INDÚSTRIA CULTURAL Prof. Luci Bonini PARTE II
<ul><li>Tolhendo a consciência das massas e instaurando o poder da mecanização sobre o homem, a indústria cultural cria co...
 
<ul><li>Cinema erótico    o desejo suscitado pelas imagens acaba sendo satisfeito com o simples elogio da rotina </li></u...
<ul><li>A situação erótica, conclui Adorno, une “à alusão e à excitação, a advertência precisa de que não se deve, jamais,...
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Indústria cultural  ou  cultura industrial <ul><li>Para Edgar Morin, diz respeito à criação industrializada, à padronizaçã...
<ul><li>Para ele, também, a segunda industrialização, a do espírito, se processa nas imagens e nos sonhos, penetrando na a...
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<ul><li>Seus efeitos    a falta de respeito com as diferenças, a busca pela perfeição, condição humanamente impossível </...
 
<ul><li>O princípio da dominação a partir da popularização da cultura de massa é claramente evidenciada através da televis...
 
<ul><li>Se o povo não tem formação cultural satisfatória, não terá consciência crítica para combater e descartar o que se ...
SODRÉ, Muniz e PAIVA, Raquel.  O império do grotesco . Rio de Janeiro, Mauad, 2002, 154 p.   <ul><li>Mas é nas 49 páginas ...
 
Grotesco <ul><li>Sua significação nas artes vem sendo alterada desde o século XV, que nomeava as pinturas ornamentais anti...
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<ul><li>A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro,...
 
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<ul><li>Marx, via Feenberg (2005) previu corretamente que as tecnologias seriam aplicadas inicialmente no setor privado, e...
Erotismo na PP <ul><li>Segundo Octávio Paz (19995:16)  “(...) o erotismo é exclusivamente humano: é sexualidade socializad...
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O corpo-persona   <ul><li>A categoria do corpo-persona é aquela em que o corpo se manifesta de forma indireta, o corpo ide...
 
O não-corpo   <ul><li>O não-corpo é corpo, erotizado e muitas vezes mais selvagem que as outras categorias, pois prenuncia...
 
O corpo-olímpico <ul><li>A publicidade utiliza o recurso da nudez com a mesma intenção, ou seja,  selecionar indivíduos ma...
 
<ul><li>Quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva, despiu o índio. </li></ul><ul><li>Que pena! Fosse uma manhã ...
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IndúStria Cultural2

  1. 1. INDÚSTRIA CULTURAL Prof. Luci Bonini PARTE II
  2. 2. <ul><li>Tolhendo a consciência das massas e instaurando o poder da mecanização sobre o homem, a indústria cultural cria condições cada vez mais favoráveis para a implantação do seu comércio fraudulento, no qual os consumidores são continuamente enganados em relação ao que lhes é prometido mas não cumprido. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>Cinema erótico  o desejo suscitado pelas imagens acaba sendo satisfeito com o simples elogio da rotina </li></ul><ul><li>A indústria cultural não sublima o instinto sexual, como na arte, mas o reprime e sufoca. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>A situação erótica, conclui Adorno, une “à alusão e à excitação, a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto”.  como a indústria cultural administra o mundo social. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Criando “necessidades” ao consumidor (que deve contentar-se com o que lhe é oferecido), a indústria cultural organiza-se para que ele compreenda sua condição de mero consumidor, ou seja, ele é apenas e tão-somente um objeto daquela indústria. </li></ul>
  6. 7. Indústria cultural ou cultura industrial <ul><li>Para Edgar Morin, diz respeito à criação industrializada, à padronização cultural voltada para o mercado de consumo </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Para ele, também, a segunda industrialização, a do espírito, se processa nas imagens e nos sonhos, penetrando na alma humana. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>O capitalismo criou condições para a democratização da cultura, uma vez que esta foi transformada em objeto de produção industrial, que induz ao consumo estético massificado e narcotizante. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>A revolução digital teve como conseqüência uma internacionalização das idéias, uma vez que a produção institucionalizada e a difusão generalizada de bens simbólicos trouxeram um “temor do nivelamento” (MATTELART: 2005;17) </li></ul><ul><ul><li>ameaçando o futuro das individualidades, a manutenção da integridade de sítios simbólicos que já existiam antes da colonização, daqueles que se formaram pelo amálgama das culturas que para cá vieram e pelos recentes bolsões criados por modismos, tendências ideológicas e minorias excluídas </li></ul></ul>
  10. 11. <ul><li>Seus efeitos  a falta de respeito com as diferenças, a busca pela perfeição, condição humanamente impossível </li></ul><ul><li>Tudo é usado para nos afastar da condição de seres críticos, pensantes e diferentes por natureza. . </li></ul>
  11. 13. <ul><li>O princípio da dominação a partir da popularização da cultura de massa é claramente evidenciada através da televisão  considerado o maior formador de opinião: promove e acentua a cada dia o conceito de homogeneização das mais diversas camadas sociais </li></ul><ul><ul><li>massa acéfala e idiotizada </li></ul></ul><ul><ul><li>manipulável por elites interessadas em explorar de todas as formas possíveis um mercado consumidor ávido por produtos e necessidades impostas de forma ditatorial e indiscriminada </li></ul></ul>
  12. 15. <ul><li>Se o povo não tem formação cultural satisfatória, não terá consciência crítica para combater e descartar o que se lhe apresenta, ou seja, a indústria cultural segue a linha da menor resistência. </li></ul>
  13. 16. SODRÉ, Muniz e PAIVA, Raquel. O império do grotesco . Rio de Janeiro, Mauad, 2002, 154 p. <ul><li>Mas é nas 49 páginas dedicadas a uma crítica do grotesco na televisão aberta brasileira que o ensaio alcança seu ponto máximo. Veículo de massa por excelência, a TV de hoje confere ampla visibilidade às cenas escatológicas e vexatórias. Nem o célebre “padrão Globo de qualidade”, com suas imagens assépticas, resistiu à ofensiva dos produtos apelativos e de baixo nível artístico. O que não deixa de ser uma desconcertante contradição com a evolução tecnológica da própria TV. (Dênis de Moraes) </li></ul>
  14. 18. Grotesco <ul><li>Sua significação nas artes vem sendo alterada desde o século XV, que nomeava as pinturas ornamentais antigas encontradas nas escavações da Itália. Mais tarde no século XVI ainda designava um estilo de ornamentação, mas englobando em seu significado o sogni dei pittori , que já era do conhecimento de Albretch Dürer: “mas tão logo alguém queira realizar sonhos, poderá misturar todas as criaturas umas com as outras” </li></ul>
  15. 19. <ul><li>Papa Pio XII (1944): </li></ul><ul><li>O povo  indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo , agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações . </li></ul>
  16. 20. <ul><li>A massa , ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva </li></ul>
  17. 21. <ul><li>Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam </li></ul>
  18. 23. <ul><li>A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro, a facilidade, o luxo, o prazer, o prestígio. </li></ul>
  19. 25. <ul><li>Zaoual (2003:28) os sítios simbólicos de pertencimento “um marcador imaginário de espaço vivido” </li></ul><ul><li>O “ser planetário” de Morin (2003) </li></ul>FRACTAIS
  20. 26. <ul><li>Enquanto a arte contemporânea foi em busca da subjetividade, a partir dos movimentos de vanguarda no início do século passado, o contrário ocorreu com a economia de mercado e com a mídia </li></ul>
  21. 27. <ul><li>Para Zaoual (2003:98) “A lógica do crescimento econômico é incompatível com a ecologia, e a preservação da diversidade das culturas”. </li></ul>
  22. 30. <ul><li>Marx, via Feenberg (2005) previu corretamente que as tecnologias seriam aplicadas inicialmente no setor privado, e que sua aplicação seria exportada muito tempo depois para o setor público influenciando campos da administração, saúde e educação </li></ul>
  23. 31. Erotismo na PP <ul><li>Segundo Octávio Paz (19995:16) “(...) o erotismo é exclusivamente humano: é sexualidade socializada e transfigurada pela imaginação e vontade dos homens. A primeira coisa que diferencia o erotismo da sexualidade é a infinita variedade de formas em que se manifesta, em todas as épocas e em todas as terras.” </li></ul>
  24. 32. <ul><li>Octávio Paz (1995:143-144): “A modernidade dessacralizou o corpo e a publicidade o usou como um instrumento de propaganda. Todos os dias a televisão nos apresenta belos corpos seminus para anunciar uma marca de cerveja, um móvel, um novo modelo de carro ou meias femininas. (...) </li></ul>
  25. 33. <ul><li>O erotismo transformou-se num departamento da indústria da publicidade e num ramo do comércio. No passado, a pornografia e a prostituiçào eram atividades artesanais, por assim dizer; hoje são parte essencial da economia do consumo. Não me alarma a sua existência, mas sim as proporções que assumiram e a natureza que têm hoje, ao mesmo tempo mecânica e institucional. Deixaram de ser transgressões.” </li></ul>
  26. 34. O corpo-persona <ul><li>A categoria do corpo-persona é aquela em que o corpo se manifesta de forma indireta, o corpo idealizado pois desperta o desejo e a paixão. </li></ul><ul><li>É o corpo esteticamente perfeito que há de emergir de uma imagem erotizada do produto. </li></ul>
  27. 36. O não-corpo <ul><li>O não-corpo é corpo, erotizado e muitas vezes mais selvagem que as outras categorias, pois prenuncia o sexo evidente. </li></ul><ul><li>O erotismo barroco de se esconder o corpo, rebuscando-se a obra a fim de desenredá-lo, de descobrirmos que está presente, principalmente num ato de prazer e de gozo. </li></ul>
  28. 38. O corpo-olímpico <ul><li>A publicidade utiliza o recurso da nudez com a mesma intenção, ou seja, selecionar indivíduos mais belos, e consequentemente persuadir o comprador, e transformá-los em reprodutores de uma raça mais refinada. </li></ul><ul><li>Como os tempos de guerra ficaram mais distantes, a seleção dos mais fortes se dá através de produtos que deixam os humanos mais aptos a despertar o desejo, o cio. </li></ul>
  29. 40. <ul><li>Quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva, despiu o índio. </li></ul><ul><li>Que pena! Fosse uma manhã de sol o índio teria despido o português </li></ul><ul><li>Oswald de Andrade </li></ul>

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