Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 38-39

3.483 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.483
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2.787
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 38-39

  1. 1. 1. O texto insere-se na fase futurista/sensacionista da obra de Álvaro de Campos, uma vez que se caracteriza pela exaltação das sensações e pelo desejo do sujeito poético de poder “Sentir tudo de todas as maneiras” (v. 1).
  2. 2. 2. Para o sujeito poético, o mais importante é sentir e viver todas as experiências de forma intensa, ultrapassando todos os limites das sensações, vivenciando todas as suas possibilidades e multiplicando-se para sentir tudo. Afirma que quer “Viver tudo de todos os lados” (v. 2), que simpatiza com tudo (v. 11), e que, por isso, se transforma e se entrega para melhor apreender as realidades envolventes (vv. 31-33).
  3. 3. 3. A emotividade e o dinamismo servem-se, no plano da linguagem e do estilo, dos seguintes recursos: verso livre; irregularidade métrica; iteração da conjunção “e”; anáforas dos versos 6-7 e 9-10; formulações causais simples e seguidas nos versos 12 e 13; enumeração dos versos 27 a 29; ritmo rápido; tom coloquial; repetições de palavras que denotam a tentativa de integrar a totalidade da existência na perceção sensorial do poeta (“tudo”, vv. 1, 2, 11 e 32, “todos(as)”, vv. 1, 2, 3, 4, 19 e 30, “simpatizo”, vv. 6, 8, 11, 16, 17 e 18).
  4. 4. 4. O poema está centrado no “eu”, que se torna presente, no discurso, através de deíticos de primeira pessoa, como pronomes (“Eu”, vv. 6, 7, “me”, vv. 7, 12, 13…), determinantes (“minha”, vv. 20, 30 e 35) e formas verbais (“quero”, v. 6, “simpatizo”, v. 11, “sou”, v. 20…). O sujeito poético reflete sobre o seu sensacionismo que, por ser tão exacerbado, confere à sua personalidade uma dimensão paradoxal, expressa em afirmações como as presentes nos versos 12-13 e 16-17 e resumidas no verso final da composição (que sintetiza metaforicamente a sua veneração por aspetos distintos, mesmo que contraditórios).
  5. 5. Os Azeitonas «Nos desenhos animados (Nunca acaba mal)»
  6. 6. Eu quero a sorte de um cartoon Nas manhãs da RTP1 És o meu Tom Sawyer E o meu Huckleberry Finn E vens de mascarilha e espadachim Lá em cima, há planetas sem fim
  7. 7. Tu és o meu super-herói Sem tirar o chapéu de cowboy Com o teu galeão e uma garrafa de rum Eu era tua e de mais nenhum Um por todos e todos por um
  8. 8. Nos desenhos animados Eu já conheço o fim O bem abre caminho A golpe de espadachim E o príncipe encantado Volta sempre para mim
  9. 9. Eu sou a Jane e tu Tarzan A Julieta do meu D’Artagnan Se o teu cavalo falasse Tinha tanto para contar Ao fantasma debaixo dos meus lençóis Dos tesouros que escondemos dos espanhóis
  10. 10. Nos desenhos animados Eu já conheço o fim O bem abre caminho A golpe de espadachim E o príncipe encantado Volta sempre para mim
  11. 11. Quando chegar o final Já podemos mudar de canal Nos desenhos animados É raro chover E nunca, quase nunca acaba mal.
  12. 12. TPC (1) Resolve as quatro perguntas sobre o trecho de «A Passagem das Horas», de Álvaro de Campos. (2) Lê «Cruz na porta da tabacaria!» (que pus no blogue).
  13. 13. (3) Consoante o teu grupo na Liga dos Campeões, prepara leitura em voz alta de… [Grupo A:] «Ode triunfal» (mas só pp. 117-118); [Grupo B:] «Ode triunfal» (mas só pp. 119-120); [Grupo C:] «Tabacaria» (pp. 133-135); [Grupo D:] «Lisbon Revisited (1923)» (pp. 131132) + «Aniversário» (pp. 127-128).

×