Situação de aprendizagem 2

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Situação de aprendizagem 2

  1. 1. Situação de aprendizagem:Conto: Pausa, de Moacyr ScliarPúblico alvo: 6º e 7º ano.Conteúdos: gênero conto e elementos da narrativa.Número de aulas: de 8 a 10 aulas.
  2. 2. Que tal uma...?
  3. 3. http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTs3KVqlqwY3jPkNMuQjTXVk9j6DzZVZZiC_KPFyx7F6S8vuwy_http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS-oZkAdFSbCUeh02mevaMOlma-h6LbIR9eDqDkHujIte3jcriEVQhttp://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSTaPYLf77tbrGF8R8_YIu8IF3PoRrShSh3YKMQXJ46skAa_hsoPara...um café.relaxar.curtir osamigos.
  4. 4. Você já parou para pensarem como os momentos depausa são importantes emsua vida? Como são seusmomentos de pausa?
  5. 5. Nós leremos um texto de Moacyr Scliar. Vocêconhece o autor? Leu algum texto dele?Moacyr ScliarMoacyr Jaime Scliar foi um escritor brasileiro. Formadoem medicina, trabalhou como médico especialista em saúdepública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste decontos, romances, ensaios e literatura infantojuvenil. Wikipédia
  6. 6. Antecipação e levantamento de hipótesesO texto escolhido para leitura de hoje é um conto:Pausa, de Moacyr Scliar, mas antes da leitura reflita:• Sobre que tema o texto trabalha?• Como você acha que o personagem principal conseguea sua pausa?Agora, leia o texto.
  7. 7. Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro,fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparandosanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:— Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas assobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto umasombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.Ela olhou os sanduíches:— Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou ochapéu:— Volto de noite.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem.Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço,caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro nobalcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era ogerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:Pausa
  8. 8. − Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao últimoandar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposentopequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheiadágua, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso umdespertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirouo casaco e os sapatos, afrouxou a gravata.Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos nopapel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.Dormir.Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveisbuzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chãocarcomido.
  9. 9. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido porum índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto datesta, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se eresmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se nacama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se emsangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de umvapor. Depois, silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para abacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia umarevista.- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; anoite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.Samuel saiu.Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando osguindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.Moacyr Scliar
  10. 10. E então, suas hipóteses iniciais e aspensadas durante a leitura severificaram? O que o surpreendeu notexto lido?Depois de compartilhadas asobservações sobre o texto, deve-seiniciar o levantamento dos elementos danarrativa.
  11. 11. A sugestão para este momento é que a salaseja dividida em grupos e cada um dos grupostrabalhe com um dos elementos da narrativa.Depois de discutidos os elementos, cadagrupo deverá apresentar para sala as suasconclusões.É importante que o professor interfira paracomplementar, quando necessário, ou paragarantir que haja respeito entre os colegas.
  12. 12. Produto finalPara finalizar, cada grupo produzirá umconto, que trabalhe a mesma questão presenteno texto de Moacyr Scliar, ou seja, anecessidade de “pausa” que cada um de nóstemos.Bom trabalho!

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