Iluminismo

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Iluminismo

  1. 1. Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria Estadual de EducaçãoColégio Estadual Leopoldina da Silveira HISTÓRIA Professor Luiz Valentim
  2. 2. Aula I – 2ª Série – Ensino Médio ILUMINISMO
  3. 3. IluminismoAntigo Regime Revoluções
  4. 4. O Antigo RegimeExpressão criada apartir de 1789 pelosrevolucionáriosfranceses paracaracterizar asociedade criticadapelos iluministas econtra a qual aRevolução foi feita.
  5. 5. Características• Absolutismo;• Forte presença da Igreja;• Rígida estratificação social;• Desigualdade e concentração de privilégios;• Ausência de separação entre as esferas pública e privada;
  6. 6. Sociedade Estamental Rei Alta nobreza: príncipes, Alto clero: cardeais, duques, condes, marqueses, bispos, etc. etc. Clero médio: abades e abadessas, membros dos conselhos, padres de Média nobreza: cavalheiros paróquias ricas, etc. e nobres de toga. Baixa nobreza: Baixo clero: padres, fidalgos. frades e freiras. Ricos: comerciantes, banqueiros, donos de terras, de títulos de propriedade, etc.Níveis modestos:artesãos, profissionaisliberais, agricultores Pobres: Camponeses,com terras, etc. jornaleiros, trabalhadores urbanos, etc.
  7. 7. O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar Quem põe ordem no mundo? Hoje em dia não predomina a visão religiosa, e sim o entendimento de que os homens são os responsáveis pela sociedade, por sua ordem e desordem. Quais foram os desafios trazidos por essa mudança de perspectiva para o homem?BOMENY, Helena; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia.
  8. 8. Séculos XVII e XVIIITem início o processo queresultou no predomínio darazão sobre a religião. Ocorre uma transformação de valores, comportamentos e instituições que conduzem a um processo de ‘laicização’ do mundo ocidental.
  9. 9. IluminismoTambém conhecido como Ilustração,foi definido por Kant como umprocesso de “esclarecimento”, apartir do qual o ser humano sairia desua “menoridade” graças ao uso darazão e ao exercício da liberdade depensamento. Sapere aude!
  10. 10. Conceito de Iluminismo Conjunto de idéias, desenvolvido na Europa no século XVIII, que defendia o racionalismo como valor essencial da sociedade.
  11. 11. Conceito de Iluminismo Para os filósofos iluministas a razão é considerada o instrumento fundamental para o ser humano lidar com a natureza e a sociedade.
  12. 12. Conceito de Iluminismo Embora os philosophes não seguissem uma única e coerente corrente de pensamento nem tivessem um manifesto ou programa de idéias, todos defendiam o uso do pensamento racional e criticavam a autoridade religiosa e o autoritarismo de qualquer tipo, além de se oporem ao fanatismo.
  13. 13. RacionalismoO Iluminismo pôs abaixo as explicações que oCristianismo oferecia sobre a natureza e ahumanidade, estimulando a experiênciacientífica em todas as áreas.As transformações verificadas na produção doconhecimento ao longo do século XVIIIabriram as portas para as invenções quemarcaram o século XIX, considerado o “Séculoda Ciência”.
  14. 14. Conceito de RacionalismoPosição filosófica segundo a qual a razão temum papel preponderante na aquisição deconhecimento.Num sentido mais geral, o racionalismo é aideia de que só racionalmente podemoschegar às verdades acerca do mundo. Tanto aexperiência como a razão são métodosracionais de aquisição de conhecimento, poroposição aos processos místicos, como a féou a revelação divina. http://www.defnarede.com/
  15. 15. Philosophes iluministas Montesquieu Voltaire RousseauOs filósofos iluministas, embora não tenhamsido eles próprios revolucionários, criticaramfrontalmente a sociedade do Antigo Regime e,sobretudo, as idéias que a justificavam. Lavoisier Diderot D’Alembert Kant
  16. 16. Montesquieu“Uma injustiça feita aoindivíduo é uma ameaçapara toda a sociedade.”
  17. 17. MontesquieuCharles Louis de Secondat, Barão deMontesquieu, defendeu a divisão do poder doEstado em três com a criação dos poderesexecutivo, legislativo e judiciário, pois, emborafosse monarquista, era contrário aoabsolutismo. Defendia ainda que a lei deveriavaler para todas as pessoas, sem exceção.
  18. 18. Os Três Poderes JUDICIÁRIO LEGISLATIVO EXECUTIVO
  19. 19. Os Três Poderes• Legislativo – Elabora leis que representem os interesses da sociedade;• Judiciário – Interpreta e julga de acordo com as leis elaboradas pelo poder legislativo e promulgadas pelo executivo;• Executivo – Governa e administra os interesses públicos de acordo com as leis vigentes.
  20. 20. Voltaire“Somos todos iguais comohomens, mas não somosiguais na sociedade.”
  21. 21. VoltaireFrançois-Marie Arouet, Voltaire, ficouconhecido por defender as liberdades civis ereligiosas. Era a favor de uma ‘monarquiailustrada’, pois considerava que o Estado nãodeveria existir para servir ao rei, mas paraatender às necessidades dos súditos edefender a ‘felicidade pública’, emboradefendesse apenas a igualdade civil e não aigualdade social.
  22. 22. Monarquia IlustradaAssim ficaram conhecidas as casas reais quepraticavam o Despotismo Esclarecido. É aexpressão utilizada para caracterizar reis eministros que assimilavam parte das ideiasiluministas para modernizar o Estado,buscando libertá-lo da influência da religião efortalecê-lo economicamente, para reformá-losocialmente. Tudo pelo povo, sem o povo!
  23. 23. Rousseau“A propriedade privadaintroduz a desigualdadeentre os homens.”
  24. 24. RousseauJean-Jacques Rousseau foi o filósofo que maisinfluenciou as ações radicais da RevoluçãoFrancesa, antecipando as ideias socialistas quefloresceram no século XIX. Ao contrário de ThomasHobbes, afirmava que o homem era naturalmentebom, embora fosse corrompido pela sociedade, edefendia a república como a mais perfeita formade governo, pois somente nela existiria um Estadorepresentativo da soberania do povo.
  25. 25. O Contrato Social Do Contrato Social “... O homem é o Rousseau lobo do homem...” (1762)LeviathanThomas Hobbes “...o homem é bom(1651) por natureza, a sociedade é quem o corrompe...”
  26. 26. Até Quando? Gabriel, o PensadorCom qual(is) dos três filósofos analisadosanteriormente podemos identificar esta música deGabriel, o Pensador?Por que as ideias radicais, embora tenham influenciadoem diversos momentos da Revolução Francesa, logoforam postas de lado, dando lugar à ideologia liberal?No mundo contemporâneo, predomina o radicalismoou a moderação?
  27. 27. L’EnciclopédiePublicada entre 1751 e1772, a Enciclopédiatornou-se o símbolo doIluminismo. Organizadapor Denis Diderot e Jean LeRond D’Alembert, foiinspirada na obra inglesade Ephraim Chambers,Cyclopedia: dicionáriouniversal das ciências e dasartes, publicada em 1728.
  28. 28. L’EnciclopédieComposta por 17 volumes, foi organizada combase na árvore do conhecimento humanoelaborada por Francis Bacon em 1620, etornou-se uma espécie de manifesto dopensamento iluminista que, em nome darazão, valorizava o estudo das ciências, dasartes, da geografia, da história, etc., libertandoo conhecimento dos preceitos religiosos.
  29. 29. L’EnciclopédieCom posição nitidamente laica, a obra seopunha às explicações oferecidas pela religiãopara a natureza e a sociedade, afirmando queo conhecimento era um legado humano e nãoum legado divino, além de classificar a religiãocomo somente mais um entre outros tantosramos da filosofia. Apesar de incluída no Indexem 1759, continuou a ser publicada até suaconclusão, em 1772.
  30. 30. Despotismo EsclarecidoOs chamados déspotas esclarecidosassimilavam parte das ideias iluministas paramodernizar o Estado, buscando libertá-lo dainfluência da religião e fortalecê-loeconomicamente, para reformá-losocialmente, embora para muitoshistoriadores a expressão em si apresentecontradições em seus termos, uma vez queum déspota não poderia, por definição, seresclarecido.
  31. 31. Despotismo EsclarecidoOs principais Estados onde ocorreu estaforma de despotismo foram Espanha,Portugal, Prússia e Rússia, e funcionoucomo um meio de reforçar oabsolutismo.Na Inglaterra, onde o absolutismo haviasido extinguido em 1688, não haviaespaço para nenhuma forma dedespotismo.Na França o absolutismo reinava e asideias iluministas, embora dominassem ocenário, só foram postas em prática coma Revolução Francesa.
  32. 32. Marques de PombalFoi o principal ministro de D. José I, emPortugal, e governou o país com mão de ferropor 22 anos, até 1777. Pombal foi o principalresponsável pela reconstrução de Lisboa após oterremoto de 1755 e conduziu a políticaeconômica de forma a fortalecer as finançasreais e incentivar o comércio e as manufaturas,restringindo ainda privilégios da nobreza. Comintenção de secularizar a sociedade portuguesa,Pombal confiscou todos os bens da Companhiade Jesus e reformou o ensino, priorizando asciências naturais, a filosofia e a matemática.
  33. 33. Marques de Pombal• Incentivou o comércio e a manufatura no reino;• Reforçou os vínculos com as colônias;• Expulsou os jesuítas e esvaziou o poder da Inquisição;• Valorizou os comerciantes, incluindo os cristãos-novos;• Desafiou a nobreza tradicional;• Renovou o sistema educacional.
  34. 34. Carlos III da EspanhaPertencente à dinastia de Bourbon, foi oresponsável pela criação de um sistema deinstrução pública, pela abolição do sistema deporto único no comércio colonial, pela criação decompanhias de comércio, pela extinção dosimpostos que prejudicavam o mercado interno epela restrição de privilégios da nobreza. Assimcomo em Portugal, esvaziou o poder da Igreja,expulsando jesuítas e abolindo as diferenças entrecristãos-velhos e cristãos-novos. Todavia, manteveos tribunais da Inquisição, com o objetivo de barraras ideias ‘revolucionárias’.
  35. 35. Frederico, o GrandeSoberano da Prússia e filósofo iluminista,Frederico II publicou diversos textos em quedefendia que o dever do rei era servir aoEstado e o da religião era manter a fé dapopulação como fonte de solidariedade eobediência. Organizou o exército e aburocracia, além de incentivar a manufatura,o comércio, a agricultura, o ensino público eas ciências naturais, apesar de preservar aomáximo a nobreza.
  36. 36. Catarina, a GrandeImperatriz Russa, nascida na Prússia e amigade filósofos franceses, organizou um forteexército, incentivou universidades, estimulouas ciências naturais, apoiou a agricultura eadotou uma política de tolerância religiosa.Por outro lado, seu reinado foi marcado pelarepressão violenta de diversas revoltas, peloapoio à nobreza e pela opressão docampesinato, submetido à corveia obrigatória.
  37. 37. Luzes na América• América Portuguesa – As ideias iluministas quase não se fizeram presentes na colônia portuguesa. Nem sequer havia imprensa, as bibliotecas eram raras e a importação de livros era controlada por funcionários da Inquisição. Todavia, algumas academias literárias surgiram, embora quase sempre de vida curta.
  38. 38. Luzes na América• América Espanhola – A produção literária e artística sempre foi intensa, pois havia imprensa, escolas de pintura e universidades. Todavia, as ideias iluministas pouco influenciaram toda esta atividade cultural. A educação universitária continuava calcada no ensino de São Tomás de Aquino e de Aristóteles e tinha como principal objetivo formar clérigos e burocratas para a administração colonial.
  39. 39. Luzes na América• América Inglesa – A influência do iluminismo foi favorecida pela presença da imprensa, de bibliotecas e de livrarias em várias cidades, assim como universidades. Entretanto, as ideias iluministas inglesas prevaleceram nestas colônias, embora a cultura francesa também fosse marcante. Nesta parte do continente surgiu a primeira revolução contra o sistema colonial mercantilista das Américas e a primeira revolução baseada nos ideais iluministas no mundo.
  40. 40. HQ’s da História A turma será dividida em equipes, e cada uma deverá:• Construir uma História em Quadrinhos sobre um hipotético encontro entre os três filósofos iluministas analisados em aula: • Montesquieu, Voltaire e Rousseau;• O fictício encontro poderá ser ambientado em qualquer local e em qualquer época desejada • uma Boate, um Bar, uma Igreja, um Programa de TV, um café, um debate eleitoral, etc.;
  41. 41. HQ’s da História• O assunto abordado deverá ser pensado e escolhido pela equipe: • posse de um determinado presidente, proclamações de independência, proclamações de regimes republicanos, revoluções, etc.;• Cada personagem deverá abordar o assunto de acordo com suas características pessoais e históricas;• A história idealizada deverá ter alguma ação e poderá ter personagens secundários que movimentem-na;• Os personagens centrais não deverão dirigir-se diretamente ao leitor, explicando suas teorias, mas as mesmas deverão ficar claras através dos diálogos realizados.
  42. 42. HQ’s da História• As imagens utilizadas na confecção da HQ poderão ser desenhadas ou construídas através de montagens.• Todos os recursos disponíveis, digitais ou manuais, deverão ser utilizados na confecção da mesma.• Cada equipe deverá entregar duas cópias impressas e uma cópia digitalizada.• O tamanho do HQ deverá ser de 21 cm (alt.) e 15 cm (larg.), ou seja, meia folha de papel A4.
  43. 43. HQ’s da História• A HQ deverá ter, em sua totalidade, 8 páginas distribuídas da seguinte forma. • 1ª Página: Capa. • 2ª Página: Autores e Agradecimentos. • 3ª Página: Início da História. • 4 ª e 5ª Páginas: Desenvolvimento da História. • 6ª Página: Conclusão da História. • 7ª Página: Bibliografia e Glossário. • 8ª Página: Contra-capa - catálogo das HQ’s da turma.
  44. 44. HQ’s da História• Cronograma e Metodologia: • 11/03 – 15/03: A equipe deverá pesquisar a vida e a obra dos filósofos analisados, e o contexto histórico em que acontecerá o hipotético encontro. • 18/03 (segunda-feira) – 21/03 (quinta-feira): A equipe deverá entregar a sinopse da HQ devidamente digitada, identificada e formatada. Uma cópia deverá ser enviada por e-mail neste mesmo prazo. • 01/04 (segunda-feira) – 04/04 (quinta-feira): A equipe deverá enviar a capa da HQ, por e-mail e já finalizada, para a confecção das contra-capas de todas as equipes pelo professor. • 08/04 (segunda-feira) – 11/04 (quinta-feira): Entrega das versões finais impressas e digitalizadas.
  45. 45. HQ’s da História• Toda e qualquer orientação poderá ser dada pelo professor as quintas-feiras, de 16:30 às 17:50, ou durante toda a semana através do e- mail luizvalentimjr@gmail.com.• Nenhum atraso será tolerado no cumprimento dos prazos.• Cada atraso resultará em 1,0 ponto a menos na nota final do trabalho.
  46. 46. HQ’s da História• A distribuição dos pontos do bimestre será feita da seguinte forma: • Sinopse: 4,0 pontos; • HQ: 6,0 pontos;• A avaliação será feita levando-se em consideração: • Sinopse: Coerência textual, correção histórica e apresentação final. • HQ: Texto, elementos gráficos, coerência em relação à sinopse e apresentação final.
  47. 47. Bibliografia• VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila • BOMENY, Helena; FREIRE- de Castro; FERREIRA, Jorge; MEDEIROS, Bianca. Tempos SANTOS, Georgina. História: o Modernos, Tempos de Sociologia. longo século XIX. Vol. 2. São São Paulo: Editora do Brasil, 2010. Paulo: Saraiva, 2010.

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