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Apresentação para décimo primeiro ano, aula 60

  1. 3. <ul><li>Logo o título, « De tarde », que é um modificador temporal (um complemento circunstancial de tempo), remete para um momento, uma coisa « simplesmente bela », que merecia ser registado numa « aguarela », apesar de aparentemente irrelevante. </li></ul>
  2. 4. <ul><li>Poderíamos dizer, hoje em dia, que o momento em causa era susceptível de ser fixado numa polaroid, mas a pintura coaduna-se bem com as várias referências cromáticas: o «granzoal azul », o «ramalhete rubro » ou, quando sai da renda, « púrpuro ». </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Quanto ao sol a pôr-se (« inda o sol se via »), é uma notação de ordem visual e mais um elemento que aproxima o poema das pinturas impressionistas (vem à lembrança, por exemplo, o quadro «Déjeuner sur l’herbe», de Edouard Manet). </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Além das cores, há pormenores figurativos: o rendilhado do decote por onde saem « duas rolas » (com que se comparam os « teus dois seios »). </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Nem só o sentido da visão é convocado, outros sentidos estão presentes: o olfacto e o gosto, a propósito das « talhadas de melão », dos « damascos », do « pão-de-ló » embebido em vinho doce; e não será forçado vermos algo de táctil na alusão às « duas rolas » que saem do decote da rapariga. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Muito característica do poema (e de Cesário Verde) é a sua narratividade. O poeta parece ser um observador que faz parte do grupo (vejam-se os deícticos pessoais « tu », « nós », o demonstrativo «[n] aquele » e o possessivo « teus »). </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Relata um episódio cuja protagonista é uma rapariga (uma burguesa?) capaz de colher ramalhetes de papoulas « sem imposturas tolas ». As acções estão demarcadas em função dos espaços («a um granzoal », «em cima duns penhascos ») e do tempo («foi quando tu », « pouco depois »). </li></ul>
  8. 10. <ul><li>A última quadra (não, não é um soneto: são quatro quartetos) apresenta-nos o sujeito poético (o «narrador») embevecido com o supremo encanto do « pic-nic » (e não é interessante o uso do estrangeirismo?). </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Esse primeiro plano da câmara termina com o verso « O ramalhete rubro das papoulas! », que quase repete o v. 8 (« Um ramalhete rubro de papoulas »). </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Os artigos definidos no último verso do poema (« O », em vez do indefinido « Um », que estava no v. 8; e «[d] as », em vez da preposição simples « de ») mostram que a observação se foi aproximando e que o ramalhete de que se fala já é inconfundível. A outra diferença entre os versos é o v. 16 terminar com um ponto de exclamação . </li></ul>
  11. 13. <ul><li>E, se atentarmos no som, perceberemos que há nesse verso uma aliteração, conseguida pela repetição da consoante « r ». (Já havia aliterações na segunda estrofe, no verso « A um granzoal azul de grão-de bico », em que predominam as nasais e a consoante z .) </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Acerca da quadra final é ainda preciso referir que a alteração da ordem natural da frase faz que o último verso seja o sintagma nominal (« o ramalhete rubro das papoulas ») que se pretende pôr em destaque. Por outro lado, por marcar uma oposição, uma reorientação, a conjunção adversativa « mas » valoriza o que depois será o foco da quadra. </li></ul>
  13. 15. <ul><li>Também o tempo verbal usado nesta quarta estrofe, o imperfeito do indicativo (« era »), marca a perenidade daquela visão singular, por contraste com o incidente, efémero, que era a merenda de burguesas (a que convinha o perfeito do indicativo: «houve», «foi», « foste », « acampámos », « houve »). </li></ul>
  14. 16. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Prepara leitura de «Contrariedades» ( Antologia , 253-254). </li></ul><ul><li>Na próxima semana constituiremos grupos para o desafio final do http:// www.nescolas.dn.pt / . </li></ul>
  15. 17. <ul><li>sensação principal (que torna o momento memorável) pode ser visual , de olfacto , de gosto , auditiva , táctil . </li></ul><ul><li>dar o enquadramento (os momentos que precedem) até ao exacto momento de êxtase </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Nas pp. 251-252 de Antologia , conta-se a história de Orfeu e Eurídice . Dá-lhe um relance para, a seguir, a confrontarmos com uma versão em filme. </li></ul>

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