Filosofia

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Algumas considerações sobre filosofia para os alunos de direito da UMC

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Filosofia

  1. 1. FIL OSO FIA LUCI BONINI
  2. 3. A mente que se abre para uma nova ideia, jamais retorna ao seu tamanho original. A. Eistein
  3. 5. PROGRAMA DA DISCIPLINA
  4. 6. Ementa <ul><li>A disciplina de Filosofia aborda fundamentos filosóficos como instrumentais de reflexão e compreensão do universo no qual se inserem as atividades sociais e o profissional da área de ciências jurídicas para o desenvolvimento de uma visão crítica da realidade em sua diversidade cultural. </li></ul>
  5. 7. Objetivo <ul><li>Identificar os conceitos básicos da filosofia, possibilitando a sua compreensão no contexto da realidade contemporânea. </li></ul><ul><li>Refletir sobre a realidade social e a vida cotidiana nos âmbitos profissional e pessoal utilizando instrumentos de reflexão filosófica, criticidade e rigor filosófico. </li></ul>
  6. 8. Conteúdo programático <ul><li>Unidade I – Filosofia: aspectos teóricos e conceituais </li></ul><ul><ul><ul><li>Conceitos e terminologia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A Filosofia e o conhecimento humano </li></ul></ul></ul><ul><li>Unidade II – Origem e desenvolvimento histórico </li></ul><ul><ul><li>2.1 Origem e desenvolvimento histórico </li></ul></ul><ul><ul><li>2.2 Principais períodos e escolas </li></ul></ul>
  7. 9. <ul><li>Unidade III – a racionalidade instrumental – prisão na imanência do mundo </li></ul><ul><ul><li>3.1 Campos de investigação da filosofia </li></ul></ul><ul><ul><li>3.2 A concepção de homen – Ideologia e Socialização </li></ul></ul><ul><li>Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana </li></ul><ul><ul><li>4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Sociedade </li></ul></ul><ul><ul><li>4.2 Ética e Moral – conceitos e definição </li></ul></ul><ul><ul><li>4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano </li></ul></ul>
  8. 10. <ul><li>Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana </li></ul><ul><li>4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Soceidade </li></ul><ul><li>4.2 Ética e Moral – conceitos e definição </li></ul><ul><li>4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Metodologia </li></ul><ul><ul><li>Aulas expositivas dialogadas, estudo dirigido, seminários de pesquisa </li></ul></ul><ul><li>Forma de Avaliação </li></ul><ul><ul><li>A avaliação do desempenho é realizada de forma contínua a fim de diagnosticar o desenvolvimento do processo de aprendizagem por meio dos seguintes instrumentos em conformidade com as normas da IES. </li></ul></ul><ul><ul><li>1. Avaliação discursiva </li></ul></ul><ul><ul><li>2. Avaliação Objetiva </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Participação em sala de aula </li></ul></ul><ul><ul><li>4. Avaliação Interdisciplinar </li></ul></ul>
  10. 12. Bibliografia - Básica <ul><li>ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2007 </li></ul><ul><li>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª.ed. São Paulo. Ática. 2005 </li></ul><ul><li>GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Introdução à Filosofia. 1ª.ed. São Paulo: Manole. 2003 </li></ul><ul><li>ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. 2ª.ed. São Paulo: Paz e Terra. 2000 </li></ul>
  11. 13. Bibliografia - Complementar <ul><li>ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de Filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2005 </li></ul><ul><li>CHAUÍ, Marilena de Sousa. Introdução à história da Filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Cia. Das Letras. 2002 </li></ul><ul><li>MARITAIN, Jacques. Elementos de Filosofia i: Introdução geral à Filosofia. 18ª.ed. São Paulo: Agir. 2001 </li></ul><ul><li>REALE, Miguel. Introdução à Filosofia. 4ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2004 </li></ul><ul><li>COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. 16ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2006 </li></ul>
  12. 14. Algumas reflexões a partir do livro de:BITTAR, Eduardo C. B. & ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito . 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2009 <ul><li>Filosofia e o simbolismo da sabedoria </li></ul><ul><ul><li>Em muitas línguas (hibou, no francês, owl, no inglês, Eule, no alemão) a coruja é a ave que simboliza a sabedoria. Isso se deve ao fato de, na tradição grega, a coruja (koukoubagía) ter sido vista como a ave de Athena (Minerva, para os romanos), ou seja, como símbolo da racionalidade e da sabedoria (sophia), como a representação da atitude desperta, que procura e que não dorme, que age sob o fluxo lunar e que, portanto, não dorme quando se trata da busca do conhecimento. (p. 1) </li></ul></ul>
  13. 15. <ul><li>A sabedoria realmente evoca experiência e capacidade de absorção reflexiva da experiência mundana </li></ul><ul><li>(...) O espanto diante do mundo. </li></ul><ul><li>A coruja que plana e que observa à distância, com grandes olhos, retira das alturas sua vantagem na observação. (p.2) </li></ul>
  14. 16. <ul><li>O mosteiro, que para a sociedade medieval é o lugar, por definição, da reclusão, da vida monástica, da oração, da preservação da tradição, da proclamação da fé e da ligação com o divino, da concentração no espiritual e, exatamente por isso, o lugar da busca da ascese espiritual que se faz somente na proximidade do caelum , confere aos monges a condição de mediadores entre o mundo humano (mundo terreno) e o mundo divino (mundo celeste), se situando entre ambos. (p. 2) </li></ul>
  15. 17. Mosteiro Bizantino em Meteora na Grécia
  16. 18. <ul><li>Por sua vez, a fortaleza desempenha o papel defensivo contra os ataques sorrateiros do inimigo, especialmente em uma sociedade profundamente dividida, sujeita a invasões permanentes e especialmente descentrada de uma unificação das forças de defesa e proteção. Por isso, a fortaleza se posta sobre a colina, próxima ao despenhadeiro, de onde a sentinela pode tudo observar. Um mundo acossado permanentemente pelo medo é um mundo para o qual é necessário todo tipo de atitude defensiva, e as comunidades procuram o abrigo dos muros fortificados. (p. 2) </li></ul>
  17. 19. Fortaleza – Castelo Medieval
  18. 20. <ul><li>O filósofo se distancia para compreender, o monge se distancia para contemplar e o guerreiro se distancia para ter a visão defensiva estrategicamente completa. (...) theorós , a daquele que se posta a observar. (p. 3) </li></ul>
  19. 21. Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. <ul><li>Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho... </li></ul>
  20. 22. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. <ul><li>Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Alguns deles ... berram para as pessoas que estão lá embaixo... </li></ul><ul><li>Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos . (Gaarder, O Mundo de Sofia) </li></ul>
  22. 24. Quem sou?
  23. 25. Por que estou aqui?
  24. 26. Como o mundo começou?
  25. 27. Existe um Deus?
  26. 28. Para onde e vou depois de morrer?
  27. 29. A racionalidade deu à luz a todas as ciências <ul><li>Física, Química, Biologia e até Matemática já fizeram parte da Filosofia. </li></ul><ul><li>Mas, com o avanço da tecnologia, a filosofia e a ciência se separaram. </li></ul>
  28. 30. <ul><li>Os filósofos são muito mais procurados por serem preparados para pensar claramente sobre os problemas. </li></ul><ul><li>É comum jornais e outros meios de comunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. </li></ul>Então, para que serve a filosofia hoje em dia?
  29. 31. <ul><li>Até governos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres. </li></ul>
  30. 33. <ul><li>Muitos filósofos trabalham em universidades. </li></ul><ul><li>Eles ensinam aos jovens como pensar e argumentar claramente estudando outros filósofos. </li></ul>
  31. 34. Conceitos <ul><li>A palavra filosofia é de origem grega. </li></ul><ul><li>É composta por duas outras: philo e sophia. </li></ul><ul><li>Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. </li></ul><ul><li>Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio. </li></ul>
  32. 35. <ul><li>Filosofia é a arte que busca conhecer racionalmente a natureza, o ser humano, o universo e as transformações que neles ocorrem. </li></ul><ul><li>Entende-se por filosofia grega os períodos que existiram antes e depois de Sócrates, sendo eles: </li></ul><ul><ul><li>Período pré-socrático, </li></ul></ul><ul><ul><li>Período socrático, </li></ul></ul><ul><ul><li>Período sistemático </li></ul></ul><ul><ul><li>Período helenístico. </li></ul></ul>
  33. 36. <ul><li>Filosofia é razão - O Filósofo é a razão em movimento na busca de si mesma. </li></ul><ul><li>A idéia da Filosofia como razão consolidou-se na afirmação de Aristóteles: &quot;O homem é um animal racional&quot;. </li></ul>
  34. 37. Razão <ul><li>X + 2y - 5 =0 </li></ul><ul><li>A Terra gira em torno do sol </li></ul><ul><li>Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo Ele é mortal </li></ul>
  35. 38. <ul><li>Filosofia é Paixão - O Filósofo antes de tudo é um amante da sabedoria. </li></ul><ul><li>O que move o mundo não é a razão, mas a paixão. &quot;O coração tem razões que a própria razão desconhece&quot; Pascal </li></ul>
  36. 39. <ul><li>Filosofia é Mito - O Filósofo é um mítico em busca da verdade velada. </li></ul><ul><li>Só pensamos naquilo que cremos, e só cremos naquilo que queremos. </li></ul><ul><li>O mito para a Filosofia é vital, pois cria ícones possíveis do mundo das idéias. </li></ul><ul><li>&quot;Há mais mistérios entre os céus e a terra do que pressupõe a vossa vã Filosofia&quot;. William Shakespeare. </li></ul>
  37. 40. Características da Filosofia <ul><li>Aristóteles  espanto, com o reconhecimento da ignorância. </li></ul><ul><li>ignorância  incapacidade de dar sentido à vida e ao universo. </li></ul><ul><li>Alegoria da caverna. </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Reivindicação de liberdade: o filósofo reconhece a sua razão como a capacidade mais importante do ser humano  conjunto de capacidades de pensar, de explicar os fenômenos, de calcular, de prever, de projetar, de sonhar, de imaginar, de criar e, também, de destruir, pois a racionalidade não está isenta de erro </li></ul><ul><li>Errar é uma possibilidade que está aberta ao ser humano </li></ul><ul><li>Liberdade  motivação e um quadro valorativo que oriente o uso da liberdade. </li></ul>
  39. 42. Espanto Radicalidade Univer salidade Auto nomia Busca da verdade Reconhe cimento da Ignorância
  40. 43. OBJETO DA FILOSOFIA
  41. 44. <ul><li>Questões metafísicas: </li></ul><ul><li>Meta  além do físico </li></ul><ul><ul><li>problemas do ser e da realidade </li></ul></ul><ul><ul><li>o Homem como fundamento e suporte de tudo o que existe </li></ul></ul>
  42. 45. <ul><li>Questões lógicas: problemas do pensar. </li></ul>
  43. 46. <ul><li>Questões gnoseológicas ou teoria do conhecimento: problemas do conhecimento em geral. </li></ul>
  44. 47. <ul><li>Questões epistemológicas, de teoria e filosofia da ciência: problemas do conhecimento científico e da ciência </li></ul><ul><li>Enquanto as outras ciências conhecem, a filosofia estuda a possibilidade do próprio conhecimento, os seus pressupostos e os limites do conhecimento possível. </li></ul>
  45. 48. <ul><li>Questões de axiologia, ética, filosofia política, estética, etc.: problemas dos valores e da ação humana - ao contrário das outras ciências que estudam o que é, a filosofia estuda o que deve ser </li></ul>
  46. 49. <ul><li>Questões de filosofia da linguagem: problemas da linguagem - a filosofia estuda a linguagem das outras ciências na perspectiva da sua estrutura. </li></ul>
  47. 50. A Filosofia na Grécia Antiga
  48. 51. O Mito x A Razão <ul><li>Porque é que chove? </li></ul><ul><li>O que é o trovão? </li></ul><ul><li>De onde vem o relâmpago? </li></ul><ul><li>Por que razão crescem as ervas? </li></ul><ul><li>Por que razão existem os montes? </li></ul><ul><li>Por que razão tenho fome? </li></ul><ul><li>Por que razão morrem os meus semelhantes? </li></ul><ul><li>Porque é que cai a noite e a seguir vem o dia de novo? </li></ul><ul><li>O que são as estrelas? </li></ul><ul><li>Por que razão voam os pássaros?... </li></ul>
  49. 53. O Mito <ul><li>As explicações míticas e religiosas foram antepassados da ciência moderna </li></ul>
  50. 54. Uma sociedade racionalizada <ul><li>A Grécia entre os séculos VII e V a.C era uma sociedade justa, livre de preconceitos e democrata......?????? ERA????? </li></ul><ul><li>Na verdade democracia era um equilíbrio entre as diferentes camadas sociais </li></ul>
  51. 55. A escrita <ul><li>Entre os gregos ela é de domínio comum  ideologicamente isso poderia significar que todos tinham acesso ao conhecimento, à ampla difusão das ideias </li></ul><ul><li>Não há sacerdotes que tenham monopólio de livros sagrados, por exemplo </li></ul>
  52. 56. A religião <ul><li>É frágil  os deuses têm características humanas e pouco servem para inspirar um pensamento religioso </li></ul>
  53. 58. Mitos e deuses <ul><li>Quando surgiu a ciência? </li></ul><ul><ul><li>o que é a ciência? Ora, o termo &quot;ciência“ </li></ul></ul><ul><li>a ciência da natureza é o estudo sistemático e racional, baseado em métodos adequados de prova, da natureza e do seu funcionamento . </li></ul>
  54. 59. Os Períodos Principais do Pensamento Grego <ul><li>I. Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.)  - Problemas cosmológicos.  </li></ul><ul><li>II. Período socrático (séc. IV a.C.)  - Problemas metafísicos.  Período Sistemático ou Antropológico : o período mais importante da história do pensamento grego (Sócrates,Platão, Aristóteles) </li></ul><ul><li>III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. - VI p.C.)  - Problemas morais.  Período Ético </li></ul><ul><li>IV. Período Religioso : assim chamado pela importância dada à religião, para resolver o problema da vida, que a razão não resolve integralmente </li></ul>
  55. 60. Os Pré-Socráticos
  56. 61. Antes de Sócrates <ul><li>Homero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerras entre gregos e outras cidades estados </li></ul><ul><ul><li>Ilíada  narra a guerra de Tróia (Ílion em grego) </li></ul></ul><ul><ul><li>Odisséia  narra as viagens de Ulisses </li></ul></ul>
  57. 62. Péricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) <ul><li>Justiça é a realização palpável da atividade humana </li></ul><ul><ul><li>O homem é responsável pelo seu destino </li></ul></ul><ul><ul><li>A vontade humana deve conter o desejo de ser bom </li></ul></ul>
  58. 63. Pré Socráticos I <ul><li>Século VI a.C.  Universo e com os fenômenos da natureza.  início do conhecimento científico. </li></ul><ul><li>Tales de Mileto    Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possui vida, pois atrai o ferro., Anaximandro e Heráclito . </li></ul><ul><li>Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) &quot;Ápeiron“    princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado) </li></ul>
  59. 64. Anaximandro (610 - 547 a.C.) <ul><li>Há uma lei que governa o cosmos ( kosmos ) </li></ul><ul><ul><li>Isso nos dá certeza e regularidade </li></ul></ul><ul><ul><li>O Universo se governa pelo equilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto) </li></ul></ul>
  60. 65. Pré Socráticos II <ul><li>Demócrito e Leucipo  partem do eleatismo. </li></ul><ul><ul><li>Acredita n o movimento  porque o pensamento é um movimento  o movimento existe porque eu penso e o pensamento tem realidade. </li></ul></ul><ul><li>Mas se há movimento deve haver um espaço vazio  </li></ul><ul><ul><li>  1)  o movimento espacial só pode ter lugar no vazio, pois o pleno não pode acolher em si nada que Ihe seja heterogêneo; 2) a rarefação e a condensação só se explicam pelo espaço vazio;  </li></ul></ul><ul><ul><li>3)  o crescimento só se explica porque o alimento penetra nos interstícios do corpo;  </li></ul></ul><ul><ul><li>4)  em um vaso cheio de cinza pode-se ainda derramar tanta água quanta se ele estivesse vazio, a cinza desaparece nos interstícios vazios da água. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>os átomos. </li></ul></ul></ul>
  61. 66. Heráclito de Éfeso ( aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) <ul><li>A todos os homens é compartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente </li></ul><ul><li>A lei serve à cidade: deve ser re´peitada e conservada para a manutenção da ordem </li></ul>
  62. 67. Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.) <ul><li>Inimigo não é quem comete injustiça, mas o que quer cometê-la </li></ul><ul><li>Não por medo, mas por dever, evitai os erros </li></ul>
  63. 68. Pitágoras <ul><li>Matemática, música </li></ul><ul><ul><li>está associado ao teorema de Pitágoras da geometria </li></ul></ul><ul><ul><li>A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aos números e às suas relações um significado mítico e religioso. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciência e a religião estavam misturadas nos primeiros tempos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Afinal, a sede de conhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes e filosofia é a mesma. </li></ul></ul>
  64. 69. <ul><li>Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o  número , ou seja, as relações matemáticas. </li></ul><ul><li>Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas, passa-se à visão  fantástica  de que o número seja a essência das coisas. </li></ul>
  65. 70. Teorema de Pitágoras
  66. 71. Cosmogonia
  67. 72. Período Clássico ou Período Socrático. <ul><li>Sócrates  o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. </li></ul><ul><li>Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. </li></ul><ul><li>Suas idéias foram conhecidas através dos diálogos de Platão. </li></ul>
  68. 73. <ul><li>Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. </li></ul><ul><li>O sistema político democrático de Atenas proporcionou o desenvolvimento do pensamento. </li></ul>
  69. 74. Sócrates <ul><li>  &quot;Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor algum&quot; .   </li></ul>
  70. 75. Conhece-te a ti mesmo <ul><li>  Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira.   </li></ul>
  71. 76. Ironia <ul><li>Sócrates adotava sempre o diálogo  assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância    ironia socrática. </li></ul>
  72. 77. Maiêutica <ul><li>Num segundo caso, tratando-se de um discípulo multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. </li></ul><ul><ul><li>A este processo pedagógico, maiêutica   </li></ul></ul>
  73. 78. <ul><li>Leis  preceitos de obediência incontornável, instrumento de coesão social que visa à realização do Bem Comum </li></ul><ul><li>O foro interior e individual deveria submeter-se ao exterior em benefício da coletividade </li></ul>
  74. 79. Sofistas I ( século IV a.C) <ul><li>Protágoras  o mais célebre advogado da relatividade de valores </li></ul><ul><ul><li>O que é bom para A pode ser mau para B </li></ul></ul><ul><ul><li>O que é Bom para A em certas circunstâncias pode ser mau para ele em outras </li></ul></ul><ul><ul><li>O que está na Lei é o que está dito pelo legislador, e esse é o começo, o meio e o fim de toda justiça. </li></ul></ul>
  75. 80. Sofistas II <ul><li>Houve um avanço significativo na importância da oratória, da argumentação </li></ul><ul><li>Se a lei é relativa, se ela se esvai com o tempo, se é modificada ou substituída por outra posterior, então com ela se encaminha também a justiça. </li></ul>
  76. 81. <ul><li>&quot;Protágoras obrigou-se a ensinar a lei a Euatlo, combinando com este um determinado preço que só seria pago quando o aluno vencesse o seu primeiro caso. Concluída a formação acordada, Euatlo absteve-se de acompanhar qualquer processo e o impaciente Protágoras demandou-o judicialmente para que lhe fosse pago o que entendia ser devido. Raciocinou assim: se ganhasse, Euatlo teria de pagar o valor acordado; se perdesse, então Euatlo teria ganho o seu primeiro caso e ficava obrigado a pagar nos termos do contrato. Mas não foi este o raciocínio de Euatlo: argumentava este que se Protágoras ganhasse ele não seria obrigado a qualquer pagamento, porque só a tal seria obrigado quando tivesse ganho o primeiro caso; caso Protágoras perdesse também não pagaria, porque o tribunal decidira que ele nada tinha a pagar. Qual dos dois teria razão?&quot; </li></ul>
  77. 82. Os sofistas <ul><li>Educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. </li></ul><ul><li>Proposta pedagógica  os jovens e o mercado de trabalho, divisão das ciências em - retórica, filosofia - pensar e artes - manifestar suas qualidades artísticas. </li></ul>
  78. 83. <ul><li>Protágoras de Abdera, dizia, &quot;o homem é a medida de todas as coisas&quot;. </li></ul><ul><li>Em outras palavras: não existe verdade absoluta, mas tão somente opiniões relativas ao homem (este vinho, delicioso para o amador, é amargo para o enfermo). </li></ul>
  79. 84. Platão (427-347 a.C.)
  80. 85. Platão <ul><li>Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C. </li></ul><ul><li>Foi discípulo de Sócrates </li></ul><ul><li>Estudou também os maiores pré-socráticos. </li></ul><ul><ul><li>Depois da morte do mestre, Platão retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara. </li></ul></ul>
  81. 86. <ul><li>Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. </li></ul><ul><ul><li>Transcendência </li></ul></ul><ul><ul><li>Recusava a realidade do mundo dos sentidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Toda a mudança é apenas ilusão, reflexos pálidos de uma realidade supra-sensível que poderia ser verdadeiramente conhecida </li></ul></ul><ul><ul><li>Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.  </li></ul></ul>
  82. 88. Corpo O modus vivendi virtuoso faz o homem obter o favor dos deuses
  83. 89. Ordem e Política <ul><li>Necessária </li></ul><ul><ul><li>para a realização da justiça </li></ul></ul><ul><ul><li>Para o convívio social </li></ul></ul><ul><li>República ( res –coisa; publica – de todos) </li></ul><ul><li>Politeia – a constituição é o instrumento da justiça </li></ul><ul><li>O estado ideal deve ser liderado por um filósofo </li></ul>
  84. 90. Tipos de Estado <ul><li>Timocracia (de timé , que significa honra ) é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas más tradicionais ( oligarquia, democracia e tirania ) </li></ul><ul><li>Oligarquia (do grego ολιγαρχία , de oligoi , poucos, e arche , governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como </li></ul><ul><li>Aristocracia significa, também, governo de poucos - porém, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária. </li></ul>
  85. 91. <ul><li>Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos </li></ul><ul><li>Monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua abdicação, e &quot;é totalmente separado de todos os outros membros do Estado“ </li></ul><ul><li>Tirania : É caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e coletivas. É representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação. </li></ul>
  86. 93. Paidéia (Educação em Platão) O mito da Caverna
  87. 95. As ideias <ul><li>O sistema  metafísico  de Platão  centraliza-se e culmina no mundo divino das idéias </li></ul><ul><ul><li>Entre as idéias e a matéria estão o Deus e as almas , através de que desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria aparece. </li></ul></ul><ul><ul><li>O  divino  platônico é representado pelo mundo das idéias e especialmente pela idéia do Bem. O mundo ideal é provado pela necessidade de justificar os valores, o dever ser, de que este nosso mundo imperfeito participa e a que aspira. </li></ul></ul>
  88. 96. O mundo <ul><li>É a síntese  idéias X matéria. </li></ul><ul><li>Deus plasma o caos da matéria no modelo das idéias eternas, introduzindo no caos a alma, princípio de movimento e de ordem. </li></ul><ul><li>O mundo, pois, está entre o  ser  (idéia) e o  não-ser  (matéria) </li></ul>
  89. 97. Aristóteles <ul><li>Filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. </li></ul><ul><li>Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates, foi também quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico, e também partir sempre dos conceitos gerais para os específicos. </li></ul><ul><ul><li>Imanência </li></ul></ul><ul><ul><li>Lógica dedutiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Conhecimento humano, método </li></ul></ul><ul><ul><li>O universal inferia-se do particular. </li></ul></ul><ul><ul><li>Para se chegar ao conhecimento, nos devíamos virar para a única realidade existente, aquela que os sentidos nos apresentavam. </li></ul></ul>
  90. 98. <ul><li>A  imanência  é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico </li></ul>
  91. 99. Aristóteles (384-322 a.C.)
  92. 100. A Lei
  93. 103. JUSTO POLÍTICO X JUSTO FAMILIAR POLIS ISONOMIA Família  pai senhor Filho: regime monárquico Escravo: regime tirânico
  94. 104. Família <ul><li>Mulheres e escravos não se aplica a justiça pública  para eles não vige a lei </li></ul><ul><li>As mulheres cuidam da organização do lar, da educação das crianças, gerencia os negócio familiares, cuidam da subsistência dos filhos e da família  gérmen da vida política </li></ul>
  95. 105. O justo legal deve ser construído com base no justo natural
  96. 106. A Metafísica <ul><li>&quot;a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais&quot; </li></ul>
  97. 107. Período Pós-Socrático
  98. 108. <ul><li>Final da Hegemonia política e militar da Grécia  início do cristianismo. </li></ul><ul><li>O foco da preocupação sai do homem e vai para o universo – problemas éticos, vida interior do homem. </li></ul><ul><li>Império Romano  turbulências administrativas, expansão do império e o Direito Romano </li></ul>
  99. 109. CINISMO <ul><li>Decadência moral da sociedade Grega </li></ul><ul><li>Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valor </li></ul>
  100. 110. ESTOICISMO <ul><li>Anulação das paixões e destaque para a razão. </li></ul><ul><li>Grande representante desta escola foi Sêneca </li></ul><ul><li>Não há acaso, tudo é providencial. </li></ul><ul><li>O fim supremo do homem é a virtude </li></ul>
  101. 111. EPICURISMO <ul><li>O representante desta escola foi Epicuro. </li></ul><ul><li>A vida deve ser convenientemente regrada. </li></ul><ul><li>Este é o objetivo da ética. </li></ul><ul><ul><li>Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres: 1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome) 2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente) 3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo) </li></ul></ul><ul><ul><li>A  filosofia  é a arte da vida. </li></ul></ul>
  102. 112. CETICISMO <ul><li>Não o conhecimento da verdade, mas sua procura. </li></ul><ul><li>As aparências  impossível chegar a um saber completo e universal. </li></ul><ul><li>Não há certeza  , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso fica impossibilitado de acontecer. </li></ul><ul><li>O representante e fundador desta escola foi Pirro </li></ul>
  103. 113. ECLETISMO <ul><li>Oposto do Ceticismo. </li></ul><ul><li>A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser complementada por elementos das diversas escolas. </li></ul><ul><li>Para se alcançar uma compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo, mas o que há de melhor em cada um deles. </li></ul>
  104. 114. Justiça Cristã
  105. 116. Benevolência, tolerância, caridade, compreensão, amor..... A justiça humana é transitória, por vezes uma usurpação do poder..... Se a lei humana mandar algo diverso da Lei Divina, é licito ao homem desobedecer à lei humana?
  106. 117. Santo Agostinho <ul><li>Cristianizou Platão </li></ul><ul><ul><li>Fortalecimento do culto cristão </li></ul></ul><ul><ul><li>Ascensão do poder eclesiástico </li></ul></ul><ul><ul><li>Diluição da sociedade organizada </li></ul></ul>CORPO VIDA ATIVA ANIMA VIDA CONTEMPLATIVA, INTELECTUAL, DEDICAÇÃO A DEUS
  107. 118. O que faz as leis humanas serem imperfeitas, corruptas, incorretas e até mesmo injustas é a pobreza de espírito dos homens
  108. 119. Livre arbítrio <ul><li>A vontade governa o homem </li></ul><ul><ul><li>Atua contra ou a favor a Lei divina </li></ul></ul><ul><ul><li>Você pode escolhar entre matar e não matar.... </li></ul></ul><ul><li>O Juízo Final mostrará quem usou o livre arbítrio de acordo com a Lei Divina </li></ul>
  109. 120. São Tomás de Aquino (1225-1274)
  110. 122. Pensamento Medieval ou Cristianismo
  111. 123. <ul><li>Helenismo, judaísmo, orientalismo e romanos. </li></ul><ul><li>Sto Tomás de Aquino - Do século I ao V apresenta-se uma linha de pensamento chamada Patrística – se dividia em dois blocos: textos dos apologistas e textos contra as heresias. </li></ul><ul><li>Sto Agostinho - Porém, a partir do século V até o século XIII  Escolástica - conjunto de idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. </li></ul>
  112. 124. REFERÊNCIAS I <ul><li>Abrão. Bernadete S. História da Filosofia , Nova Cultural. 2004 </li></ul><ul><li>Bittar E.C.B.; & Almeida, G.A. Curso de Filosofia do direito . Atlas. 2009 </li></ul><ul><li>Nunes. Rizzato. Manual de Introdução ao estudo do direito . Saraiva. 2002 </li></ul>
  113. 125. Referências II <ul><li>Google imagens </li></ul><ul><li>Gaarder, J. O mundo de Sofia. São Paulo:Cia. Das Letras 2000 </li></ul><ul><li>Know.net </li></ul><ul><li>Lucibonini.blogspot.com </li></ul><ul><li>Omundodosfilosofos.com.br </li></ul><ul><li>Slideshare.net/lucibonini </li></ul><ul><li>Unesco.org </li></ul>

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