Prof.ª Luciana Krebs
Email: lucianakrebs@hotmail.com
Como é, doutor, estou com câncer
mesmo? Sei que estou, e
morrendo por causa dele. Mas me
diga, por favor!
É verdade que minha filhinha
morreu? Não me deixaram entrar
na CTI e estou desesperada...
Não me diga que não vou poder
caminhar mais! Não quero cadeira
de rodas. Vou largar tudo, vou me
matar!
Seu filho, mesmo que esteja
terminando o curso de direito e
seja tão jovem...é fortemente
dependente do crack.
Como os jovens estudantes de
medicina se sentirão diante de
situações como essa?
1. Serão, esses diálogos um dos maiores dilemas
que enfrentaremos em nossa prática médica?
2. Mas será que precisamos fala...
Martins (1994)
Situações que provocaram ansiedades nos
estudantes de medicina... As 3 primeiras...
1. Atendimento de parad...
Zaidhaft (1997)
 Não é lidar com a morte a situação mais
difícil, mas sim o acompanhar o paciente
vivo que irá morrer.
 ...
O que o doente já
sabe e de que
maneira interpretou
esse conhecimento?
O que ele
deseja saber?
O que precisa
saber para re...
Com a premência de falar, pode o
médico se esquecer de ouvir.
O paciente nos sinaliza, de maneira mais
ou menos clara, o q...

Lopes (2000)
Oliveira Jr. (2003)
 A maioria das queixas e críticas aos médicos – e
aos demais membros da área da saúde – tem
sido rela...
Ambiente de trabalho altamente nocivo...
Identificação com
o paciente
Impotência quando toma
consciência de que também é
u...
Cuidados prévios à comunicação de más notícias
• Coletar dados de sua história, identificar como
reagiu a crises anteriore...
Outras recomendações...
SENSIBILIDADE
FIRMEZA
REALISMO
PERMITIR A
NEGAÇÃO
Reconhecer a sua própria negação e o medo em rel...
• Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado.
• Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções,
tempo s...
• Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado.
• Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem
interrupções, tempo s...
• Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado.
• Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo
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• Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado.
• Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo
s...
• Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado.
• Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções,
tempo s...
É melhor responder à mensagem,
não a palavra...
“Sinto muito que você esteja tão
nervosa. Sei que isso é muito
difícil...”...
O doente exige do médico posições
paradoxais...
Cuidar a tentação de assumir um
desses aspectos...
O médico está ali como ...
Deve ser o mais sincero possível ao
comunicar o diagnóstico à família e
evitar que o paciente o saiba por ela.
 A triste...
 Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o
diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.
A triste...
 Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o
diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.
 A trist...
 Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à
família e evitar que o paciente o saiba por ela.
 A trist...
 Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o
diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.
 A trist...
“...em tempo de catástrofes nos damos
conta de que somos apenas pessoas;
pessoas que precisam de pessoas.”
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Relação médico-paciente - Comunicações Dolorosas

  1. 1. Prof.ª Luciana Krebs Email: lucianakrebs@hotmail.com
  2. 2. Como é, doutor, estou com câncer mesmo? Sei que estou, e morrendo por causa dele. Mas me diga, por favor!
  3. 3. É verdade que minha filhinha morreu? Não me deixaram entrar na CTI e estou desesperada...
  4. 4. Não me diga que não vou poder caminhar mais! Não quero cadeira de rodas. Vou largar tudo, vou me matar!
  5. 5. Seu filho, mesmo que esteja terminando o curso de direito e seja tão jovem...é fortemente dependente do crack.
  6. 6. Como os jovens estudantes de medicina se sentirão diante de situações como essa?
  7. 7. 1. Serão, esses diálogos um dos maiores dilemas que enfrentaremos em nossa prática médica? 2. Mas será que precisamos falar, ou responder, sobre isso mesmo? Para quê? 3. Talvez seja mais adequado que o médico assistente, o psiquiatra ou, quem sabe o padre aborde isso. 4. O que é preciso fazer antes dessas comunicações, para serem bem-sucedidas?
  8. 8. Martins (1994) Situações que provocaram ansiedades nos estudantes de medicina... As 3 primeiras... 1. Atendimento de parada cardíaca; 2. Ser acusado de erro médico; 3. Conversar com pacientes terminais...
  9. 9. Zaidhaft (1997)  Não é lidar com a morte a situação mais difícil, mas sim o acompanhar o paciente vivo que irá morrer.  Sentimento de culpa.  Os médico provavelmente têm mais medo da morte do que outros profissionais, ainda que de forma inconsciente.
  10. 10. O que o doente já sabe e de que maneira interpretou esse conhecimento? O que ele deseja saber? O que precisa saber para receber o tratamento correto?
  11. 11. Com a premência de falar, pode o médico se esquecer de ouvir. O paciente nos sinaliza, de maneira mais ou menos clara, o que quer ouvir; devemos perceber e acatar isso.
  12. 12.  Lopes (2000)
  13. 13. Oliveira Jr. (2003)  A maioria das queixas e críticas aos médicos – e aos demais membros da área da saúde – tem sido relacionada com dificuldades de comunicação, e não à competência científica.  Ser continente significa ouvir, ouvir até mesmo o silêncio...  É necessário, além da percepção das condições emocionais que o paciente apresenta, saber se ele tem uma rede de apoio para ajudá-lo a elaborar as angústias.
  14. 14. Ambiente de trabalho altamente nocivo... Identificação com o paciente Impotência quando toma consciência de que também é um ser humano.. ...e que não pode resolver tudo com os recursos que estão ao seu dispor. Comunicar ao paciente a gravidade de sua doença implica em assumir a responsabilidade de apoiá-lo. Suas ansiedades se reduzem quando eles percebem a função terapêutica do seu vínculo emocional, e notarem que o paciente raramente quer respostas, precisando apenas de um apoio.
  15. 15. Cuidados prévios à comunicação de más notícias • Coletar dados de sua história, identificar como reagiu a crises anteriores ou perdas, se tentou suicídio, se apresenta patologias psiquiátricas. • Considerar também um familiar apto a receber essas comunicações, aquele que demonstrar um sentimento positivo de afeto e de preocupação em relação ao paciente.
  16. 16. Outras recomendações... SENSIBILIDADE FIRMEZA REALISMO PERMITIR A NEGAÇÃO Reconhecer a sua própria negação e o medo em relação à morte é o primeiro passo para poder ajudar o paciente!
  17. 17. • Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado. • Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo suficiente para toda a informação necessária, contato direto pessoalmente, olhar nos olhos do paciente e sentar próximo a ele, evitando barreiras físicas. • Pessoas: identificar a existência ou não da rede social de apoio, que pode inclusive estar presente, se for interessante para o paciente ou para o médico. • Preparação: O paciente deve ser preparado, receber um pequeno aviso para ser identificado o que ele já sabe. • Como é dito: de modo caloroso, empático, respeitoso e interessado. Acompanhar o ritmo do paciente, dar-lhe a mão ou até abraçá-lo, quando adequado, auxilia muito o vínculo neste momento. Recomendações de ordem prática...
  18. 18. • Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado. • Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo suficiente para toda a informação necessária, contato direto pessoalmente, olhar nos olhos do paciente e sentar próximo a ele, evitando barreiras físicas. • Pessoas: identificar a existência ou não da rede social de apoio, que pode inclusive estar presente, se for interessante para o paciente ou para o médico. • Preparação: O paciente deve ser preparado, receber um pequeno aviso para ser identificado o que ele já sabe. • Como é dito: de modo caloroso, empático, respeitoso e interessado. Acompanhar o ritmo do paciente, dar-lhe a mão ou até abraçá-lo, quando adequado, auxilia muito o vínculo neste momento. Recomendações de ordem prática...
  19. 19. • Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado. • Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo suficiente para toda a informação necessária, contato direto pessoalmente, olhar nos olhos do paciente e sentar próximo a ele, evitando barreiras físicas. • Pessoas: identificar a existência ou não da rede social de apoio, que pode inclusive estar presente, se for interessante para o paciente ou para o médico. • Preparação: O paciente deve ser preparado, receber um pequeno aviso para ser identificado o que ele já sabe. • Como é dito: de modo caloroso, empático, respeitoso e interessado. Acompanhar o ritmo do paciente, dar-lhe a mão ou até abraçá-lo, quando adequado, auxilia muito o vínculo neste momento. Recomendações de ordem prática...
  20. 20. • Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado. • Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo suficiente para toda a informação necessária, contato direto pessoalmente, olhar nos olhos do paciente e sentar próximo a ele, evitando barreiras físicas. • Pessoas: identificar a existência ou não da rede social de apoio, que pode inclusive estar presente, se for interessante para o paciente ou para o médico. • Preparação: O paciente deve ser preparado, receber um pequeno aviso para ser identificado o que ele já sabe. • Como é dito: de modo caloroso, empático, respeitoso e interessado. Acompanhar o ritmo do paciente, dar-lhe a mão ou até abraçá-lo, quando adequado, auxilia muito o vínculo neste momento. Recomendações de ordem prática...
  21. 21. • Local: pequeno, silencioso, confortável e reservado. • Estrutura: diálogo amigável e objetivo, sem interrupções, tempo suficiente para toda a informação necessária, contato direto pessoalmente, olhar nos olhos do paciente e sentar próximo a ele, evitando barreiras físicas. • Pessoas: identificar a existência ou não da rede social de apoio, que pode inclusive estar presente, se for interessante para o paciente ou para o médico. • Preparação: O paciente deve ser preparado, receber um pequeno aviso para ser identificado o que ele já sabe. • Como é dito: de modo caloroso, empático, respeitoso e interessado. Acompanhar o ritmo do paciente, dar-lhe a mão ou até abraçá-lo, quando adequado, auxilia muito o vínculo neste momento. Recomendações de ordem prática...
  22. 22. É melhor responder à mensagem, não a palavra... “Sinto muito que você esteja tão nervosa. Sei que isso é muito difícil...” Massei e Shakin (1996)
  23. 23. O doente exige do médico posições paradoxais... Cuidar a tentação de assumir um desses aspectos... O médico está ali como colaborador, não podendo ser visto pelo paciente como culpado ou responsável.
  24. 24. Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.  A tristeza, assim como a raiva é uma reação normal e a família deve aceitá-la, apoiando o paciente.  Na fase final, o paciente pode surpreender a família por precisar reviver coisas pendentes (reconciliações).  A maioria das família solicita que não se conte a verdade aos pacientes, tentando “protegê-los” – em consequência disso, muitos pacientes sofrem sozinhos com sua verdade.  Incentivar a família a cuidar do paciente auxilia a se prepararem para o momento da perda. Atitudes em relação à família...
  25. 25.  Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela. A tristeza, assim como a raiva é uma reação normal e a família deve aceitá-la, apoiando o paciente.  Na fase final, o paciente pode surpreender a família por precisar reviver coisas pendentes (reconciliações).  A maioria das família solicita que não se conte a verdade aos pacientes, tentando “protegê-los” – em consequência disso, muitos pacientes sofrem sozinhos com sua verdade.  Incentivar a família a cuidar do paciente auxilia a se prepararem para o momento da perda. Atitudes em relação à família...
  26. 26.  Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.  A tristeza, assim como a raiva é uma reação normal e a família deve aceitá-la, apoiando o paciente. Na fase final, o paciente pode surpreender a família por precisar reviver coisas pendentes (reconciliações).  A maioria das família solicita que não se conte a verdade aos pacientes, tentando “protegê-los” – em consequência disso, muitos pacientes sofrem sozinhos com sua verdade.  Incentivar a família a cuidar do paciente auxilia a se prepararem para o momento da perda. Atitudes em relação à família...
  27. 27.  Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.  A tristeza, assim como a raiva é uma reação normal e a família deve aceitá-la, apoiando o paciente.  Na fase final, o paciente pode surpreender a família por precisar reviver coisas pendentes (reconciliações). A maioria das família solicita que não se conte a verdade aos pacientes, tentando “protegê-los” – em consequência disso, muitos pacientes sofrem sozinhos com sua verdade.  Incentivar a família a cuidar do paciente auxilia a se prepararem para o momento da perda. Atitudes em relação à família...
  28. 28.  Deve ser o mais sincero possível ao comunicar o diagnóstico à família e evitar que o paciente o saiba por ela.  A tristeza, assim como a raiva é uma reação normal e a família deve aceitá-la, apoiando o paciente.  Na fase final, o paciente pode surpreender a família por precisar reviver coisas pendentes (reconciliações).  A maioria das família solicita que não se conte a verdade aos pacientes, tentando “protegê-los” – em consequência disso, muitos pacientes sofrem sozinhos com sua verdade. Incentivar a família a cuidar do paciente auxilia a se prepararem para o momento da perda. Atitudes em relação à família...
  29. 29. “...em tempo de catástrofes nos damos conta de que somos apenas pessoas; pessoas que precisam de pessoas.”

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