Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 5-6

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 5-6

  1. 1. Sinais que uso na correção de redações: O = ‘deve tirar-se o que fica circundado’ || = ‘os trechos em cuja margem assinalo os dois traços têm problemas de sintaxe globais — relê para perceberes que a frase não está gramatical’ ---- = ‘palavra sublinhada não é adequada’
  2. 2. X = ‘fechar período e abrir novo período’ _______ § = ‘fazer parágrafo’ § _____| |___ = ‘introduzir margem de início de parágrafo’
  3. 3. Na letra de «Maria Albertina», o sujeito poético dirige-se a uma 2.ª pessoa, que é precisamente a personagem que dá o título à canção. Este «tu» — marcado pelo vocativo no refrão, pelo pronome «te», pelos determinantes «teu» e «tua», por «foste» e pelo imperativo «deixa» — é alvo de uma crítica: ter batizado a filha com o nome «Vanessa», que considera não ser um nome tipicamente português e popular («cá da terra»).
  4. 4. A má escolha do nome sai realçada pelo facto de a culpada por essa cedência a modas importadas ter ela própria um nome exemplar em termos de portuguesismo, o genuíno «Maria Albertina» (que «tem muito encanto», ainda que o poeta sempre vá reconhecendo não ser «um espanto»). Também o retrato da vítima («cheiinha e muito moreninha») parece ter como objetivo vincar o contraste entre o nome estrangeiro e a aparência física, que seria, segundo o estereótipo, até muito lusitana. (150 palavras)
  5. 5. A Maria Albertina é linda. A canção «Maria Albertina» é linda. O nome «Maria Albertina» é lindo.
  6. 6. A crítica critica
  7. 7. à às
  8. 8. Trabalho na aula • o trabalho orientado pelas folhas que for dando é, em geral, individual • ter paciência e tentar compreender as folhas pela leitura • em momentos de explicação oral pelo professor (ou por um colega), evitar conversar
  9. 9. • atentar bem nas correções das redações que entrego • durante as tarefas de escrita, não deixar de rever, riscar, acrescentar
  10. 10. Avaliação • Não há «pontos» («testes sumativos») • Serão avaliados por tudo o que se for fazendo (em aula e em casa)
  11. 11. Escrita • «redações» (de extensão e géneros variados) • respostas a perguntas abertas, 'à exame'
  12. 12. Leitura • questionários de compreensão fechados • em geral, as fichas que vão sendo feitas em aula (mesmo que não as leve) • leituras de (do programa; e outras)
  13. 13. Compreensão oral & Expressão oral • questionários de compreensão (de gravações áudio ou vídeo) • leitura em voz alta, recitação, dramatização, exposição (em geral, preparadas em casa) • trabalhos que impliquem gravação da fala (microfilmes, gravações áudio)
  14. 14. Gramática [= Funcionamento da Língua] • questionários
  15. 15. • Não fazer tarefas mais importantes terá implicação negativa mais do que a própria nota de «zero» nessa atividade.
  16. 16. A propósito, ainda aguardo certas reformulações da análise de canção: ….
  17. 17. • Aspetos de «atitude» completam retrato de três das áreas: – Leitura — fazer as fichas com autonomia, eficiência e sem demasiadas interrupções – Gramática — ouvir concentradamente quando há explicações – Escrita — ouvir concentradamente quando há explicações
  18. 18. Como se determina a classificação?
  19. 19. Oral (= Expressão e Compreensão oral) Leitura Escrita Gramática
  20. 20. Oral 25% Leitura 21,7 > 25% Escrita 65% 21,7 > 25% Gramática 21,7 > 25% Atitudes 10% (3,3 + 3,3 + 3,3)
  21. 21. Oral 25% Leitura 25% Escrita 25% Gramática 25%
  22. 22. Oral Leitura Leitura Escrita Escrita Gramática Gramática
  23. 23. 9. 1. Com o uso da conjunção «mas»... e. a enunciadora exprime um contraste relativamente à ideia anterior 2. Com o uso da conjunção correlativa «ora... ora»... g. a enunciadora apresenta duas situações em alternância 3. Com o recurso às reticências... i. a enunciadora deixa em suspenso a enumeração iniciada...
  24. 24. Conjunção coordenativa adversativa Mas Conjunções coordenativas disjuntivas Ou Correlativas Ora… ora Quer… quer Seja… seja Ou… ou
  25. 25. Conjunções coordenativas copulativas E Também Nem Correlativas Não só… mas também Nem… nem Não só… como também
  26. 26. 4. Com o recurso a «não raras vezes»... k. a autora procura destacar a frequência da ação referida. 5. Com a utilização das aspas em «partilhar»... f. a autora procura destacar o sentido negativo da palavra... 6. Através da utilização de «ou melhor»... j. a autora visa tornar mais precisa a ideia que antes enunciara
  27. 27. 7. Com o uso da frase «que transportam expectativas e histórias pesadas»... h. a autora introduz informação adicional sobre o referente da expressão que é antecedente do pronome relativo 8. Através de «no máximo»... c. a autora estabelece um limite 9. Com «por norma»... a. a autora apresenta a ação como uma regra ou modelo
  28. 28. 10. Com a utilização de «como Guimarães, Castelo Branco, Oliveira» e «como Gordo, Pécurto»... b. a autora apresenta exemplos da realidade antes referida 11. Com a apresentação de informação entre parênteses no penúltimo parágrafo... d. a enunciadora introduz dados explicativos... 12. A partir da interrogação retórica usada no início do último parágrafo... l. a autora enfatiza a ideia que defende e cria expetativa relativamente à conclusão
  29. 29. Atos ilocutórios (manual, 337-338) Assertivo Diretivo Compromissivo Expressivo Declarativo Declarativo assertivo diretos / indiretos
  30. 30. 10. a. «Metade da população portuguesa tem o nome próprio Maria, José, Manuel, António ou Ana». // Assertivo. b. Adoro o meu nome! // Expressivo
  31. 31. c. Pode dizer-me o seu nome? // Diretivo d. Darei o nome da minha avó à minha filha. // Compromissivo e. Escolhe um nome para batizarmos o gato // Diretivo
  32. 32. 10.1 Cfr. Diga-me o seu nome // Diretivo / Direto
  33. 33. Nestes sketches (ambos da série Barbosa), encontramos todos os ATOS ILOCUTÓRIOS que convém ficarem fixados: assertivo, diretivo, compromissivo, diretivo, expressivo, declarativo.
  34. 34. Façam o favor de se sentar. / Diretivo / Direto- (Indireto)
  35. 35. Levantem-se os réus. / Diretivo / Direto
  36. 36. O coletivo não conseguiu estabelecer com 100% de certeza qual dos réus é o culpado. / Assertivo / Direto
  37. 37. Consideramos que, na dúvida, a culpa é do indivíduo de raça negra. / Assertivo / Direto
  38. 38. A sentença será lida na próxima semana. / Compromissivo / Direto
  39. 39. Está encerrada a sessão. / Declarativo / Direto
  40. 40. Atos declarativos criam um novo estado de coisas pela realização de uma simples declaração. São a expressão verbal da própria realidade que criam.
  41. 41. Mas que é isto? / Expressivo / Indireto
  42. 42. * Mas que é isto? / Diretivo / Direto
  43. 43. Está calado, pá. / Diretivo/Expressivo / Direto/Indireto
  44. 44. Mas que grande injustiça... / Expressivo / Direto- (Indireto)
  45. 45. Pernas cruzadas! Cotovelos em cima dos joelhos! diretivo Sempre quero ver o que está aqui. compromissivo Isto é droga. assertivo
  46. 46. Sabes o que é isto? diretivo Consideramos-te suspeito (arguido / culpado). declarativo
  47. 47. Na p. 20, lê o texto «O sr. José», de José Saramago. Depois, mantendo o estilo do texto (que é do tipo narrativo-descritivo), registo linguístico (bastante formal), perfil de narrador, escreve uma sua continuação, com extensão aproximada da do que escreveu Saramago [150 palavras]. Esta continuação não tem de, mas pode, ser conclusiva.
  48. 48. Demóstenes — nome que talvez não entre em moda tão cedo — foi um grande orador grego. Ter seixos na boca enquanto ensaiava os discursos, episódio sempre citado, era uma das estratégias a que recorrera para vencer a gaguez de que padecia.
  49. 49. O apelido do original terapeuta da fala, cujo primeiro nome é Lionel, quase parece inventado propositadamente. Com efeito, «Logue» assemelha-se ao radical grego ‘logo’, que significa ‘discurso, palavra, razão, estudo’ (cfr. «logorreia», «logótipo», «logogrifo», «logopedia», «logograma»).
  50. 50. Também é interessante o apelido usado pelo futuro rei, quando pretendia passar incógnito: Johnson é decerto um dos apelidos mais comuns em Inglaterra e é um patronímico (significa ‘filho de John’, sendo equivalente ao português Anes, ao russo Ivanov, ao sérvio Jovanović, ao holandês Jansen, ao dinamarquês Jensen, ao sueco Johansson, ao galês Jones, etc.).
  51. 51. Outro apelido com origem patronímica é o da presidente da Sociedade de Terapeutas da Fala, que teria recomendado Lionel, a senhora Eillen McLeod (onde adivinhamos um antepassado escocês filho de um Leod).
  52. 52. A certa altura alude-se aos nomes de batismo do então Duque de Iorque. Chamava-se ele «Alberto Frederico Artur Jorge», embora o tratassem familiarmen- te pelo hipocorístico Bertie (< Albert). Mais à frente se verá o motivo de, aquando da coroação, ter preferido o nome Jorge, em detrimento dos outros.
  53. 53. Uma última menção se pode fazer. Surgem, ainda crianças, as princesas Elisabeth e Margaret. A primeira é a atual rainha e, como já expliquei, será responsável pela relativa popularidade deste nome em Portugal há quase sessenta anos, já que visitou o país em 1957. É um caso curioso, porque sempre fora muito corrente um outro nome seu cognato: «Isabel». Também Tiago e Jaime são divergentes de um mesmo étimo, IACOBU.
  54. 54. TPC Resolve — mesmo se olhando também as soluções — as pp. 51-52 do Caderno de Atividades, que versam sobre ‘Atos ilocutórios’. (No tepecê em Gaveta de Nuvens, porei link para uma reprodução dessas páginas, para o caso de haver quem não disponha do Caderno.) Sobre o mesmo assunto, podes também estudar as pp. 337-338 do manual e ver as páginas que, no blogue, reproduzo de uma boa gramática.

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