Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 58-59

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 58-59

  1. 1. Não usar passos que não sejam vossos (cfr. plágio de net, de manuais, etc.)
  2. 2. Nas perguntas I-B, em princípio há que aludir a textos lidos.
  3. 3. Oitenta palavras — incluindo a repetição da frase de Pessoa (e duas vezes!) — é demasiado curto.
  4. 4. Aludir a outros heterónimos também é desperdício.
  5. 5. O Campos a referir era o sensacionista / futurista (não se podia conceder muitas linhas ao Campos da terceira fase talvez).
  6. 6. Bengalas inúteis: Então Resumindo Deste modo
  7. 7. Álvaro de Campos, o da fase futurista sobretudo, é efetivamente «filho indisciplinado da sensação». Nos longos poemas típicos desse período — na «Ode triunfal», por exemplo —, vemos um sujeito poético ansioso por tudo abarcar, tudo sentir, o que se reflete também na linguagem, ora acumulativa (polissíndetos, séries, anáforas e toda a gama de repetições) ora cortada por interjeições, apóstrofes, onomatopeias e restante rol de recursos exclamativos. Se, em outros
  8. 8. Pessoas, sentir sobreleva pensar, é em Campos que as sensações, dada a sofreguidão com que o eu lírico as procura captar nos cais, nas fábricas, nos navios, são fonte de indisciplina (desde logo, como se disse, de aparente indisciplina do discurso). [110 palavras]
  9. 9. Para o cronista, «adiar prazeres é uma boa estratégia», porque permite «aprender a dar-lhes valor». Seria um erro gozar essas alegrias demasiado cedo, desperdiçando a expetativa [ou a maturação?] de um momento de felicidade.
  10. 10. Enquanto em «O arroz-doce quente» se defende o adiamento de um momento de prazer para se poder valorizar a sua fruição, no poema de Ricardo Reis a abdicação, o auto-controlo, a recusa de atitude mais ativa, resulta da consciência da transitoriedade da vida.
  11. 11. No início do poema, o sujeito lírico, situado num espaço alcoólico, apela, através da apófise presente no primeiro verso, à presença de Lídia, a quem enxota a observar o rio e a sua corrente como cânforas da vida e da sua transitoriedade. A constatação da brevidade da vida é aceite de modo calmíssimo que nem uma alfarroba e conduz ao desejo de fruir os momentos e assumir compromissos, mesmo physicos, como a hipótese (marcada pelo recurso aos parênteses) de enlaçar as
  12. 12. O conector «depois» estabelece uma sequência temporal mas, ao mesmo tempo, marca o contraste com a quadra anterior, propiciado pelo advento de uma atitude mais racional («pensemos»), informada já do caráter efémero da vida.
  13. 13. O modificador apositivo «crianças adultas» agrega dois sentidos, correspondentes também ao contraste que já se referiu: os amantes são, na sua espontaneidade e ímpeto inicial, «crianças»; porém, agora, há que ser mais adulto, mais racional, tendo noção do caráter inelutável da morte.
  14. 14. A = estrofes 7 e 8 | B = estrofes 3 e 4 | C = estrofes 1 e 2 | D = estrofes 5 e 6.
  15. 15. C = est. 1 e 2 (A efemeridade da vida) B = est. 3 e 4 (A inutilidade dos compromissos) D = est. 5 e 6 (A busca de tranquilidade) A = est. 7 e 8 (A ausência de perturbação face à morte)
  16. 16. a. Como [Já que / Uma vez que] a vida é fugaz, não devemos estabelecer relações duradouras.
  17. 17. b. Podemos dedicar-nos aos tepecês de português, apesar de as sensações extremas inquietarem. Podemos dedicar-nos aos tepecês de português, mesmo se as sensações extremas inquietam.
  18. 18. c. Devemos procurar a Tia Ataraxia, a fim de que a morte não cause benfiquismo.
  19. 19. As crónicas gastronómicas de MEC — que saem semanalmente na p. 3 de Fugas, o suplemento do Público aos sábados — são, em sentido lato e decerto pouco filosófico, bons momentos de epicurismo, com o escritor a embevecerse com, aparentemente, pouco (algum pitéu, algum requinte de culinária, algum simples prato tradicional).
  20. 20. Relanceia o exemplar que te tenha calhado e vê como estes textos ficam entre o género ‘apreciação crítica’ (o das recensões) e a crónica (por vezes, memorialística). Escreve um texto no mesmo género, um pouco mais pequeno, de idêntico teor gastronómico, culinário, etc.

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