram e Amanda saiu correndo,não queria tirar seu vestido, tinha escolhido tanto ele paraaquele dia, isto havia atrasado a saída deles do castelo. Estavam no quarto se trocando e o mensageiroavisava Siux que tinham que fugir rápido. Havia soldados indo para onde se encontravam asprincesas, logo que o mensageiro fora embora, eleescutou as batidas na porta do quarto das princesas, Siux estava no quarto, ligado ao quarto dasprincesas, quando bateram na porta do quarto e comoninguém abriu, ouviu disparos, e uma explosão, osdisparos atravessaram a porta do quarto das princesas. Alyessa estava calçando seus sapatos e escapou dosdisparos frontais, Amanda feriu-se em muitas partes deseu corpo com queimaduras dos disparos das armas dossoldados. Ela estava indo atender a porta no momento em queos soldados haviam disparado suas armas e Alyessa tevemais sorte, por estar mais longe da porta, e se queimoupouco. 8
  9. 9. Ao primeiro grito de Alyessa, Siux entrou no quartodelas. Siux entrou correndo, no momento em que Amandaestava caindo toda machucada, mal viu os soldadostentando arrebentar o que sobrou da porta. Siuxsimplesmente pegou Amanda no colo e saiu em disparadacom Alyessa logo atrás dele, e foram para trás do castelo,antes que os homens das estrelas invadissem o quarto. Já tinham indo bem longe pelos corredores dosfundos, Alyessa pegou apenas duas garrafas de água ealgumas frutas, em uma sacola na passagem por trás docastelo e seguiram pela área de areia dos fundos docastelo, por uma porta que dava para o deserto, tiveramapenas três paradas de cinco minutos, para ver comoAmanda estava e tomar água. Até então, não tinham feito nenhuma parada longa, ocansaço era muito grande, a viagem continuavacastigando cada vez mais. - Falta muito... Alyessa estava no seu limite. - Estamos quase chegando. 9
  10. 10. Siux falava numa calma, para Alyessa. Sabia muito bem quem encontrariam no pé damontanha. Lá estaria aquela que lhe devia alguns favores e erahora de cobrar, realmente precisava e muito, e ele sabiaque ela não poderia negar-lhe, e não negaria mesmo,mesmo que não lhe devesse nada, faria qualquer favorque ele precisasse, ainda mais se tratando das duasprincesas. E mesmo sabendo que faltavam ainda muitos anospara Amanda se tornar uma ninfa de asas teria queantecipar o tempo, pressentia que restava pouca vidanela, pois estava muito ferida e ela não ia durar mais umdia se quer sem cuidados especiais, e no castelo nãopoderia voltar. Não sabia exatamente o que se passava no interiordo castelo e da cidade, não sabia o que fazer na hora,preferiu fugir pelo deserto a ficar na cidade, ou contornara cidade, escolhera o caminho mais curto, por puroinstinto no momento que saiu do castelo. O povoado mais próximo estava a duas semanas deviagem a pé, não tinha escolha, Alyessa não sabia ao 10
  11. 11. certo ainda para onde ele estava levando elas, sempreconfiou nele, por isso não perguntou apenas se limitou acaminhar tentando fazer o mínimo esforço possível. Se pelo menos Alyessa tivesse um ano a mais,poderia estar voando, ainda também não tinhacompletado sua idade para receber as tão preciosas asasde borboleta. - Mais dez minutos; Falou Siux. Alyessa entendera, pois avistava uma pequenacasinha no meio das grandes pedras que formava a baseda montanha, Siux tivera ali muitas vezes as princesasnão. Depois que terminava o solo arenoso do desertocomeçava uma faixa de pedregulhos baixos e logo aseguir uma rala vegetação, que ia escondendo devagar odeserto, e não muito longe, já não existia mais areiasomente ervas e pequenas árvores, e um vasto gramadoque se estendia até a primeira morada da montanha. A casinha era feita quase toda de pedras, muito lindae bem conservada com um pequeno jardim a sua frente eatrás, não muito longe onde começava a subida damontanha, escorria um pequeno rio da encosta da 11
  12. 12. montanha, serpenteando a floresta ia longe acompanhadoa relva que se tornava alta onde se escondia os animaisgrandes que habitavam a floresta. Também havia um belo pomar, depois do jardim quecercava a parte de trás da casa, muito bem cuidado pormãos habilidosas. A fome atingira Alyessa duramente está tarde, e asede secara em muito a sua boca, e seus lábios estavamaté rachando pelo calor implacável e a falta de líquido, atéapressou um pouco os passos, com o pouco de força quelhe restava, pois a fome e a sede lhe deixaram fraca.Menos Siux, que não demonstrava fraqueza ainda. Siux entrou na casa, e não precisou procurar muito, oque procurava estava na estante na sala diante dele,Alyessa foi até a cozinha tomou um pouco de água e caiudesmaiada de tão cansada que estava, Siux, já estavaterminando com Amanda e foi socorrer Alyessa, e levou-apra sala, Siux estava cansado. Depois que chegou a casa, seu cansaço tinhadiminuído um pouco e pode terminar, de colocar asprincesas a salvo. 12
  13. 13. Logo que chegou à varanda de sua casa, Acacianaque morava ali há muito tempo e não recebia quasevisitas, se não de alguns membros do povo que vivia naterra das montanhas. Ela estranhou a porta de sua casa meio aberta esempre que saia nunca a deixava aberta por causa dospequenos animais que invadiriam sua casa e entrou comcuidado, sem fazer barulho. Quando viu as duas pupas negras sobre a mesa deuum grito, Siux acordou na hora estava dormindo no sofá,acordou assustado viu Acaciana, indo em direção daspupas. Meio sonolento ainda gritou, para Acaciana. - Pare! - Não toque nelas, Caci! Ela parou abruptamente, já estava com a mão emcima da primeira pupa. - Seu vermezinho o que você fez? - Antecipei um pouco as coisas, eram delas mesmas. - O que? As duas princesas estão aí dentro! 13
  14. 14. - Sim estão! - Onde está, minha irmã? - Não sei. Ele começou a contar o que tinha acontecido numrápido resumo, para Acaciana, tia delas que já há muitosanos não aparecia no castelo. Acaciana em silêncio ouvia tudo, estava acostumadaá casa sem pessoas tinha perdido o hábito de falar muito,mais escutava do que falava, havia colocado água paraesquentar no fogão de lenha, a noite havia caído á muitotempo e já estava começando a esfriar. - Vá banhar-se, e deu uma muda de roupa limpa paraSiux. Começou a preparar uma pequena janta, notara umabagunça na mesa de sua cozinha, Siux havia comido umpão inteiro com geléia e tomado meia jarra de suco, deuuma risadinha, pois lembrou que ele continuava o mesmode sempre um bagunceirinho, conhecia muito bem omenino azul como o chamava. 14
  15. 15. Fez uma sopa bem gostosa e esperou ele voltar deseu banho, sem parar quase nem um momento de olharpara as duas pupas, que estavam sobre a mesa da sala. Que hora mudavam de cor de negra para um azulescuro e depois para um vermelho escuro, não via oscasulos clarearem em nenhum momento. E Siux estava bem descansado, depois que banhara. - Que horas você as colocou nas pupas. Siux olhou para o grande relógio na parede, fez umacara de preocupado. - A mais de três horas. As cores não haviam se fixado, em menos de duashoras era para elas adquirirem suas cores, até então nãohavia ocorrido nenhuma mudança, estavam tal comohavia lacrado elas. - Você é louco Siux! - Elas ainda não estavam maduras, não tinhachegado o tempo delas ainda para irem para as pupas. - Deviam esperar mais! 15
  16. 16. Siux não poderia esperar, estavam bem machucadasas duas princesas, ficou com medo que Acacianademorasse em voltar, de onde quer que esteja ido. Sabia que as pupas as curariam de qualquer doença,ou ferimento, por isso as colocou dentro e selou-as. Agora não poderiam mais abrir, até o final dametamorfose. Ele iria passar pelo menos sete dias com a Acacianase elas fossem rejeitadas pelas pupas, ou pelo menosquatorze se elas fossem aceitas até o final datransformação. - Alyessa pode ser aceita, mas não creio que a pupavá aceitar Amanda, ela e muito nova ainda. - Ainda lhe faltam quatro anos é muito tempo;Acaciana estava deveras muito nervosa, com a situação. - Ela está muito ferida, às vezes, as pupas sentem dóe lhe dão asas de presente para confortar suas dores, meupai me disse isso e confio no meu pai, por isso as coloqueidentro mesmo sabendo que falta muito tempo ainda. - Você esqueceu o que o seu pai fez. 16
  17. 17. - Não, esqueci e tenho que lhe agradecer se nãofosse por ele, jamais teria conhecido as duas princesascomo as conheço. Siux lembrava com um pouco de dor o que seu pailhe fez, a mais de doze anos. Ele estava com o pai da Alyessa, como filho adotivo,por mais que o rei lhe tratasse como um filho, lhe dandomuito amor e carinho nunca lhe negando nada sentia nocomeço muita falta de sua família. Mesmo que doze anosse passassem ele ainda lembrava muito bem de sua mãee de seu irmão e de suas três irmãs. E nunca esquecera orosto de seu pai chorando a sua partida, perdera o filhonum jogo para o rei do castelo da areia. - Me desculpe meu menininho azul, por lembrar-tedessas coisas do passado, você sofreu bastante paratrazer as duas até aqui é maldade minha, ficar telembrando as dores do passado. - Me perdoe, esqueça o que falei. Siux não ficava mais bravo com essas histórias deseu passado. Nem se importou, com o que Acaciana, havia dito. 17
  18. 18. - Você vai ficar aqui até elas saírem de seus casulos. - Mas é claro que vou ficar. - E depois que elas saírem dos casulos, vai levá-laspra onde. Siux deu um sorrisinho e disse. - Nós, iremos levá-las. - Nós? Acaciana ficara assombrada com o nós. Há tantos anos ali estava muito bem e agora teriaque viajar sem mesmo saber pra onde. Por mais que tivesse acompanhada de duas fadas sefosse o caso delas ganharem asas, isso não poderiaacontecer nunca, sair do sossego que estava jamais. -Vamos até meu pai, ele vai nos dizer o que fazer;Disse Siux. -E além do mais o povo das estrelas virão mais cedoou mais tarde até aqui, você sabe muito bem. -E só questão de tempo, se alguém falar que temmuitas pessoas morando aqui nas montanhas, eles virão. 18
  19. 19. Acaciana pensou um momento e sabia que Siux tinharazão, invasores, sempre vão a qualquer lugar, e o pai deSiux saberia o que fazer, e na cidade de Siux estariambem mais protegidos. E ainda estaria louco de saudades do filho, lhetrataria com muito zelo por levar o seu filho de volta.Mesmo estando com vergonha do que tinha feito nopassado. Agora que o rei do castelo de areia estava em débitocom seu filho por salvar suas filhas, ele saberia que seufilho era um homem livre e aceitaria pedir desculpas parao filho. Acaciana até poderia ficar morando por lá mesmo,gostava do povo que vivia em baixo da terra, era um povomuito bom como todos os povos que moravam no planeta,cada qual com seu estilo de vida. Tirando o povo que vivia em baixo das águas, elabem que poderia viver em qualquer povoado. O tempo já havia curado as feridas do passado, elanão precisava mais viver sozinha, por um lado até que foibom para ela que esse povo das estrelas tenha vindo 19
  20. 20. agora nesse momento de sua vida, até lembrou-se deuma frase antiga que lera em um livro. O acaso provoca mudanças em nossas vidas, orapara o bem, ora para o mal, siga os sinais deixados peloacaso, no caminho do tempo, vai perceber pedaçinhos dofuturo lhes chamando. Pois para ela, era um novo começo, uma nova vida,tinha que viver esse momento de sua vida, diferente detudo que já tinha vivido no passado. Deram uma última olhada nas pupas e viram quenão haviam mudado nada e foram dormir. Siux estava bem cansado, pois quando acordou odesjejum já estava posto na mesa a muito e Acacianaainda nem havia voltado do rio, pois todo dia cedo ela iase banhar no rio, que passava perto de sua casa. Ele tomou seu desjejum estava com fome e a mesaera farta, não deixou quase nada, sabia que Acaciana jáhavia tomado seu desjejum. Sua roupa estava sobre a cadeira já costurada elimpa, como Acaciana havia feito ele nem sabia depoisque olhou para o relógio viu que já haviam passado quasemetade do dia estava muito cansado, nem se lembrara 20
  21. 21. mais quando havia dormindo tanto assim, correu parafora. Foi olhar o horizonte para ver se não havia nenhumamáquina de voar, dos homens das estrelas, sobrevoandoo deserto, se tranqüilizou um pouco e viu Acaciana nopomar pegando algumas frutas, estava bem descansado,agora podia ver com clareza o jardim de Acaciana,admirou-o, e foi ter com ela. -Caci minha querida amiga, muito obrigada por coserminha camisa, e lavar minha roupa. -Sinto melhor com minhas roupas. - E, por favor, me desculpe se lhe disse algo que lhedesagradasse ontem, estava muito cansado. -Se me disse-se ontem algo que me desagradassemeu menininho azul, teria te perdoado ontem mesmo,pois sabia muito bem como você estava. - Coisas ruins do passado; - Deixamos no passado. Ela sorriu pra ele, ele retribuiu o sorriso, subiu para opomar para ajudar ela a trazer as frutas e disse. - Caci! Você não ganhou asas? - O que a pupa lhedeu de presente? 21
  22. 22. - Algum poder a pupa sempre dá de presente,aquelas que não são agraciadas com as asas deborboleta! -Ganhei o poder de vibrar, o mesmo que os homensganham! Se me concentrar, até uma rocha conseguiriaquebrar só vibrando meus braços. - É um bom poder, mas no dia a dia, quase nuncauso. - Mas, pelo que sei! - Siux a pupa não se fechou quando você foi colocadonela. - Você sabe por quê? - Na mesma noite em que fui rejeitado pela pupa,tive um sonho. - E nesse sonho vi a maior fada borboleta que já vi, eela me disse que a pupa não me rejeitou é que nãopreciso dela para liberar meu verdadeiro poder. Foi-se embora, apenas dizendo: - Paciência, paciência!! 22
  23. 23. - Nunca mais sonhei com ela, e já se passaramquatro anos e até hoje não tenho a mínima idéia qual é omeu poder. Acaciana ficara num completo silêncio, com penadele, sabia muito bem que ele teria uma grande surpresa,quando seu poder, fosse revelado. Agora, ficava imaginando qual seria o poder dasprincesas. Ninguém saberia até a metamorfose completar-se. Sempre que olhava pra Amanda, sabia que ela eraespecial, porém, não sabia por que, tinha essessentimentos, mas era um sentimento muito forte. Chegando a casa as pupas estavam vibrando, logomudariam de cor, então saberia, qual delas ganharia asasou não. Só pela cor da pupa dava pra saber se a fada iria terasas. A CHEGADA DOS HOMENS DAS ESTRELAS 23
  24. 24. O rei estava imaginando, que se até agora ele nãotinha visto suas filhas e Siux, não haveriam conseguidocapturar eles, seu mensageiro havia lhe dito queconseguiu avisar Siux há tempo, antes dos soldados doshomens das estrelas chegarem ao salão dos fundos,quando retornava para estar com o rei fora capturado. Logo que as naves pousaram no pátio do castelouma imensa horda de soldados, desceram das naves eforam entrando muito rápido, pelas principais portas docastelo, não houve nenhuma resistência por parte do povoque vivia ali. Nunca houve um assalto como este, nem um únicocidadão reagiram, até parecia um bando de carneirinhos,nem mesmo assustados, ficavam com as armas dosestrangeiros, que ora invadiam tudo e mexiam em tudo. A única coisa estranha era um serviçal da corte quesaiu rápido, logo que adentraram no salão principal e foraperseguido, mas logo retornou e foi capturado. E quem eram as pessoas que ele havia avisado parafugir e porque fugiram, se até mesmo o rei havia seentregado, sem nenhuma resistência! 24
  25. 25. O comandante da tropa queria tirar as informaçõesdo rei a qualquer custo, mas o rei se mostrava tãoatencioso e respondia de forma tão convincente, que jáhavia se passado mais de oito horas da captura do casteloe não tinha informações corretas ainda das pessoas quehaviam fugido. Porque eles invadiram o castelo haviam disparadosuas armas no castelo e o povo que estava do lado de forado castelo, poderia muito bem ter fugido para as florestasque cercavam a cidade. No entanto, não havia fugido ninguém era como setodos estivessem do lado do rei, não havia nem mesmonecessidade de colocar patrulhas para vigiar as saídas dacidade, o povo continuava fazendo o que sempre faziam,nem mesmo a rainha parecia incomodada, com tantossoldados dentro do castelo. Mesmo tratando todos de dentro do castelo comarrogância, continuavam pacíficos, teria que mudar aforma de interrogar o monarca da cidade, para descobrirquem eram realmente as pessoas que fugiram pelamanhã. Com o comandante vieram dois soldados, deaspecto muito feio, o rei olhou para os doisacompanhantes do comandante, com um olhar seco. 25
  26. 26. -Torturadores, meu caro Lorde! Você não consegueconversar, com um homem de bem, porque achas tu, quelhe escondo alguma informação? Venha, sente-se aqui,me pergunte e lhe responderei. - Mas, por favor, jamais machuque qualquer um dosmeus servos, atrás de respostas que não existem. - Senhor, jamais será de minha intenção ferirqualquer um dos seus. O que ocorreu pela manhã foi umacidente, uma arma disparou por engano. - Não entendo por que... Aqueles que meus soldadosseguiam, fugiram. - Longe de querer algum mal a qualquer um devocês, preciso de todo o seu povo, temos um grandetrabalho para realizar aqui, meus superiores ficariamextremamente irritados com qualquer animosidade entreseu povo e nossa nação. -E as informações que tenho é que vocês serão muitobem recompensados pelo trabalho dos senhores. Alexandre que comandava todas as tropas quedesembarcaram no planeta estava curioso, não comaqueles que fugiram, mas por outro motivo. 26
  27. 27. Porque poderiam estar levando algo muito valioso,ou poderoso demais para que fosse capturado pelos seussoldados. Nada ainda conseguira arrancar do monarca, só diziaque seus filhos havia ido embora do castelo, porqueficaram com medo, por causa da arma que havia sidodisparada na direção deles, não sabia para onde elestinham ido até então. Todas as câmaras e todos os corredores haviam sidorevistados, e era noite quando resolveram verificar a partede trás do castelo, mas era um imenso muro quesegurava as areias do deserto, nada além de areia, nãopoderiam ter seguido por ali, se haviam deixado algunsrastros na areia, já teriam desaparecido. Como então teriam fugido! Só se saíram por algumaporta secreta, fugiram pela cidade e entraram na floresta. Segundo seus soldados, eles tinham conseguido ferirumas das fugitivas e poderiam ainda estar dentro dacidade em alguma casa. Ele não informou o monarca desse fato, pois que setratava das filhas do mesmo, não seria prudente deixar orei preocupado, ele estava colaborando e muito com a 27
  28. 28. invasão, até parecia que ele era um aliado, depois demuitas invasões Alexandre, agia meticulosamente e nãodeixaria o monarca irado. Apesar daquele povo não possuir nenhumarmamento, não queria nenhum derramamento desangue, precisaria de toda mão de obra escrava e teriaque fazer aquele povo trabalhar e muito, se quisesseagradar seu empregador. Na varredura que fizeram com seus equipamentosaéreos de reconhecimento, levaria dezenas de anos,mesmo com máquinas e homens trabalhando noite e dia,para retirarem daquele planeta imenso, toda reserva devalor que havia ali. Seu empregador sabia disso, por isso pediramenfaticamente, que tratasse todo o povo com muito zelo.O problema eram seus soldados, que quando viram asmulheres de perto, descobriram uma beleza estonteantenelas. E eram acostumados a invadirem mundos hostis,adoravam uma briga e ali não encontrara resistêncianenhuma, teria que segurar o ânimo deles. 28
  29. 29. Prometeram-lhes assim que se arranjassem tudo,teriam folgas para caçar nas florestas que cercava acidade, no mapeamento aéreo haviam vistos animais bemgrandes pelas florestas à noite, proibiu enfaticamente quenão se aproximassem das mulheres da cidade. E isso os deixou mais calmos, pois teriam um escapepara aquela adrenalina toda. Falava pausadamente Alexandre. - Meu caro Anedim, de forma alguma é carrascosestes que vêem comigo. - São meus guarda-costas. - Por favor, o que levaram seus filhos quandofugiram, porque ninguém de seu povo ou mesmo aqui dacasa real, fugiu após tomarmos a cidade e somente elesfugiram. - Não entendo, porque fugiriam. - Realmente preciso de uma resposta plausível, queme convença que eles simplesmente estavam sóassustados e porque até agora não retornaram. 29
  30. 30. - Alexandre, meus filhos em breve retornaram se nãoforam para muito longe, e talvez até tenham ido para acidade do povo de Siux. - Daí, talvez, demore um pouco mais pararetornarem. Até então, Seriana a rainha quase não falara, masquando falou, num tom de voz tão doce, que Alexandrequase chorou de emoção, acreditou prontamente, no queela disse. Anedim achou que sua esposa não deveria ter falado,pois logo que falou Alexandre e seus soldados deixaramos dois e foram para o pátio do palácio. - Minha querida porque usaste seu poder, os estavaconvencendo, amanhã vão perceber e lembrar-se-ão daconversa e retornaram, tudo começara de novo e vão ficarlonge de você. - Esse povo e de grande inteligência, não se dobrafacilmente. - Deixe comigo saberei como manipulá-los, até agoraa única coisa que querem são pedras nada mais. 30
  31. 31. - Não vejo intenção de matar nenhum de nós, vi nosolhos dele. Seriana olhava com meiguice para o marido, sabiaque o marido era um grande manipulador, não precisavaajudá-lo, mas queria descansar, usou seu poder deconvencimento, nas palavras que tinha dito paraAlexandre. Durante pelo menos um dia ficaria livre docomandante dos invasores, que deu ordens para ninguémincomodar o rei e a rainha, logo que saiu do salão real. No dia seguinte quando a hipnose de suas palavrassaísse da mente de Alexandre, ele iria encher o rei deperguntas. Pelo menos até aí seus filhos estariam seguros. O rei chamara seu primeiro ministro e queria saberdos pormenores de como os soldados estavam tratandoseu povo. Pois até naquele momento, estava preso em seucastelo e não tinha deixado a nave central do palácio,nem mesmo na hora do almoço, pois almoçaram alimesmo e estava um pouco curioso para saber o que esseshomens das estrelas queriam mais do seu mundo. 31
  32. 32. Seu primeiro ministro Mael, lhe informou que o quemais preocupava os comandantes, era de quantaspessoas com capacidade de trabalho, eles tinham ali, quenão afetasse alguma forma a maneira do povo viver.Esses homens das estrelas não tinham assim umavontade de maltratar o povo. Queria pelo menos metade do povo trabalhando praeles, o que se via era uma longa e tenebrosa era deescravidão, para o futuro do povo. O rei disse e mandou escrever: - Meu caro amigo de tantos anos, até que o conselhodos quinze se reúna, vai fazer a vontade de nossosalgozes, mesmo que isso cause muito sofrimento para opovo. - Mas até então, que todo machado fique guardado,que nenhuma flecha seja disparada. - Salvo se o filho de um esteja em perigo, por contado ofendido, sua situação se resolva. - E se alguém for ajudar que não leve nenhummachado para o conflito, não quero derramamento desangue, ora dos nossos, ora do invasor. 32
  33. 33. E depois que tudo fora dito, uma cópia deveria serenviada no dia seguinte para Alexandre. O machado era como descrevia em uma situação deperigo os poderes que a maioria dos cidadãos possuía eera de muitas formas, esses poderes na maioria dasvezes, eles eram mortais, por isso o rei deixou seu povobem calmo e tranqüilizou-os. Se uma batalha tivesse de começar ele preferiaconhecer seu inimigo primeiro, porque lutar com uminimigo desconhecido e com máquinas de guerrasofisticadas, ele bem sabia que muitos poderiam morrerdeixaria tudo por enquanto do jeito que estava erespeitava o conselho dos quinze monarcas do planeta. Havia mandado mensageiros para todos os cantos doplaneta para avisar que o conselho se reuniria em breve epediu para não usarem as fadas de asas da cidade, poisdesde que viram pela primeira vez no céu aquelas naves,todos os povos acharam melhor esconder seus poderes eas fadas que não foram para as florestas, ficaramescondidas na cidade, só voavam a noite se fingiampassar por pássaros grandes. 33
  34. 34. Por isso o conselho demoraria um pouco para sereunir, até todos ficarem informados da situação queestava o povo da cidade de Luanã, invadidos por seresdas estrelas. METAMORFOSE Os dias se passaram rápidos, Acaciana adorou a cordo casulo em que Alyessa estava, fazia tempo que não viauma pupa dar uma asa de presente de quinze anos eagora só pela cor sabia que Alyessa ganharia as tãosonhadas asas de borboleta. Estava triste por Amanda, seu casulo ficava mudandode cor, de hora em hora, ela sabia bem porque, era muitojovem para uma pupa, o casulo em que estava lhe dariaalgum presente, porque não havia rejeitado ela no sétimodia. Estavam meio apreensivos, por que viram máquinasvoadoras em direção às montanhas e logo estariam por 34
  35. 35. ali, sua casa não era notada do alto, mas seus pomaressim. Siux havia preparado quatro mochilas, para que nomomento em que os casulos abrissem, eles pudessemviajar imediatamente. Sua ânsia era grande para rever as meias irmãsnovamente, ele lembrava como Amanda tinha ficadodepois de ter sido queimada pela arma daqueles homensmaus, estava com muita raiva deles, porque tantamaldade, perguntava-se o tempo todo. Naquele começo de noite do décimo quarto dia elasiriam se abrir, não sabia conter a ansiedade, ia a toda ahora olhar os casulos mal caiu à tarde, Acaciana já haviachamado sua atenção varias vezes. - Paciência garoto tudo tem sua hora, esteja felizpelas pupas terem aceitado as duas antes do tempo eagora você quer que elas saiam antes do tempo. Acaciana fez um bonito bolo e preparou sucos que asprincesas adoravam, pois despertariam com muita fome. As pupas na hora exata, que Siux havia colocadoAmanda depois de quatorze dias voltou à cor normal,Amanda acordou dentro do casulo e começou a esticar 35
  36. 36. seus braços para sair de dentro do casulo Siux foi ajudá-la. E pediu para Acaciana, ajudar Alyessa, pois haviacolocado uma seguida da outra e sabia que Alyessatambém já estaria saindo também. Amanda abriu um sorriso para Siux. Pois estava consciente do que tinha acontecido comela, mal ficou de pé e o sorriso desapareceu não tiveraganhado nenhuma asa de borboleta. Apenas dois calombos que estava em suas costas enão sabia o que poderia ser talvez uma asa que nãovingou, estava bem triste a pequena princesa sem asas. Acaciana estava ajudando Alyessa a sair de seucasulo, pois as asas que Alyessa recebera eram bemgrandes, maior que o normal, teria que andar com as asaslevantadas, quando fosse caminhar, até se acostumarcom as asas. Acaciana vendo a alegria de Alyessa foi ampararAmanda e verificar o que era aquele calombo na costadela. 36
  37. 37. Nunca ouvira falar de asas que não vingaram emnenhuma fada. - Meu anjinho vem cá com a titia, toda meiga paraAmanda. - Tia! - Minhas asas? Cadê elas!! - Calma minha querida, deixa ver o que e isso emsuas costas. Acaciana tomou um susto quanto passou a mãopelos calombos, eles se abriram e ela pode perceber oque era. Duas pequenas asinhas de penas, já faziam milharesde anos que não nascia esses tipos de asas, não paravade passar a mão nelas, Amanda fora abençoada e elatambém por poder tocar nas asas de uma futura mulherpássaro. - O que é tia? - Fala logo! - Siux, Alyessa. - Venham ver! 37
  38. 38. Os dois abriram um enorme sorriso, quando viram apequena Amanda toda assustada, com o deslumbre dostrês em volta dela, Amanda não parava de olhar para asasas da Alyessa, - O que é que tem nas minhas costas. - Olha pra titia, Acaciana falou toda contente. - Você vai poder voar em menos de um mês, e aindavai poder falar com todas as aves do mundo. - Você ganhou um par de asas lindo, todo branquinhoe de penas. - Você minha sobrinha queridinha, vai ser umamulher pássaro, uma mulher anjo, não uma fadaborboleta. E enchia a menina de beijinhos, Amanda se acalmouna hora. Toda contente com a notícia. - Muito bem agora vamos guardar as pupas, Siux. - E vamos preparar a mesa, temos que comemorar. - Vocês duas, vão tomar um banho enquantopreparamos tudo vão. 38
  39. 39. - Vão, e não demorem. - Já deixei roupas para vocês no banheiro. As meninas saírem empolgadas da sala, em menosde vinte minutos estavam de volta e Amanda verificandose suas asas já tinham começado a crescer. Alyessa imaginado que tipo de fada ela seria, já tinhavisto muitas fadas, mas nunca tinha visto uma com asastão grandes como as dela. Que poder tinham suas asas além de voar, teria queesperar até que usasse o poder e perceberia qual era ele. Comeram bastante, riram bastante, como era noiteAcaciana não deixou Alyessa sair para dar seu primeirovôo. A única coisa que fez foi treinar suas asas do lado defora da casa em cima de uma cadeira, eram realmentemuito grandes sempre andava com elas levantadas, paranão arrastar metade delas no chão. Amanda também estava curiosa com o seu podertambém não sabia qual era. 39
  40. 40. Siux que havia sido rejeitado pela pupa, até então,também não sabia qual eram seu poder, e se sabia nãotinha revelado para ninguém. Mesmo os rejeitados, recebiam um poder muitasvezes fenomenal outras vezes bem modesto, como umalinda vos, um dom de fazer coisas muito rápidas, amaioria das vezes era um poder extraordinário. Foi todos dormirem cedo, Siux queria começar aviajem logo nas primeiras horas do dia seguinte, já tinhavisto algumas das máquinas de voar, próxima daquelaárea do deserto, no dia seguinte estariam por ali, nãosabia quase nada do inimigo, queria manter distânciadeles até chegar à casa de seu pai. A pé seria uma longa caminhada, não queria usar oscavalos, porque teriam que viajar boa parte da viagematravés de cavernas, não seria muito bom para osanimais. E além de que raramente alguém usava um animalpara se deslocar de um lugar para outro, já haviamacertado tudo, se tudo corresse bem em menos de doismeses estariam lá. 40
  41. 41. As mochilas estavam prontas, Alyessa levava a maisleve teria que levar na frente de seu corpo, até seacostumar a carregar ela nas costas, entre as asas,Amanda levaria uma pequena também, por ser menor,Siux levava a mais pesada, mas não se incomodava eraum jovem bastante forte se precisar poderia levar amochila dele e Amanda por kilometros sem sofrer demuita fadiga. Estava já acostumado e nem sentia o pesodaquela enorme mochila. Acaciana adorou estar com Siux, ele era forte, e umbom caçador não teria problemas com os animais, naviajem ele sempre estaria ali para proteger as três nãoque ela precisa-se, mas era bom andar com um caçador atira colo. - Todos estão prontos, vamos embora. Falava Siux, já indo em direção as montanhas,Acaciana dava uma ultima olhada em sua casa, nocaminho teria que passar na vila dos caçadores para pedira eles que viessem uma vez por semana para ver a casa,poderia uma chuva abrir alguma janela e era bom cuidarpara que animais grandes não entrassem e bagunçassemsua casa. 41
  42. 42. Alyessa estava emburrada, até então não tinhavoado nenhuma vez com suas asas de fada, Acacianateria que lhes ensinar algumas coisas, primeiro. Porque nenhuma fada aprendia antes de ganhar asasas, só depois de sair da pupa com asas é queaprenderia, nem todas as meninas que entravamganhavam asas, eram poucas as sortudas que ganhavamum par de asas. Já estavam a um kilometro de sua casa conversandoalegres os quatro, quanto ouviram ao longe, o barulho dasmáquinas voadoras. Voando sobre á casa de Acaciana algumas máquinasde voar se aproximavam, tiveram muita sorte nãoprecisaram sair correndo tinham conseguido uma boadianteira, Siux realmente estava com um bompressentimento, ele acertou na chegada dos homens dasestrelas. Não era só sobre o pequeno sítio de Acaciana quehaviam chegado àquelas máquinas, por sobre todo o péda montanha, havia varias daquelas máquinas voadoras,pelo visto eles iriam fazer uma varredura, por boa parteda montanha em busca de pessoas, que morassem por lá. 42
  43. 43. Não haveria caçadores por ali. Concluiu Acaciana e Siux, eles teriam se enfurnadopara dentro da floresta, para fugir das máquinas, teriamque se esconder também, Acaciana conhecia muito bemaquela área era seu quintal, eles não iam achá-losfacilmente. - Siux você consegue nos rastrear. - Sim Caci. - Conseguirei. - Então fique com Amanda e irei com Alyessa até acachoeira, atrás do véu de água, há um túnel que saidentro da mina abandonada e bem escuro lá, mas logoadiante vai encontrar a passagem para as cavernasiluminadas. - Crie uma trilha bem forte na outra margem do rio,entrando na floresta. - Volte pela trilha sem deixar marcas e entre no rionovamente e passe pela cachoeira. - Nos encontramos, a um kilometro pro norte, depoisda entrada da caverna. - Isso nos dá mais uns dois dias de dianteira. 43
  44. 44. Acaciana encontrou a cachoeira meia hora depois eentraram; E nem sinal das máquinas voadoras. Siux e Amanda andavam sem se preocupar em fazermarcas ou barulhos pela floresta, indo em direção ao rio,demoraria pelo menos umas cinco horas até chegarem ámargem oposta pelo caminho que seguiam. Somente depois retornariam e entrariam nacachoeira, e encontrariam com Acaciana e Alyessa, nolocal determinado. A caverna era bem grande, Acaciana sabia que Siuxiria demorar, poderia agora ensinar para Alyessa algumacoisa sobre vôo os perigos dos ventos, o descanso nascamadas de ar. Ensinaria ela sobre como planar e sempre queestivesse cansada que pousasse imediatamente, umafada borboleta que tivesse muito cansada, nãoconseguiria planar, as asas se dobram e ela cairiafacilmente. Não era só bater a asas e sair voando, tinha muitoque aprender até poder sair voando. Para o azar de Alyessa havia muita poeira dentro dacaverna, não seria prudente ela bater as asas, teve que se 44
  45. 45. conformar somente com aulas teóricas, nenhuma aulaprática ainda. Mas depois de algumas horas, já pensava que sabiatodos os segredos de como as fadas voavam. Acaciana lhe prometera que assim que Siuxchegasse, eles no fim da tarde estariam num amplo salãoque ela conhecia dentro da caverna e se ela não chegassemuito perto das paredes poderia voar um pouco ainda,naquele dia. Alyessa era só alegria, não via a hora que sua irmãchegasse. Haviam chegados na hora prevista, Acaciana haviapreparado um almoço rápido, comeram e trocaram umaspalavras e se puseram em marcha novamente. Alyessa não desgrudava da irmã, Amanda estavaalegre, tinha notado depois do almoço, que suas asastinham dobrado de tamanho, se seguisse aquele ritmo,em uma semana estariam bem grandes. Acaciana não pode falar muito das asas da Amanda,porque já fazia muito tempo que não se tinha notícia umafada de asas de pena, não sabia quase nada sobre oassunto, somente lendas sobre elas. 45
  46. 46. Sabia que aquelas que possuíam asas de mulherpássaro, eram conhecidas como anjo, falava com ospássaros e tinha grandes poderes, Amanda na viajem atéa caverna tentava conversar com todos os pássaros quevia, mas nenhum lhe havia respondido. O RESGATÉ DE ATALANTA O mensageiro chega às pressas no aposento real,não havia chegado à manhã ainda, já se havia passadomuitos dias desde a chegada desse povo das estrelas, eaté então o rei e a rainha não tinha notícias de seus filhosqueridos, o rei ficou contente com a chegada domensageiro, naquela hora. - Senhor me perdoe acordar tão cedo, a um assuntoque somente o senhor pode resolver. - Está perdoando meu jovem. - E bom dia pra você. 46
  47. 47. - Bom dia, meu senhor. - Atalanta senhor, a princesa do mar, estava no rioperto da floresta. - Ela foi capturada, e doze membros do povotambém, os homens das estrelas levaram para uma desuas máquinas voadoras, e não explicaram o motivo. - Tudo bem mande chamar aquele que atende pelonome de Alexandre, diga que o rei deseja falar com eleurgente. Não eram notícias de seus filhos, teria que esperarmais no momento teria que resolver o problema daprincesa do mar. O mensageiro saiu, a rainha se levantouimediatamente. - Por favor, meu querido marido, mande chamar asfadas imediatamente. - Ainda não minha querida, deixa resolver isto, se elenão me entregar hoje mesmo Atalanta e os demais, elevai sofrer as conseqüências. - Não quero de forma alguma iniciar um conflito, semprimeiro ouvir o conselho. 47
  48. 48. - Uma princesa foi capturada. - Sei disso, se começarmos um conflito sem oconselho, talvez não tenhamos ajuda e sabemos poucodesse povo estranho das estrelas. - Até aonde vai o poder deles, não sabemos quasenada. O rei e a rainha estavam descendo para seudesjejum, quando Alexandre chegou. - O que quer tão cedo, meu caro rei. - Seus homens capturaram alguns de meu povo. - Desejo que sejam devolvidos imediatamente. Alexandre pegou um aparelho e se comunicou comseus comandados, e queria saber onde estavam nomomento aqueles capturados, na noite anterior. Assim se fez perceber que estava preocupado, elequeria a todo custo, aquele povo trabalhando para elesem problemas. Seus cientistas viram anomalias naquele povo equeriam sabem o que era. 48
  49. 49. Se haviam tantas feras nas florestas, como aquelepovo se defendia se não possuíam nenhum tipo dearmamento, no monitoramento aéreo por um ano osviram entrarem nas florestas e viram-nos saírem muitasvezes com animais grandes que não poderiam serabatidos somente com as mãos, sem nenhuma arma decaça. Estavam curiosos, queriam estudar a genéticadaquele povo e não quiseram esperar muito tempo. Alexandre também estava curioso, destes e outrosfatos, mas havia ponderado e esperaria um pouco maispara ter estas respostas. - Sim é verdade, há doze membros de seu povo euma sereia do lago, lhe entregarei de imediato senhorAnedim. - Mas antes me fale desta sereia. Ligou o aparelho de novo e deu uma ordem diretapara deixar sair da nave os doze membros do povo daareia, menos a sereia. Alexandre sentou a mesa junto ao rei. Olhou para Seriana com calma e tranqüilidade. 49
  50. 50. O efeito da hipnose de voz, já não funcionava maisem Alexandre, Seriana começava a dar razão para seumarido, teriam que estudar mais o inimigo. - Anedim está sereia não e de seu povo pelo tom desua pele, pelo modo como fala, ainda estavaacompanhada de outras sereias, uma comitiva creio. - Uma belíssima, comitiva, ouso falar. - Onde ela mora quantos são o que fazem, qual e arelação do povo dela com o seu. Alexandre se reclinou na cadeira e ficou mudo comose fosse o dono do castelo, e o rei apenas um serviçaldando-lhe explicações. O rei não poderia omitir as verdades e começou acontar tudo que sabia do povo da mar. Demorando mais, quando falava do costume e domodo de vida daquele povo. Alexandre ficou mais contente ainda quando soube,agora teria muito mais facilidade para explorar o fundodaqueles oceanos, já imaginava as riquezas que possuíadebaixo daquele gigantesco mar. 50
  51. 51. O planeta onde nascera era dez vezes menor queeste imenso planeta, banhado pela luz de uma estrelaazul, mas o que lhe chamava atenção não era a cor daestrela, mas era o único planeta que girava em torno daestrela, e tinha dois satélites naturais que tambémpossuíam vida. Somente animais estranhos e uma atmosferatambém incompatível, para a vida humana, mas esteplaneta era muito similar a Terra, tirando os seres queeram parecidos, mas de cores diferentes, poderia muitobem abrigar toda população da terra. Depois que exaurissem os recursos naturais desteplaneta, poderia vender para a Federação dos Planetas,para ser colonizado, já havia uma estrutura montada, erasó envenenar a atmosfera do planeta, em menos de umano, todo planeta estaria livre para receber o povo daTerra. Assim que levasse as boas novas para o grupo decompradores do direito de explorar está parte do espaçosideral, poderia cobrar um aumento no preço da captura etomada do planeta, sem dizer que teriam mão de obraescrava de primeira, para o inicio das operações noplaneta. 51
  52. 52. Era questão de tempo para achar todos os lideresdos povos que ali viviam, e usar eles para que o povotrabalhasse de graça. A filha de um dos lideres ele já tinha Atalanta, agoraprecisava urgente capturar as filhas do rei Anedim, nãoera intenção dele devolver Atalanta. O rei terminara a contar quase tudo que lheaprovaria de contar do povo do mar, sabendo queAtalanta teria contado uma historia parecida com a dele,não queria passar por mentiroso, chegando ao finalAlexandre ainda não queria libertar Atalanta. Teria que se comunicar com seus superiores,somente depois de dois dias daria a notícia a Anedim,prometera que faria todo o esforço possível para quelibertassem Atalanta, até prometeu ao rei que a naveonde estava Atalanta não levantaria vôo, até a informaçãochegar a Anedim. Quando Alexandre deixara o rei com sua esposa. Anedim mudou completamente o semblante, calmoque até o momento portara. - Sáris! 52
  53. 53. - Venha. Gritava Anedim para seu mensageiro. - Convoque todo o palácio, tenho umpronunciamento urgente. Sáris nem havia saído ainda de perto de Anedim. Anedim falou o que nunca era falado em Céu. Olhou para sua esposa, e com muito pesarpronunciou, o fim da paz. - Estamos em guerra, minha querida e amadaesposa. - Deixaremos o castelo imediatamente. - Mael, meu querido amigo, lhe deixarei um enormefardo, nos próximos dias, muitas mudanças ocorreram,não estarei aqui. - Assumira todas as coisas do meu povo na minhaausência e nenhum momento fará guerra com nossosusurpadores, isso ficara por minha conta. - Fará tudo que lhe pedirem, mesmo se tehumilharem e humilharem pessoas do povo manterá acidade inteira para quando regressarmos termos nossacidade de volta, porque ela não nos pertence, mas sim anossos filhos. 53
  54. 54. - Quero que avisem todos em idade para lutar, quevão para as cavernas na montanha, não deixem quepercebam, por isso irão à maioria à noite, amanhã nacidade, somente ficarão aqueles que não quiserem lutar eaqueles que ficarão mantendo a cidade. Dito isto se retirou somente com Mael, para umreservado, e lhe pediu para ficar do lado de Alexandre,que ele ficou para trás e não quis fugir porque não achavaprudente, enfrentar homens tão fortes, tinha certeza queAlexandre era um homem honesto e só traria progressopara o povo da areia, seria um serviçal de Alexandre, apartir de então. Mael que sempre fora muito obediente ao rei, não senegou a assumir tal fardo e faria o seu melhor, para queAlexandre pensasse que Anedim tivera sido um covarde ehavia fugido sorrateiramente como um rato foge de umnavio que está prestes a afundar. O rei fez uma pequena bagagem, ele e sua esposa,dias depois saíram com uma pequena comitiva, estavaindo para um piquenique, sempre seguido por homensarmados a certa distância, iriam para um bosque nosarredores da cidade, a resposta da libertação de Atalantaestava demorando muito. 54
  55. 55. Chegando, havia muitas pessoas já fazendo opiquenique, foi ter com uns e depois com outros, suaesposa também, eram muitos a cumprimentar. Era quase oito horas da noite quando iam retornarpara o castelo, sabendo que todos os seus movimentosestavam sendo sondados pelo inimigo, fez de conta quenem havia percebido eles a distância, era como se nãoexistissem. Na volta do piquenique iria ver como estavaAtalanta, tudo estava acertado para o resgate de Atalanta,na sua comitiva de ida e de volta se juntaram mais e maispessoas, a maioria do seu povo que iria para a guerraestava indo para as montanhas naquele momento. A cidade estava num frenesi, teriam que evitar nomomento um ataque maciço para poupar a cidade e seupovo, iria atacar os guardas que estavam próximo da naveonde se encontrava Atalanta. Seu informante havia lhe dado a localização, apesarde haver muitos guardas, estava com o rei os maispoderosos de seu povo, que não possuíam asas para nãoestragar a surpresa do plano de resgate, no momento em 55
  56. 56. que o rei estivesse com Atalanta começaria o ataque aosguardas. O rei e a rainha e sua comitiva eram de vintepessoas, mais distante estavam mais oitenta membros daforça de ataque do rei, estes iriam atacar os guardas elevar Atalanta, e próximo da floresta estavam mais detrezentas fadas de asas, que viriam em socorro do rei e darainha, caso desse alguma coisa errada, na tentativa deresgate da Princesa do mar. O rei se fez pronunciar, contou os guardas do lado defora da nave apenas doze, queria saber quantos estavamdentro da nave somente ele e a rainha foram deixadosentrar na nave para ver a princesa Atalanta. Entraram na nave de imediato vêem Atalanta, que oscumprimentou, toda feliz ao ver ao rei e a rainha. - Anedim meu querido, como você está. -Estou bem, obrigado por perguntar. -E você Seriana, sempre linda. Atalanta estava radiante, como sempre fora um docede garota, sempre muito respeitosa e elegante, mesmocomo uma cativa. 56
  57. 57. - E você tem sido bem tratada aqui, Anedim falava. Seriana ficou a olhar os guardas no interior da nave. - Sim, estou sendo bem tratada, mas eles perguntamdemais da conta, isto me cansa. Seriana começou a falar com os guardas, comoestavam tratando Atalanta até o momento e começoudizer o que ela gostava, de fazer e tudo mais, eram oitoguardas dentro da nave mais quatro pessoas que Anedimjulgou serem médicos ou cientistas, não sabia bem o queeram isto não importava. Seriana havia hipnotizados todos em pouco tempo, epediu com a maior calma que libertassem Atalanta docárcere em que haviam colocado ela, e prontamentetodos queriam obedecer, o rei sairia primeiro da nave,Seriana não teria como hipnotizar todos os guardas, queestavam do lado de fora, por estarem longe do alcance desua vós. Mas tirou as informações que precisava dos guardasde dentro da nave, para subjugar os guardas do lado defora. Tudo estava correndo perfeitamente; Os guerreirosconvocados pelo rei estavam a uma boa distância da 57
  58. 58. nave, quando o rei surgisse primeiro na saída da naveseria o sinal de que teriam conseguido tirar Atalanta deseu cativeiro, e era para todos se aprontarem casohouvesse alguma reação dos guardas do lado de fora, eque estavam próximo a praça onde localizava a nave comAtalanta, mas assim que Seriana deixou a nave comAtalanta, um alarme disparou e os guardas foram dearmas em punho para cima do rei e da rainha Tudo havia saído errado, o rei se sentiu acuado, seuscolaboradores tocaram as trombetas, as fadas queestavam escondidas vieram para ajudar, os outros queestavam escondidos mais próximos da nave também. Os guardas na eminência da fuga inesperada dosfugitivos, não dispararam suas armas de imediato, edescobriram que tipo de armas possuía aquele povo. Os primeiros guerreiros da linha de frente, queestavam do outro lado da rua aguardando o rei,apontaram suas mãos para os soldados mais próximos dorei, e dispararam suas ondas de energia derrubando ossoldados, a mais de cinco metros de distância de onde seencontravam. 58
  59. 59. Mas logo que o rei e a rainha junto com Atalanta quecontrolava uma quantidade de águas através de ondas,que trouxera de seu cativeiro para deslocar-se, pois nãotinha pernas, se encontravam junto dos fieis súditos dorei, os soldados que havia caído se levantavam e olharamadmirados para cima, vendo uma nuvem de mulherescom asas de todas as cores imagináveis, indo em direçãodeles e apontando as mãos, e antes de iniciarem umataque de ondas de deslocamento sobre os soldados. Foram as primeiras a sentir o horror, das armas deenergia que esses homens do espaço usavam, as fadasque estavam à frente do ataque conseguiram dispararsuas ondas de energia, e se desviaram a tempo dosprimeiros disparos, as que viam logo atrás não tiveramtempo para se desviar, seis delas caíram agoniando equeimando até o chão. Em terra os súditos do rei continuavam disparandosuas ondas, mas só conseguiam derrubar os soldados, nãoferindo nenhum deles. E nesse meio tempo, chegaram mais soldados doinimigo e mais fadas caíram no chão, á cena se repetia,evitando atirar no rei e não rainha os soldadoscomeçaram a disparar suas armas no grupo de guerreiros 59
  60. 60. que o rei havia trazido para ajudá-lo no resgate deAtalanta, o rei chocado com a cena, pediu que levassemAtalanta e Seriana imediatamente dali. Chamou duas fadas as mais fortes e pediu quelevassem ele e seu mais forte guerreiro dali, iam dispararsua onda de deslocamento mais forte, o rei e Luxion, sepostaram lado a lado e começaram a urrar como doisdoidos, os guardas vendo os dois apontando as mãos paraeles e vendo o grupo que tinha se formado perto do rei,porque ali não tinham disparado pela proximidade do rei,apontaram as armas para o rei. Os dois pararam repentinamente de gritar e caíremdesmaiados. E uma onda gigante deslocando até o ar a frente dosdois e fazendo um barulho como se fosse um trovão,arremessou tudo em seu caminho em direção aossoldados fazendo voarem a mais de cem metros dedistância. Os grupos de fadas pegaram todos aqueles que nãopodiam voar, e saíram de imediato, após isso, duas fadasficaram para traz, para ver o que tinha acontecido. 60
  61. 61. Do meio dos destroços, os soldados começaram a selevantar, não havia atingido mortalmente nenhum deles, ealguns com as armas ainda em punho já estavam a mirarpara elas, que saíram na hora antes deles dispararem. Chagaram a floresta a maioria chorando com seusmortos no colo, largaram os que não voavam no chão ecaíram em prantos. A rainha deu ordens imediatamente, para andarem omais rápido possível sem deixar trilhas para as entradasdas cavernas, esse seria um dia terrível para eles, o reiainda desmaiado acordaria no dia seguinte a onda deforça que havia liberado deixou-o extremamente cansado,e nem mesmo assim conseguia matar nenhum de seusinimigos. Os soldados que levantaram dos destroços passaramimediatamente informações para as outras guarnições dacidade, que enviaram tropas em pequenas máquinasvoadoras em direção ao bando que fugia para a floresta,além dos limites da cidade. Havia cerca de duzentas pessoas junto do rei e darainha em fuga pela floresta, os outros já estavam bem àfrente, as máquinas equipadas com sensores localizaram 61
  62. 62. todos, e estavam desembarcando logo atrás deles nomeio da floresta, as fadas que não poderiam voar no meiodas árvores e também por estarem cansadas nãoconseguiam avançar na mesma velocidade que o resto dogrupo, o grupo delas fora rodeadas por cinqüentasoldados, que já preparavam suas armas para atirar, casoelas resistissem ou lançassem disparos de ondas nadireção deles. Uma revoada de fadas negras como a noite, vindo domeio das árvores, agarrou os soldados, eles não tiveramtempo de reagir, caíram mortos. Tudo se passava muito rápido, os soldados caindo ásfadas cansadas e com medo, as fadas negras com seusgritos mortais, seus toques gélidos, um frenesi tomouconta de todas as fadas moribundas. O grupo de fadas guerreiras do rei, horrorizadas,mais com medo da fadas negras, do que das armas dossoldados saíram correndo, com medo de tocar ou mesmoesbarrar em qualquer uma das fadas negras, e terem umamorte horrível, apesar de terem sido salvas, nenhumadelas ficou para agradecer as fadas negras. 62
  63. 63. As fadas negras recolheram todos os trajes sem vidajunto com as armas do inimigo, e foram imediatamentepara a escuridão total, do mesmo jeito que vieram seforam. À única coisa que se ouviu na noite de muitosmortos, foi um murmúrio surdo, de uma fada negra quedeixou o local por último. -O equilíbrio, está correto novamente. A caverna escolhida pelo rei ficava a uns duzentosmetros dentro da terra, as entradas eram muito bemcamufladas se não fossem seguidos, não seriammolestados facilmente. - Calma a todos, vamos descansar somente daívamos honrar nossos mortos, a rainha falava a todos. O amplo salão da caverna era imenso e tudo ali erabem preparado, para abrigar mais de duas mil pessoascom acomodações em geral, a caverna se estendia paravarias outras cavernas, já estavam ali a mais de oito milanos e sempre foram mantidas limpas e organizadas eeram ligações para toda a rede de túneis do planeta. Umemaranhado gigantesco de túneis, quem quisesse poderia 63
  64. 64. dar a volta em todo planeta andando por túneis ecavernas. As fadas chegaram com um pouco de atraso, a líderdelas fora direto a rainha em tom de desespero. - Senhora, as fadas negras estão na floresta? A rainha ficou muda. O que as fadas negras estavam fazendo ali. Outras falavam ao mesmo tempo, fomos atacadaspelos soldados, as fadas negras mataram os soldados. -Todas nós seriamos capturadas, se não fossem elas. E de repente algo imaginável para um dia cheio dedores e lamentos e pouco triunfo, parecia que aindaacabaria pior. Verônica a fada negra conhecida como a pestilenta,fez sua entrada triunfal a caverna, chegou voando e jogouum exoesqueleto mecânico com armadura e tudo no chãoda caverna próximo a rainha e veio pousar a frente dela,dezenas de guerreiros com as mãos apontadas para apestilenta, já iam disparar antes que ela tocasse narainha. 64
  65. 65. A rainha levantou a mão para cima e fez sinal paratodos se acalmarem. E abraçou pestilenta todos fizeram huumm, mas arainha não havia caído morta, ambas chorando. - Que saudade de você Verônica. - Ainda bem que você veio? - Não sei mais o que fazer, muitas de nossas irmãsmorreram na cidade, a rainha tentando contar o ocorrido,para sua irmã. - Vi de longe, mas fiquei com receio de entrar nacidade, para ajudar e causar um alvoroço por isso, eu eminhas irmãs ficamos na floresta, mimetizamos asárvores, e justamente quando suas fadas de asas foramcercadas, fizemos nosso trabalho de manter o equilíbriodas coisas. As fadas negras eram ceifadoras de vida, quandouma fada saia de dentro da pupa, e suas asas estavamnegras imediatamente se isolavam e iam embora, vivemsempre nas sombras, esperando para levar o último soprode ar de suas vitimas, a morte é instantânea, masprecisavam estar a poucos centímetros de suas vitimas, 65
  66. 66. para pode usar seu poder de equilíbrio, que todoschamam de ondas da morte. As fadas meio longe de sua rainha, devido àpresença de pestilenta tinham medo de chegar próximosda rainha. Logo que Seriana havia notado o medo de suasfadinhas. - Calma minhas crianças Verônica pode seu uma fadanegra, mas também, é minha irmã e sou imune apestilência dela e enquanto ela estiver me tocando,nenhuma de vocês correm risco. - Então fiquem de olho nela, não a deixem soltar meubraço. As duas de braços dados caminhavam em direçãoonde o rei estava acomodado, e surgiu da entrada dacaverna mais uma fada negra que veio dar o braço aVerônica, não tinha outro jeito dela andar ali sem matarninguém tinham que estar conectadas a rainha. - Mas Viviane? - O que você veio fazer aqui? Ralhara Verônica, afada que acabara de chegar. 66
  67. 67. - As nossas irmãs querem saber o que vamos fazercom as roupas e as armas que pegamos dos soldadosmortos. A rainha ouviu e ficou contente com a notícia. - Quantas armas vocês pegaram. - Umas cinqüenta armas, com roupas e tudo mais. - Verônica? - Posso ficar com elas, falava Seriana toda contente. - Vou deixar todas para vocês na entrado do lado dacaverna. - Um presentinho. Foram ver o rei, que ainda estava dormindo. - Preciso que você me faça um favor, Verônica, suafadas podem viajar a noite sem serem notadas,precisamos encontrar minhas filhas e Siux, e precisoavisar os outros povos da força de nosso inimigo. - Devem proteger os herdeiros do trono de todas ascidades eles querem se apoderar deles, para usar os reispara comandar o povo. 67
  68. 68. - Eles acham que assim os reis irão comandar o povoe pedir para que trabalhem para eles. - Meu marido, suspeita disto, por isso se negou aentregar Atalanta. Verônica não gostou muito de usar suas irmãs fadasnegras, como garotas de recado não tinha outro jeito,sempre fora rejeitadas por todos os povos e agoraprecisavam delas, como era sua irmã que pedia, não lhenegou o favor, mas depois iria cobrar um preço dossenhores, que sempre as expulsavam das cidades. - Viviane. - Quero que você vá até o pai de Siux, você é a maisrápida e avise-o para ajudar encontrar o filho dele e asprincesas - É provável que eles estejam indo para lá, além domais eles devem de estar indo a pé então já sabe, vai terque ir pelas cavernas, não adianta ir pelo céu. - Tudo bem, mas como chego a Tuanã, não vão mereceber. - Vão sim, diga que é da parte da rainha e do rei deLuanã. 68
  69. 69. - Tens um recado urgente para o rei, do filho do reiSiux, ao de te receber, dizia Seriana. Viviane deixou as duas e partiu, foi pelas cavernasvoando tranquilamente, às fadas negras adoravam voarpelas cavernas, elas viviam sempre à noite comomorcegos e evitava o dia, nas cavernas a luz sempre foramuito fraca apesar de quase todos os túneis seremiluminadas, ninguém até o momento queria saber de ondevia aquela claridade e ninguém a pesquisou, sabiam queera boa. A ESCRAVA DE AMANDA Siux e suas amigas saíram das cavernas e como nãotinha mais ninguém perseguindo o grupo, resolveram irpela floresta, tinha despistado as máquinas que voavam,seguiam por um caminho que Acaciana conhecia, eratranqüila a trilha dos caçadores, sabiam que naquela 69
  70. 70. marcha em dois meses chegariam até Tuanã, à cidade dopovo de Siux. Alyessa que havia treinado na caverna dava seusprimeiros vôos, mas não voava acima das árvores, paraque ninguém de longe a visse, Acaciana estava cautelosa,não sabia até então o que o povo que veio das estrelasqueria com eles e não tinham boas intenções até omomento, não havia chegado nenhum recado do castelo,desde a chegada de Siux. Sabia bem que a casa dela era a mais próxima dopovo de Luanã, depois do deserto e em quinze diasninguém saiu da cidade para procurar as princesas, osinvasores deviam de alguma forma ter proibido eles desaírem da cidade e toda semana sempre havia aquelesque viam caçar na floresta e não viu ninguém em duassemanas, tinha certeza que não poderia voltar à cidade,pensou em ir lá, mas ficou receosa e preferiu atender aopedido de Siux e ir ter com Tiuxisam seu pai. As pessoas que viviam na floresta, também nãotiveram coragem de ir à cidade, preferindo adentrar cadavez mais para dentro da gigantesca floresta, como meiode proteção. Sabia bem que dentro da floresta estariam 70
  71. 71. protegidos, mesmo que máquinas voadoras voassem porcima das arvores, seria fácil se esconder. No terceiro dia de viagem, Amanda já conseguiaentender um pouco do que os pássaros falavam, mas nãosabia ainda como responder, tentava assobiar imitando ossons que eles faziam, mas nenhum deles dava atenção aela, não conseguiam entender, o que ela falava comaqueles assobios, ela mais assustava os pássaros que iamembora quando ela os imitava. O dia era claro e bonito, o cheiro da relva combinadacom a temperatura amena o passeio estava bom, Siuxestava feliz, e até assobiava uma cantiga, que Acacianaao ouvir cantarolava com ele, acompanhando, quandoouviram o ar sendo rasgado acima das árvores, eram asmáquinas voadoras que estavam passando muito rápidosobre eles. Depois do pequeno susto não deram muita atenção amáquina voadora, em menos de um minuto depoisretornava na posição que eles estiveram antes, e ficousobrevoando sem sair do lugar, começaram a correr aidéia de sair da caverna não fora muito boa. Corriam beme conseguiram uma boa distância, e viram entre asárvores que desciam soldados por cordas do veículo que 71
  72. 72. estava planado no ar, para dentro da floresta, teriam queprocurar uma entrada para as cavernas, Acaciana saiu dacaverna, e seguia pelo caminho do caçador sem sedistanciar muito das entradas, se conseguissem manter oritmo, em vinte minutos mais ou menos, estariam bempróximo de uma entrada. Já era fim do dia e logo começaria a escurecer, anoite daria alguma chance a eles, tinham uns cincominutos de dianteira dos soldados, conhecia a regiãomelhor que eles, mas e daí, se eles conseguiram ver elesdo céu, em baixo das árvores, não seria difícil segui-los apé dentro da floresta, havia subestimado o inimigo, teriaque correr mais ainda. Com seus equipamentos eletrônicos, os soldadosestavam mapeando todos os seres que se movimentavamna floresta, e assim que o equipamento encontrara quatroformas humanas, no meio das árvores dispararam oalarme A nave era pequena, só levava meia dúzia desoldados, para quatro fugitivos era mais do que suficiente,iriam investigar e nem avisaram sua base, desceramquatro deles, enquanto estavam mapeando a possível rotados fugitivos, os quatro no solo procuravam eles com seus 72
  73. 73. equipamentos de movimento, havia muito movimento e játinham saído do local, a nave acima deles fazendocírculos, havia encontrado-os e deu a direção aossoldados, que saíram correndo atrás dos fugitivos, corriambem os soldados estavam com vestimentas que eram umexoesqueleto, lhes dando uma vantagem sobre o grupode fugitivos. Logo interceptariam os quatro. Siux pressentindo a aproximação dos soldadosgritou. - Caci não vai dar tempo de camuflar a nossaentrada, vamos entrar direto, e eles que nos sigam dentrodas cavernas. Entraram os quatro diretamente, sem mesmo fechara entrada já viam os soldados por cima do ombro, Siuxestava mais atrás não queria nenhuma das garotas emsuas costas, se alguém teria que enfrentar os soldados,teria que ser ele, o primeiro disparo aconteceu já dentroda caverna, passou próximo de Siux, mas era mais brandodo que haviam atirado dentro do castelo, Siux percebeuque não queriam matar, mas fazer prisioneiros. 73
  74. 74. Aproveitando de sua agilidade começou a distanciardas três e foi ficando para trás, teria que enfrentá-los ouos quatro seriam pegos, as meninas gritavam e corriamcomo loucas, Acaciana na frente conhecia o caminho,estava indo para um lugar que pudessem se abrigar dosdisparos, mas percebeu que os disparos não chegavammais até elas, e quando se virou viu que Siux não estavamais atrás delas, havia ficado para trás, pediu para asmeninas seguirem em frete e voltou. Siux havia largado sua mochila e corria para todo olado da caverna, se esquivando dos disparos das armas,sabia se um único tiro o alvejasse cairia, e não sabia a quedistância estava às amigas, Acaciana ouviu a som dosdisparas e parou a uma distancia segura, e vendo Siuxficou sem saber o que fazer, há muito tempo não tinhamedo e naquele momento estava com medo, até quandoSiux agüentaria a correr, os soldados estavam estudandoo comportamento dele, em breve conseguiriam pegar ele,haviam se colocado dos dois lados dele, não tinha comoele ir em direção de Acaciana. Os soldados não paravam de disparar numa vãtentativa de alvejá-lo, Siux percebera Acaciana, ele queriaque ela saísse dali, mas mesmo na loucura de sua corrida 74
  75. 75. para evitar ser pego, teve uma idéia, se Acacianaconseguisse distrair os soldados por um segundo, eleconseguiria sair dali, ele e Acaciana conseguiriam corrermuito mais que os soldados, as princesas já estavamsalvas, tinha que dar certo. Ele assobiou e Acaciana entendeu estava a uma boadistância no que ela chamou a atenção dos soldados eSiux aproveitou e pulou por cima de dois soldados, queestavam bloqueando sua passagem para as profundezasda caverna em direção de Acaciana. Ele nem tinha chegado perto de Acaciana ainda eteve que parar. As duas princesas vinham na direção deles correndocomo duas loucas descabeladas, e um horror estampadoem suas faces. - Corre, corre, gritavam elas. Siux nunca as vira tão assustadas. Passaram por Acaciana que também começou acorrer em direção dos soldados para saírem da caverna. Os soldados não dispararam quando os quatrovieram em direção deles, um grito medonho vinha das 75
  76. 76. entranhas da caverna, o medo estampado na cara dasduas princesas era assustador, mudarem de inimigo nahora. Que era tão assustador que os quatro nem ficaramcom medo de serem alvejados por suas armas, pulavamde graça nas mãos dos soldados, eles viam em direçãodos disparos, sem medo de ser alvejados por suas armas,até os soldados ficaram com medo. Mandou os quatro passarem e ficaram esperando operigo que vinha de dentro da caverna, Uma fada negra voava numa velocidade assustadorae soltava um grito horrível, viera em direção dos soldados,sem medo das armas, dispararam em direção dela, masera muito rápida para eles, caiu sobre eles somente tocoude leve em suas roupas e eles caíram os dois soldadosque estavam mais atrás saíram correndo em direção àsaída da caverna, não conseguiram chegar a tempotambém foram ao chão, mortos. A fada não parou continuo até chegar à entrada dacaverna, a nave do inimigo estava voando logo acima daabertura da caverna e pelos seus comunicadores estavama par do que estava acontecendo dentro da caverna. 76
  77. 77. Logo que seus soldados caíram e viram aquela fadanegra na entrada da caverna, voaram para longe eentraram em contado com sua base, Siux queria entrar nacaverna para pegar sua mochila, estava com medo dafada negra. A fada negra procurou e viu Siux ao longe escondido,pronto para correr, ao menor sinal de que a fada fosseatrás dele. - Siux é você, gritou da entrada da caverna a fadanegra, mas como ela sabia que era ele, ficou intrigado,mas respondeu. - Sim, quem quer saber. - Vim a mando de sua rainha Seriana, procurar vocês. - Não acredito. - Mas é verdade, estou indo ver seu pai, em Tuanã. - Tenho uma mensagem do rei Anedim para ele. - Escute seu bobinho, se quisesse já teria te matado! - Sua mentirosa, você não sai das sombras, a luz dodia acabaria com você. - E mesmo Siux? 77
  78. 78. - Eu não sabia? - Se você não me fala, então eu morreria se saíssedas sombras! -Muito obrigado por salvar minha vida, Viviane falavano maior tom de deboche. A fada se escorregava pelas sombras enquantofalava com Siux, ele não conseguia ver onde ela estava. Por mais que tentasse, Siux não conseguia ver a fadanegra. E de repente o inimaginável havia acontecido, a trêsmetros atrás de Siux estava à fada negra em plena luz dodia e a luz não tinha acabado com ela. Siux não sabia o que fazer, seu coração que estavaacelerado bateu cada vez mais rápido, até a fada negraouvia seu coração o medo era tamanho, se chegasseperto dela morreria se tentasse correr ela o pegaria. Fez o que tinha que fazer, criou coragem e encarou afada negra. Enfrentar um de seus maiores medos, a morte tãoperto, e não poderia fazer nada, toda sua vida passounum flash. 78
  79. 79. - Que incrível? - Siux? Não morri com a luz do dia! - Você ainda acredita em lendas. -Mas você é muito bobinho mesmo! - E bonitinho, mas é bobinho. Viviane continuava a debochar de Siux. - Vamos conversar. - Qual é seu nome. - Viviane. - E não precisa ter medo de mim, sou um doce depessoa, se me conhecer melhor e bem capaz de seapaixonar por mim. Siux até relaxou com o ultimo comentário dela e seucoração se acalmou um pouco, se ela realmente quisessejá teria o matado. - Cadê as princesas, elas têm que entrar na cavernaantes que venham mais máquinas voadoras. As três estavam meio longe e não chegariam pertoda fada negra de jeito nenhum. 79
  80. 80. Mais ainda quando ela saiu em plena luz do dia,agora sim estavam perdidas. Não tinha onde se esconder. Viviane contou um pouco rápido o que haviaacontecido nos últimos quinze dias no castelo e Siux viuque não tinha outro jeito a não ser acreditar na fadanegra, e sabendo que logo chegaria mais soldados, queirater uma boa dianteira deles, chamou as três paraentrarem na caverna, mas Acaciana não queria levar asprincesas para perto da fada negra. - Siux. - Desconfio que o poder dela de matar funcionesomente nas sombras, por isso ela quer que entremos nacaverna, dizia Acaciana assustada. A fada negra muito tranqüila olhou para as princesase começou a conversar com Alyessa - Alyessa o que aconteceria se seu pai disparasse otrovão. - Ele desmaiaria e ficaria desacordado por 24 horasestou certa. -Acaciana quem me mandou foi sua irmã, Verônica. 80
  81. 81. -Sabia Siux, que a irmã dela é também uma fadanegra Alyessa chegou mais perto, olhando muito paraViviane, Siux não tirava o olho dela era a mulher maislinda que Siux já tinha visto em sua vida. Aos olhos de Siux era uma deusa em forma demulher, é claro que Viviane notara os olhares de Siuxnela, fazia os meneios que só a mulheres sabem fazer,somente para deixar o coitado mais alucinado ainda. E Viviane teve poucas chances de se aproximar deum homem e conversar, ela mais do que outra coisa seaproveitou do repentino interesse de Siux nela, para jogartodo seu charme em cima dele. - Você viu meu pai. - Sua mãe também, ela está com muitas saudadesde vocês. Acaciana via que a fada não lhes queria mal, e seaproximou de Siux com medo. Amanda, fora a ultima, suas asas já apareciam. 81
  82. 82. Mas como ela estava indo em direção de Viviane,esta não viu as pequenas asinhas de pena na costa deAmanda. -São lindas as suas asas princesa Alyessa. Alyessa esboçou um sorriso e agradeceu. Viviane deu um grito e quase caiu desmaiada quandoviu as asas de Amanda. Todos se assustaram e queria saber o que tinhaacontecido Siux olhava para todos os lados. E viu o que tinha assustado Viviane, que passou debicho papão para coitada em pouco tempo, no conceito deSiux, sentiu pena dela, por ter sentido tanto medo deAmanda. - Vamos todos para a caverna, Siux tomava adianteira para levar todas para a caverna. Foram entrando e Viviane ficou para trás nãoconseguia nem andar direito de tanta emoção. Percebera que era a primeira fada negra que tinhaencontrado a mulher pássaro, mulher anjo a mulher divinae muitos outros nomes que davam a ela a salvadora dasfadas negras, era o fim da longa espera todas as fadas 82
  83. 83. negras procuravam e esperavam por aquele dia, seria areencarnação de Aurora, a mãe de todos. Acaciana ficava meio desconfiada do silêncio deViviane e ainda queria andar atrás do grupo, a todo omomento olhava para trás para ver se Viviane nãoaproximava demais das princesas. Viviane desde que notara as asas de Amanda nãotirava os olhos dela, estava hipnotizada pela visão dasasas de Amanda. E nem falava nada. Já era tarde da noite, estavam bem dentro dacaverna, mesmo que os soldados os tivessem seguidonaquela noite, não os encontrariam. Poderiam dormir tranqüilos. Acaciana fez uma sopa rápida, depois que todos seserviram Viviane veio se servir. E começou a contar tudo que havia ocorrido, nosúltimos dias em Luanã, até o momento de sua partidapara encontrar com o pai de Siux, e como teve sorte nocaminho os encontrara. 83
  84. 84. Acaciana após ouvir tudo começou a acreditar nela ejá não sentiam pena dela ou tinham tanto medo dela. Por ser uma fada negra, todas as fadas negras eramisoladas do povo, de todas as cidades e aquelas quemoravam dentro de uma cidade geralmente eram isoladase somente saiam à noite, por isso a lenda de que elastinham medo da luz do dia que poderia matá-las. A vida das fadas negras era bem triste, era somenteuma eterna solidão e o convívio entre elas mesmas, sóalguns parentes próximos e que tinham coragem dechegar perto delas, e mesmo assim com muita reserva,todos tinham medo do toque mortal delas, as sugadorasde vida, como eram conhecidas. Todos estavam distraídos, com a história e nem seincomodavam mais com Viviane, foi quando Alyessa deuum grito. Viviane havia se aproximado de Amanda e tocavaem suas asas, ninguém teve coragem de chegar perto. - Que você está fazendo, gritava Siux. - Não se mexa Amanda, falava Acaciana. - Saia de perto de minha irmã. 84
  85. 85. Viviane olhava com calma para todos Amanda, sevirou e encarou Viviane já não sentia medo, Viviane seabaixou e falou ao seu ouvido, ninguém próximo ouviu oque dizia a Amanda. Amanda se levantou e abraçou Viviane que estavade joelhos, e nada de mal lhe ocorrera, Viviane choravamuito, todos perceberam que Amanda estava bem eesperaram até que Viviane parasse de chorar. Quando Viviane se levantou Acaciana que conheciaum pouco dos costumes antigos ficou de boca aberta efitava a testa de Viviane que agora tinha um circulominúsculo desenhado, Viviane se tornara uma escrava,Amanda chamou Viviane, que se ajoelhou na hora paraatender o primeiro pedido de sua ama. Amanda cochichou em seu ouvido, ninguém ouviunovamente. Viviane se levantava novamente e Amanda disse. - Ela não pode matar mais ninguém com seu toque,somente se eu deixar, por isso não tenham mais medodela. Todos ficaram felizes e Viviane foi até Siux paraatender a primeira ordem de sua ama. 85
  86. 86. Siux estava sentado, quando Viviane se aproximouameaçou se levantar, Viviane fez sinal com mão e odeixou sentado mesmo. Ela se reclinou pegou em seu rosto, beijaram-sedelicadamente, Acaciana se abriu num sorriso, Amandabatia palmas, Alyessa balançava a cabeça e olhava para airmã. Siux não sabia o que fazer com suas mãos, e abeijava loucamente, quando percebeu que as outrasestavam olhando, parou imediatamente. Estava super envergonhado de azul claro seu rostoficou azul escuro. Viviane fez um beicinho. - Não pare, por favor, está tão gostoso. Virou-se para Amanda, e pediu. - Me da outra ordem desta. Todos olhavam pra Amanda que ria até quase chorar. Acaciana queria saber por que Amanda havia pedidopara sua escrava beijar, Siux. Amanda se rindo, falou. 86
  87. 87. - Quando estávamos dentro da caverna, vindo paracá ele me falou. - Ela é tão linda que ficaria uma noite inteirinhabeijando ela, queria saber se era verdade. Siux não sabia onde enfiar a cara, Viviane olhavapara ele e piscava um olho, Siux sempre fora muitocorajoso nunca havia sido tão intimidado. Foram-se todos dormir Viviane deu um jeito e sedeitou no meio de sua ama e de seu namorado, nestanoite Siux sonharia com ela, e ela com ele. Acordaram todos cedo, Viviane pulava que nem umacriança que acabara de ganhar um presente, suas asasestavam brancas como a neve, agora em diante seriachamada de Viviane a fada branca, não mais Viviane afada negra, correu para Siux e beijou novamente como nanoite anterior ele agora mais calmo a beijava com ternura,um beijo era sinal de compromisso sério e agora ele haviacorrespondido ao seu primeiro beijo, estavam a namorartomaram um desjejum rápido e seguiriam em sua viajempara Tuanã. Viviane conversava com Acaciana como se fossemvelhas amigas. Viviane tinha 24 anos, cinco a mais que 87
  88. 88. Siux, a casa de Siux era rígida com a idade de casamentodos filhos, o homem era sempre mais velho que a mulher,mas agora que Siux havia se comprometido com Viviane,teriam que abrir uma exceção e Siux não trocaria Vivianepor mulher nenhuma no mundo. Siux estava radiante naquela manhã, no dia anteriortinha combatido com quatro soldados e a noite havia secomprometido com uma mulher, daí lembrou que nãotinha perguntado a idade dela, ia se virar para perguntar,mas olhou melhor para ela e para que perguntar se nãoiria mudar nada, queria ela e somente ela. Não se importaria se seu pai a aceitasse ou não, dalipara frente o mundo se Siux girava em torno daquelamulher. Foi quando Viviane lembrou porque estava ali, elaera rápida e tinha que levar as informações para o pai deSiux o quanto antes, parou e tinha que tomar algumaatitude quem iria e quem ficaria. Siux não queria sair de perto dela de jeito nenhum. Viviane chegou a um acordo vamos pelas grandescavernas. 88
  89. 89. - Alyessa poderá voar, eu posso voar com Amandadurante metade do dia e a outra metade Siux pode levarela - Acaciana pode correr, podemos seguir viajem emtrinta dias estaremos em Tuanã. - Ainda assim é muito tempo você sozinha, chegarialá em dez dias falou Acaciana. Siux ficara quieto, e de repente falou. - Vocês voltem para Luanã. - Chego à casa de meu pai em três dias. - E volto antes de chegarem às cavernas de Luanã. - Estarei com vocês, em breve. Viviane achou que era impossível alguém fazer umaviajem tão longa em tão pouco tempo, e queria sabercomo ele faria isto. Pediu para Acaciana atirar uma flecha com bastanteforça, todas ficaram olhando e Siux de cabeça baixa,escutou o arco ser esticado e quando a corda se soltou,ele se soltou com a corda e antes que a flecha batesse naparede, do outro lado da caverna, ele estava do lado daflecha. 89
  90. 90. Ninguém havia o visto correr daquele jeito e antesdas quatro fazem huooo, de admiração, ele estava do ladodelas com a flecha na mão. - Por quanto tempo você consegue correr assim,falava Acaciana. - Não sei, já corri um dia inteiro e não fiquei tãocansado se não tiver que levar nenhuma mochila achoque consigo ir. - Em três dias. Todos acharam a melhor idéia e Viviane somenteque não gostou de sair de perto do seu primeironamorado, e antes dele partir encheu ele derecomendações e beijinhos e já estava morrendo desaudades, mesmo antes que ele partisse para Tuanã. Siux fez uma pequena mochila onde levaria doispares de botas que fizera na casa de Acaciana e muitacomida, não tinha tido a elas que teria que parar de horaem hora para descansar e comer, elas não permitiriamque ele fosse viajar sozinho, a viajem era longa ecansativa, mesmo que ele fosse rápido como o vento teriaque fazer a viajem sozinho. 90
  91. 91. Só desta forma não as deixaria em perigo e poderiavoltar a estar com Viviane novamente em pouco tempo,se tudo corresse bem em três dias correndo doze horaspor dia chegaria à casa de seu pai. Ficariam dois dias descansando e faria a viajem devolta em cinco dias, não queria chegar cansado na volta. Despediu-se de todas e saiu correndo. Corria tranqüila a viajem para Siux de vês emquando ele saia das cavernas para a floresta, só parapegar alimentos e voltava para as cavernas, poucas vezesouviu alguma máquina voadora no céu. Na primeira noite apesar de estar bem cansadodormiu seis horas apenas, mas na segunda noite haviadormido nove horas, ainda estava contente com seuprogresso, mas na ultima noite a canseira era tamanhaque fora dormir sete horas da noite, e acordou, tododolorido no outro dia depois do meio dia, teria que ir maisdevagar somente ao quarto dia e que chegou perto de suacidade, descansou aquela tarde e só no quinto dia chegoua sua cidade, dentro da terra cidade onde nasceu. Ficava na maior sala de todas as cavernas doplaneta, era gigantesca e fora feita pelos antepassados de 91
  92. 92. todas as pessoas que moravam no planeta, ficava a maisde dois kilometros de profundidade do nível do mar e suaextensão era de trezentos kilometros, com enormespilares que sustentavam o teto, e tinha um enorme lagono meio da cidade, de onde via todo o calor e a luz quebanhava a cidade. Era uma forte termal que irradiava luz, as casasedifícios ficavam as margens do lago, mais afastado haviamenos calor e luz, havia uma penumbra que se estendiapor toda a parede da grande cidade subterrânea. Tuanã era a única cidade que tina traços do antigopovo, ali é que era feita todas as ferramentas do planeta eartigos de metal, aproveitava-se as águas mais profundasque eram mais quentes que não eram tocadas pela águafria que via da superfície e através de enormes canosaquecia as forjas e colocavam todas as fabricas emmovimento. E ali fabricavam de tudo que o povo da superfícienecessitasse, em troca recebia alimentos e outras coisasdo povo da superfície, eram povos irmãos, mas muitounidos e cada nação tinha sua função especifica, enenhuma tinha vontade de fazer a tarefa de outra, se umcidadão quisesse trabalhar com metais, se mudava para a 92
  93. 93. cidade que trabalhasse com metais e assim viviam emharmonia já a mais de dez mil anos. E todos os povos adoravam o criador de tudo oEterno e Aurora a mãe de todos, assim era e sempre foradesde o princípio do mundo. Siux vendo sua cidade ajoelhou e agradeceu aoEterno e Aurora por seus poderes, levantou-se e foi tercom o rei seu pai. Ninguém notara sua chegada, pois era destasbandas e parecia mais um trabalhador somente quecirculava pelas ruas de Tuanã. Estava parecendo um maltrapilho e quando chegouao palácio de seu pai ninguém o reconhecera. - Tenho notícias da rainha e do rei de Luanã para orei. - Seu nome forasteiro. O sentinela olhou as roupas daquele maltrapilho,querendo uma audiência com o rei e não o deixaria entrarfacilmente no castelo e incomodar o monarca. - Siux, filho do rei. 93
  94. 94. Sentinela levou um susto e percebera quemrealmente era aquele maltrapilho, depois de uma boaolhada em seu rosto reconheceu o filho do rei, quemorava na superfície do planeta há muito tempo. - Venha jovem senhor, o levarei até o rei. Sentinela ficara contente por não ter tratado mal ogaroto a sua frente, pois não tinha o reconhecido. Sentinela querendo causar boa impressão, depois doerro por não ter reconhecido de imediato o filho do rei. Foi na frente de Siux gritando. - Abra caminho para Siux, o filho do rei. - Abra caminho para Siux, o filho do rei. Todos no castelo ao ouvirem, vinham correndo paraver o que tinha ido embora há tantos anos e agoraregressava a casa. Ao chegarem, no salão principal do palácio a rainhasua mãe caia de joelhos, o pai indignado ao ver o estadode seu filho. - O que fizeram ao meu filho, vendo tão abatido emaltrapilho. 94
  95. 95. Foi correndo e abraçou e chorava agarrado ao filho,Siux emocionado ao ver o pai, chorava a rainha nãoparava de beijar aquele garoto, vestido de roupas velhas etodo sujo. Depois de tão calorosa recepção, e todos maiscalmos. Levaram-no imediatamente, para um quarto que elereconheceu na hora a visão de doze anos voltou a suamemória, estava do mesmo jeito, não mudaram nada deseu antigo quarto. Tomara um demorado banho, seus irmãos lhetrouxeram roupas limpas, mas ele não quis usar, nãousava roupas da realeza e não começaria a usar agora,pegou uma muda de roupa de um dos serviçais mesmo eas vestiu, se sentia mais a vontade, ninguém questionouas roupas que ele quisera usar. Queriam saber das novidades, que motivos o traziama Tuanã naquele momento, como seus pais não estavamali, contou do compromisso que firmara com Viviane etodos se espantaram uma fada negra, que ele corrigiu nahora agora era uma fada branca. 95
  96. 96. No jantar ele contaria com pormenores, o queaqueles homens das estrelas fizeram ao povo de Luanã, ecomo estavam a impingir maldades ao povo. Detalhou tudo ao seu pai e sua família. O rei ficou muito indignado, não tinha quase notíciasdo povo da superfície, desde que os homens das estrelastinham desembarcado suas tropas nas cidades, somenterumores. - Meu filho. - Irei ter com o conselho e mandarei avisar Anedim,que estamos do lado deles, mandarei todo o reforço quenecessita, viajarei amanhã mesmo, você ficara bem aquicom seus irmãos. - Não posso meu pai, tenho que voltar. - Preciso estar com as duas princesas elas precisamde proteção e só confiam em mim. - E fiz compromisso com uma dama, meu dever eestar do lado dela. - Que bom e quem e essa dama de sorte, meu filho. - Viviane, filha de Luxion. 96

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