Teste 3 cavaleiro- 7ºb- 2012-13

36.693 visualizações

Publicada em

Teste d 7º ano

Publicada em: Educação
0 comentários
3 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
36.693
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
21.626
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
967
Comentários
0
Gostaram
3
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Teste 3 cavaleiro- 7ºb- 2012-13

  1. 1. Agrupamento de Escolas de Ribeira de PenaTESTE DE AVALIAÇAO DE CONHECIMENTOS Ano Letivo 2012/2013A PREENCHER PELO ESTUDANTENome completo ______________________________________________________________________BI/CC nº Emitido em ( localidade)Assinatura do EstudanteTeste de LÍNGUA PORTUGUESA Ano de Escolaridade 7ºTurma __ Nº__1º/2º/3º CEB/ CEF/ES/ EPDuração do Teste 90 mn Número de Páginas UtilizadasA PREENCHER PELO PROFESSOR CLASSIFICADORClassificação em percentagemCorrespondente ao nível Menção Qualitativa deAssinatura do professor classificadorObservações: Data ___/___/____Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deve riscar, de forma inequívoca, aquilo quepretende que não seja classificado.Escreva de forma legível a identificação das actividades e dos itens, bem como as respectivas respostas.As respostas ilegíveis ou que não possam ser identificadas são classificadas com zero pontos.Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um mesmoitem, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.As cotações dos itens encontram-se no final do teste. _____________________________________________________________ I Compreensão do oral Ouve atentamente a leitura de um texto. De seguida escolhe a alínea que completa corretamentecada uma das afirmações:1. Um homem muito pobre já tinha vergonha de 5. O combinado foi quea)convidar para padrinhos dos seus filhos os seus a) se a Morte estivesse à cabeceira da cama, oconhecidos. doente morreria.b) de chegar atrasado ao emprego. b) se o doente estivesse com febre morreria.c) andar sempre bêbado. c) se a Morte estivesse aos pés da cama o doente não escaparia.2. Apareceu-lhe, então, a Morte, que se ofereceupara ser a sua 6. O objetivo era fazer com quea) protetora. a) o homem fosse considerado um santo.b) comadre. b) o homem conhecesse muitas pessoas ricas.c) ajudante. c) o homem ganhasse fama de curar as pessoas.3. A Morte decidiu oferecer ao homem 7. Uma dia, foi chamado para curar um doentea) um disfarce. riquíssimo que não se salvaria da Morte. O homem,b) uma habilidade. a troco de dinheiro, decidiuc) um dom. a) enganar a Morte e salvar o doente. b) fazer uma poção com propriedades curativas.4. A Morte aconselhou o seu compadre a fazer-se c) rezar um pai-nosso.passar pora) padre. 8. Para se vingar do homem, a Morte quis levá-lob) cirurgião. consigo. O que fez o homem?c) feiticeiro. a) Pediu que o deixasse rezar um pai-nosso. b) Pediu para o deixar despedir-se da família. c) Ofereceu-lhe ouro para não o levar.9. Para conseguir apanhá-lo, a Morte 10. No fim deste conto, chega-se à conclusão que Página 1
  2. 2. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Penaa) apanhou-o enquanto dormia. a) a Morte é desonesta.b) pregou-lhe uma rasteira. b) quem se acha mais esperto que a Morte engana-c) fingiu-se de morta. se. c) quando se adoece, a Morte aparece. II Leitura Lê o texto com atenção e, de seguida, responde às questões com frases completas:1 As horas uma por uma foram passando e longamente o Cavaleiro avançou perdido na escuridão. Por mais que se enrolasse no seu capote, o ar arrefecia-o até aos ossos e as suas mãos começavam a gelar. Já não sabia há quanto tempo caminhava, e a floresta era como um labirinto sem fim onde os5 caminhos andavam à roda e se cruzavam e desapareciam. - Estou perdido – murmurou ele baixinho -. Então a treva encheu-se de pequenos pontos brilhantes, avermelhados e vivos. Eram os olhos dos lobos. O Cavaleiro ouvia-os moverem-se em leves passos sobre a neve, sentia a sua respiração ardente e10 ansiosa, adivinhava o branco cruel dos seus dentes agudos. Em voz alta disse: - Hoje é noite de trégua, noite de Natal. E ao som destas palavras os olhos recuaram e desapareceram. Mais adiante ouviu-se o ronco dum urso.15 O Cavaleiro estacou a sua montada e a fera aproximou-se. Vinha de pé e pousou as patas de frente no pescoço do cavalo. O homem ouviu-o respirar, sentiu o seu pêlo tocar-lhe a mão e viu a um palmo de si o brilho dos pequenos olhos ferozes. E em voz alta disse:20 - Hoje é noite de trégua, noite de Natal. Então o bicho recuou pesadamente e grunhindo desapareceu. E o Cavaleiro entre silêncio e treva continuou a caminhar para a frente. Caminhava ao acaso, levado por pura esperança, pois nada via e nada ouvia. As ramagens roçavam-lhe a cara e caminhava sem norte e sem oriente.25 O cavalo enterrava-se na neve e avançava muito devagar. Até que de repente parou. O homem tocou-o com as esporas mas ele continuava imóvel e hirto. - Vou morrer esta noite – pensou o Cavaleiro -. Então lembrou-se da grande noite azul de Jerusalém toda bordada de constelações. E lembrou-se de Baltasar, Gaspar e Melchior, que tinham lido no céu o seu caminho. O céu aqui era escuro, velado,30 pesado de silêncio. Nele não se ouvia nenhuma voz nem se via nenhum sinal. Mas foi em frente desse céu fechado e mudo que o Cavaleiro rezou. Rezou a oração dos Anjos, o grande grito de alegria, de confiança e de aliança que numa noite antiquíssima tinha atravessado o céu transparente da Judeia. As palavras ergueram-se uma por uma no puro silêncio da neve:35 - Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Então na massa escura dos arvoredos começou ao longe a crescer uma pequena claridade. - Deus seja bendito – murmurou o Cavaleiro -. Deve ser uma fogueira. Deve ser algum lenhador perdido como eu que acendeu uma fogueira. A minha reza foi ouvida. Junto dum lume e ao lado de outro homem poderei esperar pelo nascer do dia.40 O cavalo relinchou. Também ele tinha visto a luz. E reunindo as suas forças, o homem e o animal recomeçaram a avançar. A luz continuava a crescer e à medida que crescia, subindo do chão para o céu, ia tomando a forma dum cone. Era um grande triângulo radioso cujo cimo subia mais alto do que todas as árvores.45 Agora toda a floresta se iluminava. Os gelos brilhavam, a neve mostrava a sua brancura, o ar estava cheio de reflexos multicolores, grandes raios de luz passavam entre os troncos e as ramagens. - Que maravilhosa fogueira – pensou o Cavaleiro -. Nunca vi uma fogueira tão bela. Mas quando chegou em frente da claridade viu que não era uma fogueira. Pois era ali a clareira de Página 2
  3. 3. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena bétulas onde ficava a sua casa. E ao lado da casa, o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta,50 estava coberta de luzes. Porque os anjos do Natal a tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro. Esta história, levada de boca em boca, correu os países do Norte. E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros. Sophia de Mello Breyner, O Cavaleiro da Dinamarca 1. A ação inicia-se no Natal. 1.1. Quantos Natais se passam ao longo do texto? 2. Certo Natal, o Cavaleiro decidiu partir. Qual o motivo dessa viagem? 3. Consideras o Cavaleiro uma personagem principal ou secundária? Justifica. 4. Porque é que os animais não o atacaram? 5. Que fez o Cavaleiro quando pensou que estava perdido? 6. Como é que o Cavaleiro, finalmente, encontrou o caminho para casa? 7. Classifica o narrador quanto à presença e justifica a tua resposta. 8. Ao longo da viagem, o Cavaleiro ouviu várias histórias. 8.1. Refere duas. 8.2. Reconta, em poucas linhas, a história que mais te agradou. III Gramática 1. Associa os números da coluna da esquerda às letras da coluna da direita de modo a identificar os recursos expressivos (sobra um recurso expressivo): 1. “Já não sabia há quanto tempo caminhava, e a floresta era como um labirinto sem fim onde os caminhos andavam à roda e se cruzavam e desapareciam.” (ll. 4-5) 2. “Então a treva encheu-se de pequenos pontos brilhantes, avermelhados e vivos.“ a. Adjetivação (l.7) b. Enumeração 3. “Rezou a oração dos Anjos, o grande grito c. Comparação de alegria, de confiança e de aliança que d. Assíndeto numa noite antiquíssima tinha atravessado o e. Paralelismo céu transparente da Judeia.” (ll. 32-33) 4. “Os gelos brilhavam, a neve mostrava a sua brancura, o ar estava cheio de reflexos multicolores, grandes raios de luz passavam entre os troncos e as ramagens.” (ll. 45-46) Página 3
  4. 4. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena 2. Faz a análise sintática das frases que se seguem: a) O Cavaleiro fez a viagem com fé. b) Ele era muito religioso. c) A Palestina situava-se muito longe. 3. Agora, refere as subclasses dos verbos das frases do exercício 2. 4. Nas frases que se seguem, distingue os complementos oblíquos dos modificadores do grupo verbal, registando as alíneas correspondentes: a) Ontem de manhã ele falou comigo. b) Comprei este livro acolá. c) O técnico apercebeu-se da avaria facilmente. d) O técnico apercebeu-se da avaria facilmente. e) O Miguel instalou-se num hotel. f) Ontem vi a Maria num hotel. IV Escrita Escolhe um dos seguintes tópicos (texto com cerca de 100 palavras): A- Imagina que és o Cavaleiro e estás num dos locais que ele visitou. Escreve uma carta à tua família, descrevendo o local, o que fazes, etc; B- Imagina que és Vanina. Escreve uma página do teu diário, salientando as tuas emoções no dia a seguir à fuga de casa do teu tutor. C- Imagina que o Cavaleiro, na Flandres, era assaltado por uns malfeitores, que lhe levaram o cavalo e o pouco dinheiro que lhe restava. Conta essa peripécia como se fosses a autora, Sophia de Mello Breyner. ************Atenção: *Antes de redigires o texto, esquematiza, numa folha de rascunho, as ideias que pretendes desenvolver na introdução,no desenvolvimento e na conclusão (planificação); *Tendo em conta a tarefa, redige o texto segundo a tua planificação (textualização); *Segue-se a etapa de revisão, que te permitirá detetar eventuais erros e reformular o texto. Para tal, consulta oconjunto de tópicos que a seguir te apresento: Página 4
  5. 5. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena Tópicos de revisão da Expressão Escrita Sim Não Respeitei o tema proposto? Estruturei o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão? Respeitei as características do tipo de texto solicitado? Selecionei vocabulário adequado e diversificado? Utilizei um nível de linguagem apropriado? Redigi frases corretas e articuladas entre si? Respeitei a ortografia correta das palavras? Respeitei a acentuação correta dos vocábulos? Identifiquei corretamente os parágrafos? A caligrafia é legível e sem rasuras?BOM TRABALHO! A DOCENTE: Lucinda CunhaCORREÇÃO (questões do grupo I baseadas do manual Diálogos de 7º ano, Porto Editora)ITranscrição do texto (manual Diálogos, 7º):A comadre Morte Um pobre trabalhador, carregado de filhos, já tinha vergonha de convidar para padrinhos aspessoas suas conhecidas e de importância. Nasceu-lhe mais um filho, e lançou-se à ventura de convidarpara compadre a primeira pessoa que encontrasse. Encontrou uma criatura magra, pálida, amargurada; opobre homem para em frente do desconhecido: − Muito desejava tê-lo por compadre, para poder batizar o mais depressa uma criança. − Não me custa aceitar o convite; ora você não sabe quem eu sou. − Não sei; mas por isso mesmo. − Eu sou a Morte. − Tanto melhor. E caminharam juntos, e nesse dia se fez o batizado. A comadre Morte, depois da cerimónia, dissepara o homem pobre: − Já que vives tão apoquentado por falta de recursos vou-te ofertar um dom, que te aproveitarámuito e até poderás viver com fartura. − Ó minha querida comadre! − É o que te digo! Faze-te cirurgião, e quando visitares os doentes e me vires à cabeceira da camaé sinal de que não escapam; nem Deus nem os santos os salvam. Se me vires aos pés do leito, receita oque quiseres, e parecerá a muitos que são curas milagrosas. Assim foi correndo a vida, que o homem como cirurgião acreditado ganhava muito dinheiro. Uma vez é chamado para um doente que era riquíssimo; mas, por infelicidade, ao visitá-lo,encontrou a comadre Morte à cabeceira. Disse que nada podia fazer, e quis-se ir embora. Agarraram-no,ofereceram-lhe muitas peças de ouro, uma boa saca. O cirurgião teve então uma ideia, para não perder Página 5
  6. 6. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Penaaquele dinheiro. Mandou virar a cabeceira do doente para os pés. Salvou-o, mas a comadre Morte foi-seembora e jurou vingar-se daquela deslealdade. No dia seguinte a Morte foi esperar o compadre à saída de casa: − É agora a tua vez. − Ó comadre Morte, não me mates antes de eu acabar um padre-nosso. − Pois sim; concedo-te isso. O compadre nunca acabava de rezar o padre-nosso; a Morte foi-se embora, cansada de esperar.Daí a dias, quando ia ao chamado de um doente, encontrou a comadre Morte caída e estatelada naestrada, imóvel, insensível. − Olha a minha comadre, como ela já está pronta! Sempre lhe quero pagar o bem que me fez. Vou-lhe rezar um padre-nosso pela sua alma. Rezou sinceramente, e logo que o acabou, a Morte ergueu-se: − Sempre rezaste o padre-nosso que te concedi. Anda daí comigo. E assim acabaram todas as espertezas.Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português1. a) convidar para padrinhos dos seus filhos as pessoas mais importantes.2. b) comadre.3. c) um dom.4. b) cirurgião.5. a) se a Morte estivesse à cabeceira da cama, o doente morreria.6. c) o homem ganhasse fama de curar as pessoas.7. a) enganar a Morte e salvar o doente.8. a) Pediu que o deixasse rezar um pai-nosso.9. c) fingiu-se de morta.10.b) quem se acha mais esperto que a Morte engana-se.II1.1. Ao longo do livro passam-se três Natais.2. O Cavaleiro decidiu partir para a Palestina para ir rezar, durante a noite de Natal, na gruta de Belém, onde Jesus nascera.3. O Cavaleiro é a personagem principal desta obra, uma vez que a história roda toda em torno da sua viagem à terra santa. Além disso, o próprio título é a prova de que ele é a personagem principal.4. Os animais não o atacaram porque na noite de Natal é noite de tréguas e os animais não atacam o Homem.5. Quando achou que estava perdido na floresta, o Cavaleiro rezou a oração dos Anjos que ouvira em Belém.6. O Cavaleiro, a certa altura, viu uma pequena claridade que julgou ser uma fogueira. No entanto, tratava-se do pinheiro mais alto da floresta que estava à sua porta e que tinha sido iluminado pelos anjos para o conduzir a casa.7. O narrador é não participante, ou heterodiegético, uma vez que faz a narração em terceira pessoa, não participando na história: “ (…) o Cavaleiro avançou perdido na escuridão.” (l.1).8. 1. Vanina e Guidobaldo; Cimabué e Giotto; Dante e Beatriz; Pêro Dias e o negro (escolher duas).8.2. Resposta aberta.III1-c Página 6
  7. 7. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena2-a3-b4-d2.a)O Cavaleiro-sujeitofez a viagem com fé- predicadoa viagem- complemento diretocom fé- modificador do GVb) Ele- sujeitoera muito religioso-predicadomuito religioso- predicativo do sujeitoc) A Palestina- sujeitosituava-se muito longe- predicadomuito longe- complemento oblíquo3. a) transitivo direto; b) copulativo; c) transitivo indireto4. MGV-a, b, d, fCO- c,eIV- Resposta aberta Página 7

×