Apostila de Filosofia

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Apostila de Filosofia para os alunos do curso de Direito da UMC

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Apostila de Filosofia

  1. 1. Luci Bonini APOSTILA DE FILOSOFIA PARA OS ALUNOS DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES A mente que se abre para uma nova idéia,nunca mais retorna aoseu tamanho original. (A.Einstien)
  2. 2. Programa da disciplina EmentaA disciplina de Filosofia aborda fundamentos filosóficos como instrumentais dereflexão e compreensão do universo no qual se inserem as atividades sociais eo profissional da área de ciências jurídicas para o desenvolvimento de umavisão crítica da realidade em sua diversidade cultural.Objetivo I. Identificar os conceitos básicos da filosofia, possibilitando a sua compreensão no contexto da realidade contemporânea. II. Refletir sobre a realidade social e a vida cotidiana nos âmbitos profissional e pessoal utilizando instrumentos de reflexão filosófica, criticidade e rigor filosófico.Conteúdo programáticoUnidade I – Filosofia: aspectos teóricos e conceituaisConceitos e terminologiaA Filosofia e o conhecimento humanoUnidade II – Origem e desenvolvimento histórico2.1 Origem e desenvolvimento histórico2.2 Principais períodos e escolasUnidade III – a racionalidade instrumental – prisão na imanência do mundo3.1 Campos de investigação da filosofia3.2 A concepção de homen – Ideologia e SocializaçãoUnidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Sociedade4.2 Ética e Moral – conceitos e definição4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidianoUnidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Soceidade4.2 Ética e Moral – conceitos e definição4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidianoMetodologiaAulas expositivas dialogadas, estudo dirigido, seminários de pesquisaForma de AvaliaçãoA avaliação do desempenho é realizada de forma contínua a fim dediagnosticar o desenvolvimento do processo de aprendizagem por meio dosseguintes instrumentos em conformidade com as normas da IES. 1. Avaliaçãodiscursiva; 2. Avaliação Objetiva; 3. Participação em sala de aula; 4. AvaliaçãoInterdisciplinarBibliografia - BásicaARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS Maria Helena Pires. Filosofando:Introdução à filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2007CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª.ed. São Paulo. Ática. 2005
  3. 3. GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Introdução à Filosofia. 1ª.ed. São Paulo:Manole. 2003ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. 2ª.ed. São Paulo: Paz e Terra.2000Bibliografia - ComplementarARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de Filosofia. 3ª.ed. São Paulo:Moderna. 2005CHAUÍ, Marilena de Sousa. Introdução à história da Filosofia. 3ª.ed. São Paulo:Cia. Das Letras. 2002MARITAIN, Jacques. Elementos de Filosofia i: Introdução geral à Filosofia.18ª.ed. São Paulo: Agir. 2001REALE, Miguel. Introdução à Filosofia. 4ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2004COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. 16ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2006Algumas reflexões a partir do livro de:BITTAR, Eduardo C. B. & ALMEIDA,Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 7ª ed. São Paulo: Atlas,2009
  4. 4. FILOSOFIANós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia NacionalConstituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar oexercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos deuma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmoniasocial e comprometida, na ordem interna e internacional, com a soluçãopacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinteCONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.Obs. Preâmbulo da Constituição:O preâmbulo de uma Constituição pode serdefinido como documento de intenções do diploma, e consiste em uma certidãode origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios,demonstrando a ruptura com o ordenamento constitucional anterior e osurgimento jurídico de um novo Estado. Apesar de não fazer parte do textoconstitucional propriamente dito e, conseqüentemente, não conter normasconstitucionais de valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamenteirrelevante, uma vez que deve ser observado como elemento de interpretaçãoe integração dos diversos artigos que lhe seguem. Resumindo, o preâmbulo dotexto constitucional não tem natureza normativa e, desse modo, não pode serutilizado ostensivamente em se tratando de interpretação das normasconstitucionais. A doutrina se divide quanto a esse aspecto, porém, as bancasexaminadoras optam, normalmente, por analisar o preâmbulo como textodesprovido de força normativa. (Silvio Costa) FILOSOFIA E O SIMBOLISMO DA SABEDORIAEm muitas línguas (hibou, no francês, owl, no inglês, Eule, no alemão) a corujaé a ave que simboliza a sabedoria. Isso se deve ao fato de, na tradição grega,a coruja (koukoubagía) ter sido vista como a ave de Athena (Minerva, para osromanos), ou seja, como símbolo da racionalidade e da sabedoria (sophia),como a representação da atitude desperta, que procura e que não dorme, queage sob o fluxo lunar e que, portanto, não dorme quando se trata da busca doconhecimento. (p. 1) A sabedoria realmente evoca experiência e capacidade de absorção reflexiva da experiência mundana (...) O espanto diante do mundo. A coruja que plana e que observa à distância, com grandes olhos, retira das alturas sua vantagem na observação. (p.2) O mosteiro, que para a sociedade medieval é o lugar, por definição, da reclusão, da vida monástica, da oração, da preservação da tradição, da proclamação da fé e da ligação com o divino, da concentração no espiritual e, exatamente por isso, o lugar da busca da ascese espiritual que se faz
  5. 5. somente na proximidade do caelum, confere aos monges a condição demediadores entre o mundo humano (mundo terreno) e o mundo divino(mundo celeste), se situando entre ambos. (p. 2)Por sua vez, a fortaleza desempenha o papel defensivo contra os ataquessorrateiros do inimigo, especialmente em uma sociedade profundamentedividida, sujeita a invasões permanentes e especialmente descentrada deuma unificação das forças de defesa e proteção. Por isso, a fortaleza seposta sobre a colina, próxima ao despenhadeiro, de onde a sentinela podetudo observar. Um mundo acossado permanentemente pelo medo é ummundo para o qual é necessário todo tipo de atitude defensiva, e ascomunidades procuram o abrigo dos muros fortificados. (p. 2)O filósofo se distancia para compreender, o monge se distancia paracontemplar e o guerreiro se distancia para ter a visão defensivaestrategicamente completa. (...) theorós, a daquele que se posta aobservar. (p. 3)Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola.Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Porisso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número demágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão searrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho...E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subiraté a ponta dos finos pêlos, lá em cima.Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limitesda linguagem e da existência.Alguns deles ... berram para as pessoas que estão lá embaixo...Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dosfilósofos. (Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia)
  6. 6. A FILOSOFIA BUSCA COMPREENDER O SER HUMANO, BUSCA RESPONDER OS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS: quem sou de onde para onde eu? eu venho? eu vou? Como o Por que Existe um mundo estou aqui? Deus? começou? Para onde e vou depois de morrer?
  7. 7. A racionalidade deu à luz a todas as ciências. Física, Química, Biologia e atéMatemática já fizeram parte da Filosofia. Mas, com o avanço da tecnologia, afilosofia e a ciência se separaram. Então, para que serve a filosofia hoje emdia?Os filósofos são muito mais procurados por serem preparados para pensarclaramente sobre os problemas. É comum jornais e outros meios decomunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. Atégovernos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres.Muitos filósofos trabalham em universidades. Eles ensinam aos jovens comopensar e argumentar claramente estudando outros filósofos.ConceitosA palavra filosofia é de origem grega.É composta por duas outras: philo e sophia.Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entreos iguais.Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.Filosofia é a arte que busca conhecer racionalmente a natureza, o ser humano,o universo e as transformações que neles ocorrem.Entende-se por filosofia grega os períodos que existiram antes e depois deSócrates, sendo eles: I. Período pré-socrático, II. Período socrático, III. Período helenístico.Filosofia é razão - O Filósofo é a razão em movimento na busca de si mesma. A idéia da Filosofia como razão consolidou-se na afirmação de Aristóteles: "O homem é um animal racional". Razão X + 2y - 5 =0 A Terra gira em torno do sol Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo Ele é mortalFilosofia é Paixão - O Filósofo antes de tudo é um amante da sabedoria. O que move o mundo não é a razão, mas a paixão. "O coração tem razões que a própria razão desconhece" PascalFilosofia é Mito - O Filósofo é um mítico em busca da verdade velada. Só pensamos naquilo que cremos, e só cremos naquilo que queremos. O mito para a Filosofia é vital, pois cria ícones possíveis do mundo das idéias. "Há mais mistérios entre os céus e a terra do que pressupõe a vossa vã Filosofia". William Shakespeare.Características da FilosofiaAristóteles espanto, com o reconhecimento da ignorância.
  8. 8. ignorância  incapacidade de dar sentido à vida e ao universo.Alegoria da caverna.Reivindicação de liberdade: o filósofo reconhece a sua razão como acapacidade mais importante do ser humano conjunto de capacidades depensar, de explicar os fenômenos, de calcular, de prever, de projetar, desonhar, de imaginar, de criar e, também, de destruir, pois a racionalidade nãoestá isenta de erroErrar é uma possibilidade que está aberta ao ser humanoLiberdade motivação e um quadro valorativo que oriente o uso da liberdade.OBJETO DA FILOSOFIAQuestões metafísicas:Meta  além do físico, problemas do ser e da realidade , o Homem comofundamento e suporte de tudo o que existeQuestões lógicas: problemas do pensar.Questões gnoseológicas ou teoria do conhecimento: problemas doconhecimento em geral.Questões epistemológicas, de teoria e filosofia da ciência: problemas doconhecimento científico e da ciênciaEnquanto as outras ciências conhecem, a filosofia estuda a possibilidade dopróprio conhecimento, os seus pressupostos e os limites do conhecimentopossível.Questões de axiologia, ética, filosofia política, estética, etc.: problemas dosvalores e da ação humana - ao contrário das outras ciências que estudam oque é, a filosofia estuda o que deve serQuestões de filosofia da linguagem: problemas da linguagem - a filosofiaestuda a linguagem das outras ciências na perspectiva da sua estrutura. I. Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida. (Confúcio) II. A dúvida é o principio da sabedoria.(Aristóteles)III. O livro é um mestre que fala mas que não responde.(Platão)IV. É parte da cura o desejo de ser curado. (Sêneca)
  9. 9. A FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGAO Mito x A RazãoPorque é que chove? O que é o trovão? De onde vem o relâmpago? Por querazão crescem as ervas? Por que razão existem os montes? Por que razãotenho fome? Por que razão morrem os meus semelhantes? Porque é que cai anoite e a seguir vem o dia de novo? O que são as estrelas? Por que razãovoam os pássaros?...Leia o texto a seguir:A FONTE DA VAIDADE Narciso era filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope, e era umjovem de extrema beleza. Porém, à despeito da cobiça que despertava nasninfas e donzelas, Narciso preferia viver só, pois não havia encontradoninguém que julgasse merecedora do seu amor. E foi justamente estedesprezo que devotava às jovens a sua perdição. Pois havia uma bela ninfa, Eco, amante dos bosques e dos montes,companheira favorita de Diana em suas caçadas. Mas Eco tinha um grandedefeito: falava demais, e tinha o costume de dar sempre a última palavra emqualquer conversa da qual participava. Um dia Hera, desconfiada - com razão - que seu marido estavadivertindo-se com as ninfas, saiu em sua procura. Eco usou sua conversa paraentreter a deusa enquanto suas amigas ninfas se escondiam. Hera,
  10. 10. percebendo a artimanha da ninfa, condenou-a a não mais poder falar uma sópalavra por sua iniciativa, a não ser responder quando interpelada. Assim a ninfa passeava por um bosque quando viu Narciso queperseguia a caça pela montanha. Como era belo o jovem, e como era forte apaixão que a assaltou! Seguiu-lhe os passos e quis dirigir-lhe a palavra, falar oquanto ela o queria... Mas não era possível - era preciso esperar que elefalasse primeiro para então responder-lhe. Distraída pelos seus pensamentos,não percebeu que o jovem dela se aproximara. Tentou se esconderrapidamente, mas Narciso ouviu o barulho e caminhou em sua direção:- Há alguém aqui?- Aqui! - respondeu Eco. Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queria saber quem estavase escondendo dele, e quem era a dona daquela voz tão bonita.- Vem - gritou.- Vem! - respondeu Eco.- Por que foges de mim?- Por que foges de mim?- Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar!- Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidade ao correr em direção doamado que fizera tal convite. Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direção, gritou:- Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar me possuir!- Me possuir... - disse Eco. Foi terrível o que se passou. Narciso fugiu, e a ninfa, envergonhada,correu para se esconder no recesso dos bosques. Daquele dia em diante,passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. Evitava ocontato com os outros seres, e não se alimentava mais. Com o pesar, seucorpo foi definhando, até que suas carnes desapareceram completamente.Seus ossos se transformaram em rocha. Nada restou além da sua voz. Eco,porém, continua a responder a todos que a chamem, e conserva seu costumede dizer sempre a última palavra. Não foi em vão o sofrimento da ninfa, pois do alto, do Olimpo, Nêmesisvira tudo o que se passou. Como punição, condenou Narciso a um triste fim,que não demorou muito a ocorrer. Havia, não muito longe dali, uma fonte clara, de águas como prata. Ospastores não levavam para lá seu rebanho, nem cabras ou qualquer outroanimal a freqüentava. Não era tampouco enfeada por folhas ou por galhoscaídos de árvores. Era linda, cercada de uma relva viçosa, e abrigada do solpor rochedos que a cercavam. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, esentindo muito calor e muita sede. Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se e viu, surpreso, umabela figura que o olhava de dentro da fonte. "Com certeza é algum espírito daságuas que habita esta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhosbrilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rosto oval e o pescoço de
  11. 11. marfim do ser. Apaixonou-se pelo aspecto saudável e pela beleza daquele serque, de dentro da fonte, retribuía o seu olhar. Não podia mais se conter. Baixou o rosto para beijar o ser, e enfiou osbraços na fonte para abraça-lo. Porém, ao contato de seus braços com a águada fonte, o ser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão belo quantoantes. - Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meucontato? Meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tumesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, eresponde com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazeso mesmo para então sumires ao meu contato. Suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir,Narciso exclamou: - Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menosadmirar-te. Assim Narciso ficou por dias a admirar sua própria imagem na fonte,esquecido de alimento e de água, seu corpo definhando. As cores e o vigordeixaram seu corpo, e quando ele gritava "Ai, ai", Eco respondia com asmesmas palavras. Assim o jovem morreu. As ninfas choraram seu triste destino. Prepararam uma pira funerária eteriam cremado seu corpo se o tivessem encontrado. No lugar onde faleceu,entretanto, as ninfas encontraram apenas uma flor roxa, rodeada de folhasbrancas. E, em memória do jovem Narciso, aquela flor passou a ser conhecidapelo seu nome.Dizem ainda, que quando a sombra de Narciso atravessou o rio Estige, emdireção ao Hades, ela debruçou-se sobre suas águas para contemplar suafiguraO MitoAs explicações míticas e religiosas foram antepassados da ciência moderna .Uma sociedade racionalizada . A Grécia entre os séculos VII e V a.C era umasociedade justa, livre de preconceitos e democrata......?????? ERA????? Naverdade democracia era um equilíbrio entre as diferentes camadas sociais.A escritaEntre os gregos ela é de domínio comum  ideologicamente isso poderiasignificar que todos tinham acesso ao conhecimento, à ampla difusão dasidéias.Não há sacerdotes que tenham monopólio de livros sagrados, por exemplo A religião É frágil  os deuses têm características humanas e pouco servem para inspirar um pensamento religioso
  12. 12. Mitos e deuses Quando surgiu a ciência? o que é a ciência? Ora, o termo "ciência“ a ciência da natureza é o estudo sistemático e racional, baseado em métodos adequados de prova, da natureza e do seu funcionamento.Os Períodos Principais do Pensamento GregoI. Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.) - Problemas cosmológicos.II. Período socrático (séc. IV a.C.) - Problemas metafísicos. PeríodoSistemático ou Antropológico: o período mais importante da história dopensamento grego (Sócrates,Platão, Aristóteles)III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. - VI p.C.) - Problemas morais. PeríodoÉtico I. Os Pré-SocráticosAntes de SócratesHomero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerrasentre gregos e outras cidades estadosIlíada narra a guerra de Tróia (Ílion em grego)Odisséia  narra as viagens de UlissesPéricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) Justiça é a realização palpável daatividade humana. O homem é responsável pelo seu destino. A vontadehumana deve conter o desejo de ser bomSéculo VI a.C.  Universo e com os fenômenos da natureza.  início doconhecimento científico.Tales de Mileto  Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possuivida, pois atrai o ferro., Anaximandro e Heráclito.Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron“  princípio universal umasubstância indefinida, o ápeiron (ilimitado) . Há uma lei que governa o cosmos(kosmos). Isso nos dá certeza e regularidade. O Universo se governa peloequilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto)Demócrito e Leucipo partem do eleatismo.Acredita no movimento porque o pensamento é um movimento o movimentoexiste porque eu penso e o pensamento tem realidade.Mas se há movimento deve haver um espaço vazio  1) o movimento espacial só pode ter lugar no vazio, pois o pleno não podeacolher em si nada que Ihe seja heterogêneo;2)a rarefação e a condensação só se explicam pelo espaço vazio;
  13. 13. 3) o crescimento só se explica porque o alimento penetra nos interstícios docorpo;4) em um vaso cheio de cinza pode-se ainda derramar tanta água quanta seele estivesse vazio, a cinza desaparece nos interstícios vazios da água.Heráclito de Éfeso (aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) : A todos os homens écompartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente. A lei serveà cidade: deve ser respeitada e conservada para a manutenção da ordem.Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.): Inimigo não é quem comete injustiça,mas o que quer cometê-la. Não por medo, mas por dever, evitai os errosPitágoras: Pitágoras, o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelosanos 571-70 a.C. Matemática, música: está associado ao teorema de Pitágorasda geometria. A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aosnúmeros e às suas relações um significado mítico e religioso. Ciência e areligião estavam misturadas nos primeiros tempos. Afinal, a sede deconhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes efilosofia é a mesma.Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que sãocompostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas.Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas,passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas. Teorema de Pitágoras "Educai as crianças e não será preciso punir os homens". (Pitágoras)
  14. 14. II. Período Clássico ou Período Socrático.Sócrates  o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica.Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Suas idéiasforam conhecidas através dos diálogos de Platão. Os séculos V e IV a.C. naGrécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico.O sistemapolítico democrático de Atenas proporcionou o desenvolvimento dopensamento. "Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor algum". Conhece-te a ti mesmo Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor,e de Fenáreta, parteira.Ironia: Sócrates adotava sempre o diálogo  assumia humildemente a atitudede quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversáriopresunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante desua ignorância  ironia socrática. MaiêuticaNum segundo caso, tratando-se de um discípulo multiplicava ainda asperguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casosparticulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto emquestão.Leis  preceitos de obediência incontornável, instrumento de coesão socialque visa à realização do Bem ComumO foro interior e individual deveria submeter-se ao exterior em benefício dacoletividadeSofistas I (século IV a.C) Protágoras  o mais célebre advogado da relatividade de valores O que é bom para A pode ser mau para B O que é Bom para A em certas circunstâncias pode ser mau para ele em outras O que está na Lei é o que está dito pelo legislador, e esse é o começo, o meio e o fim de toda justiça.
  15. 15. Houve um avanço significativo na importância da oratória, da argumentaçãoSe a lei é relativa, se ela se esvai com o tempo, se é modificada ou substituídapor outra posterior, então com ela se encaminha também a justiça. "Protágoras obrigou-se a ensinar a lei a Euatlo, combinando com este um determinado preço que só seria pago quando o aluno vencesse o seu primeiro caso. Concluída a formação acordada, Euatlo absteve-se de acompanhar qualquer processo e o impaciente Protágoras demandou-o judicialmente para que lhe fosse pago o que entendia ser devido. Raciocinou assim: se ganhasse, Euatlo teria de pagar o valor acordado; se perdesse, então Euatlo teria ganho o seu primeiro caso e ficava obrigado a pagar nos termos do contrato. Mas não foi este o raciocínio de Euatlo: argumentava este que se Protágoras ganhasse ele não seria obrigado a qualquer pagamento, porque só a tal seria obrigado quando tivesse ganho o primeiro caso; caso Protágoras perdesse também não pagaria, porque o tribunal decidira que ele nada tinha a pagar. Qual dos dois teria razão?"Educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno,preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade.Proposta pedagógica  os jovens e o mercado de trabalho, divisão dasciências em - retórica, filosofia - pensar e artes - manifestar suas qualidadesartísticas.Protágoras de Abdera, dizia, "o homem é a medida de todas as coisas".Em outras palavras: não existe verdade absoluta, mas tão somente opiniõesrelativas ao homem (este vinho, delicioso para o amador, é amargo para oenfermo).Platão (427-347 a.C.)Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C.Foi discípulo de SócratesEstudou também os maiores pré-socráticos. Depois da morte do mestre, Platãoretirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara.Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco doconhecimento intelectual.Transcendência: Recusava a realidade do mundo dos sentidos. Toda amudança é apenas ilusão, reflexos pálidos de uma realidade supra-sensívelque poderia ser verdadeiramente conhecida. Os pensadores teriam a funçãode entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.
  16. 16. corpo almaOrdem e Política Necessária  para a realização da justiça, para o convíviosocialRepública (res –coisa; publica – de todos) =Politeia – a constituição é oinstrumento da justiça. O estado ideal deve ser liderado por um filósofoTipos de Estado I. Timocracia(de timé, que significa honra) é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas más tradicionais (oligarquia, democracia e tirania) II. Oligarquia (do grego ολιγαρχία, de oligoi, poucos, e arche, governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como III. Aristocracia significa, também, governo de poucos - porém, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária. IV. Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos V. Monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua abdicação, e "é totalmente separado de todos os outros membros do Estado“ VI. Tirania: É caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e coletivas. É representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação.Paidéia (Educação em Platão)O mito da CavernaLeia o texto:O mito da caverna e o aparelho de televisão.
  17. 17. Esperamos pela luz, mas contemplamos a escuridão. Isaías, 59:9Extraído de "A República" de Platão. 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291O diálogo entre Sócrates e Glauco, escrito há mais de dois mil anos pelofilósofo Platão, demonstra a relação entre a ciência e à ignorância. De formaalegórica, mostra como os seres humanos acorrentados desde a infância nointerior de uma caverna, apenas conseguem contemplar sombras projetadasna parede, tendo essas visões como a mais fiel e única realidade.Entretanto, um deles consegue se libertar segue o caminho que leva para forada caverna, e se depara com outra realidade, a realidade das idéias puras.Retorna para o interior da caverna a fim de mostrar aos outros o verdadeirocaminho, as sombras não são tudo que existe. No entanto, os demais,acostumados às sombras e acreditando que elas são toda a realidade, não dãoouvidos e nem se motivam a conhecer essa outra realidade, tal mito tambémmostra que nossa percepção da realidade é muitas vezes limitada pelosnossos sentidos.Essa metáfora demonstra a condição humana perante o mundo em termos deconhecimento, educação, ética, política, a fuga do senso comum para umavisão mais organizada, lógica e verdadeira do Universo que nos cerca.Muitas pessoas consideram que a época em vivíamos em cavernas, ondenossa percepção de mundo era limitada, e nossos pensamentos eramadubados por mitos esta nas páginas dos livros de história, porém tal realidadePlatônica acontece hoje em dia e de uma forma meramente simples quepoucos conseguem perceber.No dia a dia, no interior de nossas casas, não temos correntes que nosenvolvem e nos impedem de irmos em direção a luz, mas criamos um meiomoderno de amordaça feito com material mais resistente que o aço dascorrentes, seu efeito é mais devastador.Na alegoria da caverna as correntes prendiam somente a matéria, ou seja, ocorpo, esse novo tipo de grilhão sufoca a mente e o corpo essa nova amordaçanos tira a vontade de conhecer a realidade, nos torna alienados e acomodados.Essa amordaça necessita de eletricidade, que a nossa televisão nos mostra porvezes é como se fosse a única verdade a revelação absoluta, constrói e destróiao seu bel prazer, nos vestimos, nos comportamos como a tela mostra.Eis aí o comportamento da sociedade atual, as sombras (informaçõesfornecidas pela mídia) são fortemente controladas. Vivemos numa modernacaverna social, somos os prisioneiros modernos, meros reprodutores da versãooficial estabelecida pelos órgãos de comunicação sem perceber que se trata naverdade de um círculo vicioso.Na opinião de Peter Winterhoff-Spurk, a televisão atual é uma espécie de"sociedade de encenação". Está a criar-se "um caráter social, que facilmentese excita, é superficial, teatral, e tem uma mentalidade egocêntrica e poucoestruturada". Podemos dizer que é como a sociedade do pão e circo, mas os
  18. 18. tempos são piores a caixa(televisão) apenas nos oferece o circo, e é capaz deexercer efeitos negativos sobre qualquer indivíduo se usada como única pontepara o mundo.É fato que a televisão é presente no dia a dia de grande parte da populaçãomundial, produzindo costumes, gostos, hábitos, maneiras diferentes de seportar diante da sociedade, que não são nossas e nem se assemelham a nós.E pior, vamos adotando como referência os donos dessas imagens, permitindoque eles se tornem tutores da nossa cidadania. Desde o berço somosacostumados a idolatrar as coisas de fora, principalmente dos EUA, e vamosabsorvendo como se fosse nossa a cultura deles. Como conseqüência, vamosdeixando de lado a nossa própria forma de pensar. E não há nessa afirmaçãonenhum caráter xenofobico, mas uma simples constatação, boa parte dosdesenhos que as gerações que cresceram nos anos 70 e 80 assistiam foramfortemente influenciados ideologicamente a uma determinada cultura.Outra razão para a overdose de TV está no fato dos pais não terem muitotempo ou recursos para dedicar-se aos filhos, que usam a TV como "babáeletrônica".Qualquer professor sabe o quanto é difícil dialogar e transmitir valores a alunossuperexpostos à caixa (televisão), muitas das nossas crianças não lêem livrosem hora alguma e boa parte não brincam com amigos."A televisão deforma o caráter" e tem "graves consequências para a família, avida profissional e a política", afirma o psicólogo alemão Peter Winterhoff-Spurk. Na obra, intitulada "Corações frios - como a televisão molda o nossocaráter".Não devemos poupar esforços para divulgar os conhecimentos científicos deforma correta e clara, atacar o vírus do analfabetismo científico, da mesmaforma o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam acapacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia.Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/14821/1/O-mito-da-caverna-e-o-aparelho-de-televisao/pagina1.html#ixzz1UvhLz9ZeAs ideias O sistema metafísico de Platão  centraliza-se e culmina no mundo divino das idéias. Entre as idéias e a matéria estão o Deus e as almas, através de que desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria aparece. O divino platônico é representado pelo mundo das idéias e especialmente pela idéia do Bem. O mundo ideal é provado pela necessidade de justificar os valores, o dever ser, de que este nosso mundo imperfeito participa e a que aspira.O mundo É a síntese  idéias X matéria.
  19. 19. Deus plasma o caos da matéria no modelo das idéias eternas, introduzindo no caos a alma, princípio de movimento e de ordem. O mundo, pois, está entre o ser (idéia) e o não-ser (matéria) I. Frases: II. Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência. III. Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado. IV. Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo. V. Uma vida não questionada não merece ser vivida. VI. Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.VII. O livro é um mestre que fala mas que não responde.VIII. O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê. IX. O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita na sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias.AristótelesFilho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira,colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C.Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates, foi tambémquem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar aoconhecimento científico, e também partir sempre dos conceitos gerais para osespecíficos.Imanência, Lógica dedutiva, Conhecimento humano, métodoO universalinferia-se do particular. Para se chegar ao conhecimento, nos devíamos virarpara a única realidade existente, aquela que os sentidos nos apresentavam.A imanência é um conceito religioso e metafísico que defende a existência deum ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físicoA LeiJUSTO POLÍTICO X JUSTO FAMILIAR Família: Mulheres e escravos não se aplica a justiça pública  para eles não vige a lei. As mulheres cuidam da organização do lar, da educação das
  20. 20. crianças, gerencia os negócio familiares, cuidam da subsistência dos filhos e da família  gérmen da vida política A Metafísica "a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais"Frases: I. A dúvida é o principio da sabedoria. II. É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.III. O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.IV. Ter muitos amigos é não ter nenhum. V. Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.VI. O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.Período Pós-Socrático Final da Hegemonia política e militar da Grécia  início do cristianismo. O foco da preocupação sai do homem e vai para o universo – problemas éticos, vida interior do homem. CINISMO Decadência moral da sociedade Grega Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valorImpério Romano  turbulências administrativas, expansão do império e oDireito RomanoESTOICISMO Anulação das paixões e destaque para a razão. Grande representante desta escola foi Sêneca; Não há acaso, tudo é providencial. O fim supremo do homem é a virtude.  Para Sêneca: é importante reafirmar a calma serena de espírito, alegando os três pilares dos estóicos com firmeza, alegria, sabedoria e vontade. * O desprezo pela riqueza, mas usá-lo benfeitor. * Dignidade humana individual só porque de ser assim. * O conteúdo de existência é o uirtus, que é o bem mais elevado, valorizamos o esforço para obter a sua própria realização. * Recusa de raiva, ansiedade e tédio. *
  21. 21. Supremacia da alma sobre o corpo. * A idéia de Deus como a mente do universo e da Providência como um espírito divino no homem revive I. É válido procurarmos conhecer a que má e penosa servidão nos sujeitamos quando nos abandonamos ao poder alternado dos prazeres e das dores, esses dois amos tão caprichosos quanto tirânicos. II. Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las. III. Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças. IV. Ninguém chegou a ser sábio por acaso. V. O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário. VI. Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito.VII. Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres.VIII. Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico. IX. Toda arte é imitação da natureza. X. As coisas que nos assustam são em maior número do que as que efetivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos fatos reais. XI. A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da alma reflete-se no corpo.XII. É errado quando acreditas em cada um, mas também é errado quando não acreditas em ninguém.EPICURISMO O representante desta escola foi Epicuro. A vida deve ser convenientemente regrada. Este é o objetivo da ética.Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres:1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome)
  22. 22. 2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente)3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo)A filosofia é a arte da vida.CETICISMONão o conhecimento da verdade, mas sua procura.As aparências  impossívelchegar a um saber completo e universal.Não há certeza , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progressofica impossibilitado de acontecer.O representante e fundador desta escola foi PirroECLETISMOOposto do Ceticismo. A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve sercomplementada por elementos das diversas escolas. Para se alcançar umacompreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo,mas o que há de melhor em cada um deles.JUSTIÇA CRISTÃSto Agostinho - a partir do século V até o século XIII  Escolástica - conjuntode idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão eAristóteles.Cristianizou Platão, Fortalecimento do culto cristão, Ascensão do podereclesiástico, Diluição da sociedade organizadaLivre arbítrio.A vontade governa o homem. Atua contra ou a favor a Lei divina.Você pode escolhar entre matar e não matar....O Juízo Final mostrará quem usou o livre arbítrio de acordo com a Lei DivinaO orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios. Cidade de Deus Lex aeterna – lei eterna Cidade dos homens (maculada pelo pecado original) Lex temporalem – lei temporal
  23. 23. Frases: I. O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres. II. Não basta fazer coisas, é preciso fazê-las bemIII. Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.IV. Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, os que elogiam, porque me corrompemPensamento Medieval ou CristianismoSão Tomás de Aquino (1225-1274)Cristianizou Aristóteles  sistematizou o conhecimento teológico e filosófico desua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles.Ele afirma que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar doser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do malé a privação ou ausência do bem.Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para istopropõe as 5 vias de demonstração:Primeira viatudo que se move é movido por alguém, é impossível umacadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois docontrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter umprimeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foimovido.Segunda via  Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que seobserva nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que porninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, docontrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numasequência infinita.Terceira via  existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), masnem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria,logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos serescontingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.Quarta via  Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres,uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe umparâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo deperfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
  24. 24. Quinta via  Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que éfacilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chegaà ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôso universo na forma ordenada. "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nascoisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" nãopode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendidoatravés da razão.Segundo Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a naturezaracional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência etem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordemmoral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.Há uma Lei Eterna, que é o plano racional de Deus que ordena todo o universoe uma Lei Natural, que é conceituada como a participação da Lei Eterna nacriatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela suanatureza racional.A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida emsociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob penade se tornar uma lei injusta; não há a obrigação de obedecer à lei injusta (esteé o fundamento objectivo e racional da verdadeira objecção de consciência).A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um oque é seu - suum cuique tribuere - e classifica-secomo comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, dosoberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente.
  25. 25. REFERÊNCIASADEODATO, J.M. Filosofia do Direito. Uma crítica à verdade na ética e naciência. Saraiva: São Paulo.2009BITTAR, E.C.B. & ALMEIDA, G.A. Filosofia do Direito. Ed. Revista e ampl. SãoPaulo. Atlas.2009GAARDER, J. O mundo de Sofia. São Paulo:Cia. Das Letras 2000STOKES, P.Filosofia – os grandes pensadores. Belo Horizonte: EDIC.2007Sites da WebLucibonini.blogspot.comOmundodosfilosofos.com.brSlideshare.net/luciboniniUnesco.org

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