ApresentaçãO Para DéCimo Primeiro Ano, Aula 19

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ApresentaçãO Para DéCimo Primeiro Ano, Aula 19

  1. 2. <ul><li>O poema mostra aversão àqueles que se servem da palavra para dominar os outros — os demagogos, que conseguem, por truques retóricos, convencer em proveito de estratégias de poder. A esse uso «capitalista», interesseiro, da língua, opõe-se a limpidez dos poetas («nomeou a pedra a flor a água»). </li></ul><ul><li>Na cena que lemos, de Júlio César , prevalece o tal uso demagógico da palavra. </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Com fúria e raiva [,] acuso o demagogo </li></ul><ul><li>E o seu capitalismo de palavras [,] </li></ul>
  3. 4. <ul><li>Pois é preciso saber que a palavra é sagrada [,] </li></ul><ul><li>Que [,] de longe [,] muito longe [,] um povo a trouxe </li></ul><ul><li>E nela pôs sua alma confiada [;] </li></ul>
  4. 5. <ul><li>De longe [,] muito longe [,] desde o início [,] </li></ul><ul><li>O homem soube de si pela palavra </li></ul><ul><li>E nomeou a pedra [,] a flor [,] a água [,] </li></ul><ul><li>E tudo emergiu [,] porque ele disse [.] </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Com fúria e raiva [,] acuso o demagogo [,] </li></ul><ul><li>Que se promove à sombra da palavra </li></ul><ul><li>E da palavra faz poder e jogo [,] </li></ul><ul><li>E transforma as palavras em moeda [,] </li></ul><ul><li>Como se fez com o trigo e com a terra [.] </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Um verbo é regular quando segue o modelo da sua conjugação (a primeira, de tema em a ; a segunda, em e ; a terceira, em i ). Se o verbo apresentar modificações no radical (exemplo: «ou ç o», apesar de «ou v ir») ou na flexão das pessoas («est ou » [cfr. «cant o »]; «est ás » [cfr. «cant as »]), é irregular . </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Verbos defectivos são os que, na sua flexão, não se apresentam em algumas pessoas ou tempos (por exemplo, os verbos «abolir» e «falir» não têm 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo). </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Há também verbos impessoais — exemplo: «chover», «haver», «amanhecer» —, que são os que não têm sujeito . </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Há ainda os verbos unipessoais , os que, dado o seu sentido, só se costumam usar na 3.ª pessoa (exemplo: «cacarejar», «grasnar»). </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Por fim, pode igualmente aparecer o termo « verbo abundante », que designa os verbos que têm mais que uma forma possível (em geral, duas formas no particípio passado — «pago» / «pagado»; «aceite» / «aceitado» —, ou, mais raramente, em outros tempos: «ele constrói » / «ele construi»; «comprazesse» / «com-prouvesse»; «requere» / «requer»; « diz » / «dize»). </li></ul>
  11. 14. <ul><li>Em «Debate sobre malbaratar», a estranheza de certas formas verbais não se deve apenas aos seus sons — como diz o comentador que, a dada altura, intervém —, antes se pode atribuir ao facto de se tratar de verbos que, na língua actual, se fossilizaram em poucas expressões idiomáticas , em fórmulas circunscritas a registos e contextos específicos («alijar responsabilidades»; «colmatar falhas»; «enveredar por (maus) caminhos ou por uma carreira»; «untar as mãos»). </li></ul>
  12. 15. <ul><li>Acabamos por estranhar a flexão desses verbos, sempre que surjam fora daquelas frases feitas e, ainda por cima, em diálogo (em registo literário, seria diferente). Sem as palavras que os costumam acompanhar, esses verbos parecem-nos quase agramaticais . </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Em «Não faleci nada», o caso é parecido. O verbo «falecer» não é defectivo (tem as várias pessoas e tempos), mas, utilizado como verbo intransitivo e em situação de conversa banal, a sua flexão na 1.ª e na 2.ª pessoas do Pretérito Perfeito do Indicativo («faleci», «faleceste») torna-se inverosímil. </li></ul>
  14. 17. <ul><li>Há vantagens em conhecer os três tempos primitivos , uma vez que estes nos permitem chegar à flexão dos tempos derivados . </li></ul>
  15. 18. <ul><li>Presente do Conjuntivo </li></ul><ul><li>Colmatar / Colmato / Colmat-/ Colmate </li></ul><ul><li>Malbaratar / Malbarato / Malbarat- / Malbarate </li></ul><ul><li>Intuir / Intuo / Intu- / Intua </li></ul><ul><li>Falecer / Faleço / Faleç- / Faleça </li></ul>
  16. 19. <ul><li>Excepções: ser , dar , estar , haver , ir , querer , saber (cujas primeiras pessoas do singular do Presente do Conjuntivo são: «seja», « dê », «esteja», «haja», « vá », «queira», «saiba»). </li></ul>
  17. 20. <ul><li>Imperativo </li></ul><ul><li>Alijar / Alijas / Alija </li></ul><ul><li>Untar / Untas / Unta </li></ul><ul><li>Enveredar / Enveredais / Enveredai </li></ul><ul><li>Esbanjar / Esbanjais / Esbanjai </li></ul>
  18. 21. <ul><li>Mais-que-Perfeito </li></ul><ul><li>Fazer / Fizemos / Fize- / Fizera </li></ul><ul><li>Ir / Fomos / Fo- / Fora </li></ul><ul><li>Colmatar / Colmatámos / Colmata- / Colmatara </li></ul>
  19. 22. <ul><li>Imperfeito do Conjuntivo </li></ul><ul><li>Trazer / Trouxemos / Trouxe- / Trouxesse </li></ul><ul><li>Vir / Viemos / Vie- / Viesse </li></ul><ul><li>Ver / Vimos / Vi- / Visse </li></ul>
  20. 23. <ul><li>Futuro do Conjuntivo </li></ul><ul><li>Poder / Pudemos / Pude- / Puder </li></ul><ul><li>Caber / Coubemos / Coube- / Couber </li></ul><ul><li>Vislumbrar / Vislumbrámos / Vislumbra- / Vislumbrar </li></ul>
  21. 24. <ul><li>Futuro [do Indicativo] </li></ul><ul><li>Untar / Untar / Untarei </li></ul><ul><li>Vislumbrar / Vislumbrar / Vislumbrarei </li></ul>
  22. 25. <ul><li>Condicional (ou Futuro do Pretérito) </li></ul><ul><li>Intuir / Intuir / Intuiria </li></ul><ul><li>Almejar / Almejar / Almejaria </li></ul>
  23. 26. <ul><li>Imperfeito do Indicativo </li></ul><ul><li>Almejar / Almejar / Almej- / Almejava </li></ul><ul><li>Falecer / Falecer / Falec- / Falecia </li></ul><ul><li>Intuir / Intuir / Intu- / Intuía </li></ul>
  24. 27. <ul><li>Excepções: ser , ter , vir , pôr (cujas 1.ªs pessoas do Imperfeito são: «era», « tinha », «vinha», « punha »). </li></ul>
  25. 29. <ul><li>O autor pregou este sermão — todo ele alegórico — três dias antes de embarcar, escondido, para a metrópole, com o objectivo de encontrar solução para o problema dos índios, em consequência dos factos a que se alude no «Sermão da Sexagésima» (volume 1 dos Sermões ). </li></ul>
  26. 30. <ul><li>Como se deduz da alegoria em que assenta o texto, no «Sermão de Santo António aos Peixes», o orador abordou todos os pontos do programa que, ainda que impopular, considerava ser o mais adequado, em termos espirituais e práticos, à colónia. </li></ul>
  27. 31. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Prepara a leitura em voz alta da parte I do «Sermão de Santo António aos Peixes», escrito e pregado pelo Padre António Vieira em 1654, em São Luís do Maranhão. ( Antologia , 56-58). </li></ul><ul><li>[Vou começar a trazer poemas reformulados corrigidos; se ainda não trouxeram reformulação, tratem disso; juntem outro bom poema, se quiserem] </li></ul>

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