Análise de Discurso

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Reflexões iniciais realizadas na primeira aula sobre a disciplina Análise de Discurso

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Análise de Discurso

  1. 1. Análise de Discurso <ul><li>Concepções iniciais </li></ul><ul><li>Profa. Luciane Lira </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Quem sou eu? </li></ul><ul><li>Quem é você? </li></ul>
  3. 3. DISCURSO <ul><li>O QUE SE ENTENDE POR DISCURSO? </li></ul>
  4. 4. <ul><li>O discurso é uma prática social, na medida em que a linguagem implica que a compreensão de seu uso seja um modo de ação historicamente situado e constituído socialmente. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O discurso é visto como um modo não apenas de representação, mas também de ação sobre o mundo, mais especificamente sobre as pessoas, sendo uma prática de “significação do mundo, constituindo e construindo o mundo em significados” (Fairclough, 2001:91). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A terra foi invadida pelos Sem-Terra. </li></ul><ul><li>A terra foi ocupada pelos Sem-Terra. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Sobre a noção de discurso, Schiffrin (1994) aponta de que modo os dois principais paradigmas em Lingüística determinam compreensões diferentes e, a partir das duas correntes, apresenta três distintas definições de discurso, sendo a terceira, uma tentativa de correlação entre as primeiras provenientes de cada paradigma. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O paradigma formalista ou estruturalista, conhecido também por priori grammar, </li></ul><ul><li>concentra-se no código lingüístico e considera a linguagem como objeto autônomo e fenômeno </li></ul><ul><li>estritamente mental, não considerando influências externas ao seu funcionamento. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Nesse sentido, uma definição clássica de discurso deriva da concepção formalista que </li></ul><ul><li>considera o discurso como a unidade acima das sentenças. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A terra foi invadida pelos Sem-Terra. </li></ul><ul><li>A terra foi ocupada pelos Sem-Terra. </li></ul><ul><li>Estrutura </li></ul><ul><li>Oração </li></ul><ul><li>Vocábulos </li></ul><ul><li>Morfemas </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Funcionalistas avaliam habilidades comunicativas </li></ul><ul><li>desenvolvidas de acordo com habilidades e necessidades sociais, sendo norteados por duas </li></ul><ul><li>proposições básicas: a linguagem também tem funções externas ao sistema e essas funções </li></ul><ul><li>externas são responsáveis pela constituição interna do sistema lingüístico. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Abordagem Funcionalista: </li></ul><ul><li>o discurso como a linguagem em uso. </li></ul><ul><li>Para funcionalistas, a análise da </li></ul><ul><li>linguagem em uso não é independente da análise das funções da linguagem na vida humana. </li></ul>
  13. 13. As cotas <ul><li>As universidades ficam mais negras (Jornal do Comércio, 1/02/04) </li></ul><ul><li>Estudo diz que sistema de cotas baixaria pontuação (Folha de São Paulo, 24/04/05) </li></ul><ul><li>Será que cotas resolvem? Pergunte a Jéssica. (16/03/06) </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Relações Sociais </li></ul><ul><li>Poder </li></ul><ul><li>Identidade </li></ul><ul><li>Crença </li></ul><ul><li>Prática Ideológica </li></ul><ul><li>Significado de Mundo </li></ul><ul><li>Transformações </li></ul>
  15. 16. <ul><li>IDEOLOGIA </li></ul><ul><li>Base das representações sociais </li></ul><ul><li>compartilhadas pelos membros de um grupo, e permite que as pessoas, como membros de um </li></ul><ul><li>coletivo, organizem suas crenças sociais sobre o que ocorre, sobre o correto e o incorreto, o bom e o mal, apresentando os princípios que formam a base dessas crenças e da função dos interesses </li></ul><ul><li>materiais e simbólicos de um grupo. (Van Dijk) </li></ul>
  16. 17. <ul><li>“ A palavra é o fenômeno ideológico por excelência (...), é o </li></ul><ul><li>modo mais puro e sensível da relação social”. </li></ul><ul><li>Mikhail Bakhtin </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Formação Discursiva </li></ul><ul><li>é um conjunto de temas (categorias ordenadoras do mundo natural: alegria, medo, vergonha, solidariedade, honra, liberdade, opressão, etc.) e de termos (elementos que estabelecem uma relação com o mundo natural: mesa, carro, árvore, mulher, etc.) que concretizam uma visão de mundo específica. </li></ul>
  18. 19. As marcas ideológicas dos textos <ul><li>Ideologia é um sistema de idéias (crenças, tradições, princípios e mitos) interdependentes, sustentadas por um grupo social de qualquer natureza ou dimensão, as quais refletem racionalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos. </li></ul><ul><li>Dicionário Houaiss </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Ai, que saudades da Amélia </li></ul><ul><li>(Ataulfo Alves e Mário Lago) </li></ul><ul><li>Nunca vi fazer tanta exigência Nem fazer o que você me faz Você não sabe o que é consciência Nem vê que eu sou um pobre rapaz Você só pensa em luxo e riqueza Tudo o que você vê, você quer Ai, meu Deus, que saudade da Amélia Aquilo sim é que era mulher </li></ul><ul><li>Às vezes passava fome ao meu lado E achava bonito não ter o que comer Quando me via contrariado Dizia: &quot;Meu filho, o que se há de fazer!&quot; Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Emília (samba) </li></ul><ul><li>Composição: Wilson Batista e Haroldo Lobo - 1942 </li></ul><ul><li>Eu quero uma mulher, que saiba lavar e cozinhar Que de manhã cedo, me acorde na hora de trabalhar Só existe uma e sem ela eu não vivo em paz Emília, Emília, Emília, eu não posso mais Ninguém sabe igual a ela Preparar o meu café Não desfazendo das outras Emília é mulher Papai do céu é quem sabe A falta que ela me faz Emília, Emília, Emília, eu não posso mais.. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Dê Um Rolê ( Gal Costa ) </li></ul><ul><li>Composição: Moraes Moreira / Galvão </li></ul><ul><li>Não se assuste pessoa Se eu lhe disser que a vida é boa Não se assuste pessoa Se eu lhe disser que a vida é boa Enquanto eles se batem Dê um rolê e você vai ouvir Apenas quem já dizia Eu não tenho nada antes de você ser eu sou Eu sou, eu sou, eu sou amor Da cabeça aos pés Eu sou, eu sou, eu sou amor Da cabeça aos pés E só tô beijando o rosto de quem dá valor Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis Eu sou, eu sou, eu sou amor Da cabeça aos pés Eu sou, eu sou, eu sou amor Da cabeça aos pés </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Dandara </li></ul><ul><li>Ivan Lins </li></ul><ul><li>Composição: Ivan Lins / Francisco Bosco </li></ul><ul><li>Ela tem nome de mulher guerreira E se veste de um jeito que só ela Ela vive entre o aqui e o alheio As meninas não gostam muito dela </li></ul><ul><li>Ela tem um tribal no tornozelo E na nuca adormece uma serpente O que faz ela ser quase um segredo É ser ela assim, tão transparente </li></ul>Ela é livre e ser livre a faz brilhar Ela é filha da terra,céu e mar Dandara Ela faz mechas claras no cabelo E caminha na areia pelo raso Eu procuro saber os seus roteiros Pra fingir que a encontro por acaso Ela fala num celular vermelho Com amigos e com seu namorado Ela tem perto dela o mundo inteiro E à volta outro mundo, admirado Ela é livre e ser livre a faz brilhar Ela é filha da terra,céu e mar Dandara Dandara...
  23. 24. 1942 – propagandasantigas.blogger.com.br

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