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de Janeiro: Wak editora, 2014.
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  1. 1. MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS Autores: Geisiane Fernandes silva e Márcia Lúcia de Almeida Orientador: Jorbson Bezerra Barros INTRODUÇÃO O  presente  trabalho  trata  do  processo  de alfabetização de crianças autistas. Além disso, Aponta dentro  da  legislação  Federal  e  municipal  dispositivos que asseguram­lhes o direito à educação especializada nas  escolas  regulares  como  forma  de  promover  a inclusão  social.  Também  faz  uma  análise  acerca  das dificuldades enfrentadas pelos professores no processo de alfabetização dos autistas, provenientes, em grande parte,  da  falta  de  qualificação  profissional.  E  por  fim, apresenta  algumas  metodologias,  que  funcionarão como  ferramentas,  capazes  de  enriquecer  o conhecimento dos educadores, sobre as dificuldades e necessidades dos alunos com o transtorno do espectro autista,  bem  como  promover  a  inserção  dessas crianças no ambiente escolar. DESENVOLVIMENTO O  autismo  é  definido  como  transtorno  invasivo do  desenvolvimento  que  envolve  graves  dificuldades nas  habilidades  sociais  e  comunicativas  do  indivíduo. Aqueles  que  apresentam  o  transtorno,  em  regra, possuem  déficit  na  comunicação  social,  padrões  de comportamentos repetitivos, estereotipados e repertório restrito de interesses.             O conhecimento atual sobre o autismo é fruto de uma parceria entre pesquisadores comprometidos e pais dedicados a seus filhos que buscam tratamento para  melhorar  as  condições  de  vida  de  todos, principalmente no que diz respeito à convivência social. É  indiscutível  que  parte  considerável  desse  convívio social  é  vivenciado  no  ambiente  escolar.  Por  essa
  2. 2. razão,  torna­se  imprescindível  que  o  processo  de educação,  responsável  pelo  aprendizado  da  criança autista  e  sua  inserção  no  meio  social,  seja especializado.                         Visando  assegurar  o  direito  dos  autistas  à educação  especializada,  a  presidenta  Dilma  Rousseff sancionou a Lei Nº 12. 796 de 04 de Abril de 2013 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e  altera  alguns  dispositivos  da  lei  anterior  de  1996. Seguindo a mesma linha, o prefeito da cidade de João Pessoa  –  PB,  Luciano  Cartaxo,  também  sancionou  a Lei  Ordinária  12.628  de  12  de  Agosto  de  2013  que dispõe  sobre  a  Implantação  de  Assistência Psicopedagógica  na  Rede  Privada  de  Ensino  no Município de João Pessoa ­ PB.             Todavia, na realidade o que observamos são escolas repletas de educadores despreparados e sem formação adequada para atender às necessidades das crianças  que  precisam  de  um  acompanhamento  e  de uma  metodologia  aperfeiçoada  para  alcançarem  os objetivos  almejados.  Tal  constatação  fica  evidente quando  analisamos,  a  seguir,  os  dados  de  pesquisa realizada com 100 (cem) professores da rede pública e privada  de  escolas  do  bairro  do  Rangel  em  João Pessoa – PB. Analisando  o  gráfico,  percebe­se  que  a  maioria dos  educadores  possuem  apenas  a  educação  básica, ou seja, o ensino médio ou magistério, o que não lhes garante uma base sólida e dificulta o conhecimento de novas  práticas  pedagógicas  voltadas  para  a  ajuda  de crianças  com  necessidades  especiais  na  escola.  Em
  3. 3. outras  palavras,  não  tiveram  a  oportunidade  de conhecer  disciplinas  voltadas  para  a  educação especial, assim como os professores graduados.             Por tudo que foi exposto e visando auxiliar os professores na promoção do conhecimento e inclusão das  crianças  com  autismo  em  sala  de  aula, apresentamos  alguns  métodos  de  intervenção  para alfabetização e aprendizagem: Ø  MÉTODO PECS – É conhecido mundialmente por está  ligado  aos  componentes  incitativos  da comunicação por meio da utilização de figuras. Ø    MÉTODO  TEACCH  –  Trabalha­se  a  linguagem receptiva  e  a  expressiva.  Para  tanto  são utilizados  estímulos  visuais  como  fotos,  figuras ou cartões, além estímulos corporais. Ø  MÉTODO MONTESSORI – Trabalha a educação da vontade e da atenção, com a qual a criança terá  a  liberdade  de  escolher  o  material  a  ser utilizado proporcionado a cooperação. Ø    MÉTODO  ABA  –  Incentiva  o  conhecimento através  de  materiais  concretos  cientificamente desenhados,  para  acrescentar  o  pensamento conceitual e levar abstração. CONCLUSÃO Hoje  já  existem  vários  métodos  que  podem  ser utilizados  no  processo  de  aprendizagem  dos  autistas, porém falta qualificação profissional para aplicá­los com eficiência.  Nesse  sentido,  a  figura  do  professor  é fundamental.  Criatividade,  dedicação  e  conhecimento, acima de tudo, são habilidades que não podem faltar a este  educador.  Revestido  com  esses  pré­requisitos,  o docente estará apto para adentrar no “mundo singular” do autista e dá início ao processo de alfabetização.           REFERÊNCIAS CUNHA,  E.  Autismo  e  inclusão:  psicopedagogia  e
  4. 4. práticas educativas na escola e na família. 5 ed. Rio de Janeiro: Wak editora, 2014. RIBEIRO,  Sabrina.  ABA:  uma  intervenção comportamental  eficaz  em  casos  de autismo.Disponível  em: <www.revistaautismo.com.br/edic­o­0/aba­uma­ intervenc­o­comportamental­eficaz­em­casos­de­ autismo> Acesso em 22 Mar. 2015. SILVIA, A.; GIATO, M.; REVELES, L. Mundo singular: entenda o autismo. Rio  de  Janeiro:  Editora  Objetiva, 2012. VIEIRA,  Soraia.  O  que  é  o  pecs.  Disponível  em: <www.revistaautismo.com.br/edicao­2/o­que­e­pecs> Acesso em: 20 Mar. 2015. VILLELA,  T.;  LOPES,  S.;  GUERREIRO,  M.  Os desafios  da  inclusão  escolar  no  Século XXI.Disponível  em:  <www.bengalalegal.com/desafios> Acesso em: 10 Mar. 2015.

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