Romantismo poesia - 3ª geração

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poesia do século XIX

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Romantismo poesia - 3ª geração

  1. 1. POESIA
  2. 2. Um dos pilares do bem é a liberdade, um dos obstáculos seria a escravidão. A 3ª geração, inspirada pelos princípios libertários, defendidos por Victor Hugo, é despertada para uma nova visão do mundo e dos homens. Há uma preocupação social, com temas de liberdade e abolicionismo. Dissipa-se aos poucos aquela atmosfera doentia do mal do século, surgindo um lirismo novo, sadio. O Brasil, com o declínio da monarquia, caminhava para a sedimentação do capitalismo, para o desenvolvimento econômico(exportações de café, melhoramentos como luz elétrica, rede de esgoto, novas estradas), não cabia mais a mancha da escravidão e o anseio pela república aumentava.
  3. 3. Conhecida como condoreira ou hugoniana (numa referência a Vitor Hugo), essa geração tinha como emblema o condor, ave da Cordilheira dos Andes, símbolo da liberdade, capaz de voar em grandes altitudes , comparado aos ideais tão grandiosos dos poetas. CONDOREIRISMO
  4. 4. A linguagem adquiria um tom inflamado, declamatório, grandiosa como o voo do condor, carregada de transposições, vocativos, exclamações e de figuras de linguagem, a hipérbole, metáforas. A pontuação procura dar ao texto um tom característico da oratória. Poesia para ser recitada, dita, como um discurso político. Fala das procelas, do furacão, do Himalaia, dos picos e temas sociais como o abolicionismo, essa a mais expressiva.
  5. 5. À Tépida sombra das matas gigantes, Da América ardente nos pampas do Sul, Ao canto dos ventos nas palmas brilhantes, À luz transparente de um céu todo azul, Ó pátria, desperta... Não curves a fronte Que enxuga-te os prantos o Sol do Equador. Não miras na fímbria do vasto horizonte A luz da alvorada de um dia melhor? Já falta bem pouco. Sacode a cadeia Que chamam riquezas... que nódoas te são! Não manches a folha de tua epopéia No sangue do escravo, no imundo balcão. Sê pobre, que importa? Sê livre... és gigante, Bem como os condores dos píncaros teus! Arranca este peso das costas do Atlante, Levanta o madeiro dos ombros de Deus.
  6. 6. Chama-se de poesia engajada aquela que se coloca a serviço de uma causa político- ideológica, procurando ser uma arte de contestação e conscientização. A arte da 3ª geração é usada para revolucionar uma sociedade. Os sentimentos são motivadores de mudanças. Não basta, para o poeta, só mergulhar nas suas emoções, ele sente a necessidade de mudança de valores na sociedade e se sente, como artista, na obrigação de participar disso. Valoriza a vida e busca com sua arte defendê-la, denunciando as injustiças.
  7. 7. Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes Embuçado nos céus? Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito... Onde estás, Senhor Deus?... Minha garupa sangra, a dor poreja, Quando o chicote do simoun dardeja O teu braço eternal. Minhas irmãs são belas, são ditosas... Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas Dos haréns do Sultão. Ou no dorso dos brancos elefantes Embala-se coberta de brilhantes Nas plagas do Hindustão. Por tenda tem os cimos do Himalaia... Ganges amoroso beija a praia Coberta de corais ... A brisa de Misora o céu inflama;
  8. 8. Era um sonho dantesco... O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas, espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs.
  9. 9. Poeta baiano, principal autor dessa geração. Cursava direito em Recife e São Paulo. Sua obra representa, na evolução da poesia romântica brasileira, um momento de maturidade e de transição. Maturidade, em relação a certas atitudes ingênuas das gerações anteriores, como a idealização amorosa e nacionalismo ufanista, às quais Castro Alves dará um outro tratamento, mais crítico e realista. Transição, porque sua perspectiva mais objetiva e crítica diante da realidade aponta para o movimento literário subsequente, o Realismo, que, aliás, já há muito predominava na Europa.Talvez seja Castro Alves o primeiro grande poeta social brasileiro. Como poucos, soube conciliar as ideias de reforma social com os procedimentos específicos da poesia, sem permitir que sua obra caísse no mero panfleto político . Desse modo, em vez de uma visão idealizada e ufanista da pátria, Castro Alves retrata o lado feio e esquecido pelos primeiros românticos: a escravidão dos negros e a opressão e a ignorância do povo brasileiro. A linguagem poética de Castro Alves prenuncia a perspectiva crítica e a objetividade do Realismo. Apesar disso, é uma linguagem essencialmente romântica, afim com o projeto liberal do romantismo brasileiro e bastante carregada emocionalmente, beirando os limites da paixão. Fonte: Internet <www.limacoelho.jor.br>
  10. 10.  Poesia abolicionista  Liberalismo e questões políticas da época.  Linguagem exaltada.  Poesia lírica  Suas principais obras são: "Espumas Flutuantes", “A Cachoeira de Paulo Afonso" e o drama "Gonzaga ou a Revolução de Minas". Ao livro "Os Escravos" pertencem "Vozes d'África" e "O Navio Negreiro”.
  11. 11. O crescimento da cultura urbana, os debates em torno de ideais democráticos , a revolta pelo sistema escravagista são aspectos que influenciam Castro Alves. Tinha repúdio pela escravatura. A poesia deveria denunciar as injustiças;
  12. 12. Tom exaltado. Vai usar hipérboles, metáforas, apóstrofes grandiosas. Oratória emocionada. “Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito... Onde estás, Senhor Deus?...” Castro Alves – “Vozes d’África”
  13. 13.  Mulher mais próxima da realidade, sensual(ele concilia a prática poética com o exercício amoroso); O "Adeus" de Teresa Castro Alves A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus E amamos juntos E depois na sala "Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala E ela, corando, murmurou-me: "adeus." Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . . E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus Era eu Era a pálida Teresa! "Adeus" lhe disse conservando-a presa E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

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