arte e tecnologia na produção colaborativa do funk na cibercultura<br />Lucina Reitenbach Viana – UTP - PR<br />
CENÁRIOS<br />Estudos sobre Indústria Fonográfica<br />
INDÚSTRIA FONOGRÁFICA<br />Fases de desenvolvimento da Indústria Fonográfica<br />VICENTE (1996)<br />
CENÁRIO ATUAL<br />Proposição: Quinta fase:  em rede<br />Anos 90, novo ciclo de evolução tecnológica, a partir do desenvo...
 QUINTA FASE: EM REDE<br /><ul><li>Consumo Participativo e desintermediação
Produtores e consumidores na mesma plataforma de interação – redes sociais, no mesmo grau de participação - ciber-represen...
Na internet não existe mais o palco entre artista e público e a diferenciação entre eles é dada pela forma como participam...
ORIGENS DO FUNK<br />Resgate do termo: FUNK como gíria dos negros americanos para designar o odor do corpo durante as rela...
NACIONALIZAÇÃO DO FUNK<br />Em 1976 a imprensa descobre o funk<br />Industria fonográfica também – mas não agrada<br />Per...
HISTÓRIA DO FUNK<br />
PONTOS IMPORTANTES <br />Alternância entre ostracismo e visibilidade entre nacionalização e regulamentação dos bailes<br /...
FUNK DE APARTAMENTO<br />“funk de apartamento”, fazendo uma referência direta à forma como este é construído, nas salas e ...
MOMENTOS DO FUNK<br />Momentos da trajetória do Funk no Brasil<br />Freire Filho, Herschmann e Paiva (2004)<br />
MOMENTOS DO FUNK<br />Trajetória do funk no Brasil - proposta<br />Incluindo o “funk de apartamento” , os sucessos derivad...
O QUE É O NEOFUNK<br />NEOFUNK como a música eletrônica produzida na quinta fase de desenvolvimento da indústria fonográfi...
CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />O funk dentro da quinta fase de desenvolvimento da indústria fonográfica é considerado como a ve...
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Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana

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apresentação no III Simpósio Sociedade e Tecnologia da UTPFR de 2009 em CUritiba - PR

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Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana

  1. 1. arte e tecnologia na produção colaborativa do funk na cibercultura<br />Lucina Reitenbach Viana – UTP - PR<br />
  2. 2. CENÁRIOS<br />Estudos sobre Indústria Fonográfica<br />
  3. 3. INDÚSTRIA FONOGRÁFICA<br />Fases de desenvolvimento da Indústria Fonográfica<br />VICENTE (1996)<br />
  4. 4. CENÁRIO ATUAL<br />Proposição: Quinta fase: em rede<br />Anos 90, novo ciclo de evolução tecnológica, a partir do desenvolvimento da internet.<br />Inserção do CONSUMIDOR na produção e distribuição musical através da mediação por computador<br />
  5. 5. QUINTA FASE: EM REDE<br /><ul><li>Consumo Participativo e desintermediação
  6. 6. Produtores e consumidores na mesma plataforma de interação – redes sociais, no mesmo grau de participação - ciber-representação
  7. 7. Na internet não existe mais o palco entre artista e público e a diferenciação entre eles é dada pela forma como participam</li></ul>GROUNDSWELL: “uma tendência social na qual pessoas usam tecnologia para conseguir as coisas que querem umas das outras” (LI & BERNOFF, 2008, p. 9). <br />
  8. 8. ORIGENS DO FUNK<br />Resgate do termo: FUNK como gíria dos negros americanos para designar o odor do corpo durante as relações sexuais<br />Por volta de 1968 perdeu o significado pejorativo e passou a significar algo como “orgulho negro”<br />Primeiros bailes brasileiros em 1970 na zona sul<br />Tomada do Canecão pela MPB – migração do funk para a periferia – bailes da pesada<br />Profissionalização dos produtores – formação das<br />“tudo pode ser funky: uma roupa, um bairro da cidade, o jeito de andar e uma forma de tocar música que ficou conhecida como funk” (VIANNA, 1988, p. 20). <br />
  9. 9. NACIONALIZAÇÃO DO FUNK<br />Em 1976 a imprensa descobre o funk<br />Industria fonográfica também – mas não agrada<br />Período de ostracismo na era disco<br />1980 – Repertório internacional e primeira incursão brasileira com as “melôs”<br />Mudança de cenário com Fernando Luís Mattos da Matta - o DJ Marlboro<br />Lança o primeiro disco – Funk Brasil em 1989 (versões das musicas americanas e samples<br />1994 – repertório 100% nacional – redefinindo cenário da industria fonográfica<br />“uma primeira forma de apropriação criativa, que resulta num produto obviamente híbrido: músicas americanas tocadas em versões instrumentais com refrões gritados pelo público dos bailes em português” (SÁ, 2009, p. 6).<br />
  10. 10. HISTÓRIA DO FUNK<br />
  11. 11. PONTOS IMPORTANTES <br />Alternância entre ostracismo e visibilidade entre nacionalização e regulamentação dos bailes<br />acaba fortalecendo o movimento e permitindo a união interna do funk antes de sua re-internacionalização. <br />Preconceito como barreira de defesa que permitiu que o funk maturasse antes de ser descoberto pela imprensa internacional<br />Movimento dos Bondes: <br />Segunda geração do funk que cresceu nos bailes<br />Letras de duplo sentido e sexualidade exacerbada como manifestação do cotidiano<br />Utilização do “tamborzão” - ponto marcante do funk brasileiro – resgate da sonoridade da umbanda<br />
  12. 12. FUNK DE APARTAMENTO<br />“funk de apartamento”, fazendo uma referência direta à forma como este é construído, nas salas e quartos da classe média brasileira que possui acesso à internet e tempo livre para empenhar na produção musical<br />Ampla utilização do computador por parte de pessoas com tempo disponível - sociabilizando, jogando, interagindo e “fazendo beat” (música seqüenciada)<br />É o que vai colocar produtores e consumidores na mesma plataforma de interação através de suas ciber-representações (redes sociais)<br />E permitir a interação direta entre eles numa economia desintermediada - direta<br />
  13. 13. MOMENTOS DO FUNK<br />Momentos da trajetória do Funk no Brasil<br />Freire Filho, Herschmann e Paiva (2004)<br />
  14. 14. MOMENTOS DO FUNK<br />Trajetória do funk no Brasil - proposta<br />Incluindo o “funk de apartamento” , os sucessos derivados desse processo e rumando ao NEOFUNK<br />
  15. 15. O QUE É O NEOFUNK<br />NEOFUNK como a música eletrônica produzida na quinta fase de desenvolvimento da indústria fonográfica<br />
  16. 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />O funk dentro da quinta fase de desenvolvimento da indústria fonográfica é considerado como a verdadeira música eletrônica brasileira pelas suas características de hibridação correspondentes à cultura local<br />É nesse momento que o funk é vivenciado dentro das plataformas sociais como objeto de interação entre ciber-representações, a partir dos perfis de produtores e consumidores inseridos dentro das mesmas plataformas de redes sociais.<br />
  17. 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />O neofunk é, portanto, o funk produzido dentro da quinta fase de desenvolvimento da indústria cultural na qual estamos atualmente. <br />neofunk não poderia ser considerado uma derivação do funk, nem um subgênero, nem uma cena musical constituída à parte do funk carioca, pois isso seria comparar coisas distintas. <br />remete-se ao significado original do termo funk, referindo-se a misturas e hibridações, tanto técnicas como de gêneros de quando este foi originalmente criado.<br />Assim, até mesmo outros estilos e outras sonoridades poderiam ser classificadas como produções de neofunk, mesmo que não tivessem a batida do funk em sua composição, desde que criadas com as mesmas características de hibridação e colaboração, remetendo ao sentido musical do termo funk.<br />
  18. 18. BIBLIOGRAFIA<br /> <br />ADORNO, T., & HORKHEIMER, M. (1985). Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<br />ANDERSON, C. (2006). A Cauda Longa. Rio de Janeiro: Elsevier.<br />BASTOS, M. (2004). A cultura da reciclagem. In: G. e. ALZAMORA, Cultura em fluxo:. Belo Horizonte: PUC Minas.<br />BASTOS, M. (2003). Samplertrofagia - a cultura da Reciclagem. Anais do XXVI Congresso brasileiro de Ciencia da Comunicação .<br />DIAS, M. T. (2000). Os Donos da Voz. Indústria Fonográfica Brasileira e Mundialização da Cultura. São Paulo: Boitempo.<br />ENDRES, F. (4 de junho de 2009). Influênicas gerais e o Funk em sua História. (L. R. VIANA, Entrevistador)<br />ESSINGER, S. (2005). Batidão. Uma História do Funk. Rio de Janeiro: Record.<br />FILHO, J. F., & HERSCHMANN, M. (agosto-dezembro de 2003). Funk Carioca: Entre a Condenação e a Aclamação da Mídia. Revista ECO- Pós , pp. 60-72.<br />FILHO, J. F., HERSCHMANN, M., & PAIVA, R. (dezembro de 2004). Rio de Janeiro: Estereótipos e Representações Midiáticas. Revista e-Compós .<br />FRERE-JONES, S. (2005). 1+1+1=1: The New Math of Mashups.Acesso em julho de 2007, disponível em TheNewYorker:<br /> http://www.newyorker.com/archive/2005/01/10/050110crmu_music<br />KATZ, M. (2005). Capturing Sound. How technology has changed music.California: UniversityofCaliforniaPress.<br />LEMOS, A. (2006). Apropriação, desvio e despesa na cibercultura. Revista FAMECOS: mídia,cultura e tecnologia, Brasil, v. 1, n. 15 .<br />LEMOS, A. (2005). Ciber-CulturaRemix. Seminário “Sentidos e Processos” dentro da mostra “Cinético Digital’, no Centro Itaú Cultural .<br />LESSIG, L. (2004). Free culture. How big media uses technology and the law to lock down culture and control creativity.PenguimPress.<br />MATTA, F. L. (21 de maio de 2009). O Funk no Brasil. (L. R. VIANA, Entrevistador)<br />ORTIZ, R. (1994). A moderna tradição brasileira. (5a. Edição ed.). São Paulo: Brasiliense.<br />SÁ, S. P. (2007). Funk Carioca: música eletronica popular brasileira?! e-compós .<br />THOMPSOM, J. (1995). Ideologia e cultura moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes.<br />VICENTE, E. (1996). A música Popular e as Novas Tecnologias de Produção Digital. Dissertação de Mestrado nao Publicada. Campinas: IFGH/UNICAMP.<br />

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