Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 3-4

1.489 visualizações

Publicada em

Aula 3-4

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.489
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
837
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 3-4

  1. 1. Hoje em dia Nos dias de hoje Nós, humanos,
  2. 2. Na minha opinião, acho que
  3. 3. ridículo indivíduo família típico
  4. 4. sociedade
  5. 5. pretensioso
  6. 6. Muitos se lembrarão desse momento de Mr. Bean em férias: numa cabine telefónica, junto da linha do TGV, o nosso herói tenta descobrir um preciso número de telemóvel entre uma centena de possibilidades. Anotara os algarismos, mas falhara os das dezenas e das unidades. Por isso, vai experimentando todas as combinações e respondem-lhe dos mais variados locais ou contextos (senhora no cabeleireiro; homem distinto em velório; bebé durante a papa). Ficamos com a certeza da aleatoriedade do processo: aqueles cem números, pela diversidade dos recetores e situações a que conduziam, seriam uma amostra credível da sociedade francesa.
  7. 7. Podemos perguntar-nos se se chegaria a um resultado tão heterogéneo se o meticuloso Bean tivesse tido de recorrer a uma lista telefónica, e se se tratasse de descobrir o contacto certo entre uma ou duas colunas de proprietários de telefone fixo. Talvez não. Não esqueçamos que as listas de telefones se organizam por apelidos. Não era pequena a probabilidade de irmos dar a um conjunto de endereços a que correspondessem perfis próximos em termos sociais, em função de o apelido ser mais ou menos popular ou rebuscado. A coluna dos «Ávila», «Avilez», «Ayala» não nos sugeriria palacetes, mesmo se porventura arruinados? A dos «Ó», «Oca», «Oleirinha» não tem forte sabor rural?
  8. 8. É certo que este raciocínio decorre mais de estereótipos do que de ciência investigada. Dir-se- á também que, calhando-nos uma das muitas dezenas de páginas de «Silvas» ou de «Santos», de novo ficaríamos com um retrato verosímil, distribuído por todos os níveis sociais e proveniências. E, no entanto, pense-se que, dentro dessas séries de apelidos frequentes, a ordem alfabética dos primeiros nomes levaria a que nos pudéssemos deparar, por exemplo, com uma maioria de «Marias de qualquer coisa», o que decerto condicionaria o retrato sociológico do elenco que obtivéssemos. [faltava a conclusão: ]
  9. 9. Sancho Sanches Soeiro Soares Estêvão Esteves Gonçalo Gonçalves
  10. 10. Diogo Dias Mem/Mendo Mendes Nuno Nunes
  11. 11. João Anes Pero Peres / Pires Vasco Vasques
  12. 12. Álvaro Álvares Paio / Pelágio Pais Antão/António Antunes
  13. 13. Porém, nem todos os esses em final de apelido se devem àquele -ICI. Por exemplo, os apelidos Reis e Santos celebram datas do calendário cristão: o Dia de Reis e o Dia de Todos os Santos.)
  14. 14. Egas > Viegas (Ibn + Egas)
  15. 15. Escócia Donald > MacDonald Irlanda Brian > O’Brian Rússia e Ucrânia Ivan > Ivanova Vladimir > Vladimirovich
  16. 16. Vladimir Vladimirovich Nabokov
  17. 17. O trecho que vimos do Programa do Aleixo (início do episódio 1, da temporada 2) faz apresentarem-se-nos personagens (Bruno Aleixo, Nelson Miguel Rodrigues Pinto, Buçaco [«Bussaco» é erro ortográfico], Renato Alexandre, Busto) que podem ilustrar as quatro origens mais comuns dos apelidos: patronímicos, alcunhas, topónimos, invocação religiosa.
  18. 18. «Rodrigues» é um caso de patronímico (o étimo é o nome «Rodrigo»). «Pinto» é um apelido que deve provir de uma alcunha (o étimo terá sido «pinto», a cria da galinha). «Buçaco» exemplifica bem o processo de formação a partir de topónimos (de certo modo, mostra até os
  19. 19. dois momentos: primeiro, o nome do lugar está explícito em «[Homem do] Buçaco»; no final, Bruno trata o amigo já apenas por «Buçaco»). Quanto ao apelido do nosso protagonista, «Aleixo», pode ter várias explicações, mas uma delas é a de se tratar de invocação religiosa (se supusermos que a origem é «Santo Aleixo»).
  20. 20. Maria Albertina Maria Albertina, deixa que eu te diga: Ah... Maria Albertina, deixa que eu te diga: Esse teu nome eu sei que não é um espanto, Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto. Esse teu nome eu sei que não é um espanto, Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.
  21. 21. Maria Albertina, como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina? Maria Albertina, como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina? Maria Albertina, deixa que eu te diga: Ah... Maria Albertina, deixa que eu te diga: Esse teu nome eu sei que não é um espanto, Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.
  22. 22. Esse teu nome eu sei que não é um espanto, Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto. Maria Albertina, como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina? Maria Albertina, como foste nessa De chamar Vanessa à tua menina? Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha Que é bem cheiinha e muito moreninha
  23. 23. Em folha solta, faz um comentário a «Maria Albertina» (p. 21). Nesse comentário (com, pelo menos, # palavras), explicitarás em que medida a letra da canção apresenta uma crítica à escolha de nomes no nosso país. Inclui, pelo menos, uma citação.
  24. 24. TPC Resolve as perguntas 9 e 10 da p. 16 do manual. (Por favor, testa mesmo o teu conhecimento, mesmo se as respostas já estiverem lançadas no livro com que estejas a trabalhar.)

×