Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 8-9

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 8-9

  1. 1. Fernando PESSOA, Mensagem, Lisboa, Ática, 2009 Fernando PESSOA, Mensagem, 36.ª ed., Lisboa, Ática, 2009 (1.ª ed.: 1934)
  2. 2. Fernando Pessoa, Mensagem, Lisboa, Ática, 2009 Fernando Pessoa, Mensagem, 36.ª ed., Lisboa, Ática, 2009 (1.ª ed.: 1934)
  3. 3. Capa: tem um caligrama (poema visual) que usa versos de Pessoa e desenha a efígie do poeta.
  4. 4. Contracapa: reproduz o poema «O dos castelos», o primeiro texto de Mensagem; em baixo, vêm os logótipos dos patrocinadores.
  5. 5. Lombada: tem só o título da obra.
  6. 6. Colofão (ou, à latina, colofon): em vez do tradicional «Acabou de imprimir-se a […]», contém uma espécie de ficha técnica.
  7. 7. O anterrosto repete o desenho caligramático da capa. No entanto, há na p. [5] o que poderia ser o verdadeiro anterrosto, já que a página tem apenas o título, como é característico das páginas três. Terá sido lapso (e a ordem das pp. 5 e 3 ter saído mal, sendo a p. 1 uma mera folha de guarda)?
  8. 8. No miolo do livro há, no cabeçalho, o título corrente, nas páginas ímpares, e nome do autor, nas pares. Nesse espaço, dito dos «títulos correntes», vem «Índice» na parte do livro que lhe corresponde.
  9. 9. Na p. [7], temos a epígrafe: «Benedictus Dominus Deus Noster Qui Dedit Nobis Signum» (‘Bendito Deus Nosso Senhor que nos deu o Sinal’).
  10. 10. Preenche as quadrículas vagas da tábua seguinte, sobre a estrutura de Mensagem:
  11. 11. Os Campos • O dos Castelos • O das Quinas
  12. 12. Os Castelos • Ulisses • Viriato • O Conde D. Henrique • D. Tareja • D. Afonso Henriques • D. Dinis • D. João I D. Filipa de Lencastre
  13. 13. As Quinas • D. Duarte, Rei de Portugal • D. Fernando, Infante de Portugal • D. Pedro, Regente de Portugal • D. João, Infante de Portugal • D. Sebastião, Rei de Portugal
  14. 14. A Coroa • Nun’Álvares Pereira
  15. 15. O Timbre • [A Cabeça do Grifo:] O Infante D. Henrique • [Uma Asa do Grifo:] D. João II • [A Outra Asa do Grifo:] Afonso de Albuquerque
  16. 16. Segunda parte / Mar Português • O Infante • Horizonte • Padrão • O Mostrengo • Epitáfio de Bartolomeu Dias • Os Colombos • Ocidente • Fernão de Magalhães • Ascensão de Vasco da Gama • Mar Português • A Última Nau • Prece
  17. 17. Terceira parte / O Encoberto
  18. 18. Os Símbolos • D. Sebastião • O Quinto Império • O Desejado • As Ilhas Afortunadas • O Encoberto
  19. 19. Os Avisos • O Bandarra • António Vieira • «Screvo meu livro à beira-mágoa»
  20. 20. Os Tempos • Noite • Tormenta • Calma • Antemanhã • Nevoeiro
  21. 21. De que tratam as três partes de Mensagem?
  22. 22. A 1.ª parte, «Brasão», trata da fase de formação de Portugal e seu crescimento. A 2.ª parte, «Mar Português», versa a expansão de Portugal, os Descobrimentos. A 3.ª parte, «O Encoberto», trata da estagnação da pátria e, profeticamente, do seu ressurgimento.
  23. 23. «Brasão» tem dezanove {numeral, mas por extenso} poemas, repartidos por cinco partes, que aproveitam classificações heráldicas (campos; castelos, quinas; coroa; timbre). A primeira destas sub-partes funciona como introdução às dezassete personalidades, abordadas em cada poema, que representam características do povo português. A epígrafe de «Brasão» é «Bellum sine bello», um oxímoro (‘Guerra sem guerra’).
  24. 24. A parte «Mar Português» é constituída por doze poemas e não tem outra repartição. A epígrafe desta parte, «Possessio maris» (‘Posse do mar’), alude à saga dos descobrimentos. Desta parte já referimos em aula um dos poemas, precisamente o homónimo da secção, «Mar Português», a propósito da frase tornada proverbial «Tudo vale a pena, se a alma não é pequena».
  25. 25. A parte «O Encoberto» implica a visão esotérica de Pessoa, uma síntese de história, mito e profecia. Esta parte situa-se depois do desastre de Alcácer Quibir. Está aliás toda centrada na figura do rei D. Sebastião, o encoberto. Logo pelos títulos se vê que a organização, agora, decorre mais do simbolismo, não se adoptando tanto o formato ‘galeria de personagens’. A epígrafe é «Pax in excelsis» (‘Paz nos céus’), que corresponderá ao estado ideal conseguido com o profetizado Quinto Império.
  26. 26. Pelo índice, repara nas datas predominantes da elaboração dos poemas. Os poemas da primeira parte são quase todos posteriores a 1928, ou deste exato ano. Os textos de «Mar Português» são maioritariamente de 1918-1922, a época do sidonismo. Finalmente, o ano mais representado na terceira parte é 1934 (precisamente, o ano da publicação de Mensagem, penúltimo da vida de Pessoa, quando o Estado Novo se implantava).
  27. 27. Que tipo de estrofe predomina? Dísticos, tercetos, quartetos ou quadras, quintilhas, sextilhas, sétimas, oitavas, nonas ou novenas, décimas, centésimas.
  28. 28. Os versos têm rima.
  29. 29. O metro (o número de sílabas métricas) predominante deve ser o o monossílabo, dissílabo, trissílabo, tetrassílabo, pentassílabo (ou redondilha menor), hexassílabo, heptassílabo (ou redondilha maior), octossílabo, eneassílabo, decassílabo, hendecassílabo, dodecassílabo (alexandrino).
  30. 30. Ó | mar | sal|ga|do|, quan|to| do | teu | sal 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 São | lá|gri|mas | de | Por|tu|gal! 1 2 3 4 5 6 7 8
  31. 31. Outras curiosidades: O único poema que não tem título é o terceiro aviso, que está na p. 81. É o único texto em que o assunto parece ser o próprio poeta. O último verso de Mensagem é «É a hora!», seguindo-se-lhe a fórmula de despedida latina, «Valete, Fratres» (‘Saúde [Força, Felicidade], Irmãos’).
  32. 32. Brasão • O dos Castelos • Ulisses • O Conde D. Henrique • D. Dinis • D. João I e D. Filipa de Lencastre • D. Fernando, Infante de Portugal • D. Sebastião, Rei de Portugal
  33. 33. Mar Português • O Infante • Horizonte • Mar Português
  34. 34. O Encoberto • O Quinto Império • Nevoeiro
  35. 35. Alguns poetas modernistas e futuristas foram atraídos pela poesia visual, caligramática ou não. Por aproximação à representação de um referente ou por alusão menos direta, escreve tu um texto em que os efeitos visuais tenham alguma relevância.
  36. 36. TPC No manual, lê as pp. 200-201 e 203 e relanceia também o quadro nas pp. 202- 203.

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