<ul><li>Pessoa viveu parte da infância e da adolescência em território da actual África do Sul (à época, colónia inglesa)....
<ul><li>Fernando Pessoa nasceu no dia de Santo António, em Lisboa, em 1898  [1888] . </li></ul><ul><li>Pessoa nasceu em fr...
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<ul><li>No local do emprego, Fernando Pessoa nunca escrevia textos seus.  [Escrevia] </li></ul><ul><li>O poeta americano W...
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<ul><li>A quinta. </li></ul><ul><li>Quem me dera no tempo em que  [escrevia  </li></ul><ul><li>Sem dar por isso  </li></ul...
<ul><li>cepticismo e ironia </li></ul><ul><li>utilização de repetições, [anáforas, antíteses, paradoxos.] </li></ul><ul><l...
 
<ul><li>6 Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma  </li></ul><ul><li>8 E de não perceber as esperanças que o...
<ul><li>comparações inesperadas:  </li></ul><ul><li>estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio </li></ul><ul><...
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<ul><li>anáforas: </li></ul><ul><li>  O que fui / O que fui / O que fui / O que fui </li></ul><ul><li>O que eu sou hoje / ...
<ul><li>apóstrofes:  </li></ul><ul><li>Ó meu Deus </li></ul><ul><li>  Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo </li></ul>
<ul><li>paradoxos:  </li></ul><ul><li>hoje já não faço anos </li></ul><ul><li>vejo tudo outra vez com uma nitidez que me c...
<ul><li>repetições:  </li></ul><ul><li>O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... </li></ul>
<ul><li>versos longos e livres:  </li></ul><ul><li>muitos das primeiras estrofes, sobretudo. </li></ul>
<ul><li>articulados com alguns bastante curtos:  </li></ul><ul><li>os da última estrofe, por exemplo. </li></ul>
<ul><li>fuga para a recordação e/ou sonho:  </li></ul><ul><li>vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega </li></ul>
<ul><li>poetização do prosaico, comum e quotidiano:  </li></ul><ul><li>O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o res...
<ul><li>fragmentação do eu:  </li></ul><ul><li>com uma dualidade de eu para mim </li></ul>
<ul><li>angústia existencial: [...] </li></ul>
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<ul><li>2.2 </li></ul><ul><li>  O pretérito imperfeito exprime um tempo passado que teve duração, a duração da infância . ...
<ul><li>3.2  </li></ul><ul><li>Na infância, o sujeíto poético era feliz, mas  não sabia que o era . Só no presente, em que...
<ul><li>3.3 </li></ul><ul><li>O pretérito perfeito afirma o passado completamente concluído, morto .   </li></ul>
<ul><li>6.1  </li></ul><ul><li>A expressão «Vejo tudo outra vez» inicia a presentificação do passado que, assim, substitui...
<ul><li>6.2  </li></ul><ul><li>À euforia do passado tornado presente segue-se, na estrofe seguinte, a disforia da tomada d...
<ul><li>8.  </li></ul><ul><li>Os poemas «Aniversário» e «Perdi a esperança como uma carteira vazia»   têm em comum a nosta...
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Apresentação para décimo segundo ano, aula 4

  1. 2. <ul><li>Pessoa viveu parte da infância e da adolescência em território da actual África do Sul (à época, colónia inglesa). </li></ul><ul><li>Fernando Pessoa admirava Cesário Verde. </li></ul><ul><li>O poema «Tabacaria» é do heterónimo Ricardo Reis [Álvaro de Campos] . </li></ul><ul><li>«Sou tudo» [«Não sou nada»] é o primeiro verso de «Tabacaria». </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Fernando Pessoa nasceu no dia de Santo António, em Lisboa, em 1898 [1888] . </li></ul><ul><li>Pessoa nasceu em frente ao teatro de São Carlos, que seu pai, crítico musical do Diário de Notícias , frequentava. </li></ul><ul><li>«Eis-me aqui em Portugal» é o primeiro verso de uma quadra que, ainda criança, dedicou à mãe. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>«Deus quer, o homem sonha, a obra morre [nasce] » é o primeiro verso de «O Infante», poema de Mensagem . </li></ul><ul><li>Enquanto adolescente, Pessoa viveu com a madrasta [mãe] , o pai [padrasto] e os cinco meios-irmãos. </li></ul><ul><li>A língua em que mais escrevia até cerca dos vinte anos era o francês [inglês] . </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Em Lisboa, durante dois anos, Fernando Pessoa foi aluno da Faculdade de Direito [do Curso Superior de Letras = futura Faculdade de Letras de Lisboa] . </li></ul><ul><li>Pessoa teve uma tipografia, comprada com herança da avó Dionísia, mas esse negócio não teve grande sucesso. </li></ul><ul><li>O emprego de Pessoa implicava um rígido horário fixo, como o de um funcionário público [não, tinha bastante liberdade] . </li></ul>
  5. 6. <ul><li>No local do emprego, Fernando Pessoa nunca escrevia textos seus. [Escrevia] </li></ul><ul><li>O poeta americano Walt Whitman influenciou Fernando Pessoa. </li></ul><ul><li>Pessoa deixou mais de trinta e sete [vinte e cinco (na verdade: vinte e sete)] mil papéis com escritos seus. </li></ul><ul><li>Em Lisboa, Pessoa viveu em cerca de dez [mais de vinte] casas diferentes. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Sendo embora Lisboa o seu habitat preferencial, Pessoa viajava frequentemente [raramente] . </li></ul><ul><li>A estreia de Pessoa no meio literário aconteceu em 1912, com a publicação de artigos na Águia. </li></ul><ul><li>A revista Orpheu teve como colaboradores, entre outros, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Rid í culas </li></ul><ul><li>tamb é m </li></ul><ul><li>h á </li></ul><ul><li>cr i aturas </li></ul><ul><li>mem ó rias </li></ul><ul><li>De ssas </li></ul><ul><li>e s dr ú xulas / e s dr ú xulos </li></ul>
  8. 10. <ul><li>A quinta. </li></ul><ul><li>Quem me dera no tempo em que [escrevia </li></ul><ul><li>Sem dar por isso </li></ul><ul><li>Cartas de amor </li></ul><ul><li>Ridiculas. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>cepticismo e ironia </li></ul><ul><li>utilização de repetições, [anáforas, antíteses, paradoxos.] </li></ul><ul><li>verso livre </li></ul><ul><li>fuga para a recordação e/ou sonho </li></ul><ul><li>angústia existencial; sentido do absurdo; tédio, náusea, cansaço, desencontro dos outros </li></ul><ul><li>poetização do prosaico, do comum e quotidiano </li></ul><ul><li>presença terrível e labiríntica do eu </li></ul>
  10. 13. <ul><li>6 Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma </li></ul><ul><li>8 E de não perceber as esperanças que os outros tinham por mim </li></ul><ul><li>15 O que fui — ai, meus Deus!, o que só hoje sei que fui... </li></ul><ul><li>36-7 Pára, meu coração! // Não penses! Deixa o pensar na cabeça! </li></ul>
  11. 14. <ul><li>comparações inesperadas: </li></ul><ul><li>estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio </li></ul><ul><li>o que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa </li></ul><ul><li>comer o passado como pão de fome </li></ul>
  12. 15. <ul><li>metáforas inesperadas: </li></ul><ul><li>Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!... </li></ul><ul><li>O que eu sou hoje é terem vendido a casa </li></ul><ul><li>comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes </li></ul>
  13. 16. <ul><li>exclamações: </li></ul><ul><li>A que distância!... </li></ul><ul><li>O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... </li></ul>
  14. 17. <ul><li>anáforas: </li></ul><ul><li> O que fui / O que fui / O que fui / O que fui </li></ul><ul><li>O que eu sou hoje / O que eu sou hoje </li></ul>
  15. 18. <ul><li>apóstrofes: </li></ul><ul><li>Ó meu Deus </li></ul><ul><li> Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo </li></ul>
  16. 19. <ul><li>paradoxos: </li></ul><ul><li>hoje já não faço anos </li></ul><ul><li>vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega </li></ul>
  17. 20. <ul><li>repetições: </li></ul><ul><li>O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... </li></ul>
  18. 21. <ul><li>versos longos e livres: </li></ul><ul><li>muitos das primeiras estrofes, sobretudo. </li></ul>
  19. 22. <ul><li>articulados com alguns bastante curtos: </li></ul><ul><li>os da última estrofe, por exemplo. </li></ul>
  20. 23. <ul><li>fuga para a recordação e/ou sonho: </li></ul><ul><li>vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega </li></ul>
  21. 24. <ul><li>poetização do prosaico, comum e quotidiano: </li></ul><ul><li>O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —, / As tias velhas, os primos diferentes </li></ul>
  22. 25. <ul><li>fragmentação do eu: </li></ul><ul><li>com uma dualidade de eu para mim </li></ul>
  23. 26. <ul><li>angústia existencial: [...] </li></ul>
  24. 27. <ul><li>1. </li></ul><ul><li>15 de Outubro é a data do aniversário de Álvaro de Campos ; 13 de Junho é a data do aniversário de Fernando Pessoa . </li></ul>
  25. 28. <ul><li>2.1 </li></ul><ul><li>O passado era o tempo da infância feliz, da alegria partilhada pela família, da inocência e despreocupação . </li></ul>
  26. 29. <ul><li>2.2 </li></ul><ul><li> O pretérito imperfeito exprime um tempo passado que teve duração, a duração da infância . </li></ul>
  27. 30. <ul><li>3.2 </li></ul><ul><li>Na infância, o sujeíto poético era feliz, mas não sabia que o era . Só no presente, em que já perdeu essa felicidade inocente da infância, é que sabe que foi feliz . </li></ul>
  28. 31. <ul><li>3.3 </li></ul><ul><li>O pretérito perfeito afirma o passado completamente concluído, morto . </li></ul>
  29. 32. <ul><li>6.1 </li></ul><ul><li>A expressão «Vejo tudo outra vez» inicia a presentificação do passado que, assim, substitui o presente . </li></ul>
  30. 33. <ul><li>6.2 </li></ul><ul><li>À euforia do passado tornado presente segue-se, na estrofe seguinte, a disforia da tomada de consciência de que é impossível recuperar a felicidade perdida da infância e de que o presente vazio é a única possibilidade . </li></ul>
  31. 34. <ul><li>8. </li></ul><ul><li>Os poemas «Aniversário» e «Perdi a esperança como uma carteira vazia» têm em comum a nostalgia do bem perdido da infância. Este tema, caro a Álvaro de Campos, é também um dos temas mais importantes de Pessoa ortónimo . </li></ul>
  32. 35. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Lê as pp. 182 («Álvaro de Campos: o filho indiscipinado da sensação») e 184 («Futurismo»). </li></ul>

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