MACHADO DE ASSIS O BRUXO DO COSME VELHO   Prof.  SORAYA DE MELO B. SOUSA
CRONOLOGIA 21/ 06/1839 –   Nasce no Rio de Janeiro, Joaquim  Maria Machado de Assis (M. Assis), no Morro do  Livramento (j...
<ul><li>1843 – Gonçalves Dias escreve o poema  Canção do exílio ; </li></ul><ul><li>1844 – Joaquim Manuel de Macedo public...
<ul><li>1860 – inicia colaboração no Diário do Rio de Janeiro, a convite de Quintino Bocaiúva. Escreve a sua primeira peça...
<ul><li>1866 – chega ao Rio de Janeiro Carolina Augusta Xavier de Novais (irmã do poeta Faustino Xavier de Novais); </li><...
<ul><li>1872 – publica o seu primeiro romance:  Ressurreição ; </li></ul><ul><li>1873 – publica  Histórias da meia- noite ...
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REFERÊNCIAS <ul><li>AGUIAR, L. A. Almanaque Machado de assis.Rio de Janeiro: Record, 2008 </li></ul><ul><li>GRINBERG, Keil...
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  1. 1. MACHADO DE ASSIS O BRUXO DO COSME VELHO Prof. SORAYA DE MELO B. SOUSA
  2. 2. CRONOLOGIA 21/ 06/1839 – Nasce no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis (M. Assis), no Morro do Livramento (junto à zona portuária); Primeiro filho do pintor Francisco José de Assis (mulato, filho de escravos forros) e da lavadeira Maria Leopoldina Machado de Assis (branca, natural da Ilha de São Miguel, no Arquipélago de Açores).O avô seu paterno fora escravo, na chácara vizinha ao morro, propriedade da então D. Maria José de Mendonça Barroso (madrinha de M. Assis)
  3. 3. <ul><li>1843 – Gonçalves Dias escreve o poema Canção do exílio ; </li></ul><ul><li>1844 – Joaquim Manuel de Macedo publica A moreninha ; </li></ul><ul><li>1845 – morre de sarampo a única irmã de M. Assis, Maria, aos 4 anos. Morre também a madrinha. </li></ul><ul><li>1849 – morre a mãe, de tuberculose; </li></ul><ul><li>1854 – M. Assis publica no Periódico dos pobres seu primeiro poema, Soneto . Em 1855, publica poema Ella, no Marmota Fluminense. Manuel Antônio de Almeida publica Memórias de um sargento de milícias . O Rio de Janeiro ganha iluminação com lampiões a gás. </li></ul><ul><li>1856 – M. Assis entra para a Imprensa Nacional, onde conhece M. A. de Almeida (grande amigo e protetor). José de Alencar publica Cinco minutos (primeiro de seus romances urbanos); </li></ul>
  4. 4. <ul><li>1860 – inicia colaboração no Diário do Rio de Janeiro, a convite de Quintino Bocaiúva. Escreve a sua primeira peça para teatro: Hoje avental, amanhã luva. Seguida de Desencantos (1861), O caminho da porta, O protocolo e Quase ministro (1863); </li></ul><ul><li>18/10 – morre Casimiro de Abreu, aos 21 anos, de tuberculose, o Mal do século; </li></ul><ul><li>1863 – inicia colaboração no Jornal das Famílias, no qual publicou muitos de seus contos; </li></ul><ul><li>1864 – publica Crisálidas, seu primeiro livro, uma coletânea de poemas; </li></ul><ul><li>3/11 – morre Gonçalves Dias, aos 41 anos; </li></ul><ul><li>Dezembro – inicia-se a guerra do Paraguai (até março de 1870); </li></ul>
  5. 5. <ul><li>1866 – chega ao Rio de Janeiro Carolina Augusta Xavier de Novais (irmã do poeta Faustino Xavier de Novais); </li></ul><ul><li>1868 – em carta a José de Alencar, apresenta-lhe um jovem poeta, Castro Alves, e pede-lhe que o encaminhe; </li></ul><ul><li>1869 – casa-se com Carolina e vão morar na Rua dos Andradas. Em 1874, muda-se para a Rua da Lapa. Em 1875, para a Rua das Laranjeiras; </li></ul><ul><li>1870 – publica Contos fluminenses (contos) e Falenas (poesia). Castro Alves publica Espumas flutuantes (morre em julho de 1871, aos 24 anos); </li></ul>
  6. 6. <ul><li>1872 – publica o seu primeiro romance: Ressurreição ; </li></ul><ul><li>1873 – publica Histórias da meia- noite (contos) e Notícia da atual literatura brasileira – Instinto de nacionalidade (crítica). Entra para o funcionalismo público, sendo nomeado para primeiro-oficial da Secretaria de estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas; </li></ul><ul><li>1874 – A mão e a luva (romance) – sua estréia como folhetinista. O romance é publicado em capítulos no jornal O Globo, de Quintino Bocaiúva. Sai em livro no mesmo ano. </li></ul><ul><li>1875 – publica Americanas (poesia); </li></ul><ul><li>1876 – Helena (romance); </li></ul>
  7. 7. <ul><li>1877 – morre José de Alencar, aos 48 anos, de tuberculose; </li></ul><ul><li>1878 – Iaiá Garcia (romance) e seu ensaio crítico O primo Basílio (Eça de Queirós publica esse romance); </li></ul><ul><li>1880 – Tu, só tu puro amor ( peça de teatro em homenagem ao centenário de morte de Luís de Camões); </li></ul><ul><li>1881 – Memórias póstumas de Brás Cubas. Aluisio Azevedo publica O mulato; </li></ul><ul><li>1882 – Papéis avulsos (contos); </li></ul><ul><li>1884 – o casal se muda para o seu endereço definitivo: Rua Cosme Velho, 18 (hoje, parte da zona sul do Rio). Publica Histórias sem data (contos); </li></ul>
  8. 8. <ul><li>1888 – nomeado Oficial da Ordem da Rosa pelo Imperador D. Pedro II. A princesa Isabel assina a Lei Áurea; </li></ul><ul><li>1889 – nomeado diretor da Diretoria do Comércio. Proclamação da República; </li></ul><ul><li>1891 – Quincas Borba (romance); </li></ul><ul><li>1896 – Várias histórias (contos) e Não consultes médico (peça de teatro). Fundada a Academia Brasileira de Letras. Machado de Assis é eleito seu primeiro presidente. </li></ul><ul><li>1897 – Sílvio Romero publica Machado de Assis (estudo crítico); </li></ul><ul><li>1899 – Páginas recolhidas (diversos) e Dom Casmurro; </li></ul>
  9. 9. <ul><li>1901 – publica Ocidentais, principalmente com a produção poética de 1878 a 1880, e Poesias completas, reunindo sua obra poética; </li></ul><ul><li>1904 – Esaú e Jacó (romance); </li></ul><ul><li>20 de outubro – morre Carolina; </li></ul><ul><li>1906 – Relíquias da casa velha (diversos, incluindo o soneto A Carolina e Lições de botânica – última peça de teatro publicada em vida); </li></ul><ul><li>1908 – Memorial de Aires (romance). Morre em 29 de setembro, aos 69 anos (na presença de Euclides da Cunha, Mário de Alencar, Coelho Neto, José Veríssimo, Raimundo Correia); </li></ul><ul><li>1935 – Augusto Meyer publica Machado de Assis (estudo crítico); </li></ul>
  10. 10. <ul><li>1936 – Lúcia Miguel Pereira publica Machado de Assis (biografia); </li></ul><ul><li>1939 – Mário Matos publica Machado de Assis , o homem e a obra (biografia); </li></ul><ul><li>1960 – Helen Caldwell publica, nos EUA, O Otelo brasileiro de Machado de Assis , um estudo sobre Dom Casmurro, lançando uma perspectiva totalmente nova de leitura para o romance e a obra de Machado; </li></ul><ul><li>1970 – Antonio Candido publica Esquema de Machado de Assis; </li></ul><ul><li>1978 – Silviano Santiago publica Retórica da verossimilhança; </li></ul><ul><li>1981 – Luiz costa Lima publica Sob a face de um bruxo; </li></ul><ul><li>1990 – Roberto Schwarz publica Ao vencedor as batatas e Um mestre na periferia do capitalismo </li></ul>
  11. 11. <ul><li>OBRA </li></ul><ul><li>O CRONISTA </li></ul><ul><li>Mesmos recursos de composição literária que utiliza para tornar tão ardilosos seus contos e romances; </li></ul><ul><li>Inovação: a crônica no Brasil começou a se tornar literária. </li></ul><ul><li>Número desconhecido: mais ou menos dos 20 aos 60 anos de idade, com intervalos. E em vários periódicos; </li></ul><ul><li>Não tem título. A referência é a data da publicação; </li></ul><ul><li>O CONTISTA </li></ul><ul><li>Duas fases: até 1882 e a maior, após esse ano, cujo marco é a publicação da coletânea Papéis avulsos; </li></ul><ul><li>Variadas perspectivas de leitura: perspicaz retrato histórico do Brasil; retratos com economia dos recursos utilizados, mas profundos reveladores do espírito humano( Uns braços, O caso da vara) ; contos de amor; de terror (inspirado no gótico romântico); crítico de costumes. </li></ul><ul><li>Extensão: maior ( O Alienista) ; curtos ( Idéias de um canário); fáceis ( A cartomante, Um apólogo, Relógio de ouro); como protagonista criança ( Conto de escola, Umas férias); enigmático ( O espelho); o melhor ( Missa do galo); </li></ul><ul><li>cerca de duzentos: antes dos 20 anos até 1907. Publicados primeiro em jornais e revistas. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O ROMANCISTA </li></ul><ul><li>1ª fase: análise psicológica dos personagens (incomum ao romance romântico), mas sem as estruturas traiçoeiras presentes nos da 2ª fase; presa a um certo realismo cotidiano; </li></ul><ul><li>2ª fase: o como contar – o enredo – é mais importante do que a história – os acontecimentos – em si; mais espaço para divagação; ardis para envolver o leitor; as grandes elipses – nas coisas que ficam apenas insinuadas; a fragmentação. </li></ul><ul><li>O POETA </li></ul><ul><li>“ É um perigo para o poeta assinalar-se fortemente nos domínios da prosa. Entra ele nesse caso numa competência muito mais ingrata do que a dos seus confrades: a competência consigo próprio [...] Machado de Assis poeta tornou-se vítima de Machado de Assis prosador” Manuel Bandeira); </li></ul><ul><li>A Carolina – uma das peças mais comoventes da Literatura Brasileira; </li></ul><ul><li>“ O lirismo [...] não se destaca da poesia de seu tempo senão por um certo comedimento sentimental”; </li></ul><ul><li>Ocidentais – coletânea que reúne o que há de melhor em sua obra poética (corresponde à virada dos quarenta anos d Machado, quando inicia sua segunda fase na prosa); </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O TEATRÓLOGO </li></ul><ul><li>Intensa paixão na juventude pelo teatro, exerce a atividade de crítico e escreve peças desde 21 anos. </li></ul><ul><li>Eleito membro do Conservatório Dramático Brasileiro, em 1871. Em 1906 publica as duas últimas peças (nem todas as peças foram encenadas). </li></ul><ul><li>O CRÍTICO </li></ul><ul><li>Dos 19 aos 39 anos foi um dos críticos mais produtivos na imprensa brasileira. </li></ul><ul><li>Ensaio Instinto de nacionalidade, 1873 – responde críticas que o acusavam de não privilegiar matéria nacional em sua literatura (critica a tendência de radicalizar a cor local e o primitivo brasileiro sob a pena de empobrecer a nossa literatura). </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Querida, ao pé do leito derradeiro </li></ul><ul><li>Em que descansas dessa longa vida, </li></ul><ul><li>Aqui venho e virei, pobre querida, </li></ul><ul><li>Trazer-te o coração do companheiro. </li></ul><ul><li>Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro </li></ul><ul><li>Que, a despeito de toda humana lida, </li></ul><ul><li>Fez a nossa existência apetecida </li></ul><ul><li>E num recanto pôs o mundo inteiro. </li></ul><ul><li>Trago-te flores – restos arrancados </li></ul><ul><li>Da terra que nos viu passar unidos </li></ul><ul><li>E ora mortos nos deixa separados. </li></ul><ul><li>Que eu,se tenho nos olhos malferidos </li></ul><ul><li>Pensamentos de vida formulados, </li></ul><ul><li>São pensamentos idos e vividos. </li></ul><ul><li>A </li></ul><ul><li>C </li></ul><ul><li>A </li></ul><ul><li>R </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>L </li></ul><ul><li>I </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>A </li></ul>
  15. 15. A um bruxo com amor <ul><li>Em certa casa da Rua Cosme Velho </li></ul><ul><li>(que se abre no vazio) </li></ul><ul><li>venho visitar-te; e me recebes </li></ul><ul><li>na sala trastejada com simplicidade </li></ul><ul><li>(...) </li></ul><ul><li>Todos os cemitérios se parecem, </li></ul><ul><li>e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida </li></ul><ul><li>apalpa o mármore da verdade, a descobrir </li></ul><ul><li>a fenda necessária; </li></ul><ul><li>onde o diabo joga dama com o destino, </li></ul><ul><li>estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro, </li></ul><ul><li>que resolves em mim tantos enigmas. </li></ul><ul><li>(...) (A vida passada a limpo – Coletânea – 1959 – C. Drummond de Andrade) </li></ul>
  16. 16. REFERÊNCIAS <ul><li>AGUIAR, L. A. Almanaque Machado de assis.Rio de Janeiro: Record, 2008 </li></ul><ul><li>GRINBERG, Keila. Para conhecer Machado de Assis. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. </li></ul><ul><li>LACOMBE, Amélia. Machado de Assis.Rio de Janeiro,2007 </li></ul>

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