Nós saímos e começamos a caminhar pelo corredor. E eu com minha mania de evitar longossilêncios, resolvi puxar assunto.“ P...
“E você dá sempre tanta atenção há garotos metidos a músicos?”“Só quando eles me salvam de quebrar a cabeça - literalmente...
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Depois que Sr. Cole parou de falar ele pediu um segundo para sala enquanto Richard arrumavasuas coisas e se preparava para...
nesse momento.Por outro lado se alguém me pegasse fora da sala de aula ia com certezaachar que eu estava matando aula. E n...
lançado para mim quando entrei pela porta - Eu estava um lixo! Meu cabelo todobagunçado,minha pele um pouco mais branca do...
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Capítulo 4

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Final do capítulo 3 e início do 4. Espero que vocês gostem!

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Capítulo 4

  1. 1. Nós saímos e começamos a caminhar pelo corredor. E eu com minha mania de evitar longossilêncios, resolvi puxar assunto.“ Preparado?” – Perguntei olhando para ele“Minha estratégia é imaginar todos em suas roupas de baixo.” – Ele suspirou.“Obrigada de novo.”“É meu dever. Já que eu sou o supermen sabe?” – Seu sorriso alargou e me fez sentir segura.“Então... Acho melhor ficarmos esperando o sinal na sua sala. Eu já combinei tudo com o Sr.Cole ontem” – Completou“É...” – Disse e seguimos uns 20 metros até minha sala, o único som eram nossos passos.Chegando lá eu vi seu violão fora da capa.“Nossa! seu violão é muito bonito.” – Será que eu não conseguia calar a boca?“Você quer tocar?” – Seus olhos brilharam. A oferta me pareceu tentadora, ainda maisquando seria uma oportunidade de colorir minha manhã com algo positivo. Já que tudoparecia estar indo pela contramão.“Eu não sei se me lembro de algum acorde.” – Eu realmente não lembrava, mas vasculheiminha mente em busca de algum mísero acorde.“Vamos! Não é difícil. Eu te ajudo” – Ele prometeu esboçando um sorriso discreto no canto desua boca. Apesar de eu constantemente ler as pessoas, não consegui ler o Richard. Aquelesolhos havia alguma coisa. Na verdade, Eu nunca havia conseguido ler ele. Talvez isso estivesseligado a minha falta de coragem de encará-lo.Então percebi que devia responder algo ao invés de ficar com aquela expressão de retardada.“Talvez eu lembre como tocar um Dó maior e um Sol maior.” – A vontade de tocartransbordava em meus olhos.Ele me passou o violão e me observou atentamente enquanto eu dançava com os meus dedostentando achar as casas certas. Ele se aproximou arrumou meus dedos do Dó para o Sol.Depois que consegui trocar as casas, comecei a tocar mudando de uma casa para outra evariando o tom da batida da mão direita. Eu fiz mais caretas naquele momento do que eu já fizna minha vida toda. Então nossos olhares se encontraram... Por uma fração de segundos, mesenti diferente, algo como calma e segurança; depois, nós caímos na gargalhada como criançaspequenas.“Eu acho que vou deixar a parte de tocar com você...” – Disse entre minhas risadas.“É... Talvez seja melhor. Mas devo adimitir Lucy Stewart é muito engraçado observar suascaretas.”“Você é sempre tão legal assim?” - Perguntei lembrando-me de noite passada e de nossasconversas.“Só quando as pessoas podem ser importantes para mim” – A resposta a minha pergunta mefez arrepiar.
  2. 2. “E você dá sempre tanta atenção há garotos metidos a músicos?”“Só quando eles me salvam de quebrar a cabeça - literalmente...” - Disse com um tom deironia.Nesse momento eu podia sentir uma pequena explosão dentro de mim. Como de fosse umvulcão entrando em erupção. Será que tudo isso seriam só hormônios? Eu como sempre nãotinha certeza do que era. Uma confusão... Eu estava triste e feliz ao mesmo tempo, sentia umvazio ao mesmo tempo em que tudo parecia estar completo. Talvez tudo o que eu precisavaera desabafar... Mais o que? Será que realmente eu não tenho nada a dizer?Ou eu apenas nãoconsigo me expressar?Eu observei minha situação por um breve momento: Eu estava perto deum garoto que realmente estava disposto a falar comigo, e que realmente estava disposto ame ouvir. Será que as coisas estavam melhorando para mim? Pela primeira vez eu sabia queessa era uma oportunidade única,mais porque ele estaria interessado em mim?Olhei para o lado e Richard continuava lá,sentado,nossos olhares nos encontraram por umsegundo.Eu corei,mas ao invés de desviar meu olhar eu sorri para ele,e ele sorriu devolta.Então ele esticou o braço e pegou uma caneta que estava na mesa a sua frente pegouminha mão e desenhou uma pequena flor.Então peguei a caneta dele e desenhei um S em suamão.Eu queria que esse momento durasse para sempre.Depois alguns segundos extasiada pelasituação atual em que me encontrava ouvi o som do sinal,mas continuei em congelada naposição em que me encontrava.Richard percebeu...Ele passou a mão na frente de meu rostopara verificar se eu realmente estava acordada,eu pisquei voltando para o mundo edescongelando minha posição,ele riu uma vez e me perguntou:“Dormindo acordada?” – Ele disse ainda rindo de mim...“É” – Menti.Eu definitivamente não estava dormindo...Ao contrário...minha mente trabalhavasem parar se perguntando se tudo isso era realmente de verdade.“Ajuda?” – Ele perguntou esticando suas mão para mim.Eu sorri e então segurei as mão dele.Ele me ajudou a levantar ainda um bem cauteloso devidoa meu episódio anterior.Quando levantei,cambaleei um pouco e percebi que meus colegascomeçavam a entrar pela porta agora...E todos olhavam para mim...mais não preucupados seeu estava melhor...mais se perguntando o que eu fazia perto (até demais) daquele menino altoe bonito.Sorri para Richard e disse:“Obrigada...e boa sorte ...você consegue supermen!” – Eu estava começando a ficarconstrangida com toda a situação então me virei e lentamente fui para meu lugar (na segundafileira) e me sentei... Porque eu não havia escolhido um lugar mais no fundo mesmo? Richardsorriu para mim como resposta.Então aconcheguei-me em minha cadeira observando meus colegas entrarem.Todas as garotasolhavam para Richard (isso era meio inevitável já que ele estava na frente da sala) más eupodia ouvir os comentários do fundo da sala como: ‘Olhem para ele...’, ‘Ele é muitocharmoso...’ e coisas desse tipo. Então Anna entrou pela porta,andou pela frente da sala comose fosse uma passarela,e é claro ela jogou um olhar para Richard que de um jeito que eu nuncafaria na minha vida toda...Mas fazer o que? Ela é minha amiga...então.Ela quis se fazer
  3. 3. prestativa na frente dele...Se aproximando de mim,passando a mão em meus cabelosperguntando:“Você está bem... Eu fiquei preocupada...” – Ela disse para mim, mas sempre voltando seusolhos para Richard e ver sua expressão.Eu queria muito rir de toda a situação. Tudo bem! Eu só conhecia o Richard há umas 24h mais,só o fato de conhecê-lo já era suficiente para querer rir da situação. Então eu observei suaexpressão,ele estava fingindo que não havia reparado nos comentários sobre ele enquantoafinava seu violão (pois provavelmente eu havia desafinado ele).Então ele olhou para frente esorriu em minha direção.Anna achou que foi para ela - e talvez tenha sido.Dei garças a Deusquando Sr. Cole entrou na sala e mandou todos se sentarem antes que a Anna tivesse aoportunidade de fazer algo mais estúpido ainda. Como passar seu número de telefone praele... Será que ela faria isso?O Sr. Cole havia se arrumado para a ocasião,ele estava usando uma camisa azul clara,comlistras finas traças na horizontal.Sua tradicional calça de nylon havia sido trocada por uma calçajeans azul escura muito bem passada por sinal.E ele usava um cinto preto,que estavasegurando sua camisa para dentro da calça.Assim que ele entrou na sala ele não carregava suaexpressão cansada e ríspida como sempre,mais sim uma expressão leve e feliz,que evoluiupara um grande sorriso quando ele viu Richard.Os dois se cumprimentaram,mas não como umprofessor faz com seus alunos,como se eles fossem eternos companheiros. Sr. Cole estendeusua mão para cumprimentar Richard um pouco longe demais dele,Richard se aproximou deuum toque em sua mão e depois,deu um leve tapinha em suas costas.Os dois foram para maisperto da lousa,que ainda estava vazia e conversaram por alguns segundos enquanto umzumbido de vozes se apoderava da sala. Eu ainda podia ouvir as meninas comentando sobre oRichard.E os meninos sobre os comentários das meninas.Depois de sua breve conversa o Sr. Cole dirigiu-se para frente da sala esperando que todosfizessem silêncio para que ele pudesse apresentar formalmente Richard. Demorou algunsminutos até o silêncio total.Então ele deu alguns passos para frente e começou a falar,eu nãoestava prestando atenção em uma palavra que ele dissera.Então me foquei nos detalhes...eupude sentir o cheiro de seu perfume,bem amadeirado com um toque silvestre, parecido o domeu pai.Mas não era hora para me distrair com meus pensamentos dirigidos aprofessores.Então olhei para Richard.Ele estava apoiado com um braço na lousa,o sol estavabatendo em seu corpo agora chamando toda a atenção possível para seus olhos.Perfeitamentebrilhantes,sua cor era linda,e ainda mais agora,diante do sol parecia que a eu estava olhandopara uma cor viva.Como a cor do mar misturado com o da mata que o rodeia.Sua expressão noentanto estava bem carregada.Um pouco áspera...ouso em dizer.Bom mais se eu estivesse nolugar dele eu estaria carregando a mesma expressão...Talvez até pior.Ser o centro dasatenções nunca foi meu forte.Talvez isso possa esta ligado a minha falta de destreza e baixaauto- estima.Eu estava desconfortável de estar aqui.Como se Richard fosse um esboço do que um dia eudesejara para mim.Quando percebi estava suando frio,meu estomago embrulhado e tudogirando de novo.Talvez tudo fosse psicológico; talvez eu fosse covarde demais.. Ou, comoúltima opção essa seria uma intervenção maior que me mandava matar aula. Eu precisava sairdaqui. Não importava como.
  4. 4. Depois que Sr. Cole parou de falar ele pediu um segundo para sala enquanto Richard arrumavasuas coisas e se preparava para falar.Essa era minha chance.Levantei-me de minha carteiracom muito cuidado para não ser atingida por uma onda de vertigem.Cambaleei umpouco.Mais ninguém pareceu reparar.Então fui até o Sr. Cole ele virou-se para mim e o cheirode seu perfume só piorava minha náusea. Respirei pela boca e tentei ser o mais convincenteem minha palavras:“Sr. Cole...Eu não estou me sentindo muito bem...será que eu poderia ir até a enfermaria?” –Me senti hipocondríaca no momento. Não liguei. Sendo psicológico ou não acho que euprecisava de um tempo sozinha.“O que você está sentindo?” Ele disse um pouco alto demais... Eu podia ver Richard meencarando com seus olhos preocupados.“Eu estou meio tonta...” – Disse cuidadosamente.“Claro,claro...Pode ir.” – Ele disse hesitante como se estivesse distraído.Então tentei não prestar atenção em meus colegas quando saia da sala... Mais foi inevitávelquando passei por Richard. Ele então tocou levemente meus ombros e perguntou“Você está bem? Está tonta de novo?” – Ele disse preocupado.Toda a sala me encarou criticamente, avaliando o que estava acontecendo. Não era de meufeitio levantar e pedir para me retirar. Mas aparentemente, tudo muda.“Estou bem,mais ou menos.” – Disse tentando o convencer não o deixar levar por seusinstintos de cavalheirismo e resolver me acompanhar até a enfermaria... De novo.Ele hesitou ao olhar para mim. Como se ele estivesse me avaliando...“Não se preocupe...” Eu disse“Eu vou ficar bem... é uma pena, pois eu queria-te ver corar!” – Eu menti. Não queria isso; nãopor falta de consideração com ele – nunca – mais por puro egoísmo.Ele sorriu e levemente retirou sua mão que estava sobre meu ombro.“Cuide-se... E eu te vejo daqui 50 min.” – Ele disse tentando parecer bem humorado...Balancei minha cabeça e segui para fora da sala. 4. Incerteza O que eu estava fazendo? Eu estava tão entusiasmada por esse momento e agora isso? Eu certamente não iria voltar para enfermaria apesar de estar sentindo uma leve tontura
  5. 5. nesse momento.Por outro lado se alguém me pegasse fora da sala de aula ia com certezaachar que eu estava matando aula. E não era isso que eu estava fazendo?Comecei a andar pelo longo corredor que ligava minha sala a um pátio descoberto no qualera conhecido pelas várias mesas de madeira em baixo das árvores... Não era o lugarpreferido dos alunos no entanto... Seria um ótimo lugar para matar aula se ele não dessebem de vista para a enorme, fria e mofada secretária. Então segui reto e lembrei-me do anopassado quando estava extremamente frio para ficar perambulando pelos corredoresquando eu e minhas amigas nos refugiamos na biblioteca. É claro que elas foram expulsasdiversas vezes pelo falatório... Mas falar é a última coisa que eu quero agora. Entãodecididamente fui até a biblioteca.Hesitei ao passar pela porta.Mas assim que entrei senti um conforto.Aquilo não era umabiblioteca comum.Ela tinha inúmeras janelas que iluminavam todo o canto,as prateleiraseram espaçosas e repletas de inúmeros livros,bem perto das janelas havia um grade balcãode madeira com várias cadeiras incrivelmente confortáveis e quase inutilizadas - já quelivros não combinam muito com adolescentes.Então,sem me importar com o olharespantado da bibliotecária eu andei pelas inúmeras prateleiras totalmente aberta asugestões.Passei pelas poesias,não exatamente o que eu queria...Segui para literaturaclássica...Obras de Shakespeare e Jane Austen estavam lá,quase intocados,mas ao invés deparar eu prossegui,fui até os autores estrangeiros...Machado de Assis e Gabriel GarciaMarques...Eu já havia lido algo do Machado de Assis...Mas era muito complicado para mimno momento.Então resolvi tentar Gabriel Garcia Marques...Eu já lera seu ilustre livro “Amornos tempo do Cólera”,muito bom e complexo,então um outro de sua autoria me chamou aatenção: “Cem anos de solidão”.Talvez seria perfeito para mim.Sem pensar peguei olivro,aconcheguei-me em uma cadeira e comecei a ler.O livro é meio complicado e tem umpouco de fantasia o começo é bem divertido conta um casal de primos que decidem ficarjuntos... Ou alguma coisa do tipo. Devo admitir que não li com muita atenção.Quando me distrai totalmente, foquei meu olhar eu um teste vocacional deixado em cimada mesa. Muito curiosa peguei e comecei a fazer... O resultado foi uma lástima. Eu nãoapresentei nenhum interesse em nenhuma área específica.Começei a rir .Quem planejaesses testes afinal? Comecei a me sentir estranha de novo. Então percebi que me mp3player estava em meu bolso, sem pensar duas vezes coloquei os fones e coloquei em umade minhas músicas favoritas: Reverie de Debussy. Repeti-a umas duas vezes até mudar paraminha outra clássica adorada: Clair de Lune – simplesmente perfeita. Sem perceber euestava de olhos fechados e respirando pela boca. Meio como as pessoas fazem para aliviaralguma dor ou extress.Decidi então que eu não podia continuar assim. Eu iria contar para Richard. Talvez elepudesse me ajudar. E seria muito mais fácil para mim me abrir com uma pessoa que eu nãoestava ainda profundamente ligada. Olhei para o relógio e estava quase na hora da próximaaula,então se eu não quisesse encontrar nenhum professor na minha ida para sala de aulaeu devia sair agora.Me endireitei rapidamente, guardei o livro e simplesmente amasseiaquela porcaria de teste e joguei no lixo.Me senti um pouco melhor depois disso.Saí pelaporta e estava bem frio do lado de fora.Tremendo de frio,segui para o banheiro para umrápido exame de minha aparência.Eu sabia que se eu chegasse na sala do jeito em que euestava Richard ia ficar extremamente preocupado e não ia se importar em ficar comigo amanhã toda.Entrei no banheiro,e entendi o olhar assustado que a bibliotecária havia
  6. 6. lançado para mim quando entrei pela porta - Eu estava um lixo! Meu cabelo todobagunçado,minha pele um pouco mais branca do que o comum com machas levementeavermelhadas debaixo de meus olhos. Então joguei água gelada em meu rosto,isso me fezestremecer; depois me virei minha atenção para meu cabelo,tentei refazer várias vezesmeu rabo de cavalo sem sucesso.Então desisti e deixei ele solto mesmo.Até que não estavatão ruim...Desde que eu não ficasse perto da Anna!Respirei fundo sai do banheiro e cruzei meus braços devido ao frio...Será possível que otempo esteja tão frio como está?Talvez eu seja muito friorenta! Segui o longo corredor compassos longos e lentos tentando esvaziar minha mente de tudo o que possivelmente mecausaria desconforto nas aulas seguintes. Cheguei a minha sala e sentei-me em umbanquinho que havia de frente para porta esperando o sinal...Uns minutos depois o sinal tocou. O primeiro a sair da sala foi o Sr. Cole, ele olhou paramim e então eu acenei com minha cabeça fazendo um sinal de que eu estava melhor agora.Depois em seguida Richard passou pela porta com seu violão na mão. Assim que ele me viuele foi se sentar do meu lado.“Como você está se sentindo?” – Ele perguntou preocupado“Bem melhor agora...Eu acho que eu precisava de um pouco de ar...” – Disse um poucoenvergonhada da mentira que eu havia contado para me livrar dessa aula.“Mas é uma pena...Eu realmente queria ver você tocar...O Sr. Cole falou muito bem devocê!” – Eu completei olhando bem em seus olhos.Como será que conseguir fazer isso?“O Sr. Cole sempre foi muito exagerado...” – Ele disse se aproximando de mim. Mal pudeperceber o olhar furioso das meninas da minha sala para mim.Parecia que ela queriamarrancar minha cabeça!“Duvido!” – Eu disse...Pois no momento eu realmente duvidava de sua modéstia.“Mas então... Quero que você saiba, se precisar de algo, estou aqui. Eu sou um ótimoouvinte.” – Ele disse com muito cuidado.“Você tem certeza de que quer me ouvir? Porque depois que eu começar vai ser bem difícilde me fazer parar.” – Eu disse com toda sinceridade do mundo.

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