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<ul><li>Objecto não seria escolhido por ser importante, mas por permitir alusões a momentos, memórias, etc.  (era só o pre...
 
 
 
 
<ul><li>Quais destes poemas são sonetos? </li></ul><ul><li>Os dos dois últimos escritores. </li></ul>
<ul><li>Espáduas brancas palpitantes </li></ul><ul><li>asas no exílio dum corpo </li></ul><ul><li>espáduas, sendo a parte ...
<ul><li>Braços </li></ul><ul><li>calhas cintilantes para o comboio da alma </li></ul><ul><li>pelos braços — activos — se v...
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<ul><li>No v. 8, há duas novas metáforas, agora relativas à poetisa: «Por vezes fêmea. Por vezes monja». Esta dupla metáfo...
<ul><li>O v. 9 tem uma estrutura  paralela  à do anterior. Provavelmente: a « fêmea » corresponde « noite »; a « monja » c...
<ul><li>Nos vv. 10-15, de novo uma série de metáforas. A poetisa vê-se como  molusco , como  esponja  «embebida num filtro...
<ul><li>O esquema rimático do poema é: A-B-A- C-A-D-E-F-E-F-E-G-H-I-H </li></ul>
 
<ul><li>Este que vês, desprovido de  cores , é o meu retrato sem primores e, já  despido  dos temores  falsos , põe a fé  ...
<ul><li>Es/te/ que / vês/, de/ co/res/ des/pro/vido   </li></ul>
<ul><li>o/ meu/ re/tra/to/ sem/ pri/mo/res/ é </li></ul>
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<ul><li>em/ su/a/ luz/ o/cul/ta/ põe/ a/ fé </li></ul>
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<ul><li>Quanto ao número de sílabas métricas, este verso é um  decassílabo . </li></ul>
 
<ul><li>Poeta, é certo, mas de cetineta, </li></ul><ul><li>fulgurante de mais para alguns  olhos, </li></ul><ul><li>bom ar...
<ul><li>Cozido à portuguesa, mais as  carnes </li></ul><ul><li>suculentas da auto-importância, </li></ul><ul><li>com toici...
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ApresentaçãO Para DéCimo Ano, Aula 9 10

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ApresentaçãO Para DéCimo Ano, Aula 9 10

  1. 2. <ul><li>Objectos privados </li></ul><ul><li>aspectos em que alguns falharam </li></ul><ul><li>Objecto devia ser sempre especificado (em vez de «telemóvel», «telemóvel assim e assado, cozido e frito»); </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Objecto não seria escolhido por ser importante, mas por permitir alusões a momentos, memórias, etc. (era só o pretexto, não o centro do vosso texto); </li></ul><ul><li>Extensão de cada parágrafo devia ser, por vezes, maior (chegando-se, assim, às tais alusões, não se ficando pela declaração do gosto). </li></ul>
  3. 8. <ul><li>Quais destes poemas são sonetos? </li></ul><ul><li>Os dos dois últimos escritores. </li></ul>
  4. 9. <ul><li>Espáduas brancas palpitantes </li></ul><ul><li>asas no exílio dum corpo </li></ul><ul><li>espáduas, sendo a parte última do tronco, parecem talvez aspirar a libertar-se dele </li></ul>
  5. 10. <ul><li>Braços </li></ul><ul><li>calhas cintilantes para o comboio da alma </li></ul><ul><li>pelos braços — activos — se vêem os estados de espírito </li></ul>
  6. 11. <ul><li>Olhos </li></ul><ul><li>emigrantes [no navio da pálpebra] </li></ul><ul><li>como os emigrantes — que sobrelotavam o convés dos navios — os olhos enchem a pálpebra </li></ul>
  7. 12. <ul><li>Pálpebra </li></ul><ul><li>navio encalhado em renúncia ou cobardia </li></ul><ul><li>pálpebra está caída ou fechada (porque triste ou envelhecida) </li></ul>
  8. 13. <ul><li>No v. 8, há duas novas metáforas, agora relativas à poetisa: «Por vezes fêmea. Por vezes monja». Esta dupla metáfora quererá dizer que a poetisa considerava alternar momentos de paixão com momentos de solidão . </li></ul>
  9. 14. <ul><li>O v. 9 tem uma estrutura paralela à do anterior. Provavelmente: a « fêmea » corresponde « noite »; a « monja » corresponde « dia ». </li></ul>
  10. 15. <ul><li>Nos vv. 10-15, de novo uma série de metáforas. A poetisa vê-se como molusco , como esponja «embebida num filtro de magia» e como aranha presa na teia que são os seus próprios estratagemas. Entretanto, fica no chão um coração «quebrado em jogos infantis», o que deve querer significar a desilusão (talvez causada por traições) . </li></ul>
  11. 16. <ul><li>O esquema rimático do poema é: A-B-A- C-A-D-E-F-E-F-E-G-H-I-H </li></ul>
  12. 18. <ul><li>Este que vês, desprovido de cores , é o meu retrato sem primores e, já despido dos temores falsos , põe a fé em sua luz oculta . </li></ul><ul><li>Este que vês é espelho lúcido do sentido dolorido oculto e o grito reduzido do passado , o estrago oculto pela mão da fé . </li></ul><ul><li>Oculto e convertido nele, escusa o cruel trato do tempo ido, (por)que o tempo apaga o sentido em tudo . </li></ul>
  13. 19. <ul><li>Es/te/ que / vês/, de/ co/res/ des/pro/vido </li></ul>
  14. 20. <ul><li>o/ meu/ re/tra/to/ sem/ pri/mo/res/ é </li></ul>
  15. 21. <ul><li>e/ dos/ fal/sos/ te/mo/res/ já/ des/pido </li></ul>
  16. 22. <ul><li>em/ su/a/ luz/ o/cul/ta/ põe/ a/ fé </li></ul>
  17. 23. <ul><li>Do/ o/cul/to/ sen/ti/do/ do/lo/rido, </li></ul><ul><li>es/te/ que/ vês/, lú/ci/do es/pe/lho/ é </li></ul><ul><li>e/ do/ pas/sa/do o/ gri/to/ re/du/zido, </li></ul><ul><li>o/ es/tra/go o/cul/to/ p’la/ mão/ da/ fé. </li></ul>
  18. 24. <ul><li>O/cul/to/ ne/le e/ ne/le/ con/ver/tido </li></ul><ul><li>do/ tem/po i/do/ es/cu/sa o/ cru/el/ trato, </li></ul><ul><li>que/ o/ tem/po em/ tu/do a/pa/ga o/ sen/tido; </li></ul><ul><li>E /do /meu/ so/nho/ trans/for/ma/do em/ acto, </li></ul>
  19. 25. <ul><li>Quanto ao número de sílabas métricas, este verso é um decassílabo . </li></ul>
  20. 27. <ul><li>Poeta, é certo, mas de cetineta, </li></ul><ul><li>fulgurante de mais para alguns olhos, </li></ul><ul><li>bom artesão na arte da proveta, </li></ul><ul><li>narciso de lombardos e repolhos. </li></ul>
  21. 28. <ul><li>Cozido à portuguesa, mais as carnes </li></ul><ul><li>suculentas da auto-importância, </li></ul><ul><li>com toicinho e talento, ambas partes </li></ul><ul><li>do meu caldo entornado na infância. </li></ul>
  22. 29. <ul><li>Nos olhos, uma folha de hortelã, </li></ul><ul><li>que é verde como a esperança que amanhã </li></ul><ul><li>amanheça de vez a desventura. </li></ul>
  23. 30. <ul><li>Poeta de combate, disparate, </li></ul><ul><li>palavrão de machão no escaparate, </li></ul><ul><li>porém morrendo aos poucos de ternura. </li></ul>
  24. 32. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>próxima aula </li></ul><ul><li>Requintar o texto feito, </li></ul><ul><li>ou começado, em aula. </li></ul>

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