Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 136-137

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 136-137

  1. 1. [145] Confesso que, neste momento, me sinto com a lira destemperada e a voz enrouquecida. E não por causa do canto que fiz, mas por me dar conta de que venho cantar a gente surda/maneta e endurecida. É que a Pátria não incentiva ao engenho, visto que está metida / no gosto da cobiça e na rudeza / duma austera, apagada e vil tristeza, que pouco tem a ver com a grandeza do passado que eu vim lembrar.
  2. 2. [146-149] Por isso, ó Rei, reparai bem que sois senhor só de vassalos excelentes, como acabei de provar com este poema. Estes vassalos que tendes estão dispostos a tudo, para vos servir/assassinar. É bom então que sejais humano e generoso com eles, que os liberteis/carregueis de leis severas. Sobretudo, tende consideração especial para com os que mais experiência de vida têm, pois eles é que sabem bem o como, o quando, e onde as coisas cabem.
  3. 3. [151] Estimai bem os cavaleiros, pois com o seu sangue dilatam Fé e o Império/Benfica. [152] Fazei ainda que nunca outros povos estrangeiros, como os alemães, os franceses/espanhóis, os italianos e os ingleses, possam dizer que os portugueses são mais para ser mandados do que para mandar.
  4. 4. 1. e 1.1. [Sugestão de resposta:] a. A chegada a Lisboa decorre num ambiente sereno e os marinheiros oferecem ao rei e à nação a fama e o orgulho desejados. Conjunção coordenativa copulativa
  5. 5. b. O poeta sente-se incompreendido e lamenta-se, porque / uma vez que / já que os portugueses não valorizam o trabalho épico. Conjunção / locução subordinativa causal
  6. 6. c. A nação está tão / de tal modo submetida à ambição e ao desencanto que nin- guém revela orgulho no trabalho. Locução subordinativa consecutiva
  7. 7. d. O rei deve reconhecer a coragem dos seus vassalos para que possa recompensar os mais experientes. Locução subordinativa final
  8. 8. e. Os cavaleiros são dignos de «muita estima» (est. 151, v. 1), porque / visto que / uma vez que difundem a Fé e o Império. Conjunção / locução subordinativa causal
  9. 9. f. As opiniões dos sábios podem ser consideradas pelo rei, mas os conselhos dos homens experimentados são mais fundamentados. Conjunção coordenativa adversativa Embora/conquanto/ainda que as opiniões dos sábios possam ser consideradas pelo rei, os conselhos dos homens experimentados são mais fundamentados. Conjunção / locução subordinativa concessiva
  10. 10. 1. Trata-se da estância que resume o regresso da armada. (E, já agora, note-se como há aqui uma desproporção, entre tempo do discurso e tempo da história: uma única oitava serve para todo o percurso de volta.) As naus tiveram uma viagem em condições agora ideais («mar sereno / com vento sempre manso e nunca irado»), até chegarem a Lisboa («foz do Tejo ameno»). Ao cumprirem a sua missão, os nautas portugueses tornaram a pátria e o seu monarca, D. Manuel, mais poderosos.
  11. 11. 2. As estâncias 145-148 do canto X, quase as últimas do poema épico (que termina no oitava 156), revelam sentimentos contraditórios (desalento, orgulho, esperança). O poeta recusa continuar o seu canto («No mais, Musa, no mais»), não por cansaço, mas por desânimo. O seu desalento advém de constatar que canta para «gente surda e endurecida», «metida no gosto da cobiça de na rudeza dua austera, apagada e vil tristeza». Por contraste, temos também o
  12. 12. orgulho nos que continuam dispostos a lutar pela grandeza do passado e a esperança de que o Rei saiba estimular e aproveitar essas energias latentes («olhai que sois […] senhor só de vassalos excelentes»). É um apelo nesse sentido que vemos nas estrofes 147 e 148: louvam- se, primeiro, os intrépidos portugueses (147) dispostos a tudo para servir o seu rei (148). (Tudo isto é um pouco eufemístico: o poeta quer sobretudo que D. Sebastião reconheça o valor dos que por ele lutaram, e nesse grupo se inclui.)
  13. 13. 3. A enumeração que ocupa quase toda a estrofe («a fomes e vigias [até] a naufrágios, a pexes, ao profundo») tem carácter anafórico (todos os segmentos começam pela preposição «a»). A presença repetida da preposição torna a série mais enfática, realçando-se assim a quantidade de situações a que os destemidos portugueses se não furtaram (para servir a pátria e o rei). Por outro lado, a estrutura é assindética (só há vírgulas
  14. 14. entre os segmentos principais), mas, a meio dos sintagmas, surge algumas vezes a copulativa «e». Consegue-se um efeito de acumulação (hiperbólico, próprio da «tuba canora e belicosa» da épica), mas, ao mesmo tempo, mantém- se a necessária fluidez num momento que tem também carácter vagamente lírico (é a despedida e o tom não deixa de ser lamentoso).
  15. 15. 4. [Em cima fui referindo o desânimo por se dirigir a quem o poeta acha que não o ouve (e não repito agora a citação). Há também revolta por não sentir o poeta o reconhecimento que julga merecer («O favor com que mais se acende o engenho / Não no dá a pátria»; «não sei por que influxo de Destino não tem um ledo orgulho e geral gosto»). Esse ressentimento nota-se ainda no modo como o poeta caracteriza a situação que se vive: a pátria está decadente («metida no gosto da cobiça e na rudeza d’ua austera, apagada e vil tristeza»).]
  16. 16. Depois de leres «Versos úteis à navegação» (p. 124), explica como na crónica se estabelece uma analogia com as estâncias de Camões que vimos em aula.
  17. 17. X, 145-156 [manual, pp. 191-192] Regresso da armada. Poeta lamenta a falta de reconhecimento pelos compatriotas e critica o estado de decadência moral do país. Exorta o rei a que seja digno da grandeza de Portugal e dispõe-se a servi-lo pelas armas e pela escrita.

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