Teste de Português de 9º ano- Auto da Barca do Inferno

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Teste de Português de 9º ano que segue a estrutura da Prova final

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Teste de Português de 9º ano- Auto da Barca do Inferno

  1. 1. ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE FELGUEIRAS, POMBEIRO DE RIBAVIZELA / ESCOLA BÁSICA DE LAGARES, FELGUEIRAS TESTE DE AVALIAÇÃO DE PORTUGUÊS, 9º ANO DE ESCOLARIDADE ANO LETIVO: 2014/ 2015 GRUPO I (50 pontos) PARTE A (In Exame Nacional de 2011, 2ª chamada) Lê o texto seguinte: 1
  2. 2. 2
  3. 3. 3
  4. 4. PARTE B Lê o texto com atenção e responde às questões com frases completas: Vem um Frade com ua moça pela mão, e um broquel e ua espada na outra, e um casco debaixo do capelo; e, ele mesmo fazendo a baixa, começou de dançar, dizendo: 5 1 0 1 5 Fra. Dia. Fra. Dia. Fra. Dia. Fra. Dia. Fra. Tai-rai-rai-ra-rã-; ta-ri-ri-rã Ta-rai-rai-rai-rã; tai-ri-ri-rã; Tã-ta-; ta-ri-rim-rã. Huha! Que é isso, padre?! Que vai lá? Deo gratias! Som cortesão. Sabês também o tordião? Porque não? Como ora o sei! Pois entrai! Eu tangerei e faremos um serão. Essa dama é ela vossa? Por minha la tenho eu, e sempre a tive de meu. Fezestes bem, que é fermosa! E não vos punham lá grosa no vosso convento santo? E eles fazem outro tanto! 30 35 40 Dia. Fra. Dia. Fra. Ah Corpo de Deos consagrado! Pela fé de Jesu Cristo, que eu nom posso entender isto! Eu hei de ser condenado? Um padre tão namorado e tanto dado à virtude? Assi Deos me dê saúde, que eu estou maravilhado! Não curês de mais detença. Embarcai e partiremos: tomareis um par de remos. Nom ficou isso n’avença. Pois dada está já a sentença! Pardeos! Essa seri’ela! Não vai em tal caravela minha senhora Florença. 4
  5. 5. 2 0 2 5 Dia. Fra. Dia. Fra. Dia. Que cousa tão preciosa… Entrai, padre reverendo! Para onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que nom temestes vivendo. Juro a Deus que nom t’entendo! E este hábito no me val? Gentil padre mundanal, a Berzabu vos encomendo! 45 50 Dia. Fra. Dia. Como? Por ser namorado e folgar com ua mulher se há um frade de perder, com tanto salmo rezado?! Ora estás bem aviado! Mais estás bem corregido! Devoto padre marido, haveis de ser cá pingado… 4. Identifica o sentimento manifestado pelo Diabo com a entrada do Frade em cena: a. surpresa; b. aborrecimento; c. tristeza; d. alegria. 4.1. Justifica a tua resposta. 5. Em função dos adereços de que o Frade se faz acompanhar e das observações do Diabo, indica os motivos que justificam que o Frade vá para o Inferno. 6. Indica a crítica implícita que se encontra na expressão do Diabo “Que cousa tão preciosa…! (v. 19) e que nos permite dizer que o Frade é uma personagem-tipo. 6.1. Refere o recurso expressivo de que se serviu para fazer essa crítica e refere a sua expressividade. 7. Depois de lhe ter sido indicada a Barca do Inferno, o Frade mostra-se surpreendido. Retira do texto duas expressões que comprovem essa surpresa. 8. Explica por palavras tuas os argumentos que o Frade invoca para evitar ser condenado e retira expressões textuais que comprovem a tua resposta. 5
  6. 6. 9. Retira do texto um exemplo de cómico de caráter e outro de situação. 10. Esclarece o sentido da expressão latina Ridendo castigat mores tendo em conta o teu conhecimento da obra, em geral. PARTE C Lê o excerto do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Responde, de forma completa e bem estruturada. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado. Escreve um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual apresentes linhas fundamentais de leitura do excerto da peça Auto da Barca do Inferno. O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão. 6
  7. 7. Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os sete tópicos apresentado a seguir. Se não mencionares ou não tratares corretamente os dois primeiros tópicos, a tua resposta será classificada com zero pontos. · Identificação do espaço onde as personagens se encontram. · Referência ao destino da “viagem” (v. 6). · Explicitação da intenção do Diabo ao dirigir-se ao Sapateiro como “Santo sapateiro honrado” (v. 3). · Explicitação do duplo sentido da palavra “carregado” (v. 4). · Referência à razão pela qual o Sapateiro considera que aquela não é a sua barca. · Indicação de um dos argumentos utilizados pelo Diabo para condenar o Sapateiro. · Explicitação, com base no teu conhecimento da obra, da intenção crítica social, feita através do Sapateiro. (In Prova Final de Português de 9º ano, 2012, 1ª chamada) GRUPO II (20 pontos) 1. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de modo a identificares a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada em cada frase. Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e número apenas uma vez: COLUNA A COLUNA B (a) A peça Auto da Barca do Inferno agradou muito à Rainha. (b) Muitas pessoas consideram a peça uma obra-prima. (c) A cena que li era interessante. (d) A peça foi avistada por toda a côrte. (e) Apareceram várias cópias deste auto. (1) complemento agente da passiva (2) complemento direto (3) complemento indireto (4) predicado (5) predicativo do complemento direto (6) predicativo do sujeito (7) sujeito (8) vocativo 7
  8. 8. 2. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções das subclasses indicadas entre parênteses. Faz as alterações necessárias: a) Tu subirás a essa árvore. Os ramos partir-se-ão. (conjunção subordinativa condicional) b) Esta azinheira tem uma sombra tão ampla! Convida ao repouso. (conjunção subordinativa consecutiva) (In Exame Nacional de 2011, 2ª chamada) 3. Retira das frases complexas que se seguem as orações subordinadas e classifica-as: a) “Fezestes bem, que é fermosa!” (v. 15) b) “Juro a Deus que nom t’entendo!” (v. 24) 4. Indica os processos fonológicos verificados nas palavras: a) val> vale b) door> dor c) lupu> lobo GRUPO III (30 pontos) 8
  9. 9. (exercício retirado do Exame Nacional de 2011, 2ª chamada) BOM TRABALHO!!! A PROFESSORA: Lucinda Cunha PROPOSTA DE CORREÇÃO Parte A 1. a-3 b-8 c-7 d-2 e-5 2.1. b 9
  10. 10. 2.2. b 2.3. a 2.4. c 3. d Parte B (questões e respostas retiradas do manual “Entre Palavras 9”, Sebenta”- com adaptações) 4.1. O Diabo fica surpreendido porque não esperava ver um frade a dançar, vestido como um cortesão e trazendo uma moça pela mão. 5. O vestuário, a companhia que traz e aforma como entra em cena (a dançar) não são próprias de um homem de Deus, mas de um homem mundano (“cortesão”). As observações irónicas do Diabo (versos 8, 15 e 19) sugerem um comportamento impróprio e, por isso, digno do Inferno. 6. Nesta fala do Diabo está implícita uma crítica a todo o clero. O Diabo fica feliz por saber que os outros Frades eram pecadores como o que se encontra à sua frente, ou seja, o Frade é uma personagem-tipo já que os seus pecados são comuns aos restantes membros da sua classe social. 6.1. O recurso expressivo é a ironia e é deste modo que o Diabo mostra a sua satisfação por saber que os Frades estão a ter um comportamento “precioso” que fará com que, quando morrerem, sejam passageiros da sua barca. 7. Podem retirar-se, entre outras, as seguintes “Juro a Deus que non t’entendo” (v. 24) ou “eu nom posso entender isto!” (v. 30). 8. O Frade argumenta com o seu estatuto de clérigo (“este hábito non me val?”, v. 26) e defende-se das acusações do Diabo dizendo ser “dado à virtude” (v. 33) e ter “muito salmo rezado” (v. 47). Além disso, desvaloriza o facto de “ter folgado com ua mulher” (v. 45). 9. Cómico de situação- didascália inicial Cómico de caráter- “Um padre tão namorado/ e tanto dado à virtude?” 10. Esta expressão latina traduz-se por “A rir castigam-se/ corrigem-se os costumes” e é associada a esta obra pois Gil Vicente, através de várias situações lúdicas e cómicas, procura criticar e corrigir os vícios da sociedade do seu tempo, procurando moldá-la e alterar os maus comportamentos. Parte C Sugestão de resposta: As personagens encontram-se num cais, junto à barca que levará o Sapateiro para o Inferno, a “terra dos danados”. Ao tratar o Sapateiro por “santo” e “honrado”, o Diabo pretende troçar dele, pois vai “carregado”, não apenas de formas dos sapatos, mas também de pecados. Logo, ele é tudo menos “santo” e “honrado”. O Sapateiro acredita que aquela não é a sua barca por se ter confessado e comungado antes de morrer, mas de nada lhe valerá, pois é acusado de ter roubado o povo com a sua profissão e isso foi a sua perdição. Assim, através do Sapateiro, Gil Vicente critica todos os que roubavam e enganavam as outras pessoas com o seu ofício. (115 palavras) Grupo II 1. a-3 b-5 c-6 d-1 e-7 10
  11. 11. 2. a) Se subires a essa árvore, os ramos partir-se-ão. b) Esta azinheira tem uma sombra tão ampla que convida ao repouso. 3. a) que é fermosa- oração subordinada adverbial causal b) que nom t’ entendo- oração subordinada substantiva completiva 4. a) paragoge do “e” b) crase do “o” c) sonorização do “p” 11

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