Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 61-62

1.048 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.048
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
571
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 61-62

  1. 1. Vizinha de mimAdjetivo/Nome Avizinhou-se de mim verbo complemento oblíquo
  2. 2. Moras em Cabul?complemento oblíquoQue fazes em Cabul? *Moro.
  3. 3. Os estores da minha casa foramestragados pela ventania.agente da passiva[Ativa:] A ventania estragou os estoresda minha casa.
  4. 4. Em Miranda do Douro come-se boacarne.modificadorQue se faz em Miranda do Douro? Come-se boa carne.
  5. 5. O Salvador é o último português semtelemóvel.predicativo do sujeito
  6. 6. Comi anteontem uma costeleta de gatoexcelente.modificadorQue fizeste anteontem? Comi umacosteleta de gato excelente.
  7. 7. O Alípio foi ali e já vem.complemento oblíquoQue fez o Alípio ali? *Foi.
  8. 8. Iracema mentiu a Jesuíno.complemento indiretoIracema mentiu-lhe.
  9. 9. Na livraria vendem carapaus.complemento diretoNa livraria vendem-nos.
  10. 10. vendem + osvendem-nosdão + adão-na
  11. 11. faz+os = fá-lospus + o = pu-locantar + as = cantá-las
  12. 12. Ontem passei por ela.complemento oblíquo*Que fizeste por ela? Passei.
  13. 13. Regressaste da Líbia.complemento oblíquo* Que fizeste da Líbia? Regressei.
  14. 14.  O Ulisses põe o livro na estante.complemento oblíquo*Que faz o Ulisses na estante? Põe o livro.
  15. 15. Todas estas funções (complementosdireto, indireto, oblíquo, agente da pas-siva, predicativos do sujeito e do comple-mento direto, modificador do grupoverbal) integram o Predicado. 
  16. 16. Mais mecanismos para identificar outras funções sintáticas – Sujeito / Predicado (mudar número do sujeito e ver se afeta flexão do verbo) – Sujeito / Predicativo do sujeito (concordam) – Complemento direto / Predicativo do complemento direto (concordam)
  17. 17. Verbos copulativos (os que pedem predicativo do sujeito) Ser Estar Parecer Ficar Continuar Permanecer Tornar-se Revelar-se
  18. 18. Sinto-o nos meus dedos,Sinto-o nos meus pés, o = complemento direto (cujo referente são os versos 4-7; trata-se, portanto de uma catáfora). [eu] (subentendido) = sujeito
  19. 19. O amor anda à minha volta, à minha volta = complemento oblíquoO Natal está à minha volta, à minha volta = predicativo do sujeito
  20. 20. E o sentimento cresce, sentimento = sujeito cresce = predicado
  21. 21. Está escrito no vento, escrito no vento = predicativo do sujeito está escrito no vento = predicado (nominal)
  22. 22. Está onde quer que vá.Por isso, se gostam do Natal,Deixem nevar. do Natal = complemento oblíquo
  23. 23. O título da crónica {génerojornalístico} de Ricardo Araújo Pereira,«Este país não é para corruptos», fazalusão a um filme, Este país não é paravelhos. No entanto, o filme trata de umnegócio que falha, enquanto que osuborno pensado por Domingos Névoafoi oferecido mesmo, ainda que se tenhadepois concluído que não era passívelde criminalização, tendo o arguido sidoabsolvido. Névoa não foi condenadoporque, segundo o tribunal, o político
  24. 24. que recebera o dinheiro não era a pessoaindicada para resolver o subornadorpretendia. Podemos dizer que Névoa,além de desonesto, foi incompetente, maso que é certo é que foi isso que o ilibou. Ricardo Araújo Pereira traça depoisuma analogia entre o disposto nestasentença e casos hipotéticos de crimesmais graves cujo autor tivesse errado,sem querer, no exato destinatário damalvadez. No último parágrafo, o cronista,pontuando o texto com figuras de estilo
  25. 25. que visam a caricatura — ironia («nobretítulo»); paradoxo/antítese («ilegalidadeilegal» que é legal; trocadilhos comlugares comuns («não é corrupto quemquer», «isto não é corrupção que seapresente») —, acaba por se centrar nacrítica que sempre pretendeu valorizar eque nem se foca tanto na corrupção, masantes no exagerado formalismo daadministração da justiça ou na conceçãocaprichosa da legislação.
  26. 26. Quanto ao primeiro parágrafo,aproveita-se muito o conceito predicáveldo «Sermão de Santo António», «Vóssois o sal da terra». Como um doselementos da metáfora, o sal, significa‘conservação’, o autor experimentatrocá-lo por outros meios maismodernos de preservar os alimentos, aarca frigorífica ou a pasteurização,porque, conforme alega, atualmente já sesabe que o sal provoca hipertensão.Antes disso, considerara ser Portugalum país
  27. 27. em salmoura (‘água com muito sal’), pornão se manifestar cá nenhum resquíciode corrupção. É esta assunção (irónica,já se vê) que, mais do que aintertextualidade com o filme, vemjustificar o título.
  28. 28. Este país não é para corruptos.Portugal é um país em Salmoura.Ora aqui está um lindo decassílabo que só pordistração dos nossos poetas não integra umsoneto que cante o nosso país como ele merece.Vós sois o sal da terra.Na altura de Cristo não era ainda conhecidoo efeito de sal na hipertensão…
  29. 29. TPC — Continua a ler Os Maias. (No CRE, segundo o que pesquisei no catálogo, há uns cinco exemplaresrequisitáveis: a cota é 82P-3/QUE/MAI.)

×