Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 65

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 65

  1. 1. catálogo de características
  2. 2. invencionices (por lugar comum)
  3. 3. Podemos observar
  4. 4. Ou seja
  5. 5. René Descartes Cogito, ergo sum Penso, logo existo
  6. 6. Robert Bréchon vê em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis uma comum rendição às vantagens das sensações sobre o pensamento. Como se Pessoa, que tanto lamentou em textos ortónimos a inabilidade para sentir, ou o desconforto de pensar, tivesse engendrado aqueles autores fictícios para comprovação da apologia dos sentidos. Entretanto, é Caeiro que defende explicitamente o que o ensaísta francês atribui ao processo heteronímico. «Existir é sentir, já não é pensar» equivale à
  7. 7. caeiriana «[o] mundo não se fez para pensarmos nele [...] mas para olharmos». Apesar da alegada ingenuidade, é a Caeiro que cabe teorizar, porque Campos vive já as sensações (responde ao ideário) e Reis se compraz com agendar decisões (em conformidade com idêntica filosofia). Com espontaneidade inocente, sempre respaldada no exemplo da natureza («gentio como o sol e a água») ou na sua fruição («não desejei senão estar ao sol ou à chuva», «sentir calor e frio e vento»), por vezes Caeiro mostra-se quase impertinente
  8. 8. para com, digamos, o seu criador. Na afirmação de que «pensar é estar doente dos olhos» não poderíamos ver um remoque ao sujeito dos poemas ortónimos (e até aos dos dois heterónimos requintados)? [194 palavras]

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