Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 19-20

1.014 visualizações

Publicada em

Aula 19-20

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.014
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
648
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 19-20

  1. 1. • Numa síntese, não nos devemos colar a expressões/peripécias (localizadas, circunstanciais) do texto. • É preciso é perceber o texto no seu conjunto.
  2. 2. estilo aproximativo frases revistas, já depuradas, lineares
  3. 3. «Um filme com poucas estrelas é garantia quase certa de um par de horas de alheamento deste mundo e de fruição simples.» = os filmes com avaliações negativas propiciam bons momentos (infere-se que os com muitas estrelas nem por isso)
  4. 4. «Muitas das sessões ficam prenhes de casais apaixonados e pipocas, devido às (poucas) estrelas que os críticos dão às películas.» = os melhores filmes são aqueles de que os críticos não gostam
  5. 5. «Não sabemos se acontecerá o mesmo com os livros.» mas vai perceber-se que sim, também entre os críticos literários e os leitores normais não há sintonia.
  6. 6. É certo que o espaço para a crítica de livros vem diminuindo, mas esse não é o maior problema: «No pouco espaço que ainda persiste parece haver demasiados redatores […] incapazes de falar de igual para igual com o público»
  7. 7. Não falam «de igual para igual com público», porque se perdem «em diatribes, considerações e referências [inacessíveis ao leitor comum]».
  8. 8. «Estrelas dos livros»
  9. 9. O facto dos jornais terem O facto de os jornais terem
  10. 10. A crítica Ele critica A influência Influenciar Influencie
  11. 11. o autor critica que considera defende …
  12. 12. Em «Estrelas dos livros», Paulo Ferreira e Nuno Seabra Lopes defendem que a crítica cultural está distante daqueles a quem se devia destinar. Começam por ilustrar esse afastamento com o que acontece com as apreciações de cinema: os filmes menos pontuados nas secções especializadas dos jornais acabam por se tornar os preferidos pelos espetadores. No caso da literatura, os cronistas lembram
  13. 13. primeiro a proverbial escassez do espaço concedido aos livros na imprensa, para depois vincarem que quem escreve sobre livros nos jornais o faz num estilo rebuscado, inacessível, desaproveitando- se assim a oportunidade de atrair leitores e influenciar as suas escolhas. 100 palavras
  14. 14. O passo de Millôr Fernandes ilustra, com ironia, o já citado afastamento da crítica de cinema relativamente aos gostos dos espetadores. O cronista brasileiro teria ido ver os filmes mais cotados nos jornais — talvez não por acaso, em boa parte de filmografias exóticas — e concluíra que aquelas recomendações entusiásticas não se justificavam (ou talvez significassem apenas que os críticos o queriam «fazer de imbecil»).
  15. 15. Coesão frásica As fraldas, como qualquer tecnologia, apresenta problemas. apresentam
  16. 16. Leonel Morgado, defende Leonel Morgado defende desconhecida a todos desconhecida de todos
  17. 17. Este cartaz trata-se de Trata-se de Trata-se de um cartaz que
  18. 18. Coesão interfrásica Para além de que as fraldas reutilizáveis são giríssimas. Para além disso, as fraldas reutilizáveis são giríssimas.
  19. 19. Coesão temporal Ele não concorda que as fraldas descartáveis são um problema ambiental sejam
  20. 20. Coesão lexical (e referencial) Leonel Morgado fez isto e aquilo. Leonel advoga o uso de… Leonel Morgado fez isto e aquilo. Morgado advoga o uso de… Leonel Morgado fez isto e aquilo. O especialista em mundos virtuais advoga o uso de…
  21. 21. Leonel Morgado fez isto e aquilo. Ele advo- ga o uso de… elipse Leonel Morgado fez isto e aquilo. Advoga o uso de…
  22. 22. "O autor de policiais mais original do nosso tempo.“ "Um dos maiores escritores norte-americanos do nosso tempo. Em White Jazz, Ellroy leva a forma ao rubro.“ "Mais negro que noir... faz parecer naïve a maioria dos outros policiais." "De longe o seu melhor livro até ao momento.“ "O melhor policial de James Ellroy."
  23. 23. 1.2. Estas citações referem-se a White Jazz —Noites Brancas em termos encomiásticos, considerando-o um modelo do género policial.
  24. 24. • “um chato” • “grunho reacionário e pretensioso” • “poesia para quem nunca leu um poema” • “nem sequer um horror consegue ser” • “banda desenhada sem desenhos” • “cinema parado, com sucessão de fotografias desligadas” • "um pesado" • “um acumulador de tiques e de acontecimentos” • “[as suas obras são] migalhas de ação e desabafos”
  25. 25. 5. No subtítulo, considera-se que Ellroy «berra em vez de escrever». No parágrafo das ll. 56-62 retoma-se a mesma crítica aos autores «gritadores», que escreve- riam para ser ouvidos, mais do que para ser lidos. Estas metáforas devem querer realçar que a literatura não ganha em ser explicitamente violenta, demasiado ciosa de expressividade. Conseguem melhores resultados os escritores que permitem aos leitores inferir o que lhes querem inculcar.
  26. 26. 4. Com efeito, o estilo de Ellroy, ao mesmo tempo que é explicitamente criticado pelo recenseador — «Escreve como quem bate nas teclas. Cheio de números. E paragens abruptas» —, vai sendo parodiado pelo uso de frases exageradamente curtas, que se percebe replicarem o que se destacara como negativo na escrita do autor americano. Por exemplo, «26 letras. Pensamentos para- dos» são caricaturais, pelo absurdo do que afirmam e pela assunção dos exatos tiques formais de White Jazz.
  27. 27. a. A obra tem como um dos seus aspetos positivos a originalidade narrativa.
  28. 28. b. De negativo, o crítico aponta-lhe um estilo demasiado descritivo. Estilo é telegráfico.
  29. 29. c. James Ellroy transporta os leitores para um ambiente de submundo corrupto e violento.
  30. 30. d. A ação decorre nos anos 60 em Los Angeles. Nos anos 50.
  31. 31. e. Neste livro, são os interesses de alguns políticos que se sobrepõem às forças sociais, fazendo delas verdadeiras marionetas.
  32. 32. f. White Jazz - Noites Brancas, obra publicada originalmente em 1992, é considerada uma das melhores obras do autor.
  33. 33. g. A personagem principal, o tenente Dave Klein, é destacada para investigar um assalto ligado ao carjaquim e ao fernando por esticão. Ligado ao narcotráfico e ao crime desorganizado.
  34. 34. Lusíadas (Anaquim) Este é o nosso triste fado Do vamos andando e do pobre coitado Velha canção em que a culpa é do estado Por ser o espelho do reinado E a história por mais do que uma vez Foi mais cruel que a de Pedro e Inês Levou-nos o que tanta falta nos fez Sem deixar razões ou porquês
  35. 35. Temos fuga ao fisco, estradas de alto risco Temos valiosos costumes e tradições Que eu não percebo, se nos maldizemos, quais as razões? Temos chico-espertos, burlas e protestos Temos tantos motivos p’ra sorrir Que eu nem imagino qual será a desculpa que vem a seguir…
  36. 36. Gosto tanto deste país Só não entendo o que o faz feliz Se é rir da miséria de outros quando a vemos Ou chorar da nossa própria quando a temos Gosto tanto deste país Só não entendo quando ele se diz Senhor de um futuro maturo, duro, mas seguro E eu juro que ainda não o vi
  37. 37. Os queixumes, sei-os de cor Endereçados, a Nosso Senhor Intercalados, com suspiro ou dor De um bom sofredor. Dentro de momentos, seguem-se os lamentos Não há dinheiro p’rós medicamentos Não há dinheiro p’ra tanto sustento Tão longe vão outros tempos.
  38. 38. Gosto tanto deste país Só não entendo o que o faz feliz Se é rir da miséria de outros quando a vemos Ou chorar da nossa própria quando a temos Gosto tanto deste país Só não entendo quando ele se diz Senhor de um futuro maturo, duro mas seguro Eu juro que ainda não o vi.
  39. 39. Bocados de mim (Anaquim) Eu gostava de ser dessas pessoas positivas que andam pela vida cheias de planos para amanhã Que dizem frases feitas mas têm suas próprias manias Que os outros gostam delas porque elas são mesmo assim Eu gostava que, no fundo, o mundo fosse simples Que o dia fosse um barco e a noite fosse um cais
  40. 40. Se tudo fosse sim ou não para mim era mais fácil e eu não tinha que magoar as pessoas [de] que gosto mais Eu gostava de ser mais ajuda para a família de aprender a fazer bolos em casa da minha avó Porque ela me quer lá e até faz alguns petiscos com a minha mãe a ajudar para que ela não se sinta só Eu gostava de me lembrar mais de algumas coisas que a vida foi levando em tratamento de choque
  41. 41. De me recordar de cheiros, de barulhos e dos discos com que a minha irmã me ensinou a ser alguém do rock Mas ando pela vida feito placa de auto-estrada que ensina o caminho aos outros mas pouco sabe de si Mas ando pela vida por ver andar meus amigos e confesso que, por vê-los, nem me custa andar aí
  42. 42. Eu gostava de ser qualquer coisa mais peculiar como o blogue da Filipa e os textos que lá diz Um assunto que tivesse algum efeito nas pessoas, como os poemas da Inês ou as anedotas do Luís Eu gostava de me dedicar aos trocadilhos que me fazem perder tempo e não fazem rir ninguém Porque há coisas que não são para rir, são só para ter pinta, já dizia o meu pai e eu só agora entendi bem
  43. 43. Mas ando pela vida cinzentão e esbatido, sem ter a coragem de convidar gente para dançar Mas ando pela vida sem ter a lata do Hugo, que é capaz de fazer tudo para a malta se animar Eu gostava de saber explicar bem o que sinto, não mentir como minto quando digo que estou bem Porque todos temos dores e para cheirar as flores desbravamos os caminhos com a ajuda de quem vem
  44. 44. Eu gostava de ser qualquer coisa mais bonita, fosse o sorriso da Rita, fosse o carinho da Rute De lutar cegamente por aquilo [em] que se acredita, porque há lutas que se perdem mas precisam que alguém lute Mas ando pela vida às vezes sem ser sincero, isso lá me vai pesando quando é hora de deitar Finjo ser a pessoa que eu quero que os outros gostem, e acabo a não ser nada [de] que valha a pena gostar
  45. 45. São só bocados de mim, são só bocados de nós São só bocados que eu, enfim, deixei ir na minha voz
  46. 46. TPC — Põe em dia as noções de gramática que demos este ano ou, pelo menos, revimos. Relanceia folhas usadas em aula, exercícios recomendados do Caderno de Atividades, folhas de gramática do manual e, em Gaveta de Nuvens, páginas de gramática que fui reproduzindo ou apresentações usadas em aula.
  47. 47. O que se segue é um elenco de objetivos que deves dominar (com exemplos de itens). Podes usá-lo como exercício de treino — porei as soluções em Gaveta de Nuvens (ficam já aqui as soluções). Nota que, para poder listar os conteúdos, fui explicitando os termos a usar nas respostas, mas convém que os saibas também de cor.
  48. 48. Classifica os verbos (em função da frase dada) como transitivos (diretos, indiretos, diretos e indiretos), intransitivo, transitivos predicativos, copulativos.
  49. 49. • Ontem, Van Persie marcou sete golos ao Benfica. || transitivo direto e indireto • Jesus continua arrogante. || copulativo • O povo português elegeu Catarina Martins chefe da oposição. || transitivo- predicativo • O Boavista renasceu. || intransitivo • Larguei-a. || transitivo direto • Ao longe, acenaste-me. || transitivo indireto
  50. 50. Classifica o ato ilocutório em cada um dos enunciados (assertivo, compromissivo, expressivo, diretivo, declarativo). Se houver algum ato indireto [vs. direto], menciona-o.
  51. 51. • Como fico contente com o facto de teres tido boa nota a Português! || expressivo • A partir de agora farei sempre os tepecês. || compromissivo • Não tenho dúvidas de que a Irondina votou no PAN. || assertivo • O candidato é aprovado com a classificação de Muito Bom [dito por presidente do júri de um exame]. || declarativo • Tens lume? || diretivo (indireto [seria mais direto: «Dá-me lume»])
  52. 52. Classifica o valor aspetual (imperfetivo, perfetivo; pontual; habitual; iterativo; genérico).
  53. 53. • Tem chuviscado todo o santo dia. || iterativo • Estudei ontem toda a gramática que vai sair. || perfetivo • Ele anda a comer muito. || imperfetivo, habitual • Na infância, brincávamos às casinhas. || imperfetivo • Teve um ataque fulminante. || perfetivo, pontual • A Adília é linda. || genérico
  54. 54. Classifica o valor temporal nos enunciados (relativamente ao enunciador): anterior, simultâneo, posterior. Classifica o valor temporal do verbo sublinhado relativamente ao resto do enunciado: anterior, simultâneo, posterior.
  55. 55. • Estou a tirar macacos do nariz. || simultâneo • Hoje à noite vou ao cinema. || posterior • Estava a comer um chocolate Belleville. || anterior • Esteve no Estádio da Luz, mas passara pelo Colombo. || anterior • Às cinco fui ao jogo, mas ainda iria à natação. || posterior
  56. 56. Classifica o valor modal (epistémico / deôntico / apreciativo) as formas verbais sublinhadas. Classifica o valor modal (epistémico / deôntico / apreciativo). Tenta especificar ainda valores de possibilidade- probabilidade, proibição- permissão/imposição-obrigação.
  57. 57. • Os árbitros deviam apreciar os lances com honestidade, mas o Benfica- Sporting deste domingo deve dar mais uma polémica. || deôntico / epistémico • Pode vir aí uma trovoada. Se quiseres, podes levar a minha gabardina. || epistémico (probabilidade- possibilidade) / deôntico (permissão)
  58. 58. Classifica o tipo de mecanismo de coesão textual realçado através do sublinhado (frásica, interfrásica, temporal, lexical, referencial).
  59. 59. • O Viriato gosta de bolos. É um rapaz guloso. Aliás, os jovens portugueses deleitam-se com a doçaria. || lexical • Lia muitos livros, porque frequentava bibliotecas e conhecia também diversos alfarrabistas. || interfrásica • Foi a Paris, mas já estivera na Holanda e haveria de viajar até à Índia. || temporal • O Félix viu-os e disse-lhes do que o trazia ali. || referencial • A maioria dos deputados prefere um governo estável à instabilidade. || frásica  
  60. 60. Identifica os processos morfológicos de formação de palavras (derivação — por prefixação, sufixação, parassíntese —, derivação não afixal, conversão; composição — morfológica e morfossintática).
  61. 61. • resgate (< resgatar) || derivação não afixal • o olhar [nome] (< olhar [verbo]) || conversão • bebé-proveta || composição morfossintática • psicopata || composição morfológica • tristemente || derivação por sufixação • repor || derivação por prefixação • amanhecer || derivação por parassíntese
  62. 62. Identifica os processos irregulares de formação de palavras (extensão semântica, empréstimo, amálgama, sigla, acrónimo, truncação, onomatopeia).
  63. 63. • prof (< professor) || truncação • ACA-M (‘Associação dos Cidadãos Auto- Mobilizados’, dito [akαm]) || acrónimo • AR (‘Assembleia da República’, dito a-erre) || sigla • borbotixa (borboleta + lagartixa) || amálgama • líder (< ingl. leader) || empréstimo • leitor (‘aparelho que permite aceder a documentos em DVD, CD, cassete, etc.’) || extensão semântica • tilintar || onomatopeia

×