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1342#05Distribuição em Expansão • Abril 2013Isabel dos Santos entrou na lista dos mais ricos, elaboradapela revista norte-...
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#13Distribuição em Expansão • Abril 2013Aimportância do sector doretalho e produção, seja debens alimentares ou não ali-me...
#14Distribuição em Expansão • Abril 2013/promoções no retalhodistribuiçãoOs retalhistas que desenvolve-ram promoções perso...
#16Distribuição em Expansão • Abril 2013/a classe média em AngoladistribuiçãoAngola figura no top 10 de umtotal de 53 país...
#17Distribuição em Expansão • Abril 2013significativa para o mercado do retalhomoderno, especializado ou não, no qualas em...
#18Distribuição em Expansão • Abril 2013ADN da DistribuiçãoAexpansão, o acto de desenvolver e ampliar a rede física deloja...
#20Distribuição em Expansão • Abril 2013/Ana Bastos, business unit manager da Intermarcasprodução texto: Victor Jorge  fot...
#21Distribuição em Expansão • Abril 2013Aposta na comunicaçãoEste produto já existia no mercadoangolano. O que é que a Int...
#22Distribuição em Expansão • Abril 2013 texto: António Pedro  fotos: César MagalhãesOmercado nacional da bananaatingiu um...
#23Distribuição em Expansão • Abril 2013abacateiro representam, juntos, um totalde 614,4 mil toneladas face ao global de3,...
#27Distribuição em Expansão • Abril 2013opiniãoHá muito que não se falava tanto da Pauta Aduaneiracomo nestas últimas sema...
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#29Distribuição em Expansão • Abril 2013dos produtos, chegando realmente a todasas províncias angolanas.Whiskies como estr...
Pelo mundo fora, são milhões ascrianças que se lembrarão de irpara a escola com a sua lancheiracujo conteúdo era composto ...
#31Distribuição em Expansão • Abril 2013produzir com matéria-prima nacional.“São custos elevados e não existem garan-tias ...
#32Distribuição em Expansão • Abril 201324Horas com...Estevão Daniel,Presidente do Conselho deAdministração da Refriang fo...
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#34Distribuição em Expansão • Abril 2013/Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugalvinhos texto: Victor Jorge  fotos: D.R....
#35Distribuição em Expansão • Abril 2013países do mundo como, por exemplo, naChina. Há um trabalho importantíssimode const...
Distribuição em Expansão nº2 Abr13
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Distribuição em Expansão nº2 Abr13

  1. 1. Estudo>>Director: António Pedro >>Director Executivo: Victor Jorge >>Periodicidade: Mensal >>Propriedade: Score Media >>Preço capa: 700 Kz>>Abril 2013>>ano I02O que esperardo consumidorangolanoaté 2020Saiba quem são os maisabastados da distribuição,fashion e produçãoAssociação de distribuiçãodiscutida em debate abertoConheça a estratégia dos vinhosportugueses para Angola• A opinião dos VIP• 24 horas com• E as novidades no mercadonacionalOs mais ricos são …ConferênciaVinhosE ainda…+
  2. 2. #03Distribuição em Expansão • Abril 2013editorialOsectordadistribuiçãomodernaemAngolacomeçaamarcarpontosemváriossenti-dos,naorganizaçãoenofomentoempresarial.E,destavez,somoupontosaofigurarna lista das 100 maiores empresas contribuintes fiscais no ranking de 2012, no nossopaís.Estamos a falar da Maxi, uma empresa da distribuição moderna voltada para o retalho alimen-tar, que, ao lado de gigantes dos sectores petrolífero e diamantífero nacional, “registou” a suamarca orgulhando players do sector que, com certeza, quererão atingir certo nível em factur-ação que lhes permita entrar para o top 100.O órgão do Ministério das Finanças que vela pela tributação levou em consideração todos ostipos de impostos inerentes às actividades das empresas, segundo o seu segmento de negócios.Este facto constitui, à partida, um regozijo para todos os players da distribuição moderna emAngola, e para outros que lutam quotidianamente contra todas as adversidades do mercado,desde a burocracia que vezes sem conta os impede de trabalhar adoptando a 100% os melhorespadrões de gestão e transparência.Émuitoimportanterealçar,nestaslinhas,queosprimeiros24contribuintesdotop100sãoem-presas petrolíferas e diamantíferas, com excepção de Unitel, BPC e Unidade Técnica da DívidaPública, que conseguiram marcar lugar naquele subtop.AMaxi,ComérioGeralImportExport,despontanaposição29doranking,atrásdeCuca,Ode-brecht, Rio Frio e Direcção Nacional dos Impostos, com o contributo fiscal de 4,6 mil milhõesKz. Tratando-se de um valor perto dos 44,9 milhões USD, é caso para dizer que o Executivonão deve descartar as atenções voltadas para a criação de infra-estruturas que visem melhorare modernizar o trabalho dos players deste sector.Abaixo da posição da Maxi constam empresas de sectores estruturantes da economia, no casodo sector financeiro, com bancos que compõem os Big Five do nosso sistema bancário e atéseguradoras de renome no mercado.É, mais uma vez, um orgulho o sector da distribuição despontar dessa forma e mostrar queafinal pode contribuir muito mais para uma economia que já cresceu acima de dois dígitos equedesde2009abrandouesseritmomasprocuraatudoocustovoltaracresceracimados10%.Fazendo fé nas intervenções dos participantes à primeira conferência organizada pela revistaDistribuição em Expansão, em Luanda, em Março último, sobre “A Organização do Sector daDistribuição Moderna em Angola”, feita em simultâneo com o lançamento da edição númeroum da revista, a distribuição moderna no nosso País tem um caminho: crescer e consolidar orespectivo crescimento.É verdade que diariamente existem barreiras para se afirmar num mercado onde a energiaeléctricanãoésuficientemasémuitoessencialparaaconservaçãodebensderetalhoalimentar,bemcomoaágua,queéabundantemasaindanãochegaregularmenteàssuperfíciescomercias.Apesar disto, o nosso encorajamento vai para os playersda distribuição moderna no fito de nãodesistirem das suas ambições empresariais e, deste modo, se faça fé que as atenções do Execu-tivo visando a criação de condições práticas para o vosso trabalho sejam concretizadas e issofavoreçaoaumentodeempresasdadistribuiçãomodernanotop100dosmaiorescontribuintesfiscais em Angola.E porque o sector tem tudo para crescer? É uma das questões que muito se coloca. É fácil lem-brar que as empresas do segmento da distribuição voltada para o retalho moderno, quanto àsegmentação do Produto Interno Bruto (PIB), figuram no item “serviços mercantis”.Já em 2008, os serviços mercantis chegaram a representar 17,9% na segmentação do PIB, aopasso que no ano seguinte subiu 3,3 pontos percentuais, para em 2010 descer para uma taxade 21%, menos 0,2 pontos percentuais. A estimativa de 2012 fixada em 23,3% para os serviçosmercantis fica comprometida face à própria economia, que não atingiu os 12,8% previstos noOGE do ano passado.Reflectindo apenas sobre o PIB de 2010, calculado em 90 mil milhões USD, segundo dadosdo Executivo, facilmente se conclui que os serviços mercantis, onde figuram as empresas dadistribuição moderna, contribuíram com 18,9 mil milhões USD.Olhando também para as taxas de crescimento já descritas, e para o facto de o Ministério dasFinanças conseguir resultados visíveis com a reforma tributária a partir de 2012, altura em queo projecto fiscal alargado completou dois anos de implementação, acreditamos que o contribu-to fiscal da distribuição moderna alimentar, não alimentar e até especializada vai registar maiorcrescimento na facturação, com incidência na tributação.Não é um desafio de se enfrentar sem arregaçar mangas, pois estamos lembrados de que hámenosdeanoemeioaAdministraçãoTributáriamanifestavapreocupaçãoporque70milcon-tribuintes, empresas colectivas públicas e privadas de diferentes sectores da economia, estavamem situação irregular junto do fisco, com declarações de imposto em falta, originando situaçãode incumprimento das suas obrigações tributárias.Não deixa de ser um alerta para a navegação governamental o facto de empresas de retalhoalimentar como a Maxi, o Jumbo e outras do retalho especializado, voltado para vestuário ecalçado, figurarem entre os 100 maiores contribuintes do País, numa altura em que se procuradiversificar ao máximo as fontes de receitas tributárias fora do sector petrolífero.As 100 empresas cotadas como maiores contribuintes fiscais em Angola, em 2012, atingiramum peso equivalente a 26% do Produto Interno Bruto.Distribuição modernano top 100 dos maiorescontribuintes fiscaisAntónio PedrO,Directorficha técnicaDirector António Pedro • Director Executivo Victor Jorge • Directora geral de revistas Nilza RodriguesConselho de Gerência Alexandre MealhaColaboram neste número André Samuel, Eunice Sebastião, José António Rousseau, Nelson Rodrigues e Pedro SilvaFotografia Edson Chagas (Subeditor), César Magalhães, Lídia OndeProjecto Gráfico Rui Sampaio • Impressão Printer • Distribuidora VASPE, SA • Direcção Comercial Tânia Vasconcelos, Carina Amuedo, Cátia AmadoDirecção Administrativa e Financeira Renato Moreira (Director), Garcia José, Herlander Tomás, Katila Denise, Rosa Ngola, Stanislau PatacaContactos 244 222 322 665 / 244 222 322 654 / 244 222 322 674 • Fax: 244 222 443 453 • Rua Damião de Góis, n.º 81 – Bairro de Alvalade, Luanda – AngolaContactos E-mail distribuicaoemexpansao@scoremedia.co.aoRepresentação em Portugal Estratégia Media • Direcção-Geral Nilza Rodrigues • Departamento Administrativo Amélia Saavedra • Contactos +351 927747062Registo MCS-520/B2009
  3. 3. #04#Distribuição em Expansão • Abril 2013índice0506202832363840424446QuizDistribuição06-07 Conferência - Ministério do Comércio preocupado com o sector dadistribuição em Angola08-09 Conferência II - Associação da distribuição como principal preocupação doempresariado nacional10-11 Fotoreportagem Conferência12-13 E os mais ricos do Retalho/Fashion/Produção são…14-15 Promoções no retalho: olhos postos na personalização16-17 O que esperar do consumidor angolano até 202018 ADN da DistribuiçãoProdução20-21 Entrevista a Ana Bastos, business unit manager da Intermarcas22-23 Produção de banana aumenta 67%27 Opinião José Severino, presidente da Associação Industrial de Angola (AIA)Bebidas28-29 Entrevista a Luís Nunes, director-geral de vendas da Luanday30-31 Drinco traz Capri-Sun para Angola24 HORAS COM…32-33 “24 Horas com …”, Estevão Daniel, Presidente do Conselho deAdministração da RefriangoVINHOS36-37 Entrevista Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugalINOVAÇÃO38 Tetra Pak inova nas embalagensNovidades de produtoOPINIÃO42 Opinião de Luís Rasquilha, CEO da AYR ConsultingVIPLeituras46 Novas Tendências em Marketing Intelligence46 O Despertar da África - 900 milhões de consumidores africanos têm mais paradar do que se julgao0620363828
  4. 4. 1342#05Distribuição em Expansão • Abril 2013Isabel dos Santos entrou na lista dos mais ricos, elaboradapela revista norte-americana Forbes. Qual a posição queocupa, enquanto mulher mais rica de África? a) 750.ª b) 324.ª c) 736.ª d) 798.ªPara atender as suas lojas em Angola, a Stara, insígnia desapatarias que se dedica à venda de calçado e que inaugurou,recentemente, em Luanda a sua primeira loja fora de Portugal,prevê abrir um armazém de logística que contará com umacapacidade para quantos pares de sapatos? a) 430 000 b) 80 000 c) 55 000 d) 27 000De acordo com o Decreto Presidencial n.º 275/1, queestabelece a sujeição de determinadas mercadoriasimportadas ou produzidas em território nacional à análiselaboratorial obrigatória pela Bromangol, quanto tempoé que os importadores se comprometem a não abrir oscontentores? a) 12 horas b) 24 horas c) 36 horas d) 48 horasQual o país africano que se juntou aos BRIC (Brasil, Rússia,Índia e China) para formar os BRICS? a) África do Sul (South Africa) b) Senegal c) Sudão d) SomáliaquizRespostas:1–c);2–b);3–c);4–a)
  5. 5. #06Distribuição em Expansão • Abril 2013/conferênciaAdistribuição moderna e, espe-cificamente, o retalho alimen-tar têm conhecido, ano apósano, um fortíssimo dinamis-mo, ao mesmo tempo que o mercado setorna mais competitivo e as decisões decompra dos consumidores mais selec-tivas e atraentes em termos de preços,numa base de procura e oferta equilibra-da.”Foi desta forma que Álvaro Paixão Jú-nior, secretário de Estado do Comércio,abriu a conferência da revista Distribui-ção em Expansão, realizada em finais domês de Março, dedicada à “Organizaçãodo Sector da Distribuição Moderna emAngola”.Na ocasião, o secretário de Estado falousobre o reconhecimento do sector que oEstado tem vindo a ter, apresentando-secomo um importante parceiro social nacadeia logística e comercial do País.Para tal, o Executivo apresenta comoprincipais objectivos o asseguramento eo alargamento da rede formal, comercial,logística e de distribuição em todo o ter-ritório nacional, a preços estáveis e a umnível que satisfaça as necessidades daspopulações e da actividade produtiva,referiu o membro do Governo.Álvaro Paixão Júnior apresentou aindaalgumas acções do Executivo que estãoa ser levadas a cabo a fim de respondera estes desafios que têm que ver tambémcom a criação de corredores regionaispara o escoamento dos produtos agríco-las e a criação de uma rede nacional deplataformas logísticas.Além destes desafios, o Executivo apostaO sector tem vindo a crescer, quer seja em termos dealargamento da rede comercial, quer em termos de logística e dedistribuição em todo o território nacional.distribuiçãoMinistério do Comérciopreocupado com osector da distribuiçãoem Angola texto: Eunice Sebastião fotos: Edson ChagasNa abertura da conferência,o Secretário de Estadodo Comércio apresentoualgumas acções doExecutivo para responderaos desafios do escoamentodos produtos agrícolas
  6. 6. #07Distribuição em Expansão • Abril 2013na diversificação da economia, acrescen-tando, contudo, que as empresas devemdiversificar os negócios em função dasdiferentes oportunidades estratégicas.Álvaro Paixão Júnior apontou o sectoragrícola como uma das áreas prioritáriasdo Executivo no que concerne ao investi-mento estratégico, que, no seu entender,podem ter efeitos transformadores na di-versificação da economia.Para o secretário de Estado do Comércio,uma maior produtividade das culturasnão só se traduz em melhores condiçõesde vida para os agricultores, aumentandoassim a oferta de produtos nos mercados,assim como proporciona uma maior pro-cura de bens e serviços nas zonas rurais.Álvaro Paixão Júnior aproveitou a oca-sião para exortar as empresas ao enga-jamento do sector da distribuição mo-derna no processo de alavancagem daprodução agrícola nacional, tendo comogarantia as vantagens próprias de umaeconomia de escala e outros incentivospreviamente aprovados pelo Estado embenefício do sector privado.08 10 12 14 16Associação dadistribuição comoprincipal preocupação doempresariado nacionalpág. pág. pág. pág.pág.Fotorreportagemda conferência dadistribuiçãoOs mais ricosda distribuição/fashion/produçãoPromoçõesno retalhoO que esperardo consumidorangolano até 2020Infra-estruturas físicas comerciais que jácomeçaram a ser desenvolvidas em Angola– Centros de Logística e de Distribuição (CLOD);– Mercados Abastecedores;– Rede Integrada de Logística/Entrepostos Comerciais, deLogística e de Frio;– Hipermercados Grossistas;– Subprograma de Organização do Mercado Retalhista,para o apoio e asseguramento da recolha, transporte,limpeza, selecção, normalização, calibragem, embala-gem, beneficiação e valorização da produção nacional,particularmente camponesa, familiar e do produtor tra-dicional, através da:• Rede Comercial de Proximidade, com identificação edisponibilização de terrenos por parte dos órgãos com-petentes dos Governos Provinciais, para construção, acurto e médio prazo, de estabelecimentos comerciais, àrazão de uma loja em cada município.• Rede de Mercados Municipais Urbanos, Suburbanose Rurais, com reabilitação dos Mercados Municipais econstrução de raiz em todos os municípios do País.– Formação, Capacitação e Profissionalização dos Agen-tes Económicos e Comerciantes;– Implementação do Programa Nacional Integrado do Co-mércio e Serviços, traduzido na:• Criação de lojas pedagógicas para formação, capacita-ção e profissionalização de comerciantes,• Capacitação de recursos humanos do sector do comércio;• Promoção e criação de incentivos fiscais e financeirospara reabilitação e construção de estabelecimentos co-merciais, de armazenamento, de beneficiação ou con-servação e de venda a retalho;• Promoção e criação de incentivos fiscais e financeirospara as actividades de transporte e transformação deprodutos agrícolas;• Promoção e criação de incentivos fiscais e financeirospara a aquisição, por parte de comerciantes, de POS(terminal de pagamento automático) e mercadoriasespecíficas para o campo e escoamento da produção,agro-pecuária do campo ou zonas de produção para osmercados de consumo ou centros urbanos.Factores críticosde sucesso para competirde forma eficaz no mercado angolanoPara além da importância do desenvolvimento deuma cadeia de abastecimento eficiente, como patenteneste quadro, Pedro Miguel Silva, senior manager daDeloitte, apontou a estratégia eficaz de produto que ne-cessita de considerar a especificidade e a diversidadedo consumidor, bem como a relevância da experiên-cia de loja, que constituirá um factor cada vez maisde diferenciação entre empresas concorrentes e ondea formação dos recursos humanos desempenhará umpapel fundamental.• Os produtores locais possuemum acesso limitado aoconhecimento e meiosoperacionais e financeirosnecessários à produção agrícola• Faltam pólos agregadores depequenos produtores (e.g.cooperativas) que agilizem oescoamento da mercadoria paraos mercados• A rede de armazenagem etransporte de mercadorias édeficiente, em particular paraprodutos que requerem logísticade frioDesafios colocados àsempresas de Distribuição• Planear, executar e controlar oselevados investimentoslogísticos – armazéns, lojas efrotas de transporte –necessários ao abastecimentocontínuo e fiável de uma redealargada de pontos de venda• Actuar como vector dedesenvolvimento emodernização da produção local• Alavancar incentivos públicos aodesenvolvimento de infra-estruturas e competências nomeio ruralAspectos críticos do sectorApesar de os players do retalho se terem focado notopo da pirâmide, é o segmento central – rendimentosentre 100 e 750 USD – que deverá ser explorado. Paratal, os players deverão adaptar-se às especificidades deAngola. Os desafios-chave que deverão ser ultrapassa-dos são: Necessidade de reeducar o consumidor (co-municar as vantagens do retalho moderno vs. merca-do de rua); Construir a cadeia de distribuição (garantirqualidade e controlo dos produtos vs. expectativas doconsumidor); Definir produtos a comercializar (oferecerprodutos nas dimensões adequadas vs. necessidadesdo consumidor); Formar pessoas (desenhar programasespecíficos que potenciem formação de talento local).Presença dosplayers de retalho por segmento de consumoO Secretário de Estado doComércio exortou as empresasao engajamento do sectorda distribuição moderna noprocesso de alavancagem daprodução agrícola nacional
  7. 7. #08Distribuição em Expansão • Abril 2013/conferênciadistribuiçãoNa conferência organizada pelarevista Distribuição em Ex-pansão, e antes do debate, adirectora-geral da AssociaçãoPortuguesa de Empresas da Distribuição(APED), Ana Isabel Morais, explicou oque é e como funciona uma associação dadistribuição moderna.No caso português, a APED resultouda transformação ocorrida em 1994 daANS – Associação Nacional de Super-mercados, que havia sido fundada em1981. Constituída como uma associaçãopatronal, de âmbito nacional, que agregaos principais players da distribuição mo-derna, alimentar e retalho especializado.A APED tem como principais valores adefesa da livre concorrência e liberdadede acesso ao mercado de todos os agenteseconómicos, contribuir para as soluçõeslegais que regulam o sector do comércio ea venda de produtos de grande consumoem sistema de livre serviço e represen-tação dos interesses dos seus associadosjunto das entidades públicas e privadas,nacionais e estrangeiras.No debate que se seguiu à apresentaçãoda responsável da APED, os intervenien-tes começaram por destacar a necessidadede criação e existência de uma associaçãoda distribuição moderna em Angola. Naspalavras do economista Carlos Cunha, osector atravessa uma fase de organizaçãopara a constituição de uma entidade queos represente.“O sector de distribuição necessita nesteAssociaçãoda distribuição comoa principal preocupaçãodo empresariado nacional texto: Eunice Sebastião fotos: Edson ChagasA ausência de uma associação no sector da distribuiçãopode afectar de alguma forma o sector económico de umpaís, admitiram os empresários na conferência.No debate foi notória a necessidade evontade do sector da distribuição modernacriar uma associação que represente osplayers presente no mercado angolano
  8. 8. #09Distribuição em Expansão • Abril 2013momento de uma associação totalmenteprivada, uma vez que o Estado detém amaior cadeia de distribuição no mercadonacional.”Para o economista, o Estado deixou deassumir o papel de distribuidor, passan-do neste momento a ser assumido maio-ritariamente pelo comércio informal e,consequentemente, pelos comerciais,fenómeno que tem vindo a crescer diaapós dia.No seu entender, quem comanda a distri-buição no País não é a grande distribuição,que, segundo o mesmo, não resolve 5% dadistribuição em Angola. Em vez disso, esteprocesso fez com que alguns empresárioscontinuassem a investir no País, enquantoa maior parte dos investidores acabarampor não resistir ao mercado.“Os interesses da distribuição modernasão muito diferentes do comércio precá-rio”, admitiu Carlos Cunha, avançando,que, “neste caso, deveríamos criar umaestratégia do médio prazo, criar uma as-sociação virada para a distribuição mo-derna e para a grande distribuição”.Carlos Cunha mostrou-se, no entanto,satisfeito com o interesse do Governo emquerer actuar no consumo e na produçãonacional, enfatizando, contudo, que “omesmo não deve penalizar quem já paga65% da quota no mercado”.“Nós temos de ser competitivos na regiãoe temos de dar incentivos para quem in-veste neste País. Queremos concorrência,mas uma concorrência leal.”O economista acrescentou que as em-presas que surgem de forma desleal nãoestão somente a fazer concorrência des-leal à produção nacional, mas tambémàs empresas que agem honestamente nomercado.Para isso, Carlos Cunha acredita que,além da criação da associação de gran-des empresas, há também a necessidadede se criar uma associação de pequenoscomerciantes.Por sua vez, o presidente da AssociaçãoIndustrial de Angola (AIA), José Severi-no, disse que a criação de uma associaçãodentro do sector será benéfica e fará comque o mercado seja mais interactivo ecom maior participação social, desde quea mesma cumpra com as normas impos-tas às associações já existentes.Na sua intervenção, José Severino apon-tou alguns constrangimentos enfrentadospelos empresários nacionais no que tocaao investimento nacional, encorajando--os a continuarem a investir no País.“O País tem muitos constrangimentos e,para nele se investir, atravessa-se riscos.Por isso, é preciso que haja o encoraja-mento entre os empresários, com vista anão deixar falir quem já investe no País”salientou.Se, por um lado, existe a necessidade dese criar uma associação privada na áreade distribuição, por outro, existe umavontade do Governo de desenvolver ospequenos comerciantes, dando oportuni-dades à classe empresarial, desde que osmesmos estejam legalmente no mercado.Foi desta forma que o director-geral daAlimenta Angola, Luiz de Mattos, inter-veio no debate, acrescentando que, “re-presentados por uma associação, passa aser papel da mesma trazer os pequenoscomerciantes para junto das empresasque fazem o mercado nacional”.Ponto quente durante o debate foi, tam-bém, a questão relacionada com os as-suntos fiscais e impostos, a propósito daentrada em vigor da nova pauta aduanei-ra, adicionando a esta as análises labora-toriais obrigatórias levadas a cabo pelaBromangol.Estando todos de acordo que é necessáriodar um impulso à produção nacional, osvalores em causa foram discutidos, afir-mando Carlos Cunha, para o efeito, que“o que se está a pretender fazer é dar maisforça a quem já tem muita força”.“De certa forma, o que se está a fazer éum assalto a quem quer prosseguir comuma actividade profissional e que no fun-do torna acessíveis os produtos de bensde grande consumo à população.”E, para confirmar o peso do sector da dis-tribuição moderna no País, os númerosapresentados foram bastante elucidativos:dos 100 maiores contribuintes, depoisdos 26 primeiros lugares, detidos por pe-trolíferas e diamantíferas, o primeiro con-tribuinte não pertencente a esta “classe” éum retalhista – Maxi.Áreas deintervenção da APEDGOVERNO• Audições periódicas com membros do Governo e gabinetes• Participação em grupos de trabalho• Consultas sobre legislação• Defesa das posições sectoriais• Assento em comissões e conselhos consultivos e estratégicos• Resposta a consultas oficiais• Sensibilização do Governo em matérias de direito laboralASSEMBLEIA DA REPÚBLICA• Intervenções em audições parlamentares• Resposta a consultas oficiais• Reuniões com grupos parlamentares e deputadosSINDICATOS• Negociação do contrato colectivo de trabalho• Manutenção de um diálogo conciliador com os sindicatosAMBIENTE E SUSTENTABILIDADE• Contribuir para a melhoria do desempenho ambiental e social do sector• Contribuir para a inovação do sector e para uma economia eficiente na utilizaçãodos recursosALIMENTAR• Intervir em processos legislativos, a nível nacional e europeu, em matéria derotulagem e higiene e segurança alimentar e apoiar a sua implementação• Participar activamente no debate em torno das relações na cadeia de abasteci-mento alimentarASSUNTOS FISCAIS• Intervir junto das autoridades competentes nos assuntos relacionados com ocumprimento das obrigações fiscais• Contribuir para a resolução das questões com que as empresas se defrontam emmatéria de fiscalidadeSEGURANÇA NO PONTO DE VENDA• Reforçar ligação operacional entre empresas e forças de segurança• Desenvolver mecanismos de partilha de informação sobre segurança entre asempresas associadasRECURSOS HUMANOS• Tratar os assuntos relacionados com o cumprimento das obrigações laborais eapreciar os problemas com que as empresas se defrontam em matéria laboral• Promover o diálogo social com os sindicatos contribuindo para um debate sus-tentável e conciliadorCARTÕES DE PAGAMENTO• Efectuar diligências junto das autoridades competentes visando o objectivo detornar o mercado de cartões de pagamento concorrencial• Promover a disseminação e utilização de novos meios de pagamentoA directora-geral da APEDveio de Portugal explicarcomo funciona umaassociação da distribuiçãomoderna
  9. 9. #10Distribuição em Expansão • Abril 2013/conferênciadistribuiçãoAs imagensda conferênciaA conferência organizada pelarevista Distribuição em Expansãojuntou vários profissionais doretalho e produção a actuar nomercado angolano. No final da tardee a culminar a conferência, houveainda espaço para um cocktail deapresentação oficial da revista. Ficamaqui as imagens do evento
  10. 10. #11Distribuição em Expansão • Abril 2013
  11. 11. #12Distribuição em Expansão • Abril 2013/Os + ricos ...distribuiçãoE os mais ricos são… texto: Victor JorgeExistem sectores que se destacam dos outros pela sua relevância no nosso dia-a-dia. E basta ver a mais recente lista dos multimilionários da revista norte-americanaForbes para descobrir onde estão os mais ricos do planeta e que empresas detêm.
  12. 12. #13Distribuição em Expansão • Abril 2013Aimportância do sector doretalho e produção, seja debens alimentares ou não ali-mentares, nas economias éconfirmada pela presença de nomes li-gados às operações dos maiores playersda distribuição mundial e fabricantesna mais recente lista dos multimilioná-rios da revista norte-americana Forbes.Outro dos aspectos a destacar nestalistagem, elaborada anualmente, é quea mesma era, antigamente, constituí-da maioritariamente, senão exclusiva-mente, por nomes europeus e ameri-canos. Hoje em dia, é possível verificarque, cada vez mais, aparecem nomesoriginários de outras geografias.Países como Japão, China, Índia, Brasil,México, Chile, África do Sul aparecemem cada vez maior número e basta verque, a liderar a lista há alguns anos nãoestá um norte-americano ou europeu,mas um mexicano, Carlos Slim.Destaque ainda para o facto de Isabeldos Santos – apesar dos negócios não seinserirem exclusiva e maioritariamenteno negócio do retalho – aparecer nãosó como primeira mulher angolana,mas como primeira mulher africana aconstar na lista da Forbes.A actual incerteza económico-finan-ceira vivida em todo o mundo não de-verá alterar de forma significativa esteactual ranking, até porque para quemconsta dele, o que são uns poucos mi-lhões?
  13. 13. #14Distribuição em Expansão • Abril 2013/promoções no retalhodistribuiçãoOs retalhistas que desenvolve-ram promoções personaliza-das obtiveram reacções, nomínimo, curiosas, e isso não sedeve somente ao esforço que é investidoem várias vertentes. Deve-se, também, esobretudo, à precisão: a história de umconsumidor a entrar num supermerca-do nos EUA a perguntar por que razãoa sua jovem filha estava a receber cupõesde desconto para produtos de bebé provacomo é que a análise pode ajudar a per-sonalizar esta estratégia e fazer com quea campanha seja direccionada ao alvocerto.De uma forma simples: é vantajoso co-nhecer-se o cliente, e isso literalmente.De acordo com números avançados peloHarvard Business Review, a personaliza-ção das campanhas pode dar cinco a oitovezes mais retorno que os custos commarketing, além de poder aumentar asvendas em 10% ou mais. Desenvolvidasde forma adequada, as promoções perso-nalizadas com base em dados analíticosdeverão estar no topo das prioridades dequalquer player. Eis algumas sugestõespara colocá-las em prática:• Escolha uma solução de análise querecolha os dados de que necessita: Re-colher dados relativamente ao clientee compra em diversos pontos de con-tacto no retalho é actualmente crucial– no fim, os consumidores omnicanalcompram em lojas, websites e nos te-lemóveis. É importante que o parceiroescolhido possa intervir a qualquermomento nos dados recolhidos de to-das as fontes e efectuar as ligações cer-tas para o consumidor. Conseguir essesdados com rapidez e de forma eficienteé meia batalha ganha nas promoçõespersonalizadas.• Explore preços personalizados: O factode existirem tantos canais de compratambém adiciona pressão extra sobreos retalhistas para manter consistência– ajudando, contudo, a experiência doretalhista. Cerca de 49% dos retalhistasrevelam que praticam preços diferentesem canais diferentes, trazendo luz so-bre um novo ângulo de abordagem àspromoções personalizadas. Os retalhis-tas podem agora personalizar os preçosde acordo com os hábitos e história decompra.• SoLoMo: Social, local e móvel são trêsdas palavras-chave no mercado doretalho. São, igualmente, meios im-portantes para os quais as promoçõespersonalizadas devem ser desenhadas.As promoções personalizadas para osmedia sociais encorajam os consumi-dores a partilhar ofertas e estabelecerligações/relações de modo a beneficiardelas; as promoções localizadas ofere-cem promoções especiais ou únicas auma comunidade com base no com-portamento colectivo ou padrões deconsumo; e as ofertas móveis atingemo consumidor que está sempre ligadoe que pode comprar e tirar partido daspromoções personalizadas, literalmen-te, a cada momento.Promoções noretalho: olhos postosna personalização texto: Victor Jorge fotos: D.R.Qual é o segredo para executaruma boa promoção no retalho?Actualmente, a palavra certa paraesta pergunta será personalização.Ou seja, todo o consumidor é únicoe quer ser reconhecido como tal.
  14. 14. #16Distribuição em Expansão • Abril 2013/a classe média em AngoladistribuiçãoAngola figura no top 10 de umtotal de 53 países no contextode mercado africano que em2011 concentraram 81% doconsumo privado, face às oportunida-des de negócios proporcionadas pelosseus próprios mercados, atesta o maisrecente estudo “The Rise of the AfricanConsumer”, da consultora McKinsey Company.A oportunidade de mercado em Áfricaestá concentrada num núcleo restrito depaíses, onde Angola desponta com umataxa de 46% de consumidores na com-pra de vestuário de moda, de conhecidasmarcas internacionais, ocupando assim aquarta posição do top 10 africano.Quanto à preferência dos consumidoresangolanos na compra de alimentos (mer-cearia) com marcas internacionalmenteconhecidas, a taxa fica em 26%, na séti-ma posição do top 10 do estudo da con-sultora.Na prática, 10 de 53 países, nomeada-mente, Argélia, Angola, Egipto, Gana,Quénia, Marrocos, Nigéria, África doSul, Sudão e Tunísia, contabilizam 81%do consumo alimentar e não alimentarde África em 2011.Em Angola e na Nigéria, países com ten-dências de consumo diferentes quanto aovestuário de marcas internacionalmenteconhecidas e à escolha de alimentos, oque atrai mais consumidores às pratelei-ras de retalho alimentar e não alimentar,incluindo o especializado, fenómeno queprevê manter tendência, não é a relaçãodirecta preço e qualidade, mas, sim, oambiente da loja e o design (layout).Na prática, estes são os dois factores maisimportantes que determinam a escolhade uma loja e fidelização dos consumi-dores.Esta é, na verdade, uma oportunidadeO que esperardo consumidorangolano até 2020 texto: António Pedro fotos: D.R.O mais recente estudo sobre tendências de consumo em África, da consultorainternacional McKinsey Company, “The Rise of the African Consumer”, prevêcrescimento económico acelerado até 2020 e inclui Angola nos 10 maiores deÁfrica. Há uma inquietação de analistas sobre como a classe média no nossoPaís vai seguir as tendências do estudo.
  15. 15. #17Distribuição em Expansão • Abril 2013significativa para o mercado do retalhomoderno, especializado ou não, no qualas empresas podem aproveitar a gritantefalta de imóveis adequados aos perfis denegócios.Quanto ao crescente consumo em Áfri-ca, do qual Angola é parte integrante e notop 10, é maior do que na Índia ou Rús-sia, pois aumentou para 568 mil milhõesUSD de 2000 para 2010. A aceleração docrescimento económico de África, de-pois do ano 2000, fez do continente a se-gunda região do mundo que mais crescedepois da Ásia emergente e equilibra-seem relação ao Médio Oriente.As previsões da McKinsey Companyapontam que, desde 2012 até 2020, oconsumo voltado para produtos indus-triais acabados, como vestuário, bens deconsumo e alimentos, deve crescer maisde 410 mil milhões USD, um boom nun-ca antes registado em África.Classe média em AngolaUm estudo da consultora Deloitte, “TheRise and Rise of the Afri-can Middle Class”, focadono consumidor, revela quea classe média em Áfricamais do que duplicou nosúltimos 20 anos, preven-do-se que em 2060 possaatingir os 42% de toda apopulação mundial, ouseja, 1,1 mil milhões depessoas.Nisto, surgem as inquieta-ções de analistas sobre quetendências no longo prazoafectarão ou não o perfilda classe média em Angola.No caso angolano, o crescimento da clas-se média, e outras, ficou quase destruídopelo modelo socialista e fuga de quadrosde 1975 a 1992, segundo o presidente daAssociação Industrial Angolana.José Severino diz que o tecido social,da classe média e outras, começa a re-constituir-se com chefias dos órgãos desoberania, instituições e empresas públi-cas, bem como de bancos, seguradorase empresas petrolíferas, distribuição, deserviços e tecnológicas e grandes empre-sas comerciais e industriais, e profissõesliberais e pequenos operadores econó-micos.Nesta vertente, o presidente da Associa-ção Angolana dos Direitos do Consumi-dor, Diógenes de Oliveira, assume queneste sentido o consumidor mais exi-gente é o da classe média/alta,porque detém de informaçãoe sabe os seus direitos comoconsumidor, aliás, “está maisbem informado”.“Esperemos que daqui a 5, 10,20, 30 ou até mesmo 50 anosnão existam, em termos deconsumo, consumidores dealta, média e baixa classe, se-gundo o modelo actual, nemque haja mais hipossuficiênciapor parte dos mesmos”, vati-cinou Diógenes, pois acreditaque nesta altura, independen-temente de classes sociais, todos saberãoos seus direitos dentro da relação jurídicade consumo.Sustenta a lógica de que tudo começa apartir da educação, formação e informa-ção a todos os níveis, e porque cabe aoEstado desenvolver acções visando adop-tar medidas tendentes a estes pressupos-tos, apoiando também as associações dedefesa dos consumidores, conforme esti-pula a Lei de Defesa do Consumidor (Lein.º 15/03, de 22 de Julho).Severino, quanto à consensualidade, ounão, de que um aumento da classe médiasignifica também mais necessidade debens de consumo e serviços, indica queos sectores de actividade/bens de consu-mo que deverão/poderão ter maior pro-cura recaem em residências, automóveis,mobiliário e electrodomésticos.Na perspectiva do gestor dos industriais,não ficam de fora o ensino e a educaçãodos filhos, saúde familiar, seguros, res-tauração, diversão e viagens, alimentaçãoe vestuário.Entretanto, adverte que, para responderà crescente evolução da classe média emAngola, por integrar África mencionadano estudo da Deloitte, é preciso “eliminaros factores tóxicos da nossa economiapara se melhorar o índice de competiti-vidade, que é muito mau”.SenegalNigériaGanaEgiptoMarrocosArgéliaEtiópiaQuéniaÁfrica do SulAngolaNorthAfricansare far lessoptimisticOs africanosdo Norte sãomenosoptimistas5512232952667171737497nsumption growth will come from households earning more than $20,000 a year.$20,000$10,000–$20,000$5,000–$10,000$0–$5,000y income bracket6CAGR1ate.group is projected to show negative growth over the period.me Distribution Database; McKinsey Global Institute; McKinsey analysisShare of total positive growth within each income bracket%, 2011–16100201874196 1South Africa21000Nigeria10024Africa2%2%6%6%4%4%5%5%rity of African consumption still comes from low-income consumers,en by higher-income groups$10,000–$20,000$5,000–$10,000 $0–$5,000$20,00008 2012 201622254050Taxa (%) de optimismo no futuro de ÁfricaFonte: McKinsey’s Africa Consumer Insights Center “The rise of the African consumer”MarrocosEtiópiaArgéliaEgiptoAngolaQuéniaÁfrica do SulGanaNigériaÁfricaSenegalÁfricaEtiópiaAngolaEgiptoQuéniaGanaÁfrica do SulMarrocosSempre que possívelFrequentemente7465635046341712111129Senegal 5834 3028Nigéria38261912 25329 30143416361484242218182114341417 594514141514924114Top 10 – Países com maior taxa (%) demográficaPreferência na compra de vestuário demoda de marcas internacionais conhecidasPreferência na compra de marcasde alimentos (mercearia)Fonte: McKinsey’s Africa Consumer Insights Center “The rise of the African consumer”A oportunidade de mercadoem África está concentradanum núcleo restrito de países,onde Angola despontacom uma taxa de 46%de consumidores na comprade vestuário de moda
  16. 16. #18Distribuição em Expansão • Abril 2013ADN da DistribuiçãoAexpansão, o acto de desenvolver e ampliar a rede física delojasdeumaempresa,éooxigéniodadistribuição.ComooUniverso, a natureza desta expansão é igualmente isotrópi-ca, isto é, possui as mesmas características ou propriedadesindependentemente da direcção seguida, é cada vez mais acelerada etambém não terá fim.Expandir é crescer organicamente, aumentando o número de lojas ealargando a implantação da empresa a novas regiões dentro do mes-mo país ou para outros países, designando-se neste caso a expansãopor internacionalização.Nãoofazer,istoé,aempresapararouestagnaraexpansão,seráequiv-alente a uma sentença de morte. E a partir do momento em que separe a expansão, a morte será uma questão de tempo. Diz a sabedo-ria popular que “parar é morrer”, e na distribuição é a mais pura dasverdades.Não acredito na subsistência dos negócios retalhistas, sejam quaisforem os formatos, que estejam limitados a uma única localização oupontodevenda.Pormelhorquesejaessenegócio,emtermosdeven-das ou de rentabilidade, a tendência inelutável será a sua progressivaqueda até que se torne impossível a sua continuidade.Tudosereduzaumaquestãodediferençaentreproveitosecustos.Noinício, tudo parece estar bem, porque em regra os proveitos superamos custos. Mas, com o decorrer do tempo, a inflação, o aumento doscustos operacionais e a pressão da concorrência irão retirar espaço demanobraaessaúnicaloja,provocandoaprogressivareduçãodasven-das e a consequente erosão das margens e da rentabilidade. Chegar-se-áaumpontodenãoretorno,emqueoscustostotaisultrapassarãoas receitas, e a partir desse momento pouco ou nada haverá a fazer senão existir expansão e a loja continuar orgulhosamente só no mer-cado.Este é o processo característico de grande parte do comércio inde-pendente que fica preso apenas à sua primeira e única localização eque desconhece o primeiro dos mandamentos da distribuição: Sóaqueles que abrirem o seu coração à expansão poderão sobreviver.E mesmo esta por si só nada garante. O presente e, cada vez mais, ofuturopertencemàscadeiaseredesdedistribuição.Éumaquestãodeescala e de dimensão crítica mínima, entendendo-se por esta o nívelde negócio e o patamar de expansão abaixo dos quais a empresa nãopossuiráascondiçõesdesobrevivênciaadequadasparasobrevivernomercado em que está a competir. Sem ganhar essa escala, que podeser regional, nacional ou internacional, nenhuma empresa comercialpode garantir o seu futuro.Mesmo em situações de crise, e principalmente nestas, só o cresci-mento orgânico permite equilibrar os balanços das empresas e retirá-las do vermelho. Só a expansão permitiu, por exemplo, à Tesco e àWal-Mart, em pleno período crítico de 2009, crescerem 6,1% e 3,4%,respectivamente, para não falar nos anos anteriores à crise financeira,em que atingiram ambas crescimentos de vendas de dois dígitos! (Sóa Wal-Mart abriu 158 novos Supercenters em 2009.)E se recuarmos no tempo, no ano 2000, as mesmas empresas realiza-vam cerca de 15% das suas vendas fora do Reino Unido, e hoje dob-raram esse valor, realizando já 30%. O mesmo se pode dizer da por-tuguesaJerónimoMartins,queapenascomasuaBiedronkapolacajáconsegue facturar mais de metade das suas vendas fora de Portugal.De um modo geral, quer no mercado norte-americano quer no eu-ropeu, as vendas estão estagnadas, com crescimentos irrisórios oumesmo negativos. Em 2009, e na Alemanha, por exemplo, o grupoMetrodesceu-3,6%dassuasvendasemgerale-7,6%sónosegmentodo cash and carry. Também em França, o mercado geral teve cresci-mentos negativos de -0,6%. A insígnia Systeme U, que só opera nomercado francês, teve 0% de crescimento, enquanto o Carrefourdecresceu -2,8%, contudo, na América Latina e na Ásia esta insígniaconseguiu crescer 14,6% e 8,8%.De facto, nestas circunstâncias, só a expansão internacional permiteàs empresas crescer. E esta pode efectuar-se através de várias mo-dalidades, tais como as implantações autónomas, em que a empresasuporta todo o esforço da sua expansão mas também controla total-mente o processo. É o processo preferido pelas empresas de grandesformatos, como a IKEA ou o El Corte Inglés, e também pelos dis-counters, como, por exemplo, a Biedronka na Polónia ou a LIDL eALDI, que entraram em Portugal desta forma.Aliás, só as empresas discount que se expandiram para fora do mer-cado alemão terão condições de sobreviver nos próximos anos, nãosendoporacasoque,eporsemana,aALDIabreumamédiadecinconovas lojas, e a LIDL abre oito.Uma outra modalidade de expansão consiste em adquirir uma em-presa concorrente já existente no mercado através de uma acção deconcentração que, podendo ficar mais cara e tendo o ónus burocráti-co da necessária autorização das respectivas autoridades de concor-rência, permite, contudo, poupar tempo e garantir a estabilidade daoperação mais rapidamente. Foi assim que fizeram, em Portugal, aAuchan,quandoadquiriuoPãodeAçúcar,ouaSonae,quandocom-prou as lojas do Carrefour, ou a JM, quando ficou com as lojas daPLUS.Uma outra forma de expansão é através da constituição de joint ven-tures entre duas empresas do mesmo país ou de países diferentes quepermite dividir o esforço de investimento e reduzir os riscos da ex-pansãointernacional.Estaformaéapreferidaporalgunsdosgrandesformatos, nomeadamente hipermercados. Desta forma entraram aPromodéseoEuromarché,emPortugal,emassociaçõescomaSonaee com o BES, que hoje já não existem.Porém, a forma mais rápida e mais barata de expansão quer nacionalquerinternacionalfaz-seatravésdasfranquiasdedistribuição,princi-palmente nos segmentos não alimentares. Porém, também as empre-sas alimentares começam agora a olhar com mais atenção para estesistema comercial (Dia/Minipreço e Sonae), ainda que, e desde sem-pre, o Leclerc e o Intermarché tenham privilegiado a sua expansãoatravés de um sistema semelhante à franquia: o sucursalismo.De um modo geral, as empresas, em função das características domercado onde estão a operar ou para onde querem entrar, escolhema modalidade que melhor servirá, caso a caso, os seus interesses. AgiganteWal-Mart,porexemplo,tantoutilizaasimplantaçõesautóno-mas como a aquisição de concorrentes, tal como a Mercadona emEspanha, que, apesar de restrita apenas ao mercado espanhol, temaberto a um ritmo de 50/60 novas lojas por ano, o que lhe permiteaguentar a crise e crescer, pelo menos, 1%.Mas talvez o melhor exemplo de uma empresa que nos dias de hojeprovavelmente já não existiria ou estaria reduzida a uma humildeposição seja o da Delhaize le Lyon, que, no seu país de origem, a Bél-gica,realizaapenas23%dassuasvendas,enquantofaz,emseisoutrospaíses, o remanescente, com particular destaque para os EUA, que sópor si representam 69% do total das vendas da empresa.Mesmo em situações de crise como a que hoje se vive na Europa,expansão ou morte é o mote da distribuição. E quando o mercadodoméstico deixar de o permitir, haverá que sair para outros, dandoo salto da internacionalização. Ontem, hoje e sempre, será assim.Gene 2Expansão/InternacionalizaçãoJosé AntónioRousseau,Docente, consultore especialista emDistribuição Modernawww.rousseau.com.pt““A expansão éo oxigénio dadistribuição”
  17. 17. #20Distribuição em Expansão • Abril 2013/Ana Bastos, business unit manager da Intermarcasprodução texto: Victor Jorge fotos: Edson ChagasNum mercado em constantedesenvolvimento e mutação,a Intermarcas estabeleceu,recentemente, uma parce-ria com a Unilever para a importação edistribuição dos produtos da empresaanglo-holandesa para o mercado ango-lano. O primeiro passo é dado com odentífrico Pepsodent, mas em breveoutras marcas da Unilever se seguirão.Distribuição em Expansão: A Intermar-cas vai passar a importar e distribuir amarca Pepsodent, pertencente ao uni-verso Unilever. Como chegaram a estaparceria e o que representa para a vossaempresa?Ana Bastos: A Intermarcas tem o pra-zer de relançar a marca Pepsodent,uma marca de prestígio e já conhecidapelo consumidor angolano. Somosuma empresa focada na distribuiçãomoderna, de produtos e marcas de quali-dade. Temos uma relação muito próximacom a Unilever para gerir parte do por-tfólio em Angola.Representamos algumas marcas conhe-cidas, tais como Omo, Skip, Planta, BlueBand, Cif, Sunlight, Lux, Comfort, Life-buo, Domestos… e, claro, Pepsodent.Esta parceria surge, fundamentalmente,da vontade que ambas as empresastêm de contribuir para o crescimento edesenvolvimento do mercado angolano.Que importância tem para a Inter-marcas contar com um produto doportfólio da Unilever? Trata-se de umaimportação/distribuição entregue emexclusivo à Intermarcas no mercadoangolano?O focus da Intermarcas é ter no portfó-lio marcas de prestígio, que agradem aoconsumidor angolano. A Unilever emAngola tem marcas fortes e de qualidadeindo ao encontro desta estratégia.Quais foram as exigências da Unileverpara a Intermarcas passar a importar edistribuir a Pepsodent?É um projecto que está a ser desenvol-vido em conjunto. Está a ser trabalhadoem parceria, e, neste caso, no relança-mento da Pepsodent. O consumidorangolano já usa o nome da marca, comoum nome genérico da categoria de pro-dutos dentífricos.O trabalho da Intermarcas será disponi-bilizar e realçar a marca dando a conhe-cer a qualidade da mesma no mercadoangolano.De onde é importado o produto?A Unilever é uma multinacional pre-sente em vários continentes. Os produ-tos podem ser provenientes de váriospaíses, respeitando sempre os mais ele-vados padrões de qualidade que estãosempre associados às marcas da Unile-ver.“A Intermarcasestrategicamentenão estará focada nomercado informal”Tendo “ganho” recentemente a importação e distribuição exclusiva damarcas da multinacional Unilever, a business unit manager da Intermarcas,Ana Bastos, revelou, em entrevista exclusiva à Distribuição em Expansão,que o focus da empresa é ter no portfólio marcas de prestígio.
  18. 18. #21Distribuição em Expansão • Abril 2013Aposta na comunicaçãoEste produto já existia no mercadoangolano. O que é que a Intermarcas vaifazer de diferente e melhor que o ante-rior importador/distribuidor?O tempo o dirá.A distribuição da marca da Unileverserá feita a nível nacional? Como?A estrutura actual da Intermarcas garanteuma distribuição regular em todo omercado angolano das marcas da Unile-ver. O relançamento de Pepsodent serásuportado por campanhas above the line(actividades promocionais que utilizamos meios de comunicação de massa comoimprensa; televisão; outdoors; rádio;cinema; Internet) e bellow the line (téc-nica de propaganda que utiliza a comu-nicação fora dos media como marketingde relacionamento; sponsoring, licencia-mento; relações públicas; salões, feiras,exposições; promoções; Internet).Quais os canais preferenciais para avenda de Pepsodent e como vão comu-nicar a marca?Programámos uma campanha que irácobrir os vários canais de distribuiçãocom SKU específicos para cada canal,tendo em conta as especifidades dos mes-mos.Que investimentos efectuaram ou irãoefectuar nessa comunicação/promo-ção? E que tipo de comunicação/pro-moção irão levar a cabo nos diversospontos de venda?Neste momento não podemos partilhardados de investimentos, no entanto,acrescentamos, porém, que em Angola osestudos indicam que o ambiente de loja,layout, arrumação de produtos, e conve-niência são os factores mais importantesna escolha do consumidor.Serão, portanto, estes os valores que ire-mos levar em consideração, dando maiordestaque promocional ao produto.Existe alguma estratégia diferenciadapara a distribuição moderna e para ocanal informal?A Intermarcas tem uma estratégia espe-cífica e portfólio para a distribuiçãomoderna, onde iremos distribuir o for-mato básico com valor acrescentado, ofe-recendo assim ao consumidor e ao negó-cio uma vasta gama de artigos.A Intermarcas estrategicamente nãoestará focada no mercado informal.Educar o consumidorQue tipologia de embalagem irãocomercializar no mercado? E que tipode referências irão estar disponíveis nomercado angolano?O estado de maturação actual do mercadoangolano tem características próprias depackaging que estão a ser consideradasna gama de produtos, nomeadamente,aposta em formatos mais pequenos.Em termos de consumidor, como carac-terizariam o consumidor angolanodeste tipo de produtos?O consumidor angolano é um consu-midor brand addict. O mesmo é muitoaberto a inovação e variedade. O con-sumo per capita tem vindo a aumentar,sendo esta uma excelente oportunidadede crescimento.E 72% da população tendencialmenteconsome marcas de qualidade e já comexpressão no mercado. O consumidorprefere estas marcas às que estão associa-das a preço baixo.Existe de alguma forma uma exigênciaem chamar a atenção para a necessidadede utilização deste tipo de produtosjunto da população?O mercado angolano está em constantedesenvolvimento e crescimento. Essemesmo desenvolvimento passa por umaforte componente educacional junto doconsumidor. A componente educativaneste relançamento é de grande impor-tância. A educação da higiene oral seráum aspecto a ter em conta para que apopulação possa sorrir de forma saudá-vel.Este é um mercado com fortes possibili-dades de crescimento, ou trata-se de ummercado de alguma forma já maduro?Este é um mercado em constante desen-volvimento e mutação.E como analisam este mercado ango-lano? Há muita concorrência?A concorrência neste tipo de mercado, seconsiderarmos o mercado formal, assentaem dois ou três players, em que a Pepso-dent assume um lugar de destaque.Recentemente houve a discussão relati-vamente às taxas aduaneiras que pode-rão/irão onerar demasiado os produtosimportados. Este tipo de produtos estáabrangido? E que tipo de aumentopoderá ser aplicado caso as taxas adu-aneiras entrem em vigor?As taxas correspondem unicamente aprodutos alimentares e a bebidas. Nestecaso, os produtos dentífricos não estãoabrangidos.Unilever e não sóO universo Unilever é muito vasto eabrange diversas categorias de produ-tos. Existe a possibilidade de a Inter-marcas importar e distribuir mais pro-dutos da Unilever? Quais?O principal objectivo da Intermarcas éfazer chegar ao consumidor um forteportfólio de marcas em várias categorias.Algumas serão marcas da Unilever comonosso parceiro estratégico, no entanto,iremos ter outras parcerias internacio-nais.Quais são essas outras parcerias inter-nacionais que irão ter?De momento não posso revelar as parce-rias internacionais que irão estar disponí-veis no portfólio da Intermarcas.Existe alguma possibilidade de esta par-ceria extravasar a fronteira angolana ea Intermarcas distribuir os produtos daUnilever para outros países?Estão a ser considerados outros paísesemergentes africanos onde o grupo estáa operar há mais de 23 anos com vastaexperiência.Fazendo futurologia, o que seria umbom resultado para esta parceria den-tro de um ano?Clientes e consumidores felizes.Oferta Pepsodent nomercado angolanoPepsodent Total Protection Cavity Fighter 35 g/25 mlPepsodent Total Protection Cavity Fighter 65 g/50 mlPepsodent Total Protection Cavity Fighter 175 g/125 mlPepsodent Total Protection Complete 8 Action (NI) 130 g/100 mlPepsodent Total Protection Complete 8 Action White 130 g/100 ml22pág.Produção debanana nacionalaumenta 67%
  19. 19. #22Distribuição em Expansão • Abril 2013 texto: António Pedro fotos: César MagalhãesOmercado nacional da bananaatingiu uma facturação de 86,1mil milhões Kz (cerca de 896,5milhões USD) no ano pas-sado, segundo dados do Ministério daAgricultura, justificado pelos produtorespela subida do preço em função de váriosfactores que a revista Distribuição emExpansão aborda nesta matéria.Na prática, o preço da banana por quilo-grama deixou a “casa” dos 19,44 Kz paracrescer a uma taxa de 47,9%, traduz-indo-se num ganho adicional de 9,33Kz, o que proporcionou aos produtoresuma venda aditiva de 34,6 mil milhõesKz (360,7 milhões USD) em relação aototal da facturação da campanha agrícola2010/2011.A área de 112,2 mil hectares destinadaem todo o País para a produção dabanana, cresceu apenas 13% em 2012,representando, em termos absolutos, umaumento de 189,6 mil toneladas, o queproporciona ao País uma produção anualde 3 milhões de toneladas, contra os 2,5milhões de toneladas de banana de 2011.A banana é o principal produto da fileiradas fruteiras em Angola e representa 83%neste segmento, enquanto os 17% com-postos por citrinos, mangueiras, ananás eO valor da produção nacional de banana em 2012 registou um aumento de 34,6 milmilhões Kz sobre o total da facturação de 2011, isto no comércio feito no campo pelasempresas agrícolas familiares e empresariais. O ganho registado está essencialmente ligadoao aumento de 47,9% do preço da banana, desproporcional à produção, que cresceu 13%./feira da bananaproduçãoProdução debanana nacionalaumenta 67%1. Volume e valores da produção debanana (2010/2011 – 2011/2012)2010/2011 2011/2012Produção (toneladas) 2 646 073 2 991 454Preços (Kz/kg) 19,44 28,77Valor da produção (milhões Kz) 51 439 86 067Fonte: Ministério da Agricultura de Angola2. Indicadores segmentados da produção de bananaPeríodo agrícola 2010/2011 2011/2012Área total de cultivo (ha) 112 295 128 392Produtividade (kg/ha) de EAF* 22 941 24 136Produtividade (kg/ha) de EAE** 31 714 30 880Área colhida (ha) EAF e EAE 104 750 115 749Produção total (toneladas) 112 295 128 392Legenda:* Empresas Agrícolas Familiares** Empresas Agrícolas EmpresariaisFonte: Ministério da Agricultura de Angola
  20. 20. #23Distribuição em Expansão • Abril 2013abacateiro representam, juntos, um totalde 614,4 mil toneladas face ao global de3,6 milhões de toneladas.Na campanha agrícola 2011/2012 (o anoagrícola inicia oficialmente em Setembroe termina em Agosto, todos os anos), asempresas familiares colheram 93% dos166,6 mil hectares em exploração, aopasso que as empresas agrícolas empre-sariais atingiram 96% de colheita dos45,8 mil hectares que exploraram, emrelação a banana.João Macedo, administrador daAgrolíder – uma empresa que opera naárea da fruticultura – avançou à revistaDistribuição em Expansão, durante a seg-unda edição da feira da banana, realizadaem Março na província do Bengo, que asempresas modernas melhoraram as téc-nicas de produção, facilitando, sobrema-neira, a distribuição com padrões simi-lares aos da Europa.Nesta vertente, as empresas agrícolasempresariais superaram a produtividade,no ano passado, em termos absolutos,ao adicionarem à sua produção 7 milquilogramas por hectare face ao total dasempresas agrícolas familiares, conformeilustra a tabela 2.Aumento do preçoManuel Monteiro é um empresário comcredibilidade na abordagem do mercadonacional de produção de banana. É gestorda FertiAngola – uma das empresas maisprósperas na produção de banana, sedi-ada em Benguela.O considerado “rei das bananas” –assume-se como pioneiro da inovaçãona plantação de banana no País, desde aimportação de plantas, a forma de irri-gação e processamento completo desde acolheita, embalagem e maturação – asse-gura que o preço da banana nos merca-dos de produção não é caro, mas, sim,nos mercados de distribuição, formal einformal, onde Luanda desponta comomaior consumidor.Contudo, actualmente existem certosfactores a nível das empresas agrícolasempresariais que concorrem para umligeiro aumento de preços, “mas sempeso, nos mercados produtores, para oscompradores tradicionais”, explica.A título de exemplo, aponta o empresáriode Benguela, embalagens para bananas,caixas de papelão, são importadas, bemcomo meios agrícolas para melhorar astécnicas de cultivo, e têm custos alfande-gários.Refira-se que Benguela é a maior produ-tora de banana em Angola, com umataxa perto de 20% do total nacional de3 milhões de toneladas. No entanto,quanto ao consumo per capita anual porquilograma, Benguela, a terceira provín-cia mais habitada de Angola, depois deLuanda e Huíla, tem uma produção quelhe permite um indicador de 538,9 kg/por pessoa ao ano para um universo de1,7 milhões de habitantes, mas ocupa aterceira posição do ranking de 18 provín-cias. Bengo e Cabinda lideram o rank-ing, enquanto Luanda, a província commaior número de consumidores, pertode 5,04 milhões de habitantes, ocupa aúltima posição face à sua produção, quese reflecte em 2,1 kg per capita/ano.3. Oferta per capita de banana por provínciaProvíncia População estimada Kg per capita/anoNORTECabinda 394 620 644,4Zaire 354 627 444,9Uíge 945 196 305,9Malanje 653 618 76,5Kwanza-Norte 330 979 192,1Bengo 308 333 694,3Luanda 5 046 323 2,1Lunda-Norte 684 417 73,1Lunda-Sul 342 063 89,3CENTROKwanza-Sul 1 198 758 491,5Benguela 1 726 057 538,9Huambo 1 443 388 70,6Bié 1 003 042 90Moxico 493 019 84,8sulHuíla 1 818 382 22,2Namibe 324 673 134,8Cunene 570 918 37,8Kuando Kubango 353 619 34,6Fonte: Ministério da Agricultura de AngolaContribuição percentual da cultura da fileiradas fruteiras em Angola (%)Fonte: Ministério da Agricultura de Angola
  21. 21. #27Distribuição em Expansão • Abril 2013opiniãoHá muito que não se falava tanto da Pauta Aduaneiracomo nestas últimas semanas e em função de ela es-tar prestes a ser aprovada pela Assembleia Nacional,presumindo-se que tal possa suceder exactamentenestes dias.Mas, se aprovada, devem os leitores saber que o que se vai de-cidir num dia é o corolário de um trabalho de muitos meses quea Direcção Nacional das Alfândegas (agora Serviço Nacional)desenvolveu em estreita colaboração com todos os sectores daeconomia, quer empresariais, estatais e privados, quer com osgovernamentais, com destaque para gabinetes de planeamento edirecções nacionais e direcções provinciais e despachantes, comparticipação muito intensa de associações empresariais, nacion-ais e locais, e centrais sindicais.As expectativas são grandes, em particular pelas empresas doramo produtivo, que entendem ser hora de a pauta ser mais im-perativa perante a agressividade do comércio internacional e atéperante a presunção de subfacturações e mesmo de dumping poralguns exportadores em vários produtos, empresas que, por for-ça da estagnação ou mesmo recessão económica em seus países,precisam a todo o custo de exportar para poderem sobreviver.A AIA definiu desde logo a sua estratégia baseada muito em dis-cussões havidas para a pauta em vigor desde 2007 e agora emvias de ser mandada para o arquivo histórico do actual SNA,que em restruturação e modernização desde 2005 é hoje ente deprestígio no concerto da Organização Mundial das Alfândegas.Essa estratégia da AIA tem pilares mais robustos nos seguintesprincípios e com alguns exemplos que citamos para se clarifi-carem os pensamentos:– Agravar taxas ao máximo compatível com preceitos reco-mendáveis pela Organização Internacional do Comércio, láonde há capacidade e recursos nacionais em que a importaçãodeve ser muito restringida por ilógica e contraproducente, comonos casos de pedras para calçadas, tijolos e telhas de construção,materiais de betão, tubos de plástico e aço, frutas tropicais e al-guns hortícolas, peixe e sal. Apenas alguns exemplos!– Aumentar taxas com forte impacto só onde houver produçãoreal que possa garantir o mercado, cabendo às importações umpapel complementar, como cimento e produtos de betão, tubosde plástico e aço, e tantos outros, ou sobre produtos com im-pacto negativo na saúde, como as bebidas alcoólicas, cigarros demarcas estrangeiras e artigos confirmadamente de luxo.– Aumentar taxas só ligeiramente onde já há capacidade deprodução, mas ainda sem a possibilidade de assegurarem o mín-imo de 30% do consumo, mas com perspectivas de crescimentorápido da oferta pela disponibilidade de recursos naturais oucompetências, como farinha de milho, carnes, ovos, iogurtes,gelados, sabão em barra.– Não aumentar taxas onde a produção nacional é exígua maspromissora, mas encontrar formas de dar incentivos a essasempresas para o aumento tão rápido quando possível das suascompetências, como nos casos de produtos lácteos, vestuário,calçado e conforme se pode ler mais adiante.– Reduzir taxas sobre produtos de que não há produção nacion-al significativa e tenham impacto nas populações mais carencia-das, como farinha de trigo, arroz, leite em pó, livros académicos,roupa de Inverno.– Eliminar taxas sobre matérias subsidiárias que entram naprodução nacional e que na importação continuam a ser taxa-das, de que é caso flagrante a penalização sobre as subsidiáriaspara os refrigerantes, cervejas, detergentes, produtos Nestlé eLactiangol, varão de aço e tantos outros. Agrava ainda mais aaplicação de esta taxa arrastar consigo a cobrança obrigatória doImposto de Consumo no próprio despacho aduaneiro.– Elimi-nar taxas sobre produtos importados a granel ou em concen-trados desde que não haja produção nacional para que possamser embalados ou desdobrados cá com a montagem de linhasde embalagem e a transferir conhecimento para trabalhadoresangolanos.– Eliminação de taxa aduaneira sobre produtos que, de umaou doutra forma, terão de ser industrializados e em segmentosonde é preciso contrapor àqueles países que pretendem destruiras economias dos menos desenvolvidos, como no caso das con-fecções e têxteis-lar.– Eliminação de taxa aduaneira sobre peças e componentes paralinhas de montagem, elas que são grandes empregadoras demão-de-obra, e depois, como se disse atrás, começar a incorpo-rar materiais e peças de origem local, como poderá ser o caso debicicletas, motorizadas, geradores, fogões, etc., etc., até se chegarà montagem de viaturas e tractores.No caso do Imposto do Consumo, competência da DNI (Di-recção Nacional de Impostos), para além de cobrado nas im-portações atrás referidas, ele também é cobrado nas aquisiçõeslocais de matérias-primas e produtos intermédios (exemplo dasembalagens), tidos pela AIA como uma desconexão muito grave,pois com isso agrava-se ainda mais o custo dos produtos nacio-nais. Mais agrava pois, no produto final onde estes impostos jáestão incorporados nos custos, eles têm de pagar novamente oImposto de Consumo, o chamado imposto em “hipercascata”!Assim, a produção nacional está inevitavelmente a tornar-semenos competitiva que a importação, que está isenta na origempor se destinar a exportação (medida inteligente), e aqui só pagauma vez no despacho aduaneiro.Com isso levantam-se também e naturalmente vozes dos con-sumidores sobre tais preços da produção nacional, o que estáem discussão com o PERT. Assim, e até lá, temos a importaçãoa reinar em nossa casa e os produtores nacionais a xinguilar!Lembrar, por fim, que o nosso País precisa de andar rápido parase tornar um país competitivo e garantir melhor qualidade devida à população. Este é, como dizemos na AIA, “O Desafio An-gola”!A novaPauta AduaneiraJosé Severino,presidente daAssociação Industrial deAngola (AIA)““As expectativassão grandes, emparticular pelasempresas do ramoprodutivo, queentendem ser horade a pauta ser maisimperativa perantea agressividadedo comérciointernacional e atéperante a presunçãode subfacturaçõese mesmo dedumping por algunsexportadores emvários produtos”
  22. 22. #28Distribuição em Expansão • Abril 2013/Luís Nunes, director-geral de vendas da Luandaybebidas texto: Victor Jorge fotos: Edson ChagasSeis meses de negociações resul-taram numa nova parceria inter-nacional para a Luanday. Marcascomo Johnny Walker, JB, Gor-don’s, Smirnoff ou Baileys terão, a partir deagora, o cunho da empresa angolana.Distribuição em Expansão: A Luandaytornou-se no distribuidor oficial e exclu-sivo dos produtos da Diageo. Que signifi-cado tem esta parceria para a Luanday?Luís Nunes: Fundamentalmente, recon-hecimento da empresa líder nas bebidaspremium da capacidade de distribuiçãoda Luanday, além de reconhecer a nívelinternacional uma empresa angolana comcapacidade comercial e logística nos maisaltos padrões mundiais.Porquê os produtos Diageo?Porque, na sua maioria, são as marcaslíderes nos seus segmentos de mercado eporque a Luanday e a Diageo têm no seuADN valores comuns.Estaparceriapermitefortessinergiascomasnossas capacidades (distribuição, activaçãode marcas, marketing operacional, trademarketing…)Ter o líder das bebidas espirituosas a con-fiar a distribuição dos seus produtos éuma grande responsabilidade. Foi difícilchegar a acordo? Que tipo de exigênciashouve por parte da Diageo?A negociação durou mais de seis meses. ADiageo fez uma extensa análise das empre-sas de distribuição de bens de grande con-sumo presentes no mercado angolano. Naselecção, utilizou como critérios a capaci-dade de distribuição, presença nacional,capacidade de activação de marcas e capaci-dade financeira.Que alterações ou novidades vão apresen-tar face ao anterior distribuidor?Pretendemos garantir a continuidade deabastecimento do mercado. Vamos apoiaros nossos clientes com a activação das mar-cas,elevandoonossopapelparaalémdeumsimples distribuidor.O objectivo é ter uma distribuição nacionalDepois dos produtos da Moët Hennessy, a Luandayconquistou mais uma parceria para o mercado angolano.Desta feita, são as bebidas pertencentes à Diageo que serãoimportadas e distribuídas em exclusivo pela Luanday.“A Luanday e aDiageo têm no seuADN valores comuns”O que é a DiageoEmpresa global com actividade em 180 paísesQuota de mercado superior a 40% em ÁfricaComercializa as suas marcas em 40 países da África subsarianaLíder do sector em ÁfricaA Diageo África emprega mais de 6000 pessoas, ou seja, um em cadaquatro colaboradores a nível mundial
  23. 23. #29Distribuição em Expansão • Abril 2013dos produtos, chegando realmente a todasas províncias angolanas.Whiskies como estrelasQuais os produtos da Diageo com maiornotoriedade no mercado angolano?Todososprodutostêmelevadanotoriedade,mas os que mais vendem são os whiskies:Johnny Walker, JB, Vat 69 e White Horse.Que produtos da Diageo irão distribuirno mercado?Toda a gama de bebidas espirituosas.Existe algum produto-estrela que desta-casse no portfólio da Diageo no mercadode Angola?A gama de produtos reserva do JohnnyWalkerComo caracterizaria o mercado das bebi-das espirituosas em Angola? É um mer-cado em expansão?Estamos há pouco tempo presentes nestemercado, mas acreditamos que, como todaa economia angolana, este mercado tam-bém está a crescer.O facto de a Refriango possuir entre o seuportfólio algumas bebidas/refrigerantesque funcionam como mix para alguns dosprodutos Diageo também foi importante?Não foi o factor principal, mas não deixa deter o seu interesse comercial.Temos vindo a desenvolver algumas acçõesde trade marketing como o Angola BestCocktails. Nesta iniciativa desenvolvemoscocktails com as bebidas da Refriango e deoutras marcas. Esta acção será certamente, apartir desta parceira, alongada e desenvolv-ida para incorporar os produtos da Diageo.Para os clientes que se pretendem distinguire oferecer aos seus clientes inovação, estaserá claramente uma das acções a imple-mentar.On-trade vs. off-tradeQual o canal preferencial para os produ-tos da Diageo? Horeca ou distribuiçãomoderna?Emquepercentagemestãopre-sentes num e noutro mercado?A Luanday tem uma presença recente nestemercado, mas acreditamos que o off-trade(grossistas, híperes, súperes…) será o canalcom maior peso nas vendas.Normalmente, os produtos Diageo estãomuito ligados à noite. É esse o posiciona-mento? Que tipo de acções vão ter?Vamos ter equipas de activação paradinamizar as marcas no mercado de con-sumo. A Luanday é muito forte em tudo oque diz respeito às activações nos pontosde venda. A máxima de que o sucesso docliente é também o sucesso do distribuidortem total coerência neste mercado.Efectivamente,temosumalargaexperiênciae temos o know-how necessário para alcan-çarosucesso.Nãodeixando,obviamente,departe a promoção do consumo moderadode bebidas alcoólicas.PetervanAs,gerentegeralparaAngoladaDiageo, revelou que o on-trade ainda pos-sui a maior fatia das vendas dos produtosDiageo. Em sua opinião, essa posição irámanter-se,ouaLuanday/Diageoquererãoinverter essa realidade e aumentar o pesodo off-trade? Em que medida e como?Com a garantia de continuidade de forne-cimento e a capacidade de entrega nacional,o comportamento das vendas será o naturaldo mercado.No entanto, o on-trade é um canal muitoimportante de consumo e de divulgação detendências. Teremos equipas dedicadas àactivaçãodasnossasmarcasnestesegmento.Trata-se de um novo posicionamento daLuanday, depois de terem conseguido adistribuição dos produtos Moët Hen-nessy. É importante conseguir este tipo deparcerias?Foi muito importante, porque acredita-mos que são produtos que nos permitemaproveitar e rentabilizar as nossas com-petências e capacidades (presença nacional,capacidade de distribuição…).Que tipo de serviço prestará a Luanday,além da distribuição pura aos locais devenda?De forma concreta: garantia de continui-dade de fornecimento, garantia de presençaa nível nacional, activação das marcas aonível de marketing e comunicação e equipade profissionais/comerciais dedicados emexclusivo a este negócio.O investimentoTerão alguma frota dedicada exclusiva-mente aos produtos Diageo? E a nívelde distribuição, o facto de a Luanday tera capacidade de distribuir produtos emtodo o território nacional angolano é umgarante de que também os produtos Dia-geo chegarão a todos os angolanos?Teremos uma frota dedicada e aproveitare-mosafrotaqueactualmenteutilizamosparadistribuir os nossos restantes produtos.Fizemosuminvestimentodecercade50000000 Kz na adaptação dos nossos armazéns ena aquisição da frota dedicada.Os preços vão sofrer alguma alteração?Este é um mercado pouco regulado, emque os players praticam os preços que“querem”? O facto de garantirem o for-necimento contínuo dos produtos poderálevar a uma baixa dos preços?Acreditamos que, garantindo a continui-dade de fornecimento, conseguiremosreduzir o nível de especulação que acontecequando há escassez de oferta.A atribuição da distribuição dos produtosDiageo requereu alguma formação espe-cial dos recursos humanos da Luanday?Em que medida?Basicamente, formação nos produtos e seuposicionamento que foi ministrada pelaDiageo.Que equipa vão ter dedicada aos produtosDiageo?Vamos ter uma equipa de vendas dedicadase iremos utilizar a nossa actual equipa devendas. Além disso, teremos uma equipaque fará a gestão e activação da marca ecerca de 40 profissionais dedicados ao negó-cio, quase todos angolanos.Qual o investimento feito pela Diageo eLuanday,respectivamente,nestaparceria?O orçamento de marketing estimado rondaos 5 milhões USD (cerca de 500 milhõesKz).Acompanhar a evoluçãoO facto de a economia de Angola estarentre as mais promissoras para 2013 é umgarante de que a distribuição dos produ-tos da Diageo terá sucesso?Acreditamosqueamelhoriadoníveldevidada população angolana elevará o nível deconsumo dos produtos da Diageo por trocacom produtos alcoólicos de baixa quali-dade, com elevada presença no mercado. Aprocura por produtos de qualidade tende aaumentar, diminuindo naturalmente a pro-cura de produtos de baixa qualidade.Esta parceria limita-se ao território ango-lano, ou pode ser extensível a outrospaíses, nomeadamente, africanos e de lín-gua portuguesa?Neste momento, prevê apenas o mercadoangolano. No entanto, o sucesso do resul-tado desta parceria em Angola poderá seranalisado a médio e longo prazo para serextensível a outros mercados.Que resultados seriam consideradosbons/positivos para este primeiro ano dedistribuição Diageo?GarantiroaumentodaquotademercadodaDiageo,bemcomoacontinuidadedeforne-cimento.“Acreditamos que, garantindo a continuidadede fornecimento, conseguiremos reduzir onível de especulação que acontece quando háescassez de oferta”Produtos comercializadospela Luanday no mercado angolanoBaileys OriginalGordon’s GinSmirnoff (Red Label)Dimple 15 YearsJohnny Walker BlackLogan de LuxeJohnny Walker BlueJohnny Walker Gold/PlatinumJohnny Walker Green/GoldReserveJohnny Walker SwingVAT 69JB RareJohnny Walker RedWhite HorseCirocTanqueray 1030pág.Drinco trazCapri-Sun paraAngola
  24. 24. Pelo mundo fora, são milhões ascrianças que se lembrarão de irpara a escola com a sua lancheiracujo conteúdo era composto poruma sandes e um Capri-Sonne ou Sun,dependente do país e língua em que estavae falava.Em Angola, essa responsabilidade cabe,a partir do início do ano, à Drinco, umaempresa angolana que chegou a acordocomaempresaalemãDeutscheSiSi-Werke,detentora dos sumos.Tudo começou quando Walter Pontes,proprietário e administrador da Drinco,com uma vasta experiência no universodas bebidas (alcoólicas e não alcoólicas) anível nacional e internacional, reconheceua força de Capri-Sun na Nigéria (e não só),procurandocontactodirectocomasedeemHeidelberg-Eppelheim (estado de Baden-Württemberg, Alemanha). “Mostrámos anossa experiência e demonstrámos o inter-esse de montar uma fábrica em Angola”,reconhecendo que a jogo foram “váriaspropostas de outros grupos internacionais,de empresas importadores de bebidas, queimportavam a partir da Europa”. Contudo,o responsável pela Drinco admite que ointeresse e a agressividade que mostraramfoi a razão para os terem escolhido.Paraessaescolhafoi,também,importanteoinvestimentoqueaDrincoestavadispostaaefectuar numa nova fábrica, perto de Viana,rondando os 20 milhões USD.Com o contrato celebrado em finais de2012 e com uma franquia para todo o País,Walter Pontes dá o exemplo da força deCapri-Sun na Nigéria, que passou da vendade 50 000 caixas/ano no final dos anos 1980para as actuais 3 000 000, para justificar aapostanesteprodutonomercadoangolano.“Estamos a falar de um produto de massas,com um target muito específico: as crian-ças.” Admitindo que essa é uma, se não agrande, vantagem de Capri Sun, o respon-sável adianta que estará no mercado comquatro sabores (maçã, laranja, tutti-frutti eananás), embora a matéria-prima seja todaimportada.Produzir com fruta nacionalNa realidade, essa é uma das grandesdificuldades que a Drinco encontrou parasustentar esta operação, já que Angolanão possui matéria-prima suficiente quegaranta à empresa o concentrado para aprodução de Capri-Sun. Assim, o concen-trado é importado da Alemanha e produz-ido o sumo em Angola, revelando WalterPontes que o objectivo, naturalmente, é#30Distribuição em Expansão • Abril 2013Uma das bebidas mais emblemáticas do mundo chega agora ao mercadoangolano pelas mãos da Drinco. Numa primeira fase, a produção deverá rondar12 milhões de unidades, mas o objectivo é chegar a 480 milhões embalagens./Drincobebidas texto: Victor Jorge fotos: Edson ChagasDrinco trazCapri-Sun para AngolaExportar Capri-Suna partir de AngolaApesar de o projecto ainda estar no início, o responsável da Drinco não descartaa exportação de Capri-Sun a partir de Angola. Contudo, o primeiro objectivo échegar com o produto ao País todo, só depois se poderá pensar noutros voos.Walter Pontes destaca, no entanto, a linha-férrea projectada e que liga Lobitoà República Democrática do Congo. “Essa será, sem dúvida, uma grande mais-valia para o País e para escoamento dos nossos excedentes. Para além disso,falamos de um país com mais de 60 milhões de habitantes, o que nos poderálevar, na altura certa, a olhar com algum interesse para ele.”
  25. 25. #31Distribuição em Expansão • Abril 2013produzir com matéria-prima nacional.“São custos elevados e não existem garan-tias de fornecimento. Não nos podemosdaraoluxodenãoterproduçãoquechegueou que falte.”No entanto, os responsáveis da Drincosabem que existem algumas empresas/produtores no Sul de Angola que estão atrabalhar com concentrado de laranja, peloque vai contactar essas empresas para sabera sua produção. “Temos de estabeleceracordos com esses produtores para que aprodução e o fornecimento não falhem.Eles terão de ter a capacidade de produzirquando e quanto for necessário.”A localização da fábrica também não foiao acaso, referindo Walter Pontes que a suainstalação aconteceu numa zona de agro-indústria, de elevada produção de manga,quiçá o futuro sabor para Capri-Sun emAngola, diz o responsável, sem, contudo,levantar muito o véu sobre este assunto.Deresto,énosfrutostropicaisqueaDrincodeverá apostar no futuro, indo, assim, aoencontro dos gostos do consumidor ango-lano, que prefere um produto mais doce,ao contrário dos europeus. “Em África, équase impossível colocar no mercado umproduto com a quantidade de sacarose queé utilizada na Europa”, dando como exem-plo o BRIX (escala numérica que mede aquantidade de compostos solúveis numasolução de sacarose, utilizada geralmentepara sumos de fruta) que em Angola é de11,5, enquanto na Europa não ultrapassaos 8,5.A importância das criançasCom as crianças como consumidor maisimportante, Walter Pontes destaca o mer-cado de 8 milhões de crianças que existemem Angola e que são potenciais consumi-dores de Capri-Sun.Assim, não é de estranhar que um dospontos fulcrais para a promoção do sumosejam as escolas onde a Drinco irá fazerdegustações. O objectivo parece claro:“colocar em cada lancheira das crianças umCapri-Sun”.No entanto, não é só nas escolas que aDrinco quer e irá fazer as acções de pro-moção, já que se as escolas e as crianças sãoum “alvo” importante, também os pais des-sas crianças não poderão ser esquecidos.Desse modo, as acções programadas paraa distribuição moderna (super e hipermer-cados) são importantes, não só através daexposição do produto, mas com as acçõesde degustação.Presente em 80% das grandes superfíciesem Angola, Walter Pontes não esquece,contudo, o mercado informal, que con-tinua a ter a sua relevância e que não podeser ignorado, colocando na rua seis equipaspara realizarem todo o tipo de promoçãonos mais diversos canais de venda.Um dos pontos destacados por WalterPontes neste projecto da Drinco, além doinvestimento, são os postos de trabalho cri-ados (120), salientando que 98% dos fun-cionários são de nacionalidade angolana.Mas esta aposta da Drinco não teve sófactores positivos, já que a falta de apoiodo lado do Executivo foi um dos aspectosapontados pelo empresário. “As pequenasindústrias também têm de ser apoiadas.Nós obtivemos apenas o parecer favoráveldas entidades que nos deram suporte. Aelectricidade é 24 sobre 24 horas com gera-dor, na água temos algumas dificuldades deabastecimento, apesar de termos um furo acerca de 200 metros que nos dá um certosuprimido. As vias de acesso foram feitaspor nós, o asfalto, as linhas de alimentação.”E Walter Pontes vai mais longe: “Este pro-jecto nasceu por causa da nossa insistênciae força de vontade em fazer algo pelo País.”Com expectativas de obter uma receita de12 milhões USD a breve prazo, a capaci-dade de produção da fábrica é de 12 mil-hões caixas/ano (contendo cada caixa 40unidades de Capri-Sun). Para o ano 2013,no entanto, está prevista uma produção de300 mil caixas, o equivalente a 12 milhõesde unidades, e para breve estão prometidasmais novidades.A famosa embalagemRudolf Wild, fundador da empresa alemã, foi o percursor na área de recipientesdescartáveis com bebidas na década de 1960. A embalagem tipo bolsa que seaguenta de pé acabou por se tornar a marca comercial de Capri-Sun.É feita de alumínio de multicamadas extremamente fino. Isto significa que aembalagem de bebida é fina e leve e fornece igualmente uma excelente pro-tecção ao conteúdo contra a luz, oxigénio e cheiros externos.O alumínio é extraordinariamente resistente a rasgões e durável, apesar de serconstituído por camadas extremamente finas de material.Importação, sim,mas só se for de qualidadeUm dos assuntos levantados por Walter Pontes foi o da importação (desmesura-da), colocando grande evidência no facto de “pensarmos e sabermos que temosum produto angolano a ser produzido em Angola”.“Não sou contra as importações”, frisou o responsável da Drinco, fazendo, con-tudo, referência à necessidade que tem de existir na protecção de quem desen-volve efectivamente o País e se preocupa em fazer o seu investimento, dandoemprego em Angola. “Nós preocupamo-nos com esse objectivo. Continua-sea importar produtos de péssima qualidade. O produto importado tem de trazerqualidade ao mercado. Não me importo que exista importação, desde que tragamais-valia e qualidade. Importação desmesurada e sem qualidade, não.”História Capri-Sun1956 Deutsche SiSi-Werke é adquirida pela Rudolf WildWerke, Heidelberg-Eppelheim1962 A marca comercial Capri-Sun é registada pelaDeutsche SiSi-Werke1969 Capri-Sun, na sua embalagem tipo bolsa que seaguenta de pé, é lançada no mercado alemão nossabores laranja, limão e maçã1975 Capri-Sun torna-se líder de vendas na Alemanha nosegmento “bebidas de sumo de frutas em embalagensflexíveis”1976 Capri-Sun começa a ser comercializado a nívelinternacional1978 Começa a produção de Carpi-Sun nos EUA1979 Muhammad Ali, campeão de boxe de pesos-pesados,torna-se porta-voz da Capri-Sun. O primeiro centrode produção fora da Alemanha é inaugurado emColumbus, Ohio (EUA)1980 Expansão para África e Ásia: São inaugurados oscentros de produção na Nigéria e no Japão1983 Produção começa na ilha de Reunião e nos EAU1984 Início da produção na Indonésia1989 Capri-Sun torna-se líder de vendas na Irlanda ecomeça a produção na Guiné e na Martinica1992 Capri-Sun torna-se líder de vendas na Europa1994 Capri-Sun torna-se líder de vendas nos EUA e começaprodução na Turquia1997 Início da produção na Coreia do Sul e República Checa1998 Produção na Ucrânia1999 Produção na Arábia Saudita2002 Produção na China e Jamaica. Capri-Sun torna-selíder de venda no Reino Unido2010 Mais de 7 mil milhões de embalagens tipo bolsa deCapri-Sun vendidas por ano. Produção começa noSudão2011 Produção inicia-se no Brasil e na África do Sul2013 Capri-Sun é lançado no mercado em Angola, Marrocos,México e Índia. Existem actualmente 23 países comcentros de produção a nível mundial
  26. 26. #32Distribuição em Expansão • Abril 201324Horas com...Estevão Daniel,Presidente do Conselho deAdministração da Refriang fotos: César Magalhães07:30 horasSaída de casa para o trabalhodepois do pequeno-almoço caseiro11.30 horasVisita aos laboratórios deanálise da empresa17:30 horasVisita à área deprodução de bebidas16:30 horasContinuação do trabalhodiário no gabinete. Verrelatórios, e-mails, etc.12:30 horasMomento de convíviocom os colaboradores naempresa08:30 horasBreve reunião com o Director deRecursos Humanos, Hugo Horta08:15 horasChegada à Refriango
  27. 27. #33Distribuição em Expansão • Abril 201320:15 horasJantar em família após umlongo dia de trabalho13.15 horasHora de almoço aproveitada parareuniões com as diferentes direcções15:00 horasInício de tarde com váriasreuniões de trabalho18:45 horasRegresso a casa num percursode 30 a 45 minutos19:30 horasChegada a casa09:00 horasTempo para despachar assuntosprioritários no gabinete10:00 horasBreve reunião com o Director deRelações Laborais, Yello Jorge nasinstalações da Refriango19:35 horasConvívio com os filhos
  28. 28. #34Distribuição em Expansão • Abril 2013/Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugalvinhos texto: Victor Jorge fotos: D.R.Dos7milhõesEURdoplanodepro-moção da ViniPortugal, 6% des-tinam-se ao mercado de Angola.O objectivo actual da associaçãointerprofissional para a promoção dos vin-hos portugueses passa não só pela extensãodo seu plano de acções para outras cidades,para além de Luanda, como é o caso deBenguela, Huambo e Lubango, mas, funda-mentalmente, pela promoção dos vinhos degama média ou alta.Distribuição em Expansão (DE): A Vini-Portugal apresentou recentemente o seuplanodepromoçãoparaosvinhosdePor-tugal para o ano 2013, juntamente com asCVR (Comissões Vitivinícolas Regionais)e IVDP (Instituto dos Vinhos do Douroe Porto). Como classificaria ou carac-terizaria este plano face aos anteriores?Jorge Monteiro (JM): Um dos princípiosfundamentais adoptados pela direcção daViniPortugal, com o apoio do sector, é queuma estratégia só produz resultados se, apósestabelecida, for garantida a sua estabilidadee implementada num período não inferiora 3 anos.Ora, o plano estratégico para os vinhos dePortugal foi aprovado para o triénio 2012-2014, pelo que não seria de esperar grandesalterações no que diz respeito aos mercadosseleccionados, públicos-alvo, mensageme valores a transmitir, etc. Ou seja, o plano2013nãoserásubstancialmentediferentedodo ano que acabou.Porém, na operacionalização, há umaevolução muito positiva que resulta deuma crescente articulação entre as CVR e oIVDP, responsáveis pela promoção genéricadas denominações de origem, e a ViniPor-tugal, que tem a responsabilidade da comu-nicação da marca Wines of Portugal. E estaarticulação permite evitar sobreposiçõesao mesmo tempo que estimula um maiornúmerodepresençasconjuntas,permitindoumaimagemdePortugalmaisforteeeficaz.DE: Na apresentação é referido que umdos objectivos globais da marca Wines ofPortugal é “criar apetência pelos vinhosde Portugal, tornando-os mais competi-tivos”. Como é que isso é alcançável?JM: Apesar de os vinhos de Portugal seremjá muitíssimo conhecidos no mercadoangolano, o mesmo não acontece noutros“É importante que oconsumo de vinhos emAngola dê lugar a vinhosde maior qualidade”Apresentado que foi o plano de promoção para os vinhos de Portugal parao ano de 2013, Angola ocupa um lugar de destaque para a exportação dosvinhos portugueses. Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, explica, ementrevista, o que a entidade responsável pela promoção e comunicação dosvinhos portugueses a nível internacional pretende fazer no mercado angolano.Jorge Monteiro, presidenteda ViniPortugal, gostariade manter uma taxa decrescimento acima dos 10%
  29. 29. #35Distribuição em Expansão • Abril 2013países do mundo como, por exemplo, naChina. Há um trabalho importantíssimode construção de marca que é necessáriofazer para dar a conhecer a excelência e adiversidade dos vinhos portugueses, que,para além disso, são bastante competitivosquando comparados com outros vinhosinternacionais.A missão da ViniPortugal é, através daconstrução da imagem da marca Winesof Portugal, criar apetência para os vinhosportugueses, mostrando, aos consumidoresdos mercados onde estamos presentes, quetemos vinhos de excelente qualidade e comcaracterísticas únicas, ao nível de qualquerbom vinho internacionalmente reconhe-cido. Posicionando os vinhos portuguesescomo um concorrente directo de outrosvinhos internacionalmente reconhecidosem termos de qualidade e diferenciação, acompetitividade em termos de valor passaráa ser ainda mais evidente.No caso particular do mercado angolano,passa, igualmente, por demonstrar a versa-tilidade e a diversidade dos vinhos portu-guesesnoutrosmomentosdeconsumo.Paraalém do enorme potencial gastronómicodos vinhos portugueses, a diversidade devinhos portugueses permite-nos ofereceruma vasta gama de vinhos para momentosde puro lazer fora das refeições. É, assim,nosso objectivo promover o consumo devinhos portugueses em festas, momentosde celebração, locais de diversão nocturna elocais de lazer.DE: O Plano de Promoção para 2013,em conjunto, destina 15 milhões EURpara a promoção dos vinhos de Portugal,cabendoàViniPortugal7milhões.Esteéoorçamento possível, ou desejável?JM: É mais o orçamento possível do que odesejável. Atendendo ao modelo de finan-ciamento, quer da ViniPortugal quer doIVDP e das CVR, mesmo que estivessemdisponíveis mais fundos públicos – nacion-ais ou comunitários –, um reforço daquelemontante exigiria maior esforço financeiroda parte dos agentes económicos.Ora, embora não dispondo de dados objec-tivos, temos, porém, uma clara percepçãode que o actual esforço financeiro privadoé já muito elevado, pelo que, mesmo dese-jando um maior envelope financeiro, talnão seria prudente. No entanto, se a situ-ação financeira nacional, nomeadamentecom recuperação do poder de compra dosconsumidores domésticos, recuperar e asexportações mantiverem a actual dinâmica,poder-se-á admitir uma expansão daquelemontante nos próximos anos.Angola não é só LuandaDE: 6% dos 7 milhões EUR do plano depromoção da ViniPortugal destinam-seao mercado de Angola. Em concreto, oque é que a ViniPortugal pretende fazerao longo do ano em Angola?JM: Mais de 80% do vinho engarrafadoconsumido em Angola é vinho português,fruto não só das boas relações entre os doispaíses mas também do trabalho e investi-mento que o sector tem feito no mercado.Consideramos que a estratégia adoptadatem produzido bons resultados, pelo que oplano de 2013 é um plano de continuidade.Continuaremos a investir em educação,comunicação e promoção.DE: O mercado angolano representoumais de 72% das exportações totais dosvinhos portugueses para o continenteafricano em valor e 59,7% em volume. Aque se deve este peso? É uma questão deidentificação com o País, cultura e gentes?JM: Sim, de facto, sente-se que existemfortes razões de natureza cultural, e a pre-sença portuguesa nestes territórios, hojepaíses independentes e em processo deforte desenvolvimento, terá tido também asua influência. Note-se que, embora sem amesma expressão que Angola, países comoMoçambique, Cabo Verde e São Tomé ePríncipe são já importantes mercados dedestino dos vinhos portugueses e até comelevados consumos per capita, quandocomparados com a maioria dos mercadosafricanos.DE: Em sua opinião, este peso/percenta-gem poderá ainda aumentar mais?JM: Num estudo efectuado pela Wine Inteli-gence sobre tendências de evolução do con-sumo de vinho, não se prevê um acentuadoaumento do consumo de vinho em Angola,nos próximos anos. Porém, sabe-se queLuanda terá o dobro do consumo per capitado resto do País, pelo que, mantendo-se oactual ritmo e padrão de desenvolvimentoeconómico, é natural que venha a verificar-se algum aumento de consumo.Nesse sentido, a ViniPortugal tem comoobjectivo estender o seu plano de acçõespara outras cidades, para além de Luanda,como é o caso de Benguela, Huambo eLubango.No entanto, e por outro lado, não podemosperder de vista um outro objectivo, deaumento do valor e que passa pela pro-moção dos vinhos de gama média ou alta,por regra engarrafados na origem, ou seja,sendo importante o aumento de consumode vinho português em Angola, não menosimportante é que o actual consumo de vin-hos de entrada de gama dê lugar a vinhos demaior qualidade.DE: E os produtores portugueses estão aexplorar bem esse conceito? Como é queos produtores portugueses poderão refor-links úteis:www.viniportugal.ptEvolução das exportações de vinhos portugueses para ÁfricaDestinoHL Estrutura (%) 2012 / 2011Jan-Dez Jan-Dez Jan-Dez2010 2011 2012 2010 2011 2012 HL EstruturaAngola 492 920 629 765 687 038 71,1 73,7 74,4 9,1 1Moçambique 66 423 71 211 77 896 9,6 8,3 8,4 9,4 1,2Guiné Bissau 44 154 61 861 67 635 6,4 7,2 7,3 9,3 1,2Cabo Verde 41 332 39 783 37 165 6 4,7 4 -6,6 -13,5S. Tomé e Príncipe 37 920 39 702 37 468 5,5 4,6 4,1 -5,6 -12,7Nigéria 1 482 1 932 3 753 0,2 0,2 0,4 94,2 79,7África do Sul 1 606 2 431 2 448 0,2 0,3 0,3 0,7 -6,8Suazilândia 1 932 2 544 3 339 0,3 0,3 0,4 31,3 21,5Zaire 2 656 1 855 2 063 0,4 0,2 0,2 11,2 2,9Namibia 227 156 540 0 0 0,1 245,6 219,9Outros 2 437 2 910 3 522 0,4 0,3 0,4 21 12TOTAL 693 091 854 152 922 867 26 27,8 27,6 8 -0,7Fonte: Instituto da Vinha e do Vinhos (IVV)Evolução das exportações de vinhos portugueses para ÁfricaDestinoPreço Médio (€ / l)Jan-Dez 2012/20112010 2011 2012 %Angola 1,14 1,16 1,26 8,4Moçambique 0,57 0,71 0,91 28,8Guiné Bissau 0,51 0,62 0,58 -6,3Cabo Verde 0,92 0,84 0,88 4,1S. Tomé e Príncipe 0,72 0,76 0,86 11,9Nigéria 1,95 1,76 2,29 30,4África do Sul 2,39 2,52 2,73 8,4Suazilândia 2,41 2,55 1,96 -23,1Zaire 1,04 1,33 1,35 1,6Namibia 1,74 1,28 4,44 247,8Outros 2,25 1,74 2,39 37,7TOTAL 1,02 1,06 1,17 9,6Fonte: Instituto da Vinha e do Vinhos (IVV)

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