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<ul><li>Transformação  de momento dos  Maias   por alteração do sentido do enredo Transformação por  deslocação para outro...
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Apresentação para décimo primeiro ano, aula 45

  1. 2. <ul><li>p. 182 </li></ul><ul><li>jardineira = ‘móvel onde colocam flores e outros adornos’ </li></ul><ul><li>acaçapado = ‘encolhido’ </li></ul><ul><li>moroso = ‘lento’ </li></ul><ul><li>americano = ‘meio de transporte [de carris, mas puxado por animais]' </li></ul><ul><li>cismar ( s. m. ) = ‘preocupação’ </li></ul><ul><li>torpor = ‘adormecimento’ </li></ul><ul><li>sorvo = ‘trago’ </li></ul>
  2. 3. <ul><li>pp. 183-184 </li></ul><ul><li>peliça = ‘peça de vestuário, feita de peles finas’ </li></ul><ul><li>adunco = ‘em forma de garra’ </li></ul><ul><li>Mefistófeles = ‘diabo’ </li></ul><ul><li>naturalismo = corrente literária </li></ul><ul><li>niilismo = doutrina filosófica ( nihil = 'nada') </li></ul><ul><li>alamar = ‘enfeite de peças de vestuário’ </li></ul><ul><li>broxa = ‘pincel grosso’ </li></ul><ul><li>bacharel = ‘grau académico (antes de licenciado)’ </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Durante um ano, viajou pela Europa. Finalmente, instala-se em Lisboa, no Ramalhete, cheio de projectos, entre os quais o de montar um laboratório. Por influência de Vilaça, estabelece consultório no Rossio. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Carlos surpreendeu os amigos da família ao preferir Medicina a Direito. Em Coimbra, esteve instalado no que se chamaria depois «Paço de Celas» (onde, por vezes, se hospedava o avô). Amigo de João da Ega, tem vida boémia, interessa-se pelas vanguardas literárias e artísticas, mais do que estuda. Tem namoros de ocasião (primeiro, uma mulher casada; depois, uma concubina). </li></ul>
  5. 7. <ul><li>O consultório estava mobilado mais como uma rica residência do que como gabinete ao serviço da medicina. Tudo aí convocava Carlos para a dispersão, para o ócio. Por outro lado, a vida no Rossio e a ausência de doentes que o procurassem não despertavam o recém-licenciado para o trabalho. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>objecto «acção» que pratica </li></ul><ul><li>o seu gabinete dormia </li></ul><ul><li>as três janelas bebiam a luz </li></ul><ul><li>as poltronas estendiam os seus braços </li></ul><ul><li>o teclado branco ria e esperava </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Qual é o tempo verbal predominante em todo o texto? Imperfeito do Indicativo . (Transcreve três formas verbais dessas: dormia ; faziam ; bebiam .) Que efeito produz o uso desse tempo (que tem que ver com o seu valor aspectual; e que é coerente com o clima que se pretende transmitir no resto do relato)? Confere a cada acção uma ideia de repetição, de hábito, de monotonia . </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Também relacionado com o valor aspectual, surge bastante uma forma nominal do verbo, o gerúndio, de que Eça, segundo os seus detractores, abusaria: escorregando, vadiando , penetrando , resvalando , fumando , murmurando . </li></ul><ul><li>O gerúndio tem o valor (aspecto-temporal) de simultaneidade e continuidade , que acaba por acentuar a monotonia vivida durante o dia de trabalho de Carlos. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>João da Ega era ateu, rebelde, «satânico». (E aliás gostava de alardear o que em si fosse radical, iconoclasta.) De ascendência vagamente fidalga, tinha uma parente rica que o sustentava mas o preferia longe. É um irreverente, loquaz e irónico, que gosta de exibir os seus projectos excêntricos, sendo quase sempre o centro das atenções dos círculos em que se movimentava. </li></ul>
  10. 21. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Continuar a avançar em Os Maias : </li></ul><ul><li>ler, pelo menos, até ao capítulo 6 (inclusivé). </li></ul>
  11. 23. <ul><li>Tepecê grande </li></ul><ul><li>Trabalho tem de ser entregue até daqui a um mês (apontemos para 12/13 de Março — enfim, 16/17 de Março , para quem precise, mas também um pouco mais cedo, a quem isso não desconvenha, já que me seria vantajoso não receber tudo demasiado perto do final do período). </li></ul>
  12. 24. <ul><li>Como em trabalhos anteriores (microfilme autobiográfico, bibliofilme, publifilme), deve haver discurso oral gravado ( seja em leitura, seja em dramatização, seja em conversa «espontânea», seja em canção, etc.). Embora espere sobretudo filmes WMP , admitem-se gravações audio (como já permitira no caso dos publifilmes). </li></ul>
  13. 25. <ul><li>Trabalhos podem ser individuais ou em dupla (neste caso, com intervenções orais dos dois colegas) </li></ul>
  14. 26. <ul><li>O formato e duração dos filmes são semelhantes aos combinados nos trabalhos anteriores. [especificarei, de novo, em Gaveta de Nuvens ] </li></ul>
  15. 27. <ul><li>São temas: </li></ul><ul><li>(1) Os Maias ; </li></ul><ul><li>(2) algum outro livro de Eça ; </li></ul><ul><li>(3) amores de Pedro e Inês (ou outro amor célebre da literatura portuguesa). </li></ul>
  16. 28. <ul><li>A razão dos temas 1 e 2 é óbvia; o tema 3 é para não descartar a possibilidade de se concorrer ao Concurso Inês de Castro (neste caso, conviria que a gravação ficasse pronta o mais cedo possível, já que o concurso, embora feche a 27/3, implica outras diligências). </li></ul>
  17. 30. <ul><li>Estes temas podem ser tratados de múltiplas formas. De tantas, que nem darei aqui exemplos (fá-lo-ei depois em Gaveta de Nuvens ) — basta lembrar que a relação com o tema pode ser quase literal, mas também é admissível, e talvez até aconselhável, que se estabeleça com ele uma ligação indirecta, inferida apenas (ainda que o filme seja efectivamente relacionável com o assunto original). </li></ul>
  18. 31. <ul><li>texto de Eça ou de ... </li></ul><ul><li>texto próprio </li></ul>
  19. 32. <ul><li>desde a leitura ou dramatização do original </li></ul><ul><li>algum tipo de adaptação, transposição, recriação, paródia, pastiche, inversão, apreciação crítica, ... </li></ul>
  20. 33. <ul><ul><li>enfim, sob qualquer género (de índole narrativa, lírica, ensaística, teatral, etc.), produto inspirado no tema escolhido (nos casos menos óbvios, indicar-me o tipo de transformação operada ou pretexto assumido). </li></ul></ul>
  21. 34. <ul><li>Diário de uma das personagens Carta entre personagens Noticiário em torno de episódios de Os Maias Memórias ou autobiografia de alguma personagem Entrevista a personagem Biografia de uma das personagens Diálogo (criado) entre personagens (que até podem não se ter encontrado na obra) </li></ul>
  22. 35. <ul><li>Trailer para Os Maias (enquanto intriga-filme) Publicidade a Os Maias (enquanto livro) Publicidade / trailer a obra fictícia a que Os Maias aludam (exemplo: Memórias de um Átomo , Jornada da Ásia , de João da Ega; Vozes de Aurora , Elvira , Flores de Martírio , Segredo do Comendador , de Tomás de Alencar; A Morte de Satanás , de Simão Craveiro) </li></ul>
  23. 36. <ul><li>Trailer para uma continuação ( sequela ) de Os Maias Trailer para obra actual com intriga equivalente à de Os Maias Nova conclusão para Os Maias Continuação de Os Maias até um novo final Um momento anterior ao começo da intriga (antes de Afonso da Maia, portanto) Transformação de algum momento dos Maias por transposição para a nossa época </li></ul>
  24. 37. <ul><li>Transformação de momento dos Maias por alteração do sentido do enredo Transformação por deslocação para outro espaço Paródia a algum episódio de Os Maias Leitura de trechos de Os Maias nos locais que lhes correspondem Dramatização de algum episódio </li></ul><ul><li>[mas, depois de ver na net uma série de tentativas do género, quase que sugiro que evitem este formato; preferir-lhe a evocação menos directa, mais subjectiva — 'interpretação inspirada em' — sem pretender a simples encenação de um episódio] </li></ul>
  25. 38. <ul><li>Representação a partir mesmo de uma das adaptações a teatro conhecidas (as de José Bruno Carreiro ou a, recente, de António Torrado) Clip, com composição musical, para Os Maias Cruzamento de personagens (em diálogo talvez) de romances diferentes de Eça Evocação (possível em vários formatos) de outros pares amorosos dos romances de Eça Criação de tipos (personagens-tipo) correspondentes actuais às de Eça e interacção entre a criada e a queirosiana </li></ul>

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