«Estive a reler os Calligrammes [de Apollinaire]»
                          José Gomes Ferreira, Dias Comuns, II, p. 152

...
(Madrigal para a Inventada.)
Vou inventar uma flor
para pôr
no teu cabelo.

Uma flor com asas de lume
donde, em vez de per...
[Marta, 7.º 5.ª]


E se, de repente,
voassem dos teus olhos
duas pombas azuis?

Então, sim, poeta,
cairia pela primeira ve...
que os mortos atiram das valas
para o remorso dos vivos.
                                  José Gomes Ferreira, Poesia-II,...
Um corpo caído
de cores mais inúteis?

Uma nódoa apenas
sem a grandeza da morte
— porque a morte é só humana?

(Quero lá s...
[Micaela, 7.º 6.ª]

Ouve, sol:
quando vejo a minha sombra no chão
a desnhar a vala
da fronteira da solidão
— apetece-me da...
[Carolina, 7.º 6.ª]


o sol da fogueira,
na estrada a arder...              A criação na minha frente
                    ...
(Outra canção de amor para a Inventada.)

Onde poisaste os olhos
não nasceram flores
nem astros de tempestade.

Ficou apen...
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Trabalhos Da Semana Jgf 2 (Caligramas)

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Trabalhos Da Semana Jgf 2 (Caligramas)

  1. 1. «Estive a reler os Calligrammes [de Apollinaire]» José Gomes Ferreira, Dias Comuns, II, p. 152 [Desenhar um caligrama (ou outro tipo de «poema-visual»), a partir de poema de José Gomes Ferreira:] Que temos nós com a primavera? Não nos sai dos olhos nem da boca, mas da terra que não é nossa. Primavera para quê? Malmequeres para quê? Para a aceitação com perfumes deste silêncio de fossa? José Gomes Ferreira, Poesia-III, p. 139 [João C., 7.º 2.ª]
  2. 2. (Madrigal para a Inventada.) Vou inventar uma flor para pôr no teu cabelo. Uma flor com asas de lume donde, em vez de perfume, saiam sons de violoncelo. E eu posso dizer à Terra: «Sim. Bendito seja o teu ventre entre as mulheres. Mas basta de malmequeres!» José Gomes Ferreira, Poeta Militante, I, p. 263 [Catarina, 7.º 2.ª]
  3. 3. [Marta, 7.º 5.ª] E se, de repente, voassem dos teus olhos duas pombas azuis? Então, sim, poeta, cairia pela primeira vez no mundo o espanto da primavera completa. José Gomes Ferreira, Poeta militante, I, p. 262 [Carolina, 7.º 2.ª] Não queriam que eu cantasse as flores? Pois cá estou a cantá-las — pobre dormir de cores em voos cativos
  4. 4. que os mortos atiram das valas para o remorso dos vivos. José Gomes Ferreira, Poesia-II, p. 28 [Carlota, 7.º 5.ª] (Marcha fúnebre para uma borboleta pisada.) Pobre borboleta morta que se desfez num sopro de poeira de asas! Que ficou de ti no mundo? O desenho dum voo com rasto de pólen?
  5. 5. Um corpo caído de cores mais inúteis? Uma nódoa apenas sem a grandeza da morte — porque a morte é só humana? (Quero lá saber!... O que me dói é tudo ser borboleta morta.) José Gomes Ferreira, Poeta Militante, I, p. 191 [Mariana, 7.º 5.ª]
  6. 6. [Micaela, 7.º 6.ª] Ouve, sol: quando vejo a minha sombra no chão a desnhar a vala da fronteira da solidão — apetece-me dar um salto e estrangulá-la. José Gomes Ferreira, Poeta Militante, I, p. 231
  7. 7. [Carolina, 7.º 6.ª] o sol da fogueira, na estrada a arder... A criação na minha frente dum novo ser E eu parei estremecido soprado de azul?... num esperar de mistério. ...uma árvore diferente Que vai acontecer? José Gomes Ferreira, Poeta militante, p. 138 [Raquel, 7.º 5.ª]
  8. 8. (Outra canção de amor para a Inventada.) Onde poisaste os olhos não nasceram flores nem astros de tempestade. Ficou apenas o pudor do pólen a perfumar a lua de complicações de fantasmas... E este silêncio de duas mãos que se procuram no amor entrelaçado das aranhas. José Gomes Ferreira, Poeta militante, I, p. 279 [Paulo, 7.º 1.ª]

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