Moleirinha -guerra junqueiro-análise

13.661 visualizações

Publicada em

ficha de trabalho sobre "A moleirinha", poema de 8º ano,

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
13.661
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
11.483
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
218
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Moleirinha -guerra junqueiro-análise

  1. 1. 1 http://textosintegrais.blogspot.ptAgrupamento de Escolas de Ribeira de PenaFicha de trabalho de Língua Portuguesa, 8º anoLê o poema de Guerra Junqueiro que se segue com atenção e, de seguida, responde àsquestões colocadas:1510152025303540A MoleirinhaPela estrada plana, toque, toque, toque1,Guia o jumentinho uma velhinha errante.Como vão ligeiros, ambos a reboque,Antes que anoiteça, toque, toque, toque,A velhinha atrás, o jumentito adiante!...Toque, toque, a velha vai para o moinho,Tem oitenta anos, bem bonito rol!...E contudo alegre como um passarinho,Toque, toque, e fresca como o branco linho,De manhã nas relvas a corar ao sol.Vai sem cabeçada, em liberdade franca,O jerico ruço duma linda cor;Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,Tange-o, toque, toque, a moleirinha brancaCom o galho verde duma giesta em flor.Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,Toque, toque, toque, que recordação!Minha avó ceguinha se me representa...Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...Toque, toque, toque, lindo burriquito,Para as minhas filhas quem mo dera a mim!Nada mais gracioso, nada mais bonito!Quando a virgem pura foi para o Egipto,Com certeza ia num burrico assim.Toque, toque, é tarde, moleirinha santa!Nascem as estrelas, vivas, em cardume...Toque, toque, toque, e quando o galo canta,Logo a moleirinha, toque, se levanta,P’ra vestir os netos, p’ra acender o lume...Toque, toque, toque, como se espaneja,Lindo o jumentinho pela estrada chã!Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,Dá-me até vontade de o levar à igreja,Baptizar-lhe a alma, p’ra a fazer cristã!Toque, toque, toque, e a moleirinha antiga,Toda, toda branca, vai numa frescata...Foi enfarinhada, sorridente amiga,Pela mó da azenha com farinha triga,Pelos anjos loiros com luar de prata!...Estrofe123456781Em algumas versões o “toque” surge grafado de maneira diferente- “toc”.
  2. 2. 2 http://textosintegrais.blogspot.pt455055Toque, toque, como o burriquito avança!Que prazer d’outrora para os olhos meus!Minha avó contou-me quando fui criança,Que era assim tal qual a jumentinha mansaQue adorou nas palhas o menino Deus...Toque, toque, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,Moleirinha branca, branca de luar!...Toque, toque, e os astros abrem diamantinos,Como estremunhados querubins divinos,Os olhitos meigos para a ver passar...Toque, toque, e vendo sideral tesoiro,Entre os milhões d’astros o luar sem véu,O burrico pensa: Quanto milho loiro!Quem será que mói estas farinhas d’oiroCom a mó de jaspe que anda além no Céu!91011I1. No primeiro verso do poema surge um recurso expressivo que vai surgir nas restantes estrofes.1.1. Identifica-o.1.2. Refere a sua expressividade e importância na leitura do poema.2. Este poema é, marcadamente, de cariz pessoal. Assim, retira do texto expressões que demonstrema subjetividade do sujeito lírico na descrição da sua visão.3. Faz caracterização, direta e indireta, da “moleirinha”.3.1. Que características da moleirinha surgem realçadas?4. A visão da moleirinha e do seu animal faz renascer no sujeito lírico uma recordação de infância.Esclarece-a.4.1. Ao presenciar a moleirinha com o seu burro, o sujeito lírico faz uma analogia com umacontecimento da História Universal. Que acontecimento foi esse?5. Faz a análise formal do poema, indicando:5.1. a métrica usada;5.2. o tipo de rima;5.3. a classificação das estrofes;5.4. dois exemplos de rima rica e dois de rima pobre;5.5. a “coincidência” que existe entre a métrica e o número de estrofes;II1. Identifica os recursos expressivos, associando as expressões/versos da coluna da esquerdaaos itens da coluna da direita:Expressões Recurso expressivo“alegre como um passarinho” (v. 8)“fresca como o branco linho” (v. 9)“nunca foi ferrado, nunca usou retranca” (v. 13)“encarquilhada e benta” (v. 16)“quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão” (v. 20)paralelismoadjetivaçãopersonificaçãoapóstrofe
  3. 3. 3 http://textosintegrais.blogspot.pt“moleirinha santa” (v. 26)“Nascem as estrelas, vivas, em cardume” (v. 27)“Tão ingénuo e humilde” (v. 33)“O burrico pensa: Quanto milho loiro!” (v. 53)antítesecomparaçãometáfora2. Para garantir a coesão lexical, o sujeito lírico recorre a vários termos para se referir, quer àmoleirinha, quer ao burro. Indica-os, completando o quadro abaixo:Moleirinha BurroBOM TRABALHO!!!A PROFESSORA: Lucinda CunhaPROPOSTA DE CORREÇÃO:1.1. Onomatopeia.1.2. O recurso recorrente à onomatopeia faz alusão ao fiel companheiro da moleirinha, o burro,indispensável à sua atividade.2. “bem bonito rol!” (v. 7); “O jerico ruço de uma bela cor” (v. 12); “quem mo dera a mim!/ Nada maisgracioso, nada mais bonito!” (vv. 22-23); “Lindo o jumentinho” (v. 32) …3. A moleirinha é velha, tem já 80 anos, mas mostra-se sempre “alegre” e “fresca”. Devido à suaatividade, anda muitas vezes “branca” ou “enfarinhada”. A idade tornou-a “encarquilhada e benta”,“santa”, “antiga”… É madrugadora, pois levanta-se mal o galo canta para trabalhar.3.1. As características que surgem realçadas são o facto de ser trabalhadora, apesar da idade,mas andar sempre bem-disposta e “sorridente”.4. Ao vê-la, o sujeito lírico lembra-se da sua avó, que tinha a idade da moleirinha quando ele tinha 6anos, e das histórias que esta lhe contava.4.1. A fuga de Nossa Senhora, S. José e Jesus para o Egito.
  4. 4. 4 http://textosintegrais.blogspot.pt5.5.1. Versos hendecassílabos (11 sílabas métricas);5.2. Emparelhada (entre versos 3 e 4); cruzada (entre versos 1 e 3) e interpolada (entre versos 2e 5)- isto em cada estrofe;5.3. Quintilhas;5.4. Exemplos de rima rica: “retranca” (v. 13) e “branca” (v. 14); “benta” (v. 16) e “representa” (v.18);Exemplos de rima pobre: “moinho” (v. 6) e “passarinho” (v. 8); “espaneja” (v. 31) e “seja” (v.33);5.5. Os versos têm 11 sílabas métricas e o poema é composto por 11 estrofes.II1.Expressões“alegre como um passarinho” (v. 8)- comparação“fresca como o branco linho” (v. 9)- comparação“nunca foi ferrado, nunca usou retranca” (v. 13)- paralelismo“encarquilhada e benta” (v. 16)- adjetivação“quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão” (v. 20)- antítese“moleirinha santa” (v. 26)- apóstrofe“Nascem as estrelas, vivas, em cardume” (v. 27)- metáfora“Tão ingénuo e humilde” (v. 33)- adjetivação“O burrico pensa: Quanto milho loiro!” (v. 53)- personificação2.Moleirinha Burro“moleirinha” (vv. 14, 26, 29, 36, 47“velhinha” (vv. 2, 5)“velha” (vv. 6)“velhita” (v. 16)“amiga” (v. 38)“jumentinho” (vv. 2, 32,)“jumentito” (v. 5)“jerico” (v. 12)“burriquito” (vv. 21, 41)“burrico” (vv. 25, 53)

×