Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 121-122

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 121-122

  1. 1. «Que se precipitara para ele» (l. 2) é umaoração subordinadaa) substantiva completiva.b) adjetiva relativa restritiva.c) adjetiva relativa explicativa.d) substantiva completiva não finita.
  2. 2. — entusiasmado —enquanto Ega, que se precipitara para ele, lheajudava a despir o paletó.
  3. 3. Nas linhas 5-6 háa) discurso direto.b) discurso indireto.c) discurso indireto livre.d) discurso direto livre.
  4. 4. — O marquês não pôde vir, menino,e o pobre Steinbroken, coitado, está coma sua gota, a gota de diplomata, de lordee de banqueiro... A gota que tu hás deter, velhaco!
  5. 5. O marquês e «Steinbroken» a que aludeEga (ll. 5-6) são, respetivamente,a) Afonso da Maia e um diplomataalemão em Lisboa.b) Eusebiozinho e um diplomata inglêsem Lisboa.c) Cruges e um diplomata.d) Souselas e um diplomata finlandês emLisboa.
  6. 6. Ao colocar Cohen à sua direita e aooferecer-lhe uma flor (ll. 11-13), Egaestava aa) troçar dele.b) procurar humilhá-lo.c) procurar homenageá-lo.d) troçar de Carlos.
  7. 7. Nas linhas 18-24 háa) discurso direto.b) discurso indireto.c) discurso indireto livre.d) discurso direto livre.
  8. 8. Dâmaso teve a satisfação de poder dardetalhes; conhecera a rapariga, a que dera asfacadas, quando ela era amante do visconde daErmidinha... Se era bonita? Muito bonita. Umasmãos de duquesa... E como aquilo cantava ofado! O pior era que mesmo no tempo dovisconde, quando ela era chique, já seempiteirava... E o visconde, honra lhe seja,nunca lhe perdera a amizade; respeitava-a,mesmo depois de casado ia vê-la, e tinha-lheprometido que se ela quisesse deixar o fado lhepunha uma confeitaria para os lados da Sé. Masela não queria. Gostava daquilo, do Bairro Alto,dos cafés de lepes, dos chulos...
  9. 9. No parágrafo das linhas 25-29, o«excremento» que refere Alencar éa) um livro de Émile Zola, L’Assommoir.b) um cocó de cão.c) a literatura naturalista.d) o mundo dos fadistas e damalandragem.
  10. 10. Isto levou logo a falar-se do «Assommoir»,de Zola e do realismo: e o Alencarimediatamente, limpando os bigodes dospingos de sopa, suplicou que se nãodiscutisse, à hora asseada do jantar, essaliteratura «latrinária». Ali todos eramhomens de asseio, de sala, hem? Então,que se não mencionasse o «excremento»!
  11. 11. No longo parágrafo 30-57, faz-se umrelance biográfico a Alencar. Nas linhas30-37, resumem-se as características daliteratura realista, naturalista. Essa novaescolaa) escangalhara uma catedral romântica.b) mobilizara Alencar durante a maisprodutiva fase da sua vida.c) era o enlevo de Alencar.d) tomara como assuntos temas até aíarredados da literatura.
  12. 12. Nas linhas 36-55, mostra-se-nos como Alencarpassou a reagir à escola literária queconsiderava adversária. Passou a defendera) a moralidade e o recato, o que contrastavacom as suas práticas de décadas.b) o amor ilegítimo, o que contradizia as suaspráticas de tantos anos.c) a moralidade e o recato, o que era coerentecom a sua vida de décadas.d) o amor ilegítimo, como ele próprio praticaradurante anos.
  13. 13. Numa fase derradeira (ll. 55-60), Tomás deAlencar percebeu quea) o autor de «Elvira» encavacara.b) as suas críticas à literatura realistatinham resultados contrários dos quepretendia.c) as suas críticas à literatura românticatinham resultados diferentes dos queesperava.d) não valia a pena mencionar o«excremento».
  14. 14. Um dia, porém, Alencar teve uma destasrevelações que prostram os mais fortes;quanto mais ele denunciava um livrocomo imoral, mais o livro se vendiacomo agradável! O Universo pareceu-lhecoisa torpe, e o autor de «Elvira»encavacou...
  15. 15. Já a partir da l. 61, Craft parece não ser adeptoda literaturaa) romântica, já que a arte era uma idealização.b) realista, na medida em que, para ele, a artenão se devia ocupar do que não fosse belo.c) naturalista, já que considerava que a artedevia mostrar a vida real, não apenas anatureza.d) romântica, porque, para ele, a arte deviaocupar-se apenas do que fosse superior.
  16. 16. Os «dois fogos» (69) entre que seencontrou Ega eram as posições dea) Alencar versus Craft.b) Craft/Alencar versus Carlos.c) Craft/Carlos versus Alencar.d) Alencar/Carlos versus Craft.
  17. 17. Mas nessa noite [Alencar] teve o regozijo deencontrar aliados. Craft não admitia também onaturalismo, a realidade feia das coisas e dasociedade estatelada nua num livro. A arte erauma idealização! Bem: então que mostrasse ostipos superiores de uma humanidadeaperfeiçoada, as formas mais belas do viver e dosentir... Ega, horrorizado, apertava as mãos nacabeça — quando do outro lado Carlos declarouque o mais intolerável no realismo eram os seusgrandes ares científicos, a sua pretensiosaestética deduzida de uma filosofia alheia, e ainvocação de Claude Bernard, doexperimentalismo, do positivismo, de Stuart Mill ede Darwin, a propósito de uma lavadeira quedorme com um carpinteiro!
  18. 18. Segundo o parágrafo 69-73, onaturalismo-realismo, para Ega,a) deveria tornar-se mais fantasista.b) deveria ainda ir mais longe no seuprograma.c) tinha pouco pitoresco e carecia deestilo.d) deveria ser mais criativo.
  19. 19. Assim atacado, entre dois fogos, Egatrovejou: justamente o fraco do realismoestava em ser ainda pouco científico,inventar enredos, criar dramas,abandonar-se à fantasia literária! A formapura da arte naturalista devia ser amonografia, o estudo seco de um tipo,de um vício, de uma paixão, tal qualcomo se se tratasse de um casopatológico, sem pitoresco e sem estilo...
  20. 20. Na linha 77 háa) discurso indireto livre.b) discurso indireto.c) livre indireto.d) discurso direto.
  21. 21. Discurso indiretoAlencar interrompeu-os, exclamando quenão eram necessárias tantas filosofias.Discurso direto— Não são necessárias tantas reflexões!— interrompeu Alencar.Discurso indireto livreAlencar interrompia. Que não eramnecessárias tantas reflexões!
  22. 22. A observação de Alencar «estãogastando cera com ruins defuntos» (78)significa quea) adotava a sua mais recente estratégiaface ao naturalismo.b) recuperara a sua primeira maneira decombater o realismo.c) mudara de posição e atacava agora oromantismo.d) considerava já do mesmo modorealismo e romantismo.
  23. 23. Na penúltima linha (79), deveria haveruma vírgula depois de «Eu», porquea) se sucede uma oração adjetiva relativaexplicativa.b) se sucede uma oração adjetiva relativarestritiva.c) se segue uma oração subordinadaadverbial, que convém ficar delimitada.d) se trata de um vocativo. 
  24. 24.       subordinada adverbial temporalEu, quando vejo um desses livros,enfrasco-me logo em água-de-colónia.Não discutamos o «excremento».*Eu à noite, enfrasco-me*Eu hoje, enfrasco-meEu, à noite, enfrasco-me
  25. 25. A iniciativa deste jantar fora dea) Ega, por causa de um flirt seu.b) Carlos, por causa de um incesto seu.c) Dâmaso, por causa de uma gabarolice.d) Alencar, por causa de uma suarecordação.
  26. 26. No mesmo jantar, mas em momentoposterior ao que se transcreve, dá-seviolenta discussão entrea) Ivanović, sérvio, e Dâmaso Salcede, umbenfiquista.b) Ega e Alencar, por causa de AnaCraveiro.c) Dâmaso e Carlos, por causa deEusebiozinho.d) Carlos e Alencar, por causa de RaquelCohen.
  27. 27. funéreo = fúnebresepulcro = túmulo, sepulturacampear = acamparferal = funéreo, lúgubretumba = caixão | falaz = enganadorlousa = placa de pedra que cobre túmulosolvido = esquecimentoairoso = esbelto | fronte = rostopalor = palidez | alvor = brancuracruzeiro = cruz grande de pedraignoto = desconhecido
  28. 28. Vai alta a lua! na mansão da morteJá meia-noite com vagar soou;Que paz tranquila; dos vaivéns da sorteSó tem descanso quem ali baixou.
  29. 29. Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longeFunérea campa com fragor rangeu;Branco fantasma semelhante a um monge,Dentre os sepulcros a cabeça ergueu.
  30. 30. Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celesteCampeia a lua com sinistra luz;O vento geme no feral cipreste,O mocho pia na marmórea cruz.
  31. 31. Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrioespantoOlhou em roda... não achou ninguém...Por entre as campas, arrastando o manto,Com lentos passos caminhou além.
  32. 32. Chegando perto duma cruz alçada,Que entre ciprestes alvejava ao fim,Parou, sentou-se e com a voz magoadaOs ecos tristes acordou assim:
  33. 33. "Mulher formosa, que adorei na vida,"E que na tumba não cessei d’amar,"Por que atraiçoas, desleal, mentida,"O amor eterno que te ouvi jurar?
  34. 34. "Amor! engano que na campa finda,"Que a morte despe da ilusão falaz:"Quem dentre os vivos se lembrara ainda"Do pobre morto que na terra jaz?
  35. 35. "Abandonado neste chão repousa"Há já três dias, e não vens aqui..."Ai, quão pesada me tem sido a lousa"Sobre este peito que bateu por ti!
  36. 36. "Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio,A fronte exausta lhe pendeu na mão,E entre soluços arrancou do seioFundo suspiro de cruel paixão.
  37. 37. "Talvez que rindo dos protestos nossos,"Gozes com outro dinfernal prazer;"E o olvido cobrirá meus ossos"Na fria terra sem vingança ter!
  38. 38. — "Oh nunca, nunca!" de saudade infindaResponde um eco suspirando além...— "Oh nunca, nunca!" repetiu aindaFormosa virgem que em seus braços tem.
  39. 39. Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,Longas roupagens de nevada cor;Singela croa de virgínias rosasLhe cerca a fronte dum mortal palor.
  40. 40. "Não, não perdeste meu amor jurado:"Vês este peito? reina a morte aqui..."É já sem forças, ai de mim, gelado,"Mas inda pulsa com amor por ti.
  41. 41. "Feliz que pude acompanhar-te ao fundo"Da sepultura, sucumbindo à dor:"Deixei a vida... que importava o mundo,"O mundo em trevas sem a luz do amor?
  42. 42. "Saudosa ao longe vês no céu a lua?— "Oh vejo sim... recordação fatal!— "Foi à luz dela que jurei ser tua"Durante a vida, e na mansão final.
  43. 43. "Oh vem! se nunca te cingi ao peito,"Hoje o sepulcro nos reúne enfim..."Quero o repouso de teu frio leito,"Quero-te unido para sempre a mim!"
  44. 44. E ao som dos pios do cantor funéreo,E à luz da lua de sinistro alvor,Junto ao cruzeiro, sepulcral mistérioFoi celebrado, dinfeliz amor.
  45. 45. Quando risonho despontava o dia,Já desse drama nada havia então,Mais que uma tumba funeral vazia,Quebrada a lousa por ignota mão.
  46. 46. Porém mais tarde, quando foi volvidoDas sepulturas o gelado pó,Dois esqueletos, um ao outro unido,Foram achados num sepulcro só.
  47. 47. Transcreve umas tantas: «morte»;«fantasma»; «sepulcro»; «funérea»;«campa»; «sinistra»; «cipreste»; «mocho»;«tumba»; «lousa»; «sepultura»; «cruzeiro»;«funeral»; «esqueletos»; «frio leito»;«cantor funéreo»; «mansão final»; «mortal»;«palor»; «trevas»; ...
  48. 48. A LUA DE LONDRES(João de Lemos)É noite. O astro saudosorompe a custo um plúmbeo céu,tolda-lhe o rosto formosoalvacento, húmido véu,traz perdida a cor de prata,nas águas não se retrata,não beija no campo a flor,não traz cortejo de estrelas,não fala de amor às belas,não fala aos homens de amor.
  49. 49. Ave-Marias = cair da noite (18 horas)Noite fechada = início da noite escuraAo Gás = noite avançaHoras mortas = noite absoluta
  50. 50. soturnidade = qualidade de soturnosoturno = tristonhoextravasar = transbordarturba = multidão, povo || cismar = pensarsingrar = navegar à velaflamejar = lançar chamas, arderarengar = discursar, fingir que trabalhaassomar = aparecer em lugar altopilastra = pilar de quatro faces
  51. 51. 1b. O sujeito poético deambula pelacidade, ao cair da tarde, dando aconhecer as suas reações psicológicasaos diversos estímulos sensoriaisprovocados pelo ambiente que ocircunda e as figuras humanas com quese cruza.
  52. 52. O sujeito poético deambula pela cidade("Embrenho-me a cismar, por boqueirões,por becos / Ou erro pelos cais..."),ao cair da tarde("Nas nossas ruas, ao anoitecer", "E o fim datarde inspira-me; e incomoda!", "Flamejam,ao jantar, alguns hotéis da moda"),
  53. 53. dando a conhecer as suas reaçõespsicológicas("Despertam-me um desejo absurdo desofrer", "O gás extravasado enjoa-me,perturba"),aos diversos estímulos sensoriaisprovocados pelo ambiente que o circunda(estímulos visuais, olfativos e auditivos)
  54. 54. e as figuras humanas com que se cruza("os mestres carpinteiros", "oscalafates", "dois dentistas", "Um trôpegoarlequim", "Os querubins do lar", "oslojistas", "as obreiras", "as varinas").
  55. 55. 4.a. O uso do determinante possessivo noprimeiro verso contribui para criar noleitor uma sensação de maiorafastamento [proximidade] relativamenteàs situações apresentadas.
  56. 56. b. A construção paralelística do verso 2suaviza [intensifica] as característicasnegativas da cidade.
  57. 57. c. A exclamação presente no décimoverso denuncia a admiração do sujeitopoético por aqueles que, através da "via-férrea", abandonam a cidade.
  58. 58. d. Com o recurso à comparação naquarta estrofe, o narrador destaca ocarácter fechado, opressivo e escuro deLisboa.
  59. 59. e. A apresentação das varinas através docoletivo "cardume" (v. 35) e os adjetivosusados na sua caracterizaçãointensificam a sua fraqueza [força] comogrupo social.
  60. 60. f. A prolepse da penúltima estrofeconcorre para a intencionalidade críticado poema.
  61. 61. g. A cidade de Lisboa e a sua descriçãoao longo do poema podem serentendidas como sinédoque e metáforada metrópole ocidental.
  62. 62. Nas | nos|sas| ru|as,| ao| a|noi|te|cer|1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Há | tal | so|tur|ni|da|de, há | tal | me|lan|co|li|a1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112
  63. 63. decassílabo (10)dodecassílabo (12)dodecassílabo (12) alexandrinododecassílabo (12)
  64. 64. TPC — No início da próxima semanafaremos pequenos trabalhos sobregramática e sobre Os Maias. Termina aleitura do romance (enfim, se ainda não ofizeste). Vê os exercícios sobre‘Coordenação e Subordinação’, nas pp.29-33 do Caderno de Atividades.Os que ainda estão em prova nasLigas Europa e dos Campeões devempreparar os poemas «Cesário Verde» (p.288) e «Lisboa com Cesário eMelancolia» (p. 302).
  65. 65. Não entreguem trabalhos depois desegunda-feira.Sejam pontuais na aula de segunda (seique há teste de Matemática antes, nãoé?).Não faltem à(s) última(s) aula(s).

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