Ficha de Português- 3º ciclo- escolha múltipla

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Ficha com 25 questões de escolha múltipla

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Ficha de Português- 3º ciclo- escolha múltipla

  1. 1. 6 FICHA DE REVISÕES DE PORTUGUÊS - 3º CICLO Revisões gramaticais Lê o texto com atenção e assinala, para cada questão, a única alínea correta: O BICHINHO DAS OBRAS 1 5 10 15 20 25 30 35 40 Engenheiros à solta na natureza Alguns seres vivos são hábeis construtores que conseguem erguer desde gigantescas represas a habitações comuns, utilizadas como refúgio, para criar a prole ou como chamariz sexual. Ninho de pássaro. Não é por acaso que o extraordinário Estádio Nacional de Pequim é assim conhecido. A armação de aço que reveste a fachada recorda, inevitavelmente, uma dessas construções. De facto, os arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron inspiraram-se na forma como certas aves dispõem os materiais com que constroem os seus lares para conferirem à instalação desportiva uma resistência excecional. No fundo, esse exercício de biomimética é mais um exemplo da aptidão inata que alguns animais manifestam: a capacidade de erguer estruturas utilizadas para fins muito diversos. “Habituámo-nos a pensar que os seres humanos são os maiores construtores do mundo. No entanto, as maiores obras criadas no planeta não nos pertencem. Do espaço, para além da cobertura vegetal e da poluição ambiental, o único indício da existência de vida na Terra é proporcionado pelos recifes de coral, que se veem a olho nu a uma distância de milhares de quilómetros”, explica James L. Gould, professor de ecologia na Universidade de Princeton (Estados Unidos), em Animal Architects – Building and the Evolution of Intelligence. Este especialista em biologia evolutiva recorre a outro exemplo para sublinhar a surpreendente complexidade e o tamanho que podem alcançar as construções feitas por algumas espécies. “As térmitas só têm alguns milímetros de comprimento, mas conseguem erguer torres com mais de sete metros de altura. À escala humana, seria o equivalente a construir manualmente um arranha-céus de quatro quilómetros de altura.” Além disso, um estudo recente do Laboratório de Ecologia de Insetos da Universidade de Quioto (Japão) revelou que as térmitas nunca erguem duas torres iguais, embora a espécie seja a mesma. As formigas exibem, assim, uma espantosa capacidade construtiva. Engenheiras de nascença Grão a grão, escavando com as suas mandíbulas numa escuridão total, estes insetos conseguem criar galerias e cavidades subterrâneas com diferentes funções (no ano 2000, por exemplo, foi descoberta uma gigantesca colónia formada por milhões de ninhos e milhares de milhões de formigas argentinas que se estendia de Portugal ao norte de Itália). Segundo Walter Tschinkel, que sempre trabalhou no Departamento de Ciência Biológica da Universidade do Estado da Florida, existe uma relação entre a profundidade a que se encontram as câmaras e o seu tamanho. Há quase uma década, este mirmecólogo revelou no Journal of Insect Science que as divisões são maiores na parte superior do ninho, mas as dimensões diminuem nos níveis inferiores. Embora não se saiba ao certo como as formigas determinam a sua posição relativamente à superfície, Tschinkel suspeita que elas se apercebem, de algum modo, da concentração de dióxido de carbono presente no solo, o qual aumenta com a profundidade. Assim, enquanto as operárias adultas, que habitam as zonas altas, tendem a escavar complexos maiores, os exemplares jovens que frequentam o fundo do formigueiro constroem redes menos extensas. Não são os únicos himenópteros que sabem erguer boas casas. Os favos das abelhas melíferas, utilizados como zonas de criação e para armazenar o pólen e o mel, estão organizados em células de cera em forma de prisma hexagonal que encaixam perfeitamente umas nas outras. Por que terão escolhido essa forma e não outra, como, por exemplo, o cilindro? O problema, que intrigou os cientistas durante séculos, ficou resolvido em 1998, quando o matemático norte-americano Thomas Hales, da Universidade de Pittsburgh, demonstrou que o hexágono é a figura geométrica que melhor cobre um plano sem deixar espaços quando é estruturado de modo reticular, isto é, ligado a outros. Isso permite às abelhas, essencialmente, otimizar a estabilidade da estrutura, assim como a quantidade de mel que podem armazenar utilizando a menor ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  2. 2. 6 45 quantidade de cera. As vespas sociais também preferem esse tipo de organização, embora as suas colmeias exibam uma forma diferente e sejam feitas de uma pasta semelhante ao papel, que a rainha fabrica com a própria saliva e fibras de celulose. Depois, protege o conjunto com um revestimento do mesmo material. Em meados do ano passado, foi descoberto (e destruído) na Florida um dos maiores ninhos conhecidos até agora, com cerca de 2,5 metros de largura e capacidade para alojar perto de um milhão de indivíduos. In http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2798:o-bichinho-das-obras& catid=6:artigos&Itemid=80 (consultado dia 23/10/2014, com supressões) 1. Quanto à sua tipologia, este artigo de divulgação científica inclui-se no grupo dos textos a) argumentativos. b) expositivos. c) preditivos. d) compromissivos. 2. No título deste artigo deparamo-nos com a metáfora “O bichinho das obras”, que é usada para a) comparar certos insetos aos engenheiros humanos que constroem estádios. b) mostrar que os animais são capazes de grandes proezas. c) realçar uma relação de semelhança entre as capacidades humanas e as de alguns animais. d) provar que apenas as aves e as formigas são animais construtores. 3. No que diz respeito à relação entre o tamanho das colónias de formigas e a sua localização, os cientistas concluíram que a) os ninhos maiores se situam a uma maior profundidade. b) as formigas jovens operam próximo da superfície. c) as câmaras inferiores são maiores que as superiores. d) quanto mais adultas forem as formigas, maiores são os seus ninhos. 4. Tendo em consideração o texto, qual será a especialidade de um “mirmecólogo” (l. 29)? a) Insetos, em geral. b) Animais que comunicam através de mímica. c) Ninhos de insetos. d) Formigas. 5. A forma hexagonal das células de cera, segundo os especialistas, pode qualificar-se como a) aleatória. b) organizada. c) responsável. d) irracional. 6. Atenta no último parágrafo do texto. O uso dos parênteses justifica-se com a necessidade de realçar a) a perigosidade de colónias demasiado grandes. b) a insensibilidade humana para com estes pequenos animais. c) a destruição de um ninho de vespas vulgar, que ocorreu nos Estados Unidos. d) que este acontecimento se verificou no estrangeiro. 7. No que concerne à sua subclasse, a palavra “Alguns” (l. 2) é um quantificador a) numeral. b) interrogativo. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  3. 3. 6 c) existencial. d) universal. 8. A oração “que reveste a fachada” (l. 5) classifica-se como oração subordinada a) adjetiva relativa restritiva. b) adjetiva relativa explicativa. c) substantiva completiva. d) adverbial causal. 9. A forma verbal “conferirem” (l. 7) pertence à subclasse dos verbos a) principais intransitivos. b) principais transitivos indiretos. c) principais transitivos diretos e indiretos. d) copulativos. 10. A palavra “nos” (l. 11), pertence à subclasse dos pronomes a) pessoais de complemento direto. b) pessoais sujeito. c) relativos. d) pessoais de complemento indireto. 11. Quanto ao processo de formação da palavra “ecologia” (l. 13), esta é a) um composto morfossintático. b) um composto morfológico. c) uma truncação. d) uma amálgama. 12. A palavra “espécies” (l. 17), quanto à sua subclasse, denomina-se por nome a) próprio. b) comum contável. c) comum não contável. d) comum coletivo contável. 13. A forma verbal “seria” (l. 19) encontra-se no modo a) condicional. b) gerúndio. c) indicativo. d) conjuntivo. 14. Classifica a oração “embora a espécie seja a mesma” (l. 21). a) Oração subordinada adverbial concessiva. b) Oração subordinada adverbial consecutiva. c) Oração subordinada adverbial final. d) Oração subordinada adverbial adversativa. 15. O autor recorre às expressões “insetos” (l. 24), “operárias adultas” (l. 33) e “exemplares jovens” (l. 34) para se referir às “formigas” por forma a conseguir a) uma construção sintática original. b) manter a coesão textual. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  4. 4. 6 c) manter a coerência textual. d) organizar corretamente o seu pensamento. 16. A palavra “mirmecólogo” (l. 29), quanto ao processo de formação, é um composto morfológico, uma vez que é formada a) pelo radical “mirme” e pelo sufixo “cólogo”. b) pelo radical “mirme” e pela palavra “cólogo”. c) por dois radicais. d) por duas palavras. 17. Na linha 32, a primeira vírgula usa-se para a) delimitar uma oração intercalada na frase. b) separar o vocativo do resto da frase. c) isolar a oração subordinada que surge antes da subordinante. d) isolar uma expressão explicativa. 18. Na palavra “formigueiro” (l. 35) o sufixo “eiro” significa a) “noção coletiva”. b) “ocupação”. c) “lugar onde se guarda algo”. d) “objeto de uso”. 19. Atenta na frase “Não são os únicos himenópteros que sabem erguer boas casas. “ (l. 36) e identifica a alínea que identifica corretamente, por ordem, as classes das palavras utilizadas. a) Advérbio; verbo; determinante; adjetivo; nome; pronome; verbo; verbo; adjetivo; nome. b) Advérbio; verbo; determinante; nome; nome; conjunção; verbo; verbo; adjetivo; nome. c) Advérbio; verbo; determinante; adjetivo; nome; conjunção; verbo; verbo; adjetivo; nome. d) Conjunção; verbo; determinante; advérbio; nome; pronome; verbo; verbo; adjetivo; nome. 20. O complexo verbal “terão escolhido” (l. 38) encontra-se no a) pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo. b) futuro composto do indicativo. c) gerúndio composto. d) infinitivo impessoal composto. 21. No enunciado “O problema, que intrigou os cientistas durante séculos, ficou resolvido em 1998” (ll. 39-40), o uso das vírgulas é obrigatório porque isolam a) uma oração adjetiva relativa explicativa. b) um vocativo. c) um modificador de frase. d) os elementos que compõem uma enumeração. 22. O adjetivo “menor” (l. 43) encontra-se no grau a) normal. b) comparativo de inferioridade. c) superlativo relativo de inferioridade. d) superlativo absoluto analítico. 23. A palavra “Depois” (l. 47) é um advérbio ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  5. 5. 6 a) de frase. b) de predicado. c) de designação. d) conectivo. 24. O complexo verbal “foi descoberto” (l. 48) é composto por um verbo principal precedido por um verbo auxiliar a) modal. b) aspetual. c) dos tempos compostos. d) da passiva. 25. Sendo uniforme quanto ao género, a palavra “indivíduos” (l. 49) designa-se como nome a) epiceno. b) sobrecomum. c) comum de dois. d) próprio. BOM TRABALHO!!! A PROFESSORA: Lucinda Cunha ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  6. 6. 6 PROPOSTA DE CORREÇÃO 1-b 2-c 3-d 4-d 5-b 6-a 7-c 8-a 9-c 10-d 11-b 12-d 13-a 14-a 15-b 16-c 17-c 18-a 19-a 20-b 21-a 22-c 23-d 24-d 25-b ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com
  7. 7. 6 PROPOSTA DE CORREÇÃO 1-b 2-c 3-d 4-d 5-b 6-a 7-c 8-a 9-c 10-d 11-b 12-d 13-a 14-a 15-b 16-c 17-c 18-a 19-a 20-b 21-a 22-c 23-d 24-d 25-b ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sede - Escola Básica e Secundária de Felgueiras, Pombeiro de Ribavizela  Rua de Pombeiro de Ribavizela, 600 - 4610-642 POMBEIRO DE RIBAVIZELA 255340310 - Fax: 255340319 e-mail: A.E.Lagares.FLG@gmail.com

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