Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 91-92

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 91-92

  1. 1. Épocas da literatura portuguesa1.ª época — medieval (XII-XV)2.ª época — clássica (XVI-XVIII)3.ª época — romântica e moderna (XIX-XX)
  2. 2. séculos XII-XV•literatura trovadoresca•Fernão Lopes século XVI (renascimento)•Gil Vicente•Bernardim Ribeiro•Sá de Miranda•Camões
  3. 3. século XVII (barroco)•Rodrigues Lobo•Francisco Manuel de Melo•Frei Luís de Sousa•Padre António Vieira século XVIII (iluminismo, pré-romantismo)•Luís António Verney•Bocage
  4. 4. século XIXromantismo•Almeida Garrett•Alexandre Herculanoultra-romantismo•António Feliciano de Castilho•Soares de Passos•João de Lemos•Bulhão Pato
  5. 5. entre romantismo e realismo•Camilo Castelo Branco•Júlio Dinisrealismo•Antero de Quental•Eça de Queirós•Cesário Verde naturalismo • Abel Botelho
  6. 6. século XXmodernismo•Fernando Pessoa
  7. 7. século XVI (renascimento)•Gil Vicente•Camões século XVII (barroco)•Padre António Vieira século XVIII (iluminismo; pré-romantismo)•Bocage século XIX (romantismo; realismo)•Almeida Garrett•Eça de Queirós•Cesário Verde
  8. 8. 6. Cesário Verde4. Almeida Garrett5. Eça de Queirós6. Cesário Verde4. Almeida Garrett5. Eça de Queirós6. Cesário Verde5. Eça de Queirós6. Cesário Verde5. Eça de Queirós
  9. 9. Gramática [Orações] (cfr. pp. 329-331)Coordenação•coordenada copulativa•adversativa•disjuntiva•conclusiva•explicativa
  10. 10. Subordinação•subordinante•subordinada substantiva (completiva,relativa)•adjetiva (relativa — restritiva, explicativa)•adverbial (causal, comparativa, concessiva,condicional, consecutiva, final, temporal)
  11. 11. Reprodução do discurso no discurso (cfr. pp. 339-340)•discurso direto•discurso direto livre•discurso indireto•discurso indireto livre
  12. 12. [Restos & revisões]•Conectores/Articuladores (cfr. p. 342)•Paratexto (cfr. p. 246)•Figuras de estilo (cfr. p. 347-351)•Processos fonológicos (cfr. p. 325)•Funções sintáticas (complemento do adjetivo;revisões de todas as outras)•Classes (nome; determinante; quantificador;pronome; conjunção)
  13. 13. Preenche a tabela (p. 1); na segunda página, deixa para o fimas perguntas que implicam mais escrita(primeira e terceira), concentrando-tepara já na escolha múltipla e na métrica.
  14. 14. p. 307frenético = agitado || bizarro = esquisitogume = lado afiado de um instrumento cortantelívido = pálidomortificar = enfraquecer; afligirlidar = trabalharbotica = farmáciafolhetim = secção de um jornal (sobretudo no século XIX) destinada a várias matérias mais ou menos literáriasinédito = não publicado
  15. 15. p. 308sol-e-dó = música instrumental popular; filarmónica de pouca categoriaassinante = o que tem assinatura de um jornal ou revistaadulação = lisonja, bajulaçãoliterato = o que é do meio intelectual; escritoralexandrino = verso de doze sílabas métricas (dodecassílabo, portanto)tísico = tuberculosofinar-se = definhar; morrer
  16. 16. Experiência pessoal concreta (a«contrariedade», que resulta de os jornais eos editores não o publicarem).estrofes dos vv. 16-20, 21-24, 25-28, [v. 29],33-36, 37-40, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64
  17. 17. Preocupação social (a observação daengomadeira, cuja infelicidadeconstitui para o sujeito poético a outra«contrariedade»)estrofes dos vv. 9-12, 13-16, 49-52, 53-56, 65-68
  18. 18. Observação da cidade (para além daprópria vizinha)estrofes dos vv. 29-32
  19. 19. Narratividade (conta-se um episódio, quese desenrola no tempo)[cfr. pretéritos perfeitos («fumei», «sentei-me», «rasguei»), a alternarem compresentes e com futuro próximo («voufindar»); advérbios com valor temporal(«hoje», «agora»)]
  20. 20. Léxico «pouco poético»:
  21. 21. estrangeirismos e palavras recentes«réclame», «blague», «coterie»
  22. 22. palavras de campos lexicais específicos,técnicos«maços de cigarros», «botica», «método»ácidos / ângulos agudos / …
  23. 23. palavras de registos quase orais«sopas», «o doutor», «coitadinha!»
  24. 24. diminutivos pejorativos«populacho»
  25. 25. nomes de pessoas conhecidas«Taine», «Zaccone»
  26. 26. A recusa dos textos pelo jornal podecorresponder à aceção 1 (é umcontratempo); quanto à observação daengomadeira, parece poder caber-lhe aaceção 2 (seria causa de desgosto) oumesmo a 3 (seria a própria preocupaçãosentida por causa daquela visão).
  27. 27. 1.1 O poema desenvolve-se em torno deduas figuras — o poeta e a engomadeiraque ele observa — cujas condições seaproximama. por sofrerem ambos da mesma doença.b. por serem ambos vítimas da injustiçasocial.c. por trabalharem ambos com vigor ealegria.
  28. 28. 1.2 A situação do sujeito poético éconfigurada a partir da apresentaçãoa. do seu estado anímico e de sintomasfísicos.b. de sintomas físicos e de comentárioscríticos.c. do seu estado anímico, de sintomasfísicos e de comentários críticos.
  29. 29. 1.3 As referências a "Taine" (v. 25) e a"Zaccone" (v. 40) realçama. a cultura do sujeito poético.b. a construção do poema de acordocom os princípios impressionistas.c. a originalidade da obra do poeta faceaos autores aplaudidos na época.«A crítica segundo os métodos de Taine /Ignoram-na»; «Deliram por Zaccone»
  30. 30. 1.4 O diminutivo com que o sujeitopoético termina o poema («Coitadinha!»)transmitea. a sua simpatia solidária face àengomadeira.b. o seu desprezo em relação aostrabalhadores do povo.c. a avaliação irónica que faz da pequenezda engomadeira.
  31. 31. O sujeito poético não é bajulador dospoderosos («nunca publiquei poemas àsfortunas») nem dos literatos («raramentefalo aos nossos literatos»), é demasiadoindependente. Por outro lado, ao escreverem verso também fica desfavorecido, já queos jornais — e os editores — preferem aprosa (cfr. vv. 41-44).
  32. 32. JaneiroIncrível! Já fumei três maços de cigarros1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Consecutivamente.1 2 3 45 6
  33. 33. FevereiroAmo, insensatamente, os ácidos, os gumes1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12E os ângulos agudos. 1 2 3 4 5 6
  34. 34. MarçoSofre de faltas de ar; morreram-lhe os parentes1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12E engoma para fora. 1 2 3 4 5 6E engoma p’ra fora.1 2 3 4 5 6
  35. 35. AbrilLidando sempre! E deve a conta à botica!1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112Mal ganha para sopas... 1 2 3 4 5 6
  36. 36. MaioPor causa dum jornal me rejeitar, há dias, 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Um folhetim de versos.1 2 3 4 5 6
  37. 37. JunhoMais duma redação, das que elogiam tudo, 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Me tem fechado a porta.1 2 3 4 5 6
  38. 38. JulhoMuitíssimos papéis inéditos. A imprensa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Vale um desdém solene.1 2 3 4 5 6
  39. 39. AgostoSoluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112Diverte-se na lama.1 2 3 4 5 6
  40. 40. SetembroIndependente! Só por isso os jornalistas1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Me negam as colunas.1 2 3 4 5 6
  41. 41. OutubroArte? Não lhes convém, visto que os seus leitores1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112Deliram por Zaccone.1 2 3 4 5 6
  42. 42. NovembroE a mim, não há questão que mais me contrarie 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112Do que escrever em prosa. 1 2 3 4 5 6 
  43. 43. DezembroE apuro-me em lançar originais e exatos,1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Os meus alexandrinos...1 2 3 4 5 6
  44. 44. TPC — Completar a folha quecomeçámos a fazer em aula (ou que lhesdei já no final da aula).

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