Agremiações Litarárias Cearenses

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Agremiações Litarárias Cearenses

  1. 1. <ul><li>AULÃO SOBRE AS OBRAS DO </li></ul><ul><li>VESTIBULAR UFC 2009 </li></ul><ul><li>Agremiações Literárias Cearenses . </li></ul><ul><li>Entre a Boca da Noite e a Madrugada . </li></ul><ul><li>Trapiá . </li></ul><ul><li>Três Peças Escolhidas . </li></ul><ul><li>Cordéis e Outros Poemas . </li></ul><ul><li>Dias e Dias . </li></ul><ul><li>Professor: Luiz Danilo Rodrigues </li></ul><ul><li>Graduando do Curso de Letras Português – Inglês (UFC) </li></ul>
  2. 2. AGREMIAÇÕES LITERÁRIAS CEARENSES <ul><li>Clube Literário (1886) </li></ul><ul><li>Padaria Espiritual (1892) </li></ul><ul><li>Grupo Clã (1943) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>CLUBE LITERÁRIO </li></ul><ul><li>Teve início em 1886 e não durou mais de dois anos. </li></ul><ul><li>Foram membros do clube os escritores Antônio Sales, Juvenal Galeno, Oliveira Paiva, Farias Brito, Rodolfo Teófilo, entre outros </li></ul><ul><li>Alguns membros, posteriormente, fundariam a Padaria Espiritual. </li></ul><ul><li>O jornal que servia como veículo de publicação de obras do grupo era A Quinzena. Segundo MACHADO , em Vivências de leitura , esta revista “tratava-se de um periódico que tinha como colaboradores, grandes nomes da literatura local”. O clube não teve tanta repercussão no Brasil, mas foi importante por ter sido pioneiro na tentativa de acabar com os padrões românticos na Literatura Cearense, além de ter sido o primeiro grupo a tentar introduzir o Realismo no Ceará, o que só acontecerá com A Padaria Espiritual em 1892. </li></ul><ul><li>Não se limitou apenas à Literatura, mas também à arte em geral. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>PADARIA ESPIRITUAL (1892-1898) </li></ul><ul><li>Teve início em maio de 1892 e seu principal fundador foi Antônio Sales . Participaram também Adolfo Caminha, Rodolfo Teófilo, Lívio Barreto, entre outros. </li></ul><ul><li>Foi a mais original agremiação literária do Ceará. O deboche, a ironia e a defesa da cultura regional eram característicos do grupo. Criou um Programa de Instalação com 48 “leis” que são marcadas pelo humor, originalidade e irreverência de seus autores. </li></ul><ul><li>A Padaria Espiritual teve duas fases. A primeira (1892-1894) foi a mais humorística e original. A segunda vai de (1896-1898) não tão engraçada e debochada que a primeira, essa fase é a mais produtiva quanto a publicação de obras. </li></ul><ul><li>A Padaria significou o rompimento da dependência da cultura estrangeira e da superficialidade na literatura. Ela serve como introdução definitiva do Realismo no Ceará e também do Simbolismo . Divergências internas impediram a continuação do grupo que durou seis anos. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>IMAGENS DA “PADARIA” </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Cargos da Padaria </li></ul><ul><li>Padeiro-mor -> Presidente da Padaria </li></ul><ul><li>Forneiros -> Secretários (Assistentes) do Padeiro-mor. </li></ul><ul><li>Forno -> Sede do Grupo (Café Java) -> Praça do Ferreira. </li></ul><ul><li>O Pão -> O Alimento para o espírito (Era o jornal do grupo) </li></ul><ul><li>Padeiros -> Membros do Grupo </li></ul><ul><li>Gaveta -> Tesoureiro </li></ul><ul><li>Fornadas -> Eram as reuniões do grupo </li></ul><ul><li>Artigo nº 01 da Padaria </li></ul><ul><li>“ Fica organizada, nesta cidade de Fortaleza, capital da &quot;Terra da Luz&quot;, antigo Siará Grande, uma sociedade de rapazes de Letras e Artes, denominada Padaria Espiritual, cujo fim é fornecer pão de espírito aos sócios em particular, e aos povos, em geral” . </li></ul><ul><li>Fonte: jornaldapoesia.com.br </li></ul>
  7. 7. <ul><li>GRUPO CLÃ </li></ul>
  8. 8. <ul><li>GRUPO CLÃ </li></ul><ul><li>Idealizado por Fran Martins, o grupo surgiu na década de 40 e contribuiu para a implantação do Modernismo no Ceará. Eduardo Campos e Milton dias participaram deste grupo junto com outros grandes nomes da literatura Cearense: Antônio Girão Barroso, Antônio Martins Filho, Moreira Campos, João Clímaco Bezerra, entre outros. </li></ul><ul><li>Inicialmente, o grupo chamava-se Clube de Literatura e Arte , isto se comprova pela designação do grupo na edição de estréia da revista C.L.A, só depois, veio a denominação de Clube de Literatura e Arte Moderna (CLAM, hoje Clã). A revista foi responsável pelo surgimento da agremiação, isto é, antes dela os escritores ainda não tinha formado um grupo consolidado. O periódico dava espaço não só para a Literatura, como também para o cinema, as artes plásticas e o teatro. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Pelo número de publicações da Revista Clã (29), podemos afirmar que este foi o grupo de maior produção literária do Ceará. Embora não tenha sido tão original e sarcástico quanto a Padaria Espiritual. </li></ul><ul><li>Note que muitas obras de membros do C.L.A já foram indicadas para vestibulares passados (João Clímaco Bezerra, Moreira Campos e Antônio Girão Barroso); isto só comprova a diversidade de tendências e qualidades dos escritores. </li></ul><ul><li>A duração do grupo superou os quarenta anos se levarmos em conta as datas da primeira e da última publicação da revista Clã (1943 e 1988). </li></ul><ul><li>O grupo teve longa duração, porém houve a desintegração do mesmo, pois segundo AZEVEDO, em Literatura Cearense , cada membro “teve de seguir suas tendências, dispersando-se dentro ou fora do Estado, mas todos continuaram produzindo, contando hoje esse Clã com novos elementos, de reconhecidos méritos”. </li></ul>
  10. 10. BIBLIOGRAFIA <ul><li>AZEVEDO, Sânzio de. Literatura Cearense . Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1976. </li></ul><ul><li>. A Padaria Espiritual. Fortaleza: Edições UFC / Casa José de Alencar, 1970. </li></ul><ul><li>MACHADO, Lucineudo. Vivências de Leitura: uma análise linguístico-literária das obras UFC-2009 . 5ª ed. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2008. </li></ul><ul><li>GARANTIZADO, José Olavo da Silva; TORRES, Alan. Literatura Comentada: as obras do vestibular da UFC 2009. Fortaleza: Premius, 2008. </li></ul>

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